terça-feira, 4 de agosto de 2015

Obras de arte vão a leilão, em benefício do Cine Arte Pajuçara


A ideia foi do arquiteto e artista plástico Pedro Cabral, para tentar manter o local aberto ao público

Olívia de Cássia - Repórter
Um leilão de 36 obras de arte acontece nesta sexta-feira, 7, para tentar impedir o fechamento do Cine Arte Pajuçara. A ideia do leilão foi do arquiteto e artista plástico Pedro Cabral, com objetivo de não deixar o único espaço dedicado ao cinema de arte na capital fechar.
Arquiteto e artista visual Pedro Cabral mobilizou até agora 40 artistas para a doação de obras de arte - (Fotos: Assessoria)
As obras já estão em exposição na Galeria de Arte do local. Os quadros doados estão em exposição de 27 de julho a 7 de agosto, no próprio Centro Cultural. Os interessados em ofertar seus lances poderão fazer por meio de um envelope, que será depositado em uma urna.

Espaço Cultural é o único especializado em Maceió para exibição do chamado cinema de arte

Cada pessoa que fizer o seu lance receberá dois convites para a Pré-estreia do filme “ Cauby Peixoto – Começaria tudo outra vez”, no dia 07 de agosto, às 19h30, quando em seguida haverá a abertura dos envelopes com os lances dados, sendo a maior oferta a vencedora.
Segundo Marcos Sampaio, o Marcão, a sociedade já está sendo comunicada do evento. “ Já temos alguns lances sendo dados, mas precisamos de mais gente, de mais interessados em ter uma obra de arte em casa, e por outro lado, ajudando a evitar a interdição do Cine Arte Pajuçara.
Carla Cleto participa do leilão com este quadro das ruínas do Castelo Garcia D’Ávilla, na Bahia, um momento da história do Brasil Colônia
Segundo o idealizador do leilão, o arquiteto Pedro Cabral, o lance mínimo para cada obra será de R$ 300, teve artista que colocou um preço maior; o  mais importante agora é mobilizar a sociedade para que o fechamento do local não aconteça,  pois os artistas se engajaram de pronto na proposta. Já são tantas obras de arte que não estão cabendo no espaço, que é pequeno. Cada artista doou uma obra”, disse Pedro Cabral. 
Segundo Pedro Cabral, não adianta ter as obras lá e ninguém aparecer para comprar. A expectativa dos idealizadores é que a sociedade, que conhece o valor de um espaço cultural, dê sua contribuição para evitar a interdição do espaço.
“Uma semana antes do leilão, ainda tem gente querendo colaborar. A sociedade também começa a se sensibilizar com a proposta. Isso demonstra a grandeza do nosso povo. Cultura é qualidade de vida e uma cidade que tem teatro, cinema e arte demonstra o seu desenvolvimento”, reforça.
Pedro Cabral aposta na promoção do leilão, também, por meio da mídia, que está despertando para sua importância. 
PROBLEMAS
Os problemas no local começaram, segundo o Diretor de Programação,  Marcos Sampaio, por conta dos equipamentos como compressores e ventiladores da central de ar condicionado da sala de cinema se localizam em seu teto e devido ao desgaste e o fato de que o equipamento ficou cerca de sete meses sem funcionamento, após o fechamento do espaço pelo Sesi, um barulho acima do permitido foi constatado.
“E apesar de duas empresas terem sido contratadas, não resolveram o problema, que incomoda alguns apartamentos de um condomínio vizinho. Foi necessário um acordo junto ao Ministério Público (MP), que deu prazo até agosto para resolução definitiva do problema”, explica.
O prédio onde hoje funciona o Cine Arte Pajuçara pertence à Habitacional Construções, uma empresa que já atuou no mercado imobiliário local e tem sede em Aracaju. Segundo Marcos Sampaio, o barulho realmente incomoda e devido a isso, como forma de manter o cinema em funcionamento foi assinado um TAC com o MP, e o equipamento só pode funcionar até às 22h.
”Fomos procurados pelos moradores, tentamos resolver com alguns técnicos, que não conseguiram e até nos deram calote. Após isso, o problema foi parar no Ministério Público e chegamos a esta situação. O cinema continua em funcionamento, apenas com horário limitado entre 14h30 e 22h”, explica.
Marcão explica que o  cinema e todo Centro Cultural Arte Pajuçara continua em plena atuação. “Nosso maior mantenedor é o público que adquire seus ingressos, os produtores que alugam nosso teatro, e contamos com apoio da Prefeitura de Maceió e a partir dos próximos dias, do Governo de Alagoas. Formamos uma associação cultural que administra o espaço, estando a frente deste projeto”, destaca.
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