terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Seremos os mesmos?

 

 Olivia de Cássia Cerqueira

 

Uma pergunta que tem sido feita por colegas da imprensa por todo o país: seremos os mesmos, depois do atentado terrorista do dia 8 de janeiro de 2023?

O que aconteceu em Brasília vai ficar na história do Brasil como o maior e pior ato na história do país. Alguém já perguntou e eu reforço a indagação: se fossem grupos de sem-terra ou de movimentos sociais de trabalhadores reivindicando seus direitos, teria sido como?

O ataque, segundo especialistas no assunto, tem nome e sobrenome e todos já sabem, ou pelo menos deveriam saber. De repente, uma seita demoníaca tomou conta de Igrejas evangélicas e do conservadorismo “nunca antes havido no país. Nem na ditadura, que foi tão cruel com democratas, negros, mulheres e ativistas. O ex-ocupante do Planalto é um fascista  golpistas idiotas, que infelizmente caíram na esparrela do então candidato.

Infelizmente, “gente bacana, amigos de décadas, pais e mães admiráveis que revelaram nos últimos meses uma faceta horrenda que eu sinceramente desconhecia escreve Ricardo Kertzaman no site do jornal Estado de Ninas.

Felizmente o ministro Alexandre de Morais tem feito a coisa certa nesse caso. “O que aconteceu em Brasília, , neste domingo dia 8 de janeiro, ficará marcado como mais um triste atentado contra a democracia brasileira. Sim, mais um! E provavelmente não será o último. Há uma certa idolatria brasuca por ditadores”, pontua o jornalista.

O governo Lula, em poucos dias de governo tem um saldo positivo, segundo pesquisa divulgada pela imprensa, mas sabemos que esse primeiro ano de governo enfrentará  muitos desafios. Estamos com Lula.  Pense nisso.

domingo, 25 de dezembro de 2022

E se .....

 

Olívia de Cássia Cerqueira

E se eu tivesse feito outras escolhas na vida, será que seria assim, da forma como me encontro? E se tudo tivesse sido diferente do que foi e está sendo, seria melhor?

Acordei com várias perguntas no meu interior. E se eu tivesse agido diferente nas minhas atitudes, será que estaria assim? São perguntas que me faço, tal como aquele poeta. E nessas horas de aflição, tenho gratidão, todos os dias, apesar de tudo.

Não vou desistir, embora em alguns momentos a incerteza bate à porta. Mas como aquele pássaro que ressurgiu das cinzas, eu teimo em resistir e peço ao Criador que me dê mais força, resistência e resiliência para enfrentar o que está por vir.

Não quero e nem vou entrar na incerteza do pessimismo, isso eu não quero pra mim. Isso não vai me abalar, tenho fé e já decidi e resolvi que não vou chorar nos cantos da casa, porque meu tempo já passou.

Com a idade e as limitações que me foram surgindo, tive que me reprogramar, fazer ajustes possíveis, que nem sempre tenho forças para concretizar.

Mas isso também não vai me colocar num patamar inferior, pois tenho a literatura e a escrita para desabafar, mesmo que muitas vezes o diálogo comigo mesmo não exista em sua forma declarada, poios tenho fé, embora não pareça.

E nesses momentos eu clamo a Deus, Jesus Cristo e a todas as entidades de luz que aumentem a minha fé e a minha certeza de que sairei vencedora de todas as atribulações que surgirem e se eu não for capaz de resolver, que me venha a aceitação. Bom dia e Feliz Natal para todos.


quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Natal

 


Olívia de Cerqueira

 

E mais uma vez é Natal, frase que se repete todos os anos, na esperança de que tenhamos dias melhores para todos. O mundo e o Brasil, principalmente, têm vivido dias difíceis.

Foram quatro anos de peleja para a maioria dos brasileiros. O estímulo ao armamento (o decreto altera o Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2003, que limita o acesso a armamentos no Brasil), pelo decreto do inominável.

A morte de um monte de pessoa, por falta da agilização na compra de vacinas (segundo um levantamento de especialistas, no Brasil, 96% das mortes por Covid-19 são de quem não tomou vacina). Isso ficou bem claro após achegada dos imunizantes. A lista é enorme, mas graças aos nordestinos já está deixando  o palácio..

Nessa época do ano costumo ficar mais introspectiva, mas durante todo o ano fico ligada naquelas pessoas que passam por maiores infortúnios, como a falta de saneamento que segundo reportagem do site Uol, foi responsável pela morte de pelo menos 135 mil pessoas entre 2008 e 2019 no país —o que dá uma média de 11,2 mil ao ano.

“O dado consta no Atlas do Saneamento, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que revela que as DRSAI (Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado) foram responsáveis por 0,9% de todos os óbitos do país no período’’. As informações são de Carlos Madeiro são de iro, em colaboração para o UOL, em Maceió, em 24/11/2021.

Finalmente, espero que Lula tenda, pelo menos uma parte dos nossos anseios e vai daqui o meu desejo de que reforce sua segurança. No mais, boas festas para todos, com saúde e paz.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

E de repente

Olívia de Cássia Cerqueira

E de repente,

adiantando minhas leituras,

tirando uma soneca,

sonhei que estava acordada vivendo,

relembrando passagens,

dizendo o que deveria ter dito,

há quase 20 anos

e eu não disse para não magoar ninguém.

E as palavras ficaram presas

 na minha garganta

 me fazendo muito mal.

Um mal que veio para

Que eu amadurecesse

E tomasse conhecimento

Do outro, do que o ser “humano”

É capaz. Sobrevivi!

 




 

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Venceremos o terceiro turno

 Olívia de Cerqueira.

Diante de tanto absurdo que estamos vendo, de um bando de gente lerda, desinformada ou não, ocupando e bloqueando estradas, alegando que querem intervenção militar e pedindo novas eleições, mas só no segundo turno, tem situações que é melhor a gente rir de tanta gente se passando a um papel ridículo e apostemado.

Nós venceremos o terceiro turno. Não podemos deixar que um monte de gente idiotizada, os “patriotários”, tomem conta da nossa bandeira e das cores verde e amarelo que às vezes nos dá trauma de vestir nossas cores, para não ser confundido com um dos integrantes do curral, bestas de canga.

Hoje tem jogo da nossa seleção. Alguns grupos estão se organizando por esses dias, já para comemorar uma possível vitória.

Mas sinceramente, só de olhar para um Neymar da vida, que já exaltei em outro momento, diga-se de passagem, me dá nojo pelo o que ele representa atualmente. Nossa sociedade está doente e só de você pensar diferente, já é visto como inimigo.

Ainda bem que Lula ganhou as eleições, mesmo assim me preocupo com a segurança dele e do que esse povo é capaz. Precisamos estar atentos e é preciso que ele se cerque de cuidados.

É preciso restabelecer o diálogo entre as pessoas e nesse ponto Lula é um mestre em flexibilidade e negociação. “Precisamos resgatar o Brasil” do golpe (foram tantos ao longo da história).

É preciso que se tenha o mínimo de discernimento, de alívio, de consciência, para voltarmos a viver o nosso cotidiano em paz. 

Vai ser uma batalha muito difícil, mas vamos vencer esse radicalismo de direita, que namora o fascismo e tem um discurso de violência e alienação, como um médico se recusando a atender um ser humano, só porque ele veste vermelho, ou votou no Lula. uma barbárie. Fica a reflexão, pense nisso.

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Sobre a festa que não fui

 Fotos de Olívia Cerqueira (arquivo pessoal)


Olivia de Cerqueira

Passei todo o dia de ontem, 20 de novembro, lembrando da festa na Serra da Barriga, em União dos Palmares, no Dia da Consciência Negra.

 A última vez que fiz o trajeto a pé, foi em 2010, com Nádia Seabra. Chegamos exaustas e quase ao meio dia, mas valeu a pena. Depois continuei indo, fosse semanalmente, mensal ou anualmente.

Cada vez que eu ia lá, o sentimento era de renovação. Aquele solo sagrado sempre me encantou, pela afinidade que tenho com a temática da negritude e do povo preto. 


Comecei a me apaixonar pelo assunto desde muito cedo e quando começaram as festividades, nos anos 1980 do século XX, eu estava lá, registrando tudo.

Tenho fotos de muitas atividades lá. E sempre que retorno ali, uma emoção diferente acontece. Parece que nossos ancestrais estão vigilantes, para que nada de mal nos aconteça.

Quando foram se acelerando os sintomas da Ataxia, minha presença no dia 20 foi minguando, desde que tive uma sensação de desmaio, por conta do sol forte e falta de hidratação. Comecei a perceber que dali em diante, diminuiriam meus passeios à serra.

A paisagem é deslumbrante dos vales que se avista lá de cima. Nossa terra é linda; não é à toa que o povo de Zumbi escolheu o local para instalar o maior e mais importante quilombo do País, o maior símbolo de resistência e luta pela liberdade. 

Zumbi é referência da liberdade. Na Serra da Barriga a gente respira isso, o ar de liberdade. Não há no mundo nada melhor do que isso: a nossa independência e disposição para fazer o que quer que seja sem amarras e sem impedimentos.

O professor Dilson Moreira foi o pioneiro dessa luta na nossa terrinha e é bom a gente lembrar sempre disso. Pena que não viveu para ver o Memorial construído.

No primeiro ano de atividade dos movimentos que visitaram União dos Palmares, eu estava trabalhando na Usina Laginha. Lembro que foram para lá cerca de 20 ônibus da Salvador. Conheci alguns militantes da causa e dançamos a noite inteira de Avenida a fora.

Naquele dia a força e a beleza do povo negro tomaram conta da cidade, que ao som do Ilê Aye e outros grupos afros, percorreram a Avenida Monsenhor Clóvis, saindo da Rua Marechal Deodoro, em frente onde hoje é a prefeitura de União. 

Naquele dia os comerciantes fecharam as portas com medo de saques e parece que houve alguns exageros, mas nada que me pusesse medo, pelo contrário, eu fiquei foi muito emocionada com aquela primeira iniciativa. Houve desfiles em trajes típicos pelas ruas da cidade.

Uma pena que naquela época que eu não tivesse uma boa máquina fotográfica para o registro daquele fato histórico. Mesmo assim, arrisquei umas fotos de péssima qualidade, mas registrei. Uma pena que o preconceito racial em nosso país, cresceu tanto ao invés de ser o contrário.

Na atualidade, as máscaras caíram e de onde menos esperávamos, de alguns familiares e amigos próximos, foi revelado o preconceito racial, o fascismo e todos os ismos que sempre atrapalharam o crescimento da humanidade. Pense nisso!

Experiência de quase morte

 Por Olívia de Cassia Cerqueira A experiência de quase morte para os transplantados, rendeu uma página da editoria de Cidades, especial para...