sábado, 22 de agosto de 2015

Triathlon Challenge Family atrai público de todas as idades e termina neste domingo, 23


Capital alagoana recebe visitantes de vários estados e do exterior, que vieram participar do evento
Olívia de Cássia - Repórter\Primeiro Momento
A Praia da Pajuçara, na capital alagoana, se encheu de vitalidade neste sábado, 22, com as provas do evento internacional de triatlon Challenge Family, maior prova na modalidade da Europa. O evento em Maceió é a segunda corrida da família desafio na América Latina, segundo o diretor Marcos Pradines.
Capital alagoana recebe visitantes de vários estados e do exterior, que vieram participar do evento. Foto: Paulo Tourinho
 O Challenge Family tem um formato de meia distância e a estreia no Brasil foi ano passado. Neste sábado,  começou com a prova de half distance, voltada para atletas que estão começando: 750m de natação; cinco quilômetros de corrida e 20 de ciclismo. “Ao total os atletas correram  113 km”, disse ele.  
Além da programação para adultos, a organização da prova também preparou  atividade para as crianças, que aconteceu depois da corrida mista deste sábado e no final da tarde, às 17h30, prova das mulheres com percurso de cinco quilômetros.
O evento em Maceió é a segunda corrida da família desafio na América Latina, segundo o diretor Marcos Pradines. Foto: Paulo Tourinho
O atleta quando chegava da corrida tinha que continuar andando, não poderia parar para não travar, segundo explicou. Depois da prova tripla os atletas foram para a fisioterapia e hidratação e em seguida fizeram um lanche reforçado, em uma das tendas que foi montada para o evento.
O gaúcho residente em Salvador Gabriel Klein foi o primeiro lugar neste sábado e fez uma hora e seis minutos nas três modalidades. Foto: Paulo Tourinho
Segundo Marcos Pradines, o limite da prova é de sete horas, mas os atletas terminaram em menor tempo. Cada atleta tem que concluir todas as etapas, para não sofrer punição. O gaúcho residente em Salvador Gabriel Klein foi o primeiro lugar neste sábado e fez uma hora e seis minutos nas três modalidades.
“Eu fiz tudo o que eu vinha treinando e o resultado é esse; gostei”, disse ele. Acrescentando  que costuma treinar sete dias por semana e cinco a sete horas por dia, sem descanso. “Foram 150 metros de natação; 20 quilômetros de ciclismo e 20 de corrida”, disse ele.
Fernando Barros é de Curitiba e disse que já veio a Maceió se divertir e agora veio participando da prova
Fernando Barros é de Curitiba e disse que já veio a Maceió se divertir e agora veio participando da prova. “Não sei avaliar o meu desempenho, mas o que fiz foi bom”, explicou Fernando.
Vanessa  é uma gaúcha radicada no Ceará disse que é a primeira vez que participa da prova. “É uma prova belíssima;  emoção muito grande a primeira prova, dá vontade de tocar o apito e sair  para nadar de novo, viu. A organização está de parabéns, valeu”, disse a atleta.
Ilana Spaciere é de Goiânia: “Eu vim para assistir o nosso treinador de ciclismo, que é nosso amigo e amanhã (domingo) vou fazer a prova longa”, disse ela.

Seu José Daniel da Silva é de Recife, Pernambuco e disse que foi acompanhar o filho.
Seu José Daniel da Silva é de Recife, Pernambuco e disse que foi acompanhar o filho. “Vou ficar até amanhã; é uma coisa maravilhosa; não é só ele, todos os atletas estão de parabéns. É a primeira vez que venho”, disse seu José Daniel.
Além de Gabriel Klein, que mora em Salvador e ficou em primeiro lugar, os destaques da  prova foram para: Segundo lugar- Sebastião Monteiro - 1h09 – Goiânia; terceiro - Denis Batista - 1h10 - São Paulo;quarto lugar - Luana Ferreira; quinto - Julia Pedrosa - Maceió e sexto - Fernanda Carvalho Marques.
Vereador Eduardo Canuto participa do  Challenge Family em Maceió
O vereador Eduardo Canuto foi destaque da prova do triatlon  Challenge Family neste sábado, na Praia de Pajuçara e disse que para Maceió e para Alagoas esse é um evento de extrema importância.
“São dois eventos maiores do mundo, na modalidade triátlon; a federação local está de parabéns, porque conseguiu trazer esses eventos para Maceió e fomentar o desporto aqui”, observou. 
Eduardo Canuto, que é um desportista e luta pela causa no Estado, fez uma homenagem ao triatleta Álvaro Vasconcelos Filho, morto em consequência de um acidente. Foto: Paulo Tourinho
Eduardo Canuto, que é um desportista e luta pela causa no Estado, fez uma homenagem ao triatleta Álvaro Vasconcelos Filho, morto em consequência de um acidente. “Eu queria fazer uma homenagem ao nosso triatleta Álvaro Vasconcelos Filho;  ele foi um grande sonhador desse projeto; foi ele quem primeiro falou em trazer o Challenge para Maceió”, destacou.
O vereador também agradeceu ao governo do Estado, ao ex-governador Téo Vilela e à Prefeitura de Maceió. “Temos muitos atletas internacionais e com certeza essas imagens serão enviadas para toda a imprensa, nacional e estrangeira, que vai ver todas as nossas belezas e que temos capacidade de realizar grandes eventos”, pontuou.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Um jeito de ser...

Olívia de Cássia - jornalista

Chega aquele tempo que você começa a se impacientar com algumas situações que estão postas na vida e começa a listar os subtextos de algumas palavras impostas; isso tem me despertado o sentido, aquele de alerta interior, que sempre me acompanha.

Tem dias que venho meditando sobre isso; esse sentimento coronelista que está dentro de algumas pessoas, me inquieta. Sou uma pessoa complicada de se entender, às vezes até eu me surpreendo comigo.

Por esse motivo estou sempre com aquele pisca de alerta no meu interior; estou sempre em vigília para não cometer desatinos.  Li numa resenha de texto na internet que o mandonismo está ligado ao coronelismo e ao clientelismo e que essa é uma discussão conceitual.

Procuro não interpretar palavras ao sabor das minhas expectativas, mas meu trabalho me alerta que devo estar atenda para o que está dito nas entrelinhas da vida e do texto. É sempre assim.

Eu tenho um sentido, que alguns chamam de sexto e que eu digo que é mais do que isso, que me alerta quando algo está por vir a acontecer, comigo ou com outrem. Hoje estou assim, não muito alegre e nem confiante, com minha meta adotada de ser sempre positiva de um tempo em diante, quando eu descobri que a minha felicidade estava dentro de mim.

Algo está me incomodando e começa a mexer com minhas entranhas. Sou de uma geração que não gosta de ser mandada;  vigiada ou impedida de fazer algo, sempre me rebelei contra a falta de liberdade e vou levar para a outra vida esse sentimento.

Não tenho espírito de liderança, nunca tive; admiro quem o tem, mas para mim, às vezes, soa como mandonismo, aquele hábito ou desejo de mandar em qualquer circunstância; de estar sempre em evidência ou com a razão, como se não importasse o que os outros pensem ou façam.

Tem gente que se acha superior, melhor que o outro, como se não cometesse erros. Mas eu entendo que cada pessoa é única e ter esse víeis não é algo negativo na nossa sociedade: nem na atual e nem antigamente, mas eu não tenho boas lembranças dessa coisa autoritária e impertinente.

Por causa disso eu passei por perrengues na vida, de alguns sentimentos não muito positivos; dessa forma, avalio que para ser um líder é necessário que se tenha firmeza sem autoritarismo, sem mandonismo, atitude um tanto quanto perigosa.

As pessoas que têm esse jeito elas não mudam e nem percebem, ou se percebem isso, acreditam que é o correto a se fazer, não sentem o quanto têm de impertinência. Eu tenho um jeito de ser e isso pode ser um grande defeito meu: não gosto de dar palpites na vida dos outros, a não ser que eles me sejam solicitados.

Pode ser que eu não esteja me fazendo entender agora, mas o texto pode não esclarecer ao leitor “de forma clara, prática e, acima de tudo, inovadora, que alguns conceitos são relacionados, mas não são sinônimos, de modo que cada um possui sua especificidade além de representarem períodos diferentes de evolução”, como observa Patrícia Ribeiro de Castro Abbud.

Pode ser também que muitos dos meus leitores tenham  esse mesmo sentimento que eu. Quando a opinião vem de amigos é bem-vinda e às vezes serve de alerta. Boa noite e fiquem com Deus!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Atualização é preciso...

Olívia de Cássia – jornalista

Enquanto aguardo a atualização do Windows 2010 solicitada pelo computador do trabalho, começo a refletir sobre uma série de situações atuais e vou rascunhando ideias. A caligrafia está cada dia mais ilegível, piora com o avançar da ataxia e o uso diário e constante do computador.

Se eu tivesse que sobreviver à custa da caligrafia, como em alguns casos se davam antigamente, eu já teria morrido de inanição. Mas não é essa a preocupação que agora me acomete.

A missa na Catedral de Maceió já está terminando e quando cheguei à Casa de Tavares Bastos nesta manhã, vou ouvindo os cânticos e louvores. Roguei a Nossa Senhora dos Prazeres que interceda junto ao Pai para que tenha um pouco de aquiescência comigo.

Avalio que não sou tão merecedora da misericórdia divina, mas penso que posso ter um pouco mais de clemência. Na ladeira da Catedral começam os primeiros movimentos. A cidade vai acordando aos poucos.

Vivemos momentos turbulentos na política do nosso país e também no mundo, mas quero crer que, mesmo diante da torcida oposicionista retrógrada, que aposta no quanto pior melhor, a presidente Dilma conseguirá controlar o leme desse barco inquieto.

O que me preocupa, no entanto, é o açodamento, o recalque, o pensamento distorcido e imbuído de conservadorismo e atraso da chamada classe dominante.

Existem exceções nessa seara, mas o público que foi às ruas no dia 16 pedir o afastamento da presidente Dilma, é a expressividade do pior sentimento, da pior política e do pensamento difuso, em se tratando de filosofias e modo de ver o mundo.

Não estive em nenhum desses locais, mas pude acompanhar pelas redes sociais e sites de notícias, vídeos e comentários  que expressaram a pobreza de sentimentos de algumas daquelas pessoas que estavam  participando desse movimento.

Vi homens e mulheres defendendo a volta do regime militar; a morte de todos as pessoas que participaram dos movimentos contra a ditadura, em 1964; mulheres nuas; jovens e mulheres que nem sabiam o motivo real do protesto e passaram a defender conservadores da pior espécie.

Eu quero acreditar que aquelas pessoas são analfabetas funcionais, porque não consigo imaginar um ser humano que tenha conhecimento da história do mundo e do país, por mínimo que seja esse conhecimento, que defenda o que vi escrito em faixas e cartazes naquele dia.

E me vem a certeza ainda mais de que, embora eu não seja intelectual e não conheça tudo e todo o enredo da história, pelo menos procuro me informar e me acercar de pessoas que tenham essas informações.

Vejo com muita tristeza pessoas novas, supostamente esclarecidas e que poderiam ocupar o tempo estudando mais, falando tanta asneira e se deixando levar por notícias falsas que chegam deturpadas e toscas.

Percebo nesses instantes, o quanto sou grata a meus mestres e professores, desde o primário à pós-graduação, por terem me dado a oportunidade de me fazerem perceber os caminhos que eu deveria percorrer para entender o mundo e a vida, da forma que eu entendo hoje.

E apesar de gostar de uma boa vida e de um pouco de ‘mordomia’ também, agradeço aos meus pais por não terem me tornado  uma pessoa medíocre e egoísta, ao ponto de só querer que as melhorias viessem apenas para mim e que o outro, o mais necessitado, precisa de respeito.

Torço e vou continuar torcendo pelo bem do meu país, mais o bem que seja necessário para todos e não apenas para uma casta dominante e arrogante, que se avalia como melhor que o outro, seu semelhante.

Essas mesmas pessoas vão para as igrejas gritar o nome do Senhor, enquanto vomitam nas ruas o ódio e a intolerância social. Eu não quero esse tipo de vida medíocre para mim. Minhas limitações são várias, dede a física à financeira, mas nem assim eu desejo para mim esse tipo de vida, onde a pobreza espiritual, da alma é tão gritante.  Bom dia.

domingo, 16 de agosto de 2015

Dilma fica!


Olívia de Cássia - jornalista
Desligo a televisão depois do programa rural que gosto muito, para não assistir tanta inutilidade nas transmissões. O silêncio é total, quebrado agora pelo barulho de um helicóptero que sobrevoa a região do Centro de Maceió, no momento em que começo o texto.
Daqui não se escuta os gritos dos inconformados pela derrota na campanha presidencial de 2014, que vão às ruas hoje, novamente, para defender  golpe militar e a derrubada de uma presidente que foi eleita legitimamente pela maioria.
 Não sou contra manifestações, sejam elas pacíficas, até porque já fiz parte de muitas delas, quando ia pras ruas lutar pelo fim do regime militar; por liberdade e contra qualquer impedimento do direito de ir e vir. Minha preocupação, hoje, é com minha bebê Malu que não está bem e amanheceu triste.
Muita gente que está protestando hoje e nos outros dias, nos mesmo protestos, com mulheres correndo nuas, querendo aparecer na mídia, para depois serem convidadas à capas de revistas masculinas, não conhece um terço da história do mundo e do nosso país; vai lá pelo oba oba e pela onda da moda.
Não sabem ou não querem saber o que significa um regime ditatorial. Já nasceram em total liberdade, proporcionada pela perda da vida de muitos que lutaram por ela, sendo torturados, mortos e seus corpos jogados em lugares clandestinos.
E é em nome de todas essas pessoas e de todos os ideais que sempre defendemos, que vou continuar a lutar pela e a defender a democracia e a continuidade do governo da presidente Dilma Rousseff.
Respeito quem pensa ao contrário das minhas ideias, mas também quero respeito. Fui criada num lar religioso, e meu pai sempre defendeu a justiça, a paz e o bem. Minha mãe, apesar de ser uma pessoa muito rígida, também era uma cidadã.
Pela memória daqueles que já se foram, pelos nossos ideais de luta, defendo uma reflexão mais amadurecida e com argumentos de quem faz oposição ao país. Existe um quadro grave de muito preconceito de gênero no Brasil.
Eu só queria saber se fosse um homem a governar o país se tanto ódio estava sendo destilado em todo canto. Pela luta de todas as mulheres, defendo a presidente Dilma, mesmo com todos os problemas passageiros que estamos enfrentando, que não são apenas problemas do Brasil.  A crise é mundial.
Sou contra qualquer tipo de manifestação que venha a ferir o estado democrático de direito e a paz. Contra os preconceitos religiosos, de cor, de opção de vida. Viva a democracia, viva o Brasil. DILMA FICA!!

sábado, 15 de agosto de 2015

Um sentimento de saudade


Olívia de Cássia - jornalista
Passo o dia com o corpo amolecido, dormindo e quando acordo que abro minha rede social, vejo a notícia do falecimento de uma grande amiga. O sono me entorpeceu e a notícia recebida não foi das melhores.
Me vem à memória os nossos momentos vividos, nossas confidências e desabafos, nossas músicas preferidas, os programas de auditório na Palmarina. O tempo passou. Suzana morou comigo um tempo, aqui em Maceió, logo quando passei no vestibular e dividimos muita coisa juntas: sonhos, ideias e projetos.
 Era uma pessoa inteligente, uma professora dedicada e que tinha sempre um sorriso no rosto e uma palavra de conforto e alegria, com seu bom humor. Lembrava do passado, quando nos encontramos certa vez, e revivíamos todos os momentos vividos.
E me ponho a perguntar, o que vale a ganância de muitos, se todos nós teremos o mesmo fim. Daqui a pouco é madrugada de novo; penso numa pauta interessante, mas estou exausta. A semana foi de muito trabalho, graças a Deus.
Mais um dia que se finda. Procuro não pensar no que virá daqui para frente; ocupar meu tempo com ideias e histórias que me complementem os conhecimentos.Não quero pensar em tragédia.
Diariamente preciso me atualizar e me inteirar dos fatos que acontecem no mundo, principalmente no meu país. Mas tem horas que me entristeço com a conjuntura e com o nível de discussão dos debates.
Penso que se pode contribuir de uma forma mais positiva. Não se tem respeito, por menos que seja, pelas pessoas. Falo isso com relação ao achaque das redes sociais, com relação à figura da presidente Dilma. Acabei de ocultar um publicação que a xingava de vaca. O nível é muito baixo e cada dia peço forças.
Por que a Globo faz tanta questão de deturpar a imagem dos jornalistas, perante a população. É sempre um canalha querendo se dar bem na vida o personagem; ou então alguma dondoca sem noção.
Claro que existem gente ruim em todo canto, maus profissionais e pessoas sem caráter, mas é a segunda novela dos últimos dias que a gente ver isso. O dia que se finda não foi de muita positividade, mas espero que amanhã tudo seja mais ameno. Boa noite!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Aumenta procura por películas fumê nos carros em Maceió

Ex-jogador Jorge da Sorte trocou película mais escura de seu carro: “Eu gosto de andar dentro da lei”
Ex-jogador Jorge da Sorte trocou película mais escura de seu carro: 
“Eu gosto de andar dentro da lei”. Foto Adailson Calheiros

Olívia de Cássia - Tribuna Independente

Nos últimos dias, aumentou em Maceió a procura dos condutores de veículos para troca ou retirada de películas fumê dos carros. É que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AL) está aplicando duas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em vigor desde o ano de 2007, que determina o percentual de visibilidade no para-brisa e nos vidros traseiros.

A reportagem visitou duas lojas especializas em aplicação de película, na Rua Cabo Reis, no bairro do Vergel do Lago. A dona de um dos estabelecimentos, Katiuscia Flávia de Souza Silva, disse que a procura pela troca de película está aumentando na loja e que o movimento na empresa melhorou consideravelmente.

 “Tanto para trocar quanto para tirar; alguns já chegam aqui com as películas arrancadas por terem sido pegos nas blitze e os policiais estão tirando na hora; a gente tem tudo direitinho aqui, a chancela, que é aquele carimbo, na frente é uma película mais clarinha, que tem a tonalidade de 35%, o carimbo é de 75% de visibilidade, que é o que estão visando”, explica.

Um carro de duas portas gasta a partir de R$ 50 na mesma loja, mas os proprietários de carros de quatro portas, pelo que é permitido pelo Conatran, vai gastar de R$ 80 a R$ 100, dependendo também do tamanho do carro.

Para retirar a película, a proprietária da loja disse ainda que está cobrando de R$ 20 a R$ 25, e quem não quiser colocar o dispositivo também pode ficar sem ele. Katiuscia Flávia explica também, que diante das dúvidas que estão surgindo a respeito da visibilidade no para-brisa, a loja está aconselhando os clientes a não colocarem.

“Não estamos colocando até porque há muita dúvida ainda a respeito da legislação; estamos fazendo tudo de acordo com a lei”, explica.

O ex-jogador Jorge da Sorte e policial ferroviário federal estava na loja da Cabo Reis para trocar a película mais escura de seu carro e reclamou da legislação.

“Eu gosto de andar dentro da lei; quando eu soube que estava havendo essa fiscalização, vim logo tirar; não quero ser chamado a atenção; gosto de tudo certo, mas queria saber se nos carros das autoridades também vai valer essa lei”, comenta.

Ele avalia que a exigência na mudança da tonalidade da película vai dificultar a vida do cidadão e facilitar para os bandidos e que a película escura dá mais segurança ao condutor, mas ressaltou várias dúvidas que tem a respeito da questão do percentual de visibilidade da película e das resoluções do Conatran.

Os proprietários da loja explicaram então o que está sendo exigido no cumprimento da lei pelo órgão de trânsito. “Isso daí não vai ser aprovado, não vai para frente; eles só exigem do menor”, avalia Jorge da Sorte.

Em outra loja mais à frente, também na Rua Cabo Reis, a procura pela troca da película está aumentando, segundo o dono da loja, Cícero Alves Júnior. Ele  explica que como essa questão está no início, apesar de a lei ser de 2007, “a gente indica ao cliente para não colocar  a película na dianteira. O correto é não ter”, explica.

“A demanda aqui está grande, não deram prazo para que os condutores se adaptem às novas exigências, já estão notificando quem não está andando dentro da lei”, explica Júnior.

Professor de legislação
“Lei não estava sendo exigida por falta do luxímetro no mercado”

O professor de Legislação no Trânsito, Ednilson Ribeiro da Silva, explica que as Resoluções 253 e 254/2007 tratam respectivamente do uso de equipamentos para fiscalização de luminosidade e dos índices mínimos de transmissão luminosa que os vidros dos automóveis devem ter.

“A lei ainda não estava sendo colocada em prática devido à ausência do aparelho de medição, o luxímetro, no mercado. Com a chegada da ferramenta, a lei passou a ser aplicada com rigor. Os infratores já estão sendo multados em R$ 127,69 e quem tiver fora dos padrões exigidos perde cinco pontos na Carteira de Habilitação, sem contar que o veículo ficará retido até regularização do automóvel”, destaca.

Segundo Ednilson Ribeiro, andar com o percentual da película errada “é uma infração considerada grave e incomoda porque tem a medida administrativa, a retenção do veículo até a regularização”, pontua.

O professor, que leciona no Alagoas Cursos e é servidor rodoviário federal, explica que antes da chegada do luxímetro, era feita uma fiscalização parcial; agora, com a chegada do aparelho, a fiscalização ficou completa.

“Vale acrescentar que é dada uma tolerância de 3% de margem de erro no aparelho. Se tiver 28% tem uma tolerância, não confia 100%. De acordo a legislação, a fiscalização do uso da película não refletiva deve ser feita por meio da chancela, marca que indica qual o percentual de visibilidade que deverá ser efetuada por meio do Medidor de Transmitância Luminosa [luxímetro]”, comenta.

Os percentuais máximos definidos pelo Contran para estas películas são: mínimo de 75% no para-brisa, 70% nos vidros laterais dianteiros e 28% nos traseiros. Ednilson Ribeiro observa que os para-brisas de fábrica (originais) recebem um tratamento e já perdem um pouco de transparência e por esse motivo as autoridades de trânsito estão recomendando que não seja colocada a película no vidro dianteiro.
Chancela
Carimbo marca na película percentual de visibilidade
Se a gente está falando em um para-brisa de 70 ou 75% de visibilidade, esse equipamento perdeu de 25 ou 30%. Quando a gente fala 28% nos vidros laterais traseiros e no vidro traseiro do automóvel, quer dizer que perdeu 72% de visibilidade, ficando somente 28”, pontua o professor Ednilson Ribeiro.
 O professor também explica que nas áreas indispensáveis como as do condutor, passageiro e para-brisa, antes de ser aplicada totalmente a película, “o instalador pressiona esse carimbo (chancela) na película, ficando uma marca que diz o percentual de visibilidade restante”, ensina.

Ednilson Ribeiro destaca que às vezes tem um para-brisa que já foi trocado, por conta de um problema qualquer, aí ele pode colocar a película se tiver no percentual estabelecido. “Só será possível medir com o equipamento. Vamos trabalhar com a hipótese de que o agente de trânsito não tem o equipamento: é possível ele autuar um veículo, se a película não estiver com a chancela é motivo para autuar”, observa.

O professor explica também que quem pensa em retirar a película deve ter atenção redobrada ao realizar o serviço no vidro traseiro: “Se o automóvel for equipado com desembaçador, a retirada incorreta da película pode romper um ou mais filamentos. Com isso o dispositivo de proteção pode deixar de funcionar em parte ou até totalmente”, destaca.

Ednilson Ribeiro alerta que as películas espelhadas e metalizadas também devem ser proibidas e não precisa medir nada. “Com a entrada do equipamento [luxímetro] na fiscalização, ela ficou mais completa. O Estado, a União e o município, demoraram muito para adquirir esse equipamento; com a chegada dele, é aplicada a legislação, que se tornou completa”, destaca.

O especialista em Legislação no trânsito diz que é um trio: tem que estar dentro da lei o instalador, o usuário e quem vai fiscalizar. “Alguns usuários se sentiram incomodados e avaliaram que a lei é de agora, mas não é. A legislação é de 2007, mudou pouca coisa”, ressalta.

Exposição traz homenagens ao Dia do Folclore em Maceió


Pátio Cultural acontece em shopping da capital até o dia 31 e promete levar muita cultura popular ao público visitante



Olívia de Cássia - Tribuna Independente

Fotos: Adailson Calheiros
Bois do folclore nordestino, exposto na entrada principal e no final do prédio, atraem curiosidade de quem passa pelo local
Bois do folclore nordestino, exposto na entrada principal e no final do prédio, atraem curiosidade de quem passa pelo local


Para homenagear o Dia do Folclore, comemorado no dia 22 de agosto, uma exposição montada no Shopping Pátio Maceió promete levar muita cultura popular para o público visitante, objetivando valorizar a cultura popular e celebrar o folclore alagoano.
O evento, que recebeu o nome de Pátio Cultura, vai até o dia 31  deste mês. Durante o período haverá apresentação de escolas e grupos folclóricos da Secretaria de Cultura do Estado (Secult). Em frente à Praça de Alimentação os organizadores montaram um palco, onde serão feitas as apresentações culturais.
Vários painéis com fotos ampliadas foram montados, dos mestres e pessoas que contribuem para a cultura de Alagoas como Nelson da Rabeca, o repentista João de Lima, a yalorixá Mãe Neide Oyá D´Oxum, entre outros personagens do nosso folclore. 
Na entrada principal e no final do prédio foram colocados os bois, que fazem parte do folclore do Nordeste e atraem a curiosidade de quem passa pelo local. O boi Vingador e o boi Bumbá, do bairro da Ponta da Terra, estão lá, aguardando os visitantes para fotos e mais conhecimento sobre a manifestação cultural.
Segundo Cristina Veiga, superintendente do shopping, os clientes e visitantes vão poder conhecer um pouco mais sobre a origem do folclore e as diferentes culturais que integram esse universo.
“O objetivo é fazer com que os clientes experimentem; tenham acesso e possam viver mais a cultura do nosso Estado. Vamos ter as exposições dos bois; das roupas que são usadas nos diversos folguedos, nas danças típicas”, destaca.
Evento
Feirinha de arte expõe peças dasartesãs do projeto Economia Solidária
Além disso, Cristina Veiga destaca que a exposição tem a feirinha de arte das artesãs do entorno, “que trouxeram para nós os artesanatos manuais; os painéis com os talentos do Estado e apresentações de grupos folclóricos”, explica.
A programação referente ao folclore acontece sempre das 14h às 17h e o objetivo, segundo Cristina Veiga, é levar esse contato. “Tanto as crianças quanto os adultos vão ter contato com um pouco de história; também vamos ter oficinas de arte, as pessoas vão ter a oportunidade de aprender a fazer bonecas de pano; chapéus de palha, bois bumbá; vai ter atração para todas as idades”, pontua.
Artesanatos variados estão sendo expostos na feirinha, do lado esquerdo de quem entra no shopping. Dona Severina Hilário (Nena) faz parte do grupo de artesãs do Projeto Economia Solidária que está expondo no evento e conta que faz bordados em toalhas.
Ela disse que faz outros bordados, mas o forte dela mesmo é bordar as toalhas. “Aqui é maravilhoso: é uma oportunidade de a gente mostrar os trabalhos que produzimos, muita gente já passou por aqui e o movimento vai melhorar. Já expomos na praça, na Pajuçara, aos domingos, e em outros eventos, mas a gente tem mais chance no shopping”, avalia.
Claudionete Araújo de Melo disse que faz acabamentos de crochê em panos de prato, toalhas de banho, conjuntos para cozinha. “Também faço bonecas, flores, entre outras peças; mas é  a primeira vez que venho expor, estou gostando”, comentou.
Outra artesã que está expondo nas comemorações ao Dia do Folclore é Carminda Silveira Santos. Ela disse que faz bonecas, palhaços, bolsas pequenas trabalhadas em bordados, que custam R$ 8 a R$ 15. As bonecas maiores custam R$ 35; a ‘neguinha maluca’ custa R$ 15.
Dona Marinete Alexandre Vasco disse que trabalha com tricô de prego e faz cachecóis e colares, além de outras peças para complementar o look das mulheres. Filé em bolsas de palhas e muita variedade vai ser encontrada na exposição de artesanato.
Na programação também haverá ainda apresentação do Fandango do Pontal; várias oficinas de chapéu de guerreiro; Bumba meu boi;  apresentação do grupo folclórico Bumba Meu Boi Trovão; grupo de afoxé Odo ya, entre outras atividades que merecem uma visita. O evento tem a parceria da Fundação Cultural de Maceió (Fmac) e a Secretaria Estadual de Cultura.



Experiência de quase morte

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