quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A ‘evolução’ da sociedade

Olívia de Cássia – jornalista

Sinto-me sem forças, estou cansada. O corpo velho reclama e pede repouso; já é madrugada e a vista já não ajuda. Sinto no olho direito um incômodo como se fosse um argueiro, que incomoda bastante, coloco colírio e vou deitar para ver se melhoro.

Revi há poucos minutos o capítulo de Gabriela, novela baseada na obra Gabriela Cravo e Canela do escritor Jorge Amado, adaptada pela segunda vez para a televisão. Revejo a cena dos coroneis e da beata conversando depois do assassinato do casal adúltero: A Sinhazinha e o dentista.

A história de Jorge Amado é passada nos anos de 1920 do século passado, um retorno ao chamado ciclo do cacau, cita o universo de coroneis, jagunços, prostitutas e trambiqueiros de calibre variado que desenham o horizonte da sociedade cacaueira.

“Na década de 20, na então rica e pacata Ilhéus, ansiando progressos, com intensa vida noturna litorânea, entre bares e bordeis, desenrola-se o drama, que acaba por tornar-se uma explosão de folia e luz, cor, som, sexo e riso”, diz a resenha da obra.

Comecei a fazer um paralelo com a sociedade atual. A sociedade brasileira mudou os costumes, mas o assassinato de mulheres por conta de envolvimentos amorosos, não. Acontece ainda quase todos os dias, apesar de o século XXI já ter chegado faz algum tempinho.

Em alguns locais do País os homens –e algumas mulheres também – ainda ‘lavam a honra com sangue’, como no tempo dos velhos coroneis do cacau na Bahia. Até a década de 1930 do século passado no Brasil a mulher sequer votava.

Em 1932, o presidente Getúlio Vargas finalmente adotou uma série de medidas que ‘reduziram’ o poder dos coroneis nas eleições, como o voto secreto. Ele também permitiu que as mulheres votassem pela primeira vez, mas só as funcionárias públicas, o que aumentava o número de eleitores urbanos, que não tinham relação alguma com os coroneis.

A mulher conquistou o direito de votar, tendo à frente a luta da socialista Bertha Lutz; aconteceram várias ‘revoluções’ sociais e sexuais; mas apesar disso, algumas práticas do coronelismo continuou existindo, por muito tempo (e ainda existe), em algumas regiões do Brasil.

De lá para cá aconteceram várias transformações na sociedade brasileira muitas delas encampadas pelo movimento feminista e os movimentos sociais. Mas apesar de todas essas modificações, ainda vemos mulheres mortas e sofrendo agressões e maus-tratos por conta da mentalidade machista, coronelista e atrasada que ainda reina na maioria dos homens.

A sociedade ‘avançou’, mas a modernidade de hoje, em tempo de novas tecnologias no Brasil, de Ipod, tablets e celulares de última geração, não trouxeram os avanços necessários, ainda, às nossas mulheres. "A descontinuidade política, a mentalidade coronelista (principalmente no Nordeste) e o descompasso entre as leis e a sociedade ainda atravanca processos” e a questão da mulher é uma delas.

A modernidade do século XXI ainda não educou e incutiu na cabeça de alguns homens e de mulheres também que ninguém é dono do outro e cada pessoa tem o direito de procurar sua felicidade, seja de que jeito for, mesmo que depois arque com as consequências de seus atos.

Acordo com crise de tosse e muito cansaço, a bendita asma novamente ataca, insistindo em me tirar o sono e o bem-estar. Só quem tem esse problema sabe o incômodo que nos causa. Fiquem com Deus e até mais.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Medeiros elogia administração de Barbosa, em Arapiraca

Foto de Olívia de Cássia-arquivo
Olívia de Cássia, com Camila Ferraz

O deputado Ronaldo Medeiros (PT), em seu discurso na tarde desta terça-feira, 7, falou sobre a importância do investimento em educação no Estado e disse que pela manhã esteve em Arapiraca conhecendo as dez escolas que funcionam em tempo integral no município. Ele observou que está ‘muito satisfeito com o que viu’.

Segundo Ronaldo Medeiros, a Escola Maria Cleonice Barbosa funciona em tempo integral, com aulas de teatro, teclado, informática, judô, capoeira, caratê, artes, além de outras atividades, além das disciplinas normais. Ele destacou que as crianças chegam às sete da manhã e saem as 17 h. “É de impressionar”, disse Medeiros.

Na avaliação do deputado do PT, o ensino em tempo integral é a única solução para Alagoas. “Caso já tivesse sido implantado no Estado, esses investimentos que estão sendo feitos hoje com armas, coletes, viaturas, não seriam necessários”, pontuou.

O petista ressaltou que se todos os recursos que estão sendo usados no combate à violência no Estado, “para construir presídios, comprar armas e todos os aparatos policiais, tivesse sido usado anteriormente em educação a nossa realidade seria outra”.

Medeiros afirmou que o Estado não pode continuar com esse tipo de ensino, visto que Alagoas, além de não ter nenhuma escola em tempo integral, muitos alunos sequer estão tendo aula, ‘ou seja, vão perder o ano letivo’.

Presidente da ALE não responde questionamento de Judson Cabral sobre contrato milionário

Foto de Olívia de Cássia-arquivo
Por Olívia de Cássia, com informações de agências e assessoria

O presidente Fernando Toledo (PSDB) não respondeu aos questionamentos do deputado Judson Cabral (PT) sobre a publicação pelo Diário Oficial do Estado desta terça-feira do contrato celebrado entre a Assembleia Legislativa e a Caixa Econômica Federal, para que as contas da ALE permaneçam na instituição.

Pelo contrato, a CEF disponibilizará R$ 4 milhões e 815 mil para a ALE e mantém o repasse dos vencimentos de todos os servidores da Casa de Tavares Bastos, pagamento de fornecedores, prestadores de serviços, entre outros.

“Parabenizo a presidência da Casa pela manutenção das contas na Caixa Econômica, que é um banco sólido e federal, mas, como a questão é pública, sugiro que seja tratada de forma transparente: quero saber qual será a verdadeira destinação desses recursos”, argumentou o petista, citando exemplos de onde o dinheiro poderia ser aplicado.

Segundo o petista, a Casa precisa informatizar a tramitação dos projetos; melhorar o sistema de som, realizar reparos e equipar o miniauditório e as salas das comissões. “Gostaria de ver esse parlamento acompanhando a modernidade de outros parlamentos”, observou.

Em aparte, o vice-presidente da ALE, deputado Antonio Albuquerque (PTdoB) se solidarizou com o pronunciamento do colega, afirmando também que, somente hoje tomou conhecimento do contrato firmado entre a ALE e a CEF.

sábado, 4 de agosto de 2012

Petista reclama de rejeição a projeto de sua autoria

Foto de Olívia de Cássia - arquivo
Olívia de Cássia – Ascom

O deputado Ronaldo Medeiros lamentou nesta sexta-feira, 3, às vésperas do Dia Mundial da Saúde, comemorado neste domingo, 5, a rejeição pela Assembleia Legislativa de seu projeto que dispõe sobre a regulamentação do tempo máximo de espera para a realização de procedimentos médicos nas unidades da rede pública de saúde do Estado.

Segundo o deputado, um relatório publicado no mês de maio último, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou, entre outros aspectos, que o investimento em saúde cresceu na última década em todo o mundo, inclusive no Brasil. Mas ele observa que em Alagoas “a gente não vê muito resultado desse montante que é destinado para a saúde”, pontuou.

Medeiros explica que, caso o projeto de sua autoria tivesse sido aprovado, levaria mais qualidade de vida para a população menos assistida, “que fica desde a madrugada na fila esperando para ter direito a uma ficha e muitas vezes se submetendo a exploradores como acontece no PAM Salgadinho, em Maceió”, observa.

ARGUMENTO DA COMISSÃO

Como argumento para a rejeição do projeto, entre outros itens a Segunda Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa de Tavares Bastos observa que: “Constata-se que o objetivo do parlamentar é louvável e a proposta é meritória, no entanto é do conhecimento de toda a sociedade as dificuldades que os Poderes Públicos, nacionalmente, vêm enfrentando no que diz respeito ao atendimento à saúde da população usuária do Sistema Único de Saúde”.

Ainda de acordo com o parecer, a questão do tempo de espera do SUS envolve uma série de fatores, cuja resolutividade independe de qualquer ato normativo, “razão pela qual o projeto não pode prosperar”, diz o texto.

Sobre esse parecer da Comissão, Medeiros disse que vai analisar com sua equipe técnica para ver a possibilidade de reapresentar a proposta na ALE. “Vou ver com minha assessoria a possibilidade de reapresentar esse projeto de lei, pois o que acontece na saúde no Estado de Alagoas é um absurdo”, disse ele.

OUTROS PROJETOS

O deputado Ronaldo Medeiros lembra que também apresentou na Assembleia Legislativa mais dois projetos voltados à saúde como o que obriga a realização do “teste do coraçãozinho”, (exame de oximetria de pulso), em todos os recém-nascidos nos berçários das maternidades do Estado de Alagoas e o que torna obrigatório o oferecimento pelo Estado da vacina de prevenção ao combate do câncer de colo de útero – HPV.

“Como defensor do bem-estar e de melhor qualidade de vida da população, apresentei esses projetos, que avalio ser de fundamental importância para a população, principalmente as pessoas menos assistidas. Entendo que a saúde é um bem precioso que a gente não pode descuidar. O governo precisa olhar com mais carinho para a saúde, aplicando as políticas públicas que são necessárias para o desenvolvimento do Estado”, finalizou o deputado.

Poesia

Já nem sei...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Já nem sei qualificar esse sentimento
que eu ainda carrego dentro de mim.
Às vezes me pergunto se é amor recolhido,
Ou apenas um gesto amolecido,
do meu pequeno coração...
Amizade sentida, já nem sei.
Tenho saudade do que não volta.
Saudade é uma mistura de sentimentos
De perda, de falta, distância e amor.
A saudade, dizem os poetas,
é uma palavra que só existe
Na língua portuguesa e em galego ...
Tenho saudade dos bons momentos vividos,
Da alegria e do vigor da juventude distante...
Saudade dos amigos que já se foram,
Da boemia, da vida...
Saudade de nós, já nem sei...

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Poesia

JOGO DE PALAVRAS

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

A poesia é um jogo de palavras...
Palavras que acalmam a alma...
Quereres que falam de sonhos
que só as palavras explicam.
Palavras que dizem tudo ou quase tudo...de um sentimento...
Sentimento profundo, profano e insano
Sentimentos...
Jogo de palavras que dizem...Gritam...
Palavras falam no fundo da alma...
A poesia fala, não precisa de interpretação...
É um jogo de palavras...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Deputado prevê catástrofe no próximo verão devido à estiagem no Sertão alagoano

Fotos de Olívia de Cássia - Arquivo
Olívia de Cássia, com informações de Camila Ferraz e agências

Na primeira sessão ordinária após o recesso parlamentar, realizada nesta quarta-feira (1º), o deputado Ronaldo Medeiros (PT) usou a tribuna da Casa de Tavares Bastos para fazer um relato sobre a estiagem no Sertão alagoano no mês de julho. Segundo o petista, o povo do Sertão de Alagoas que está sofrendo com a seca deste ano.

“Ouvi relatos muito tristes de pequenos produtores, que estão perdendo suas vaquinhas, galinhas e o pouco que resta; estão tendo que vender para alimentar a família. Ouvi de uma pequena agricultora, que possui uma minigranja em sua casa, que na falta do milho, as galinhas estavam comendo umas às outras e infelizmente essa situação não é isolada tem acontecido vários casos parecidos”, destacou Medeiros.

O deputado acrescentou ainda que o Bolsa Família, benefício do Governo Federal que visa amenizar o sofrimento do sertanejo, não irá funcionar para muitos agricultores devido a um débito que muitos têm com o Banco do Nordeste.

Ronaldo Medeiros destacou que até hoje as dívidas desses pequenos produtores, ou pelo menos da grande maioria, não foram renegociadas “e como não pagaram os empréstimos, visto que as taxas foram abusivas, não poderão ter acesso ao benefício”, explicou.

O parlamentar apelou ainda que os demais deputados também cobrem do Governo do Estado a instalação da Emater, que ainda não saiu do papel, para que a empresa possa prestar assistência técnica aos agricultores rurais.

JHC

Já deputado João Henrique Caldas (PTN) cobrou dôo presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), deputado Fernando Toledo (PSDB), que dê prosseguimento do processo para nomeação do procurador do Ministério Público de Contas, Gustavo Henrique Santos, como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE/AL).

JHC citou a Constituição do Estado para embasar a cobrança: “O presidente da Assembleia tem o prazo de 20 dias para convocar o procurador. Gostaria de saber se esse prazo conta a partir de hoje, com a volta do recesso, e quando será marcada a data”, questionou.

Toledo respondeu que só terá informações após consultar a assessoria e a Procuradoria da Casa de Tavares Bastos.

O ofício com a indicação de Gustavo Henrique para o cargo foi encaminhado ao Poder Legislativo pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), no dia 16 de julho passado, depois que o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF) indeferiu o pedido de liminar impetrado pela ALE para suspender a decisão do Pleno do Tribunal de Justiça (TJ/AL), determinando que a vaga pertence ao MP de Contas.

Experiência de quase morte

 Por Olívia de Cassia Cerqueira A experiência de quase morte para os transplantados, rendeu uma página da editoria de Cidades, especial para...