segunda-feira, 22 de abril de 2013

Assembleia da Campanha Salarial

Só com mobilização, os patrões vão respeitar os jornalistas

O Sindicato convoca todos os jornalistas para uma assembleia geral nesta segunda-feira (22/04), a partir das 19 horas, na Casa da Comunicação, para avaliar o resultado das negociações salariais e deliberar sobre formas de luta que façam as empresas avançarem. Após duas rodadas de negociação na Superintendência Regional do Trabalho (SRT), os patrões rejeitaram todas as reivindicações apresentadas pela categoria, concordando em repassar , apenas, o índice de inflação para os salários.

Há quase dez anos sem conceder aumento real, as empresas de Fernando Collor, João Tenório, Thomaz Nonô, Rui Palmeira e Patrícia Sampaio, entre outros sócios diretos e indiretos da OAM, PSICOM e TV ALAGOAS, tem tratado os jornalistas com imenso descaso. A Pajuçara Sistema de Comunicação sequer envia representante para a mesa de negociação. Diante dessa postura desrespeitosa e que afronta a dignidade dos profissionais, não resta alternativa à categoria a não ser a mobilização, para denunciar nas ruas, instituições, veículos alternativos e redes sociais, entre outros espaços, a verdadeira face dos nossos empregadores.

Uma nova e decisiva rodada de negociação está marcada para quarta-feira, às 10 horas, na SRT. O Sindicato espera que os patrões mudem de postura e trate com seriedade as reivindicações dos jornalistas. Entre os itens solicitados pela categoria estão a reposição das perdas inflacionárias, aumento real de 7% e melhoria do auxílio-creche.

JORNADA EM DEFESA DE ALAGOAS

O Sindicato convoca todos os jornalistas a participarem na próxima sexta-feira (26/04) do novo ato público convocado pela CUT, Sindicatos e movimentos sociais, no qual o governo do Estado é alvo das manifestações. Na oportunidade, a categoria também irá se manifestar contra os empresários da comunicação que não respeitam os seus trabalhadores e que cometem irregularidades trabalhistas, previdenciárias, fiscais, etc. A organização desse ato se dará durante a assembleia de segunda-feira, no Sindicato.

POLÍTICA DE ARROCHO E DESVALORIZAÇÃO

Os jornalistas alagoanos têm sido extremamente desvalorizados nos últimos anos, sobretudo pelos grandes veículos de comunicação, que se negam a pagar salários mais justos. O último aumento real conquistado pela categoria aconteceu há cerca de dez anos e foi de apenas 1%. Desde então, as empresas só repassam aos salários o índice da inflação, sendo que em duas oportunidades ofereceram zero de reposição. O Sindicato precisou ameaçar com greve e entrar com dissídio na Justiça para garantir, nessas duas oportunidades, o reajuste salarial.

Essa política das empresas de comunicação em Alagoas contrasta com a realidade nacional, uma vez que a maioria esmagadora dos acordos e convenções coletivas de trabalho tem culminado em ganhos reais. Só em 2012, mais de 94% das negociações salariais terminaram com reajustes acima da inflação, segundo pesquisa divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Além de sofrerem com a política de aumento zero, os jornalistas se sentem ainda mais desvalorizados quando comparam os vencimentos com o salário mínimo. O piso da categoria, que já foi de dez mínimos, não chega a quatro nos dias de hoje. Trata-se de um brutal achatamento que não pode mais ser alimentado pelas empresas.

Temos um jornalismo de qualidade, profissionais competentes e premiados, mas tudo isto pode ser destruído pela ganância selvagem das empresas. Alguns profissionais já tem deixado Alagoas para trabalhar em outros estados, enquanto outros voltam aos bancos da faculdade para se formar em novas profissões.

A alegação dos patrões de que falta dinheiro para pagar melhores salários não é verdadeira. A maioria das empresas vem investindo em tecnologia, novos equipamentos e mais canais de televisão, a exemplo da Organização Arnon de Mello (OAM) e da Pajuçara Sistema de Comunicação (PSICOM), que compraram canais de TV fechada na NET.

Sindicato dos Jornalistas de Alagoas - Sindjornal

sábado, 20 de abril de 2013

Dia do Livro é comemorado com atividades na Praça Padre Cícero, em União


Fonte Blog JMarcelo Fotos


Nesta quinta-feira, 18, aconteceu a 4ª  edição do Sarau da Fábrica, na Praça Padre Cícero, no centro de União dos Palmares. Os organizadores do evento aproveitaram que ontem se comemorou o Dia do Livro e fizeram uma programação maior.

Segundo Zulu Fernando, “a cada edição a gente percebe que o público é maior;, a nossa intenção era ter nossos encontros para recitar poesias, poemas, ler literatura em geral e divulgar os amigos que têm bandas alternativas na cidade”, disse Zulu.

As atividades dessa edição do Sarau na Fábrica começaram com o varal de poesias e exposição de banners em frete à Prefeitura de União, com panfletagens nas filas dos bancos, nas lojas do comércio, nos semáforos, na rodoviária, entre outros locais.

À tarde, a diretora-coordenadora de ensino, Gorete Galvão e alguns alunos vencedores da Olimpíada de Literatura da rede municipal de ensino, declamaram poemas. A 4ª edição do Sarau teve outro diferencial o dia de ontem, já que na praça estavam expostos os livros do projeto Leitura na Praça, que vem acontecendo desde dezembro de 2012.

Com o maior público até agora, Zulu Fernando acredita que a divulgação nessa edição foi maior e “que a ideia da professora Marcia Susana,  de juntar o movimento cultural, foi boa porque deu maior visibilidade. 

Kledson Bezerra e Samário Lino da Banda Lotus foram os responsáveis para se apresentar na noite, com um repertório bem variado de músicas, desde o pop rock nacional, internacional a músicas alternativas e sucessos da MPB.

A noite contou ainda com o poeta sergipano Jeová Santana. Os agitadores culturais José Minervino, Wenndell Amaral, Bruno Clériston, Thiago Alexandre, Zulu Fernando e Zema, que fazem parte do Coletivo a Fábrica, tiveram como parceiros no projeto as secretarias de Educação, Cultural e Infância e Juventude do município de União dos Palmares.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Violência que não para

Olívia de Cássia - jornalista

A violência urbana é um fenômeno das sociedades modernas e tem aumentado em todo o mundo. No Brasil,  nos últimos anos, faz como vítimas, em sua maioria, jovens, negros e mulheres, de baixa escolaridade, cuja faixa etária em Alagoas é de até 25 anos, num crescendo assustador, apesar das ações do Programa Brasil Mais Seguro do Governo Federal.

Tenho acompanhado os casos na imprensa e é estarrecedor o número de assassinatos diários de jovens, tanto na capital quanto no interior do Estado; a maioria por conta de dívida com o tráfico de drogas: mais de 90% por esse motivo, segundo os delegados entrevistados pela imprensa.

Um delegado da Força Nacional, responsável pela área do Tabuleiro do Martins, falou ao repórter Rívison Batista, do site Tribuna Hoje (em reportagem publicada nesta quarta-feira)  e disse que a  criminalidade do local  é crescente. Segundo o delegado, tanto a idade de quem comete o crime como também das vítimas no Tabuleiro combinam: fica entre 15 e 25 anos.

 “Quem mata é muito jovem e quem morre também”, afirma, acrescentando que as testemunhas pouco ajudam a Força Nacional ou a Polícia Civil a solucionar os casos. Ele disse também que  por conta de o bairro ser muito violento, a população que presencia o crime não colabora muito e a criminalidade sempre aumenta nos fins de semana.

Informações computadas pela Secretaria de Defesa Social do Estado e publicados no site da instituição confirmam que em janeiro deste ano foram registrados 196, em fevereiro 168,  e em março 211 assassinatos. A SDS informa que 95% dos casos são de assassinatos de homens e as mulheres somam mais 4% nessa estatística. 

Se comprados com o mesmo período do ano passado, houve um crescimento da violência no Estado, contrastando com as falas das nossas autoridades sobre a questão, que em entrevistas à imprensa local falam bonito, tentando mascarar uma realidade gritante, que a gente não pode esconder.

Quando eu estava no plantão do site Tribuna Hoje, no pequeno período que passei por lá,  geralmente aos sábados e domingos, eu saía quase sempre para cobrir conflitos e assassinatos. O último caso que presenciei foi de um jovem de 23 anos, que foi perseguido e assassinado dentro de uma quitanda, por trás do Conjunto Adelmo Machado, em Cruz das Almas. A cena daquela mãe desesperada em cima do corpo do filho não me saiu da cabeça por um bom tempo.

Para acompanhar as ações do Programa Brasil Mais Seguro no Estado, a Assembleia Legislativa Estadual (ALE) criou uma Comissão Especial.  Toda semana a Comissão se reúne para debater o que vem sendo feito na área de segurança,  fazendo visitas ao IML, Perícia Oficial, às delegacias e demais locais. Nesses lugares a falta de estrutura para o funcionamento a contento é gritante.  

Comprovamos a situação da falta de estrutura do  IML na Sexta-feira Santa passada, quando aguardávamos a liberação do corpo da nossa amiga Cleria Lilian e vivenciamos ali um constrangimento tão profundo que vamos levá-lo para o resto das nossas vidas.

O governo federal anunciou a liberação de mais recursos para construção de delegacias no Estado, mas seria bom também que mais recursos fossem destinados para a educação, o esporte e o lazer, para ocupar a cabeça dessa moçada com projetos e políticas públicas culturais nos fins de semana e na sua rotina. Eu pergunto às autoridades alagoanas: o que está faltando, finalmente, para que se melhore esses índices destoantes e feios em  nossa terra tão bonita? 

Projeto cria política para prevenir violência contra educadores



Olívia de Cássia -  Ascom


Um projeto de lei do deputado Ronaldo Medeiros (PT), protocolado na Assembleia Legislativa no dia 10 último, obriga o Estado a adotar políticas preventivas contra a violência ou risco de violência contra educadores da rede de ensino público do Estado de Alagoas.

Segundo o deputado, a proposta é promover debates junto aos estudantes, professores, servidores e funcionários das escolas, com a presença das comunidades, tendo como objetivo debater índices de violência e as razões motivadoras, bem como as causas dela.

“A violência no Estado já atingiu os funcionários das escolas e professores alagoanos, que vivem constantemente ameaçados em seus locais de trabalho. O projeto de lei que estou apresentando na Casa de Tavares Bastos tem a proposta de determinar que o Estado implante medidas preventivas contra esse absurdo”, argumenta do deputado.

A proposta também é motivar o Estado a adotar medidas preventivas para situações em que os professores, no exercício de suas funções, estejam sob risco de violência contra sua integridade física e moral. Pelo texto do projeto, o Estado tem que criar mecanismos que estimulem o respeito e a pacificação do ambiente escolar, com ênfase na valorização da pessoa do educador pelo educando.

“Além disso, a ideia é estimular práticas de atividades que congreguem educadores, alunos e os membros da comunidade, inclusive, com vistas a envolver as comunidades do entorno das unidades educacionais, objetivando reduzir e eliminar qualquer forma de violência contra o educador”, argumenta o deputado.

O petista destaca que o projeto de lei quer garantir ainda a aplicação de medidas previstas em lei, inclusive, as previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, em caso de prática de ato infracional contra o educador, bem como garantir prioridade no trâmite dos processos administrativos que tratem de ameaça de violência iminente, inclusive com antecipação de medidas preventivas no âmbito administrativo.

“Serão formados conselhos com a finalidade de promover o debate e buscar soluções acerca da violência contra os educadores, tendo em sua formação membros do corpo docente, alunos e pessoas da comunidade, garantindo-se a maior representatividade possível dos atores envolvidos, inclusive, com representação do Conselho Escolar e demais entidades interessadas, vinculadas à educação e ao tema violência”, justifica.

Dentre outros pontos, o projeto do deputado Ronaldo Medeiros propõe que as medidas preventivas e cautelares adotadas pelos setores competentes poderão consistir na proteção sistemática ao professor ameaçado; afastamento do educador em situação de risco de violência, enquanto perdurar a ameaça, sem perda financeira.

Corregedoria Eleitoral arquiva apuração de supostos ilícitos na 15ª Zona Eleitoral

A Corregedoria Regional Eleitoral de Alagoas, em decisão publicada no Diário de Justiça Eletrônico desta terça-feira (160, decidiu pelo arquivamento do procedimento apuratório acerca de supostos ilícitos cometidos por servidores da 15ª Zona Eleitoral (Rio Largo). De acordo com a decisão, estão ausentes os elementos mínimos de culpabilidade que levem a apontar qualquer responsabilidade à magistrada ou servidores.


O procedimento apuratório foi instaurado após o envio, por parte da Presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), de documento contendo a reprodução integral de requerimentos manejados pelo “Movimento Contra a Corrupção e Violência em Rio Largo”. Coube à Corregedoria Eleitoral apurar supostos vícios processuais cometidos pela juíza e servidores da 15ª Zona Eleitoral.

De acordo com a decisão do corregedor regional eleitoral, Ivan Vasconcelos Brito Júnior, os autores da petição demonstraram ausência total de assessoramento por um operador do Direito. “Tivessem apresentado suas suspeitas a advogado regularmente constituído, certamente seriam orientados a não vocalizá-las por insubsistentes que são, ou buscariam provas mais robustas da inelegibilidade da postulante que entendem não reunir condições para exercer o cargo que hoje ocupa”, concluiu o corregedor.

Ainda em sua decisão, o corregedor eleitoral destaca que os representantes do “Movimento Contra a Corrupção e Violência em Rio Largo” agiram de forma espantosamente amadora, “pois coletaram o que parecia ser uma inabilitação para a disputa por cargo público e seu posterior exercício, não se certificaram da correção de suas pretensões, lançaram-se numa louca cavalgada por justiçamento e ainda pespegaram acusações a esmo contra agentes públicos que apenas cumpriram a lei”.

O corregedor eleitoral explica, ainda, que as decisões colegiadas até hoje tomadas em relação à vice-prefeita de Rio Largo não a condenaram. Pelo contrário, foram-lhe favoráveis, dando a ela condições de submeter seu nome ao crivo popular nas eleições.

“Portanto, tal situação processual, a combinar a veracidade da certidão emitida e a inexistência de manifestação colegiada em desfavor da então postulante a candidata, tem como consequência a elegibilidade da mesma. Fica afastada, assim, tanto a suposta desídia ou má-fé dos servidores da Justiça Estadual ao emitirem a certidão, quanto a da magistrada à época titular da 15ª Zona e respectivos servidores em acostá-la aos autos do Registro de Candidatura”, finalizou o corregedor eleitoral.

 Assessoria - TRE

Caso Kelly: delegado recebe laudo do IML e acusado confessa o crime



Por Correio de Alagoas
Foto: João Paulo Farias

A demora do corpo da assessora da Defesa Civil Cléria Lilina Vilas Boas no Instituto Médico Legal (IML), de Maceió, por quase 72 horas, prejudicou o laudo cadavérico.

O delegado Valdeks Pereira, da Delegacia Regional de União dos Palmares, cidade onde ocorreu o crime no dia 28 de março passado, recebeu o documento assinado pelo médico-legista José Cláudio Buarque afirmando que a morte foi por ‘causa indeterminada’. Ou seja, não se chegou à conclusão alguma mediante o estado de putrefação.

Pelo estado de putrefação não houve como caracterizar lesões no corpo de Kelly, como era conhecida a vítima. No entanto, a novidade apresentada pelo delegado na tarde desta terça-feira (16) foi a confissão do acusado Alexsandro Gomes que de início negara a autoria do bárbaro crime.

Conforme o delegado, a confissão surpreendeu mais ainda pela banalidade que teria motivado a ação criminosa. “Ele disse que a moça estava embriagada e começou a provocá-lo dirigindo palavras de baixo calão que colocavam em dúvida a sua masculinidade. E que isso teria ocorrido porque a vítima queria a todo custo manter relação sexual com ele e teria se negado. Então, o Alexsandro afirmou que subiu nela, na cama, e apertou-lhe o pescoço. Assim que a viu desacordada, resolveu ir embora”, relata o delegado.

Delegado Valdeks aguarda o laudo do IC, mas já tem um réu confesso (Foto: 96 FM Arapiraca)

Apesar da versão do acusado e réu confesso, parentes e amigos de Kelly sabiam da sua opção sexual o que provavelmente não permitiria uma provocação para manter relação heterossexual.
Kelly e Alexsandro teriam se encontrado na noite anterior em um posto de combustíveis e bebido até o início da madrugada quando foram para a casa da tia da vítima, onde ela morava. Lá, teriam continuado a beber e ele pedido para pernoitar no imóvel.
Pelas três horas, a tia de Cleria Lilian percebeu a ausência de Alexsandro, conhecido também como Alex, mas não deduziu que havia acontecido a tragédia, O que foi detectado somente às 14h quando ela resolveu acordar a sobrinha.

Relembre a situação no IML

A morte de Kelly foi constatada por volta das 14h, do dia 28, e o corpo só chegou ao IML à noite, aproximadamente às 22h. Como estava com início de decomposição ficou inviiável a necropsia no Serviço de Verificação de Óbito (SVO) que sedia um local para os procedimentos, mediante a situação em que se encontrava o IML.

O corpo teria de ser trasladado até o IML de Arapiraca, mas faltava rabecão visto que os dois estavam no interior recolhendo cadáveres. Quando surgiu a oportunidade, já no final da sexta-feira (29), os médicos-legistas da unidade do Agreste teriam dito para não mandarem nenhum corpo para lá porque estaria lotado e sem condições para mais recebimento.

Amigos que estavam no IML de Maceió e que acompanharam todo processo afirmaram que na sexta-feira a fedentina tomou conta do ambiente por conta do estado do corpo de Kelly que já estaria sendo devorada por larvas. Apenas os pés ainda estavam com a coloração entendida como 'normal'. No sábado, a situação teria piorado.

O estado em que se encontrava o corpo teria impossibilitado o legista de identificar lesões. O delegado aguarda o laudo do perito José Veras, do Instituto de Criminalística (IC) que deve ser entregua ainda essa semana.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Medeiros alerta o Estado sobre existência da lei que criou Tarifa Social da Eletrobras


Deputado Ronaldo Medeiros - foto de Camila Ferraz
Com Camila Ferraz

Em pronunciamento durante a sessão desta terça-feira (16), o deputado Ronaldo Medeiros (PT) fez um pronunciamento alertando o Estado sobre a existência da Lei 10.438, que criou a Tarifa Social da Eletrobras. 

A Lei, segundo o petista, foi sancionada em 26 de abril de 2002. No âmbito federal, “em 2010, por meio da Lei 12.212, o então presidente Lula sancionou a lei que trouxe mais benefícios para as famílias de baixa renda”, lembra o parlamentar.

“A tarifa social concede descontos na conta de energia elétrica para as famílias inscritas no Cadastro Único do Governo Federal, conhecido como CadÚnico; essa tarifa ainda troca até cinco lâmpadas incandescentes por fluorescentes de cada residência beneficiada com o desconto, diminuindo ainda mais o consumo e o valor da conta”, observou Medeiros.

Na sua fala o parlamentar petista explicou os critérios para receber os benefícios da tarifa social, que são:
 -Família inscrita no CadÚnico  com renda mensal de até três salários mínimos nacionais, no caso de portador de doença ou patologia que requeira o uso continuado de aparelhos elétricos.

 -Quem recebe o benefício de prestação continuada da assistência social – BPC - LOAS: pessoas com 65 anos de idade ou mais e pessoas com deficiência incapacitadas para a vida independente e para o trabalho, cuja família tenha renda per capita inferior a ¼ do salario mínimo.

 -Famílias indígenas e quilombolas inscritas no CadÚnico. Estas têm direito a desconto de 100% para os primeiros 50kwh/mês. Acima deste valor aplicam-se os descontos da tabela, que chegam a 65%.
De acordo com o deputado Ronaldo Medeiros, as famílias precisam apenas se enquadrar em um desses critérios para ter direito aos descontos.

“O Governo Federal, através do Ministério de Desenvolvimento Social, dá toda assessoria e apoio financeiro, para que o Governo do Estado e os municípios cadastrem as famílias de baixa renda no CadÚnico, é este cadastro que permite conhecer a realidade socioeconômica dessas famílias, possibilitando o governo federal formular e implementar políticas específicas reduzindo a vulnerabilidade social a que estas famílias estão expostas”, salientou o deputado.

Ainda de acordo com as informações do CadÚnico, Alagoas tem aproximadamente 640 mil famílias cadastradas o que corresponde a mais de 64% da população do Estado, distribuídos da seguinte forma: mais de 1.990 famílias indígenas, 2.624 famílias quilombolas, famílias com idosos, famílias com pessoa com algum tipo de deficiência e 426.602 que recebem o bolsa família.

Experiência de quase morte

 Por Olívia de Cassia Cerqueira A experiência de quase morte para os transplantados, rendeu uma página da editoria de Cidades, especial para...