segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Boa semana!

Olívia de Cássia – jornalista

O dia amanheceu ensolarado e com temperatura agradável; me arrumo para ir ao trabalho e na rua tem greve do sistema de transporte da Polícia Rodoviária Federal, outras são anunciadas.

No site vejo a notícia: 21 moradores de rua foram assassinados somente este ano em Maceió. Uma estatística absurda. A violência no Estado continua.

Hoje o dia promete. O sino da catedral badala anunciando morte de alguém importante e conhecido, eu acho. Nesse horário o sino só toca quando isso acontece.

Esse costume vem de longe. A gente via isso no interior, antigamente, quando algum membro da igreja, fiel ou da sociedade ia para outro plano.

Os pássaros entoam uma canção ainda por aqui. La fora o barulho dos carros já no engarrafamento loco cedo, por causa da greve dos ônibus.

É greve dos empresários, reclamando a determinação da Justiça de voltar a cobrar 2,10 na passagem. É o poder econômico do setor se rebelando e esperneando por conta de uma decisão judicial.

Nossa passagem é uma das mais caras do País e o serviço oferecido não é dos melhores. Ônbus mal conservados, que demoram para passar e quem sofre com isso é o usuário.

Pelo visto a semana que se inicia será de muita agitação na capital. Nas ruas as campanhas dos candidatos ainda estão mornas.

Essa semana começa o horário eleitoral, o melhor programa de humor da TV nessa época. Só espero que a baixaria seja controlada e reprimida pela Justiça Eleitoral. Uma boa semana para todos e fiquem com Deus.

domingo, 19 de agosto de 2012

Patrimônio desfalcado

Um dos poucos prédios que ainda temos preservado em União dos Palmares...


Olívia de Cássia – jornalista

Voltando de União dos Palmares, depois de uma ida rápida à cidade querida. Percorri algumas ruas para matar a saudade, como faço de vez em quando, para fazer fotografias. Estava acompanhada do amigo João Paulo Farias e conversamos muito sobre a dilapidação do patrimônio histórico da cidade.

Já fiz em outra oportunidade, comentário sobre esse tema e não falo aqui dessa ou daquela gestão, mas das muitas, desde muito tempo, que comandaram os destinos do município.

A cidade já perdeu quase todo o seu patrimônio arquitetônico e ao longo de décadas e décadas foram demolidos a antiga Igreja Matriz de Santa Maria Madalena, armazéns, casarões antigos, ruas de calçamento levam banho de asfalto e outras transformações mais.

Está tudo diferente, em nome da modernidade. O patrimônio histórico do município hoje se resume à Serra da Barriga (nosso principal cartão postal), a Casa do Poeta Jorge de Lima, o prédio modificado da Secretaria Municipal de Educação.

Alem desses prédios, a Casa de Maria Mariá recém-reformada, o prédio onde está funcionando a biblioteca, em frente à casa de seu Antônio Amaro e o Rocha Cavalcante, no Centro.

Os armazéns da Sambra, local onde era armazenado o açúcar que chegava à estação, ficava em frente onde hoje é a quadra municipal de esportes, demoliram o casarão de Basiliano Sarmento, que era lindo e se tivesse sido preservado poderia ser um centro de cultura.

Além desses prédios demoliram a casa da professora Salomé, a Vila Magdala e outros prédios particulares, que poderiam ter sido tombados pelo patrimônio histórico.
Quem tem a oportunidade de ir até Marechal Deodoro, Viçosa, Capela, Pilar e Piranhas, só para citar algumas cidades, sente orgulho de ser alagoano, pela preservação e valorização da cultura.

Uma cidade que tem o legado histórico como a nossa se ressente disso e espero que as próximas gestões que se sucederão daqui pra frente sejam mais atentas e continue cuidando pelo menos desse pouco que resta, sob pena de as próximas gerações não terem mais nada para ver. Fica a sugestão.

sábado, 18 de agosto de 2012

Sou atrapalhada mesmo, não me julguem mal

Olívia de cássia - jornalista

Não sei como me portar diante de algumas situações práticas da vida. Sou atrapalhada, desastrada e não tomo jeito mesmo. Vivo tomando lições do cotidiano, mas nem as grandes bordoadas do tempo conseguem me ensinar.

Não nasci para administrar um lar, para tomar providências e nem para ser tão autossuficiente como eu imaginava na adolescência, quando eu achava que era a dona da razão. Agora eu sei. Passei minha vida inteira lutando para ser independente, proclamando a minha liberdade, querendo morar sozinha desde cedo.

Sai do convívio dos meus pais para estudar na capital quando tinha 16 anos. Aprendi a me virar sozinha, a ‘cuidar’ de mim, atrapalhada e cheia de responsabilidades. Achava-me a dona do mundo porque, na década de 70, uma menina sair do interior para morar na capital era o começo da nossa libertação.

Enfrentei preconceitos, falações, mas não desisti. Minha meta era estudar, ‘ser alguém’, aprender a ser madura e a resolver as minhas necessidades sem a ajuda e a intervenção da minha mãe. Como eu sinto a falta dela agora!

O tempo passou, consegui ter uma profissão, tive relacionamento sério, vieram as dificuldades, as experiências, o sofrimento e a vida foi seguindo seu rumo. Hoje, sozinha e na maturidade, refletindo bem com meus botões, chegamos à conclusão que valeu a pena o tudo vivido, mas o tudo que vivi foi muito pouco.

Não aprendi ainda a dizer muitos nãos, agora já o digo, pelo menos, mas não com a frequência que eu gostaria e que é necessário dizer. Dizer não para si e para os outros às vezes se faz necessário, para que depois não haja arrependimentos.

Vivo só, mas não me sinto sozinha. Tenho pensamentos e palavras suficientes, livros e lembranças que me fazem companhia. Agora, com a modernidade, também tenho os amigos virtuais que me acrescentam e me distraem.

Às vezes os pensamentos insistem em voltar, o coração bate mais forte e aceleradamente por conta de algumas situações, mas até isso me faz bem, é uma prova de que ainda estou viva e pulsante e que ainda posso ter vivências espirituais que podem ou não valer a pena.

Só o tempo dirá se errei a minha vida inteira, se acertei. O sofrimento faz parte do aprendizado da gente. Ter contato com pessoas jovens de boa cabeça me rejuvenesce e me recicla para que eu não me torne uma velha enferrujada e caquética.

Peço paciência àqueles que fazem parte do meu grupo seleto de amigos para que não me condenem e nem me julguem. Meu tempo útil por aqui será pouco e ainda tenho muito que viver, antes que as impossibilidades não me deixem fazer o que gosto.

Eu gosto de me divertir, de festas, de juventude de leituras, de cultura e de vida. Eu só quero ser feliz e nada mais nada. Boa noite e bom dia, já. Até breve.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Irmão e primos de Orlando Herculano pedem desculpas ao deputado Ronaldo Medeiros

Foto de Olívia de Cássia
Olívia de Cássia – Ascom

O deputado Ronaldo Medeiros (PT) recebeu na manhã desta sexta-feira, 17, dois primos e um irmão de Orlando Herculano, responsável pelo atentado sofrido pelo parlamentar, na semana passada, entre os municípios de Porto Real do Colégio e Igreja Nova. Arnaldo Herculano (primo), Vitor Herculano (irmão) e Roberto Herculano (primo) pediram desculpas ao deputado e disseram que Orlando Herculano (conhecido como Orlandinho) não deveria ter feito o que fez.

“Viemos pedir perdão ao deputado pelo acontecido, pelo fato de Orlandinho ter perdido o controle e ter agido da forma que agiu. Ele não deveria ter feito isso. Todo mundo na cidade diz que ele deu sorte por ter acontecido com o deputado Ronaldo Medeiros, que todos dizem ser um homem pacato e de bem”, disse Arnaldo Herculano.

Arnaldo disse que Orlandinho também errou em ter feito pressão junto a alguns parlamentares e prefeitos amigos dele para que o deputado retirasse a queixa e colocou-se à disposição para reparar os danos materiais do automóvel Pajero do petista, que teve avarias por conta das batidas que levou da Hilux de Orlandinho.

Ainda abatido, o deputado Ronaldo Medeiros disse que graças a Deus não está justificando mortes. “Estou numa situação danada, sem dormir direito depois disso. Sou um homem pacato, tenho uma rotina regular, não ando em shows e festas de grandes aglomerados e sou um homem de bem, nunca fui violento, espero que o que aconteceu sirva de lição para esse rapaz", observou o deputado.

O petista ressaltou que a família de Orlando Herculano vindo pedir desculpas pelo atentado, “está comprovado que não foi um acidente de trânsito, como disse a Polícia Civil ao divulgar a conclusão do inquérito na imprensa”. De acordo com os familiares de Orlando, o motorista da saveiro, de nome Adriano é parente do responsável pelo atentado e presenciou tudo. Segundo o deputado, ele pode testemunhar a ocorrência.

Sufoquei o meu desejo...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Sufoquei o meu desejo de querer o inatingível. Precisei de muita força para continuar lutando contra um sentimento impossível.

Amor que já não se traduz, objeto abstrato. Matei alguns sonhos impossíveis dentro de mim. Não adianta tentar, eu sei. O que foi não volta mais.

Eu já não quero sonhar com o impossível. Cansei de sofrer. Para esquecer o sofrimento, abafei minhas dores e minha vontade, de te querer novamente.

O que a vida já não é capaz de me dar. Meu coração pulsa, carente de afeto. Às vezes quero o inatingível.

Sou uma incógnita nesta vida, tenho mil interrogações que não foram respondidas...
Vida que segue...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A gente não para de aprender

Olívia de Cássia - jornalista

A vida é um aprendizado constante. A gente não para de aprender e quanto mais decepções a gente tem, mais lições dessas experiências podemos tirar. É um jogo que leva vantagem quem tem mais cartucho na agulha para suportar os trancos que surgem pela frente.

É sabido que nem todo mundo é capaz de maturar o significado que as situações proporcionam na vida. Às vezes não queremos ser indelicados, não queremos nos indispor com o outro para não gerar situações vexatórias; aí deixamos de mostrar nossa opinião e perdemos a oportunidade de crescer.

Já passei por isso várias vezes. Tenho esse defeito e não há jeito de reparar essa falha minha. A vida vive me ensinando, mas eu não aprendo. Sempre Fico com receio de magoar os outros e me mutilo interiormente, porque depois que passa a ocasião eu me ponho a refletir que deveria ter agido diferente.

É por isso que não devemos deixar passar as oportunidades que a vida nos dá. Ela está sempre nos mostrando o caminho, seja por meio de parábolas ou de realidades concretas que às vezes a gente não quer ver ou finge que não entende.

Não devemos deixar de viver por causa das restrições e por causa da opinião dos outros, dos preconceitos sociais. Já passei por isso várias vezes; na minha adolescência inteira e juventude vivi brigando com minha mãe por conta dos preconceitos que ela nutria dentro de si e não eram poucos.

Eram tão fortes esses sentimentos dela que chegavam a doer na alma da gente. Minha mãe tinha um caráter forte, dominador, queria mandar em tudo e impedir que a gente sofresse. Mas na vida só aprendemos com o sofrimento e isso ela não queria para os filhos.

Era como se quisesse assumir o comando de nossas vidas e eu me colocava contra essa postura dela, por isso nossos desentendimentos, que foram muitos e hoje eu penso que poderíamos ter sido mais amigas, mais flexíveis: tanto eu quanto ela.

Muita coisa na minha vida eu deixei de viver por conta do medo que eu sentia, de passar por situações vexatórias, aquelas que a minha mãe tentava mostrar todos os dias, mas terminava vivendo isso com mais sofrimento ainda.

O medo nos aprisiona e hoje eu sei que vivi muito pouco, apesar da idade. Vivi a maior parte da minha vida com medo, medo do que os outros pudessem achar de mim. Às vezes avalio que me libertei disso, outras me ponho a pensar que ainda falta muito para essa liberdade sonhada.

Ainda não aprendi a resolver todos os meus problemas, e apesar da maturidade, às vezes me pego feito uma adolescente, carente e insegura. Não nego meus sentimentos, também tenho esse defeito.

Não sei esconder o que se passa comigo e muita gente não entende isso, me interpretam segundo os seus conceitos e preconceitos; para mim isso não mais importa, o que importa é que quero ser feliz.

JHC lamenta índice de Alagoas no MEC e afirma ter cobrado informações à Secretaria de Educação

Foto de Olívia de Cássia
Charlene Araújo - Assessoria


Ofício foi enviado em março deste ano, mas nenhuma resposta foi encaminhada ao parlamentar
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O deputado estadual João Henrique Caldas (PTN) lamentou os dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) a respeito do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que aponta Alagoas com o pior índice no país.

A meta estabelecida pelo MEC era de 4.5 e o estado atingiu somente 3.8 para a educação básica. Na educação fundamental, onde o índice é 4.9, Alagoas chegou a 2.9 e, no ensino médio atingiu 2.9, dos 4.9 exigidos.

Em março deste ano, o parlamentar enviou ofício à Secretaria de Estado de Educação, cobrando informações a respeito das obras que deveriam ser realizadas nos municípios atingidos pelas enchentes de 2010, bem como os cronogramas de execução de cada contrato.

Mais de cinco meses se passaram e, até o presente momento, não houve resposta para o documento enviado, que foi protocolado na Secretaria em 14 de março do corrente ano. “Mesmo sendo deputado, não obtive estas respostas”, afirmou JHC, complementando que o governo deveria ter aproveitado as reformas para melhorar as estruturas das escolas.

Segundo a Constituição Estadual, a Assembleia Legislativa pode solicitar do Governo, Secretários de Estado ou titulares de órgãos da administração informações a título de fiscalização, importando crime de responsabilidade o não atendimento no prazo de 30 dias.

Experiência de quase morte

 Por Olívia de Cassia Cerqueira A experiência de quase morte para os transplantados, rendeu uma página da editoria de Cidades, especial para...