quarta-feira, 15 de junho de 2016

E se fosse isso ou aquilo?

Por Olívia de Cássia

Meu texto de hoje propõe mais uma reflexão: vivemos a vida em corda bamba, às vezes constantemente,  tendo que escolher uma das alternativas que se nos apresentam ou o que é possível viver e fazer. Ou isso ou aquilo e por que não aquilo outro?

O tempo passa muito rápido em nossa vida, sem que a gente perceba e como diz o poeta, quando a gente vê, já é noite'. Segundo os filósofos a gente não deve deixar o tempo passar e perder o que poeria ganhar se não fosse pelo medo de tentar. Eu confesso que sempre fui muito medrosa e por medo deixei de viver algumas coisas.

Augusto Branco disse em um de seus textos que quando estamos muito tristes,  é como se estivéssemos atravessando um desfiladeiro em uma corda bamba. "O que tem embaixo é um abismo, e o que está acima é o céu", diz ele.

Para Augusto Branco, se você olhar pra baixo, você verá o abismo. "O abismo atrai o olhar, mas o abismo é morte certa, e ao olhar para ele você pode entontecer e cair. Portanto, nunca olhe para o abismo. Mas também não olhe para o céu", disse ele.

Segundo esse pensador, o único lugar para o qual você deve olhar é para a frente, onde está o horizonte. "O horizonte é onde está tudo o que você pode descobrir, viver e alcançar. Basta seguir em frente", diz ele.

Em seu poema 'Ou isto  ou aquilo', Cecília Meireles escreveu que: "Ou se tem chuva e não se tem sol\ ou se tem sol e não se tem chuva! Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva!", pontuou.

Eu sempre me perguntei se não era possível uma terceira via. Mas hoje em dia avalio que esse é um exemplo plausível de que a gengte não pode ter tudo na vida. "Se se tem saúde e juventude, não se tem dinheiro", ou vice versa para todas as coisas. Temos sempre que escolher.

A vida é uma escolha constante e não adianta a gente achar que não: "Somos fruto das nossas escolhas", segundo alguns, mas sinceramente falando, eu não escolhir ser herdeira de um problema neurológico e não escolhi viver num perrengue danado. Duvido muito dessa fala, em alguns momentos.

Carol Andrade também escreveu que depois de tanto tempo é que foi  entender que não existe destino, porque se você mudar uma peça do seu presente, ela pode mudar todo o seu futuro.

Mas entendo que não adianta a gente lamentar o que já foi e o que já viveu. Em alguns momentos da minha vida eu vivi a lamentar algumas situações, mas com o tempo fui percebendo que não adianta nada 'chorar o leite derramado'; que o que passou não vai mudar.

São ensinamentos que parecem jargões repetitivos, mas que às vezes nos confortam. Aprendi com as dificuldades que devemos sempre estar atentos e não julgar os outros querendo fazer juízo de valor antes de qualquer coisa. Para hoje é o que tenho. Boa noite e fiquem com Deus.

Postar um comentário

E agora, o que fazer?

Por Olívia de Cássia E agora, o que fazer? Essa pergunta me veio à baila, antes e depois da aposentadoria por invalidez e em alguns dias q...