quinta-feira, 10 de março de 2011

E depois do Carnaval ...

Olívia de Cássia – jornalista

Terminou o período carnavalesco e o saldo de violência do período já é avaliado como um dos maiores dos últimos tempos. Mais de 30 pessoas foram assassinadas no Estado e Maceió lidera esse ranking. Um resultado assustador e que merece uma reflexão por parte das autoridades responsáveis pelo setor de segurança em Alagoas.

Ontem foram encontrados dois corpos de duas moças (uma de 14 e outra de 19 anos) num terreno da cidade universitária. Jovens que estavam desaparecidas há cerca de 26 dias, segundo o que foi divulgado, o que vai dificultar ainda mais o exame de necropsia. Violência que apavora, contra mulheres, jovens e crianças e que se alastra como um câncer.

Os relatos feitos nos últimos tempos revelam que a maior parte desses atos de violência e assassinatos é por conta de dívidas com o tráfico de drogas, consumo exagerado de substâncias entorpecentes, taras sexuais, alcoolismo, crimes passionais e violência no trânsito. Males da sociedade moderna que precisam ser detidos de alguma forma.

Podemos dizer que na prática o novo ano começa agora no País, vida que segue. É chegada a hora da retomada das atividades, dos projetos e ações no Estado e uma dessas atitudes a serem tomadas é um plano para a segurança, imediatamente, creio eu. É urgente que alguma coisa seja feita para contornar esses problemas que só elevam nossa Alagoas aos patamares mais negativos das estatísticas policiais.

Na Assembleia Legislativa, a partir desta quinta-feira, começa a disputa dos deputados pela lideranças das comissões permanentes da Casa. Na prática a briga já começou tem um tempinho, é só ter observado as últimas sessões na ALE. A briga maior dos parlamentares agora é pelas principais comissões , aquelas que dão mais poder de mando, influência ou mexem com finanças.

O governo, por seu lado, ainda não indicou um líder na Casa de Tavares Bastos e deve fazê-lo nos próximos dias. Deve indicar algum deputado da sua base aliada para alguma secretaria, para, segundo o que se comenta, devolver o mandato a Alberto Sextafeira (PSB), que ficou na suplência na última eleição e que exerceu esse papel na legislatura passada.

Afinal de contas, com um líder no parlamento o Executivo terá mais facilidade de barganha e convencimento nas votações de seus projetos. Mas enquanto não aponta o seu líder, a oposição se fortalece. Já deu para perceber, nas primeiras sessões do ano, que os deputados oposicionistas (PT, PMDB e parte do PDT) estão com toda a vontade de mostrar serviço, principalmente os novatos na Casa.

E por falar em novatos, mesmo os da situação querem mostrar que não estão ali só para assistir as sessões e complementarem o quorum mínimo. Todo dia tem pronunciamento, requerimentos e proposições a serem apresentados na hora do expediente ou das explicações pessoais.

Alguns aproveitam para fazer discursos longos, propostas inusitadas, falas que provocam apartes e intervenções que se prolongam por quase toda a sessão. Desses novos parlamentares, ainda não fizeram o uso da fala os deputados Marquinhos Madeira (PT), Arnon Amélio e Severino Pessoa (PPS).

Não deu para avaliar ainda se por inexperiência ou por falta de propostas mesmo. A deputadas Thaíse Guedes (PSC)não tem comparecido ao plenário da ALE porque o elevador para portadores de necessidades especiais ainda não foi feita a manuteção e está quebrado.

quarta-feira, 9 de março de 2011

A ordem da superação ...

Olívia de Cássia – jornalista

A palavra que eu mais ouvi durante a transmissão desse Carnaval foi o termo superação. Foi o mais usado por comentaristas, jornalistas e componentes das escolas de samba, nos desfiles de São Paulo e do Rio de Janeiro. A primeira foi a do maestro que ficou impossibilitado de usar a batuta por um problema de saúde e foi homenageado pela escola que foi a vencedora em Sampa.

Vi a superação das escolas que tiveram o barracão incendiado e que fizeram desfiles belíssimos como a minha Portela, a Grande Rio e a União da Ilha. Exemplos de que com amor e dedicação pela causa, seja ela qual for, é possível a gente sobreviver além das dificuldades e tragédias.

Assisti a uma homenagem belíssima da Beija Flor de Nilópolis ao nosso Rei, Roberto Carlos, que me levou às lágrimas. Aprendi nesse Carnaval de tantos acontecimentos, que superação é quando a gente consegue ultrapassar as limitações do corpo e da mente e apesar delas conseguir realizar alguma coisa boa e positiva, para nós e para os outros.

Aprendi que passar por cima das adversidades é a ordem do dia. Que é preciso ter muita dignidade, disposição e foco para que a gente consiga minimizar os problemas. Passei essa terça-feira de Carnaval pensando nessa moça (que vou chamar de Melina) que foi violentada, estuprada, cuja dignidade foi totalmente destruída.

Ela vai precisar de muito amor e compreensão da família e dos amigos para conseguir neutralizar os efeitos dessa brutalidade sofrida. Ontem foi um dia de reflexão para todos os moradores da minha rua, que se sentiram chocados com essa violência sofrida por ela, na Barra de São Miguel, quando brincava os festejos de Momo com familiares e amigos.

Estamos todos abismados e solidários ao mesmo tempo. E tudo fica mais triste ainda, quando essa semana foi comemorado o Dia Internacional da Mulher, que completa o centenário da data também este ano. Sabemos que apesar dos avanços que os movimentos feministas e femininos conseguiram na lei e na vida, ainda falta muito para que a gente tenha a igualdade de direitos reconhecida na sociedade.

Ainda há muita exploração da nossa mão-de-obra, salários desiguais, apesar de, às vezes, as mulheres exercerem a mesma função que os homens. O representante da FAO disse no noticiário da Rede Globo, nesta terça-feira, que “se se resolveram as desigualdades, a fome pode diminuir no mundo”.

Uma declaração belíssima e que se for colocada em prática talvez o mundo se torne melhor, menos violento e com mais cidadania. Avalio que o que vale na vida é a gente ser feliz. Aproveitar as oportunidades, fazer o que gosta; respeitar o nosso próximo e procurar ser solidário, pelo menos um pouco. Se todo mundo praticasse a solidariedade pelo menos uma vez, de vez em quando, a marcha da superação seria bem mais acelerada.

terça-feira, 8 de março de 2011

O que temos a comemorar no 8 de março ...


Olívia de Cássia – jornalista

Hoje, 8 de março, terça-feira de Carnaval, comemora-se em todo o mundo o Dia Internacional da Mulher. Uma data que foi institucionalizada depois de muitas lutas, sofrimentos e mortes de mulheres trabalhadoras e que deve ser comemorada por todos nós que lutamos por liberdade, por uma sociedade mais justa, mais fraterna e por dias melhores.

Nos dias atuais além da conquista da data, as mulheres e os homens também têm a comemorar a aprovação da Lei Maria da Penha, que objetiva penas mais duras para seus agressores. Antes dessa lei as penas para os agressores eram mais brandas e até tolas como a doação de cestas básicas.

A violência contra a mulher, na maioria das vezes, acontece dentro da própria casa, cometida pelos companheiros, familiares e até pelos pais. Ainda hoje tem muito assassino impune pelas ruas ou escondidos em fazendas de nosso Estado e isso precisa acabar.

A Lei Maria da Penha foi sancionada pelo ex-presidente Lula e é uma homenagem justa a essa mulher que deu o nome à lei e que só conseguiu justiça por ter ficado paraplégica depois de um tiro que levou do marido, quando conseguir escrever um livro contando sua própria história.

O ex-marido de Maria da Penha negou que tivesse sido ele o autor do disparo, foi condenado à prisão por dez anos, mas só cumpriu dois deles. Inconformada com a atitude do juiz que deu liberdade a seu agressor, ela começou uma luta incansável que foi terminar no Congresso Nacional e que culminou com a aprovação da lei que tem o seu nome.

Uma mulher que merece todo o nosso respeito e toda a nossa admiração. Mas infelizmente, nem todas as mulheres têm a comemorar no dia de hoje. Nesse Carnaval, na Barra de São Miguel, pelo menos uma jovem que não vamos revelar o nome para preservá-la do constrangimento, foi estuprada por um animal que, além de violentá-la mordeu todo o seu corpo.

O crime aconteceu entre a noite de ontem e a madrugada de hoje e felizmente o agressor está preso. É preciso que a Justiça não dê liberdade a esse animal e a tantos outros espalhados nesse País e em nosso Estado. É preciso punir severamente, é importante que os fatos sejam denunciados e não fiquem escondidos no silêncio de suas vítimas, por medo ou por vergonha.

Um homem que se comporta dessa forma com uma mulher não merece viver em sociedade, é um perigo para todos. Quem tem filha, sobrinhas ou parentes sabe da importância da Lei Maria da Penha para a sociedade. A Justiça não pode facilitar dando flexibilidade a essas bestas humanas, para que elas tenham liberdade e tornem a fazer tudo de novo.

Está provado por A mais B que quem comete violência contra a mulher uma vez, torna a repetir e não é de bom alvitre que a Justiça conceda com tanta benevolência, a pedido de advogados, a soltura desses miseráveis.

Que a lei sancionada pelo ex-presidente Lula seja uma arma de defesa para todos nós e que seja aplicada com severidade, sempre que for necessário. Salve o 8 de Março e viva Maria da Penha!

Terça-feira de Carnaval...

Olívia de Cássia – Jornalista

De domingo à tarde para cá minha rotina tem sido sem festa; começo a escrever às 4h43 desta terça-feira de Carnaval; acordei às 3h30 da manhã para dar leite aos gatinhos órfãos. Ligo a televisão e está passando o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Faço um café para me distrair um pouco. Por um instante tive saudade da Cidade Maravilhosa.

Faz muito tempo que não visito o Rio; era uma viagem que me encantava na juventude e que fazia no fim do ano. Às vezes penso que nem sei mais como é a cidade. Daqui a pouco sai a Beija-Flor de Nilópolis que vai homenagear o Rei Roberto Carlos. As escolas estão bonitas, mas não tenho paciência de ficar sentada para ver o desfile até o fim. O sono já foi embora.

Os gatinhos se acomodaram depois de barriga cheia, acho que vou gripar mesmo. A garganta está começando a ficar inflamada, tenho crises de espirros e o nariz começa a fungar. Ainda continuo sem net em casa e estou postando os textos no blog na casa dos vizinhos nesse feriado de Carnaval.

Pego o livro e vou ler um pouco, mas a vista já está ruim e essa hora da manhã, nem a lâmpada acesa ajuda, as letras tremem, fica quase impossível ler alguma coisa, mas insisto. Releio agora ‘Caminhos Cruzados’, de Erico Verissimo, estou dando continuidade às minhas releituras, depois de ter azedado meu Carnaval.

Paciência, ano que vem tem mais e espero ainda estar disposta e com saúde para brincar e aproveitar por muito tempo. Se fosse em outras épocas que esse imprevisto tivesse acontecido, não sei como seria a minha reação. A maturidade nos traz um pouco de bom senso e compreensão. Isso pelo menos é um lado positivo da velhice, tinha que ter alguma coisa boa, pelo menos.

Penso na possibilidade de que terminado o Carnaval eu posso receber uma boa notícia de emprego; isso me deixa mais conformada com essa situação. Quem sabe eu tenha a resposta positiva a partir da semana que vem, no máximo. Estou realmente necessitada e preciso recuperar minhas perdas materiais, já que as espirituais a gente não pode mais recuperar.

As espirituais a gente procura compensar com outras substituições que possam nos preencher, se não de maneira igual, mas de forma um pouco ou menos intensa, da maneira que for possível. Na minha idade a gente não pode esperar muito da vida: o que vier será lucro.

Sonhos eu os tenho e muitos; ainda bem que sonhar não paga aluguel e por enquanto ainda é de graça, como diríamos há algum tempo; não tem limites de idade. Sonhar faz bem, mas os sonhos de hoje tem uma outra conotação, não são mais aqueles sonhos impossíveis da infância e os idílicos da juventude. Os da maturidade são mais palpáveis e possíveis de ser realizados, apesar dos empecilhos que a situação financeira nos traz.

Quem sabe esse ano eu possa publicar meus escritos, conseguir aumentar minha renda para me munir de uma boa máquina fotográfica, fazer a reforma tão sonhada da minha casa, viajar para conhecer cidades que não conheço, inclusive de Alagoas, ter uma vida mais saudável, tranqüila e de muitos contatos profissionais e amigos.

Esses são os meus sonhos da maturidade, propostas que para muitas pessoas são fáceis de ser realizadas e que nem podem ser consideradas de sonhos como os são para mim. Espero poder este ano que se inicia pós-carnaval, poder realizar estes e muitos outros mais. Um bom Ano-Novo pós-Carnaval para todos, a vida segue em frente.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Estou tentando...

Olívia de Cássia – jornalista

Estou tentando ser uma boa mãe para os filhotes órfãos da Sophia Loren. Sou um pouco desajeitada para cuidar dos bebês, mas com carinho e paciência, passei a tarde e a noite de domingo, 6 de março, cuidando deles. Estou revoltada e triste com tudo isso, como falei no fim do texto anterior. Nesses dias de Carnaval vou assim aprendendo mais lições da vida. Lições que vão me tornando mais experiente e aprendendo com a vida.

Tranquei as portas e janelas, assim que coloquei Janis Joplin e Lolita para dentro de casa. Não deixei uma brecha sequer para que elas fujam à rua e agora me rondam aqui no quarto. Janis com ciúmes, reclama. Ela também tem ciúmes dos gatinhos-bebês e quando estou dando leite na colher para eles, ela estranha e sai de perto.

Sei que não posso prendê-las em casa por muito tempo, da mesma forma que o faço com a Malu e Oto, mas eu ajo assim, porque temo que também cometam alguma violência com elas, como fizeram com Sophia Loren. Foi melhor que eu não tenha visto ela morta, como vi o Benjamim e o John Lenon, meus gatos que também foram envenenados.

Lolita está operada recente e não deixa que eu lhe dê os demais comprimidos que o veterinário ministrou. Meu Oto está com uma infecção no ouvido esquerdo. Ontem à noite eu coloquei pomada para otite e lhe dei um dos comprimidos anti-inflamatório que o veterinário passou, pós-operatório, para a Lolita.

Sem internet em casa fica mais difícil viver nos dias de hoje. As contas começaram a chegar novamente; se eu não conseguir outra assessoria de imprensa, terei que deixar no fim do mês atrasar algumas contas como a de energia e de telefone fixo que são as maiores.

Estou tentando, mas como diz o poeta, viver não é difícil, difícil é a vida. Dizem que são as pessoas que dificultam e aumentam esses entraves. Não sou filósofa, mas estou tentando não ser pessimista diante de tanta coisa indigesta que tem acontecido por aqui.

Quero acreditar que tudo vai melhorar, mas às vezes a gente se impacienta diante de tanto empecilho que aparece para que a gente seja feliz. Mas quero acreditar que há uma luz no fim do túnel e que conseguirei. Estou tentando...

domingo, 6 de março de 2011

O Sábado de Zé Pereira e o desfile das Fragas da Madrugada

Olívia de Cássia – jornalista

No sábado de Zé Pereira, 5 de março, teve concurso e desfile do bloco A Franga da Madrugada. Vesti uma roupa ‘a caráter’ para o desfile e lá fomos nós para a Quadra Municipal de União dos Palamres. Novamente fui convidada para fazer parte do jurado que escolheu ‘A Franga mais bonita’; os candidatos deram show nas categorias Transformista e Gay.

Encontrei muita gente querida por lá e estava muito feliz, com a alegria e colorido do Carnaval. Meu amigo Silvio Sarmento, mais uma vez, no comando de tudo. Foi muito engraçado o concurso, mas o desfile do bloco demorou muito, da mesma forma que no ano passado.

Muita gente reclamou da demora e fica aqui uma sugestão fraterna ao amigo Silvio e a todos os que organizam o evento, para que encontrem uma forma de agilizar mais o concurso e a gente possa participar e ver o desfile dos outros blocos na rua e na Praça Basiliano Sarmento, no dia do evento.

O desfile da Franga, quando saiu, já passava das três horas da manhã, pelas ruas de União dos Palmares e muita gente que estava na quadra foi embora, por conta do adiantado da hora.

Fomos terminar na praça, no QG do frevo. Saímos quando terminou a folia, estava exausta; tivemos que arrastar a pé do Centro de União para a fazenda Frios, para a casa da minha amiga Genisete, onde formos dormir, pois não tinha um Telecarro disponível para nos levar até lá.

Resolvi que quando acordasse viajaria para Maceió para ver meus filhotes de quatro patas, mesmo que eu tivesse deixado a chave da casa e muitas recomendações aos vizinhos. À tarde voltaria para União; alguma coisa estava me preocupando.

Chegamos mais de meio dia lá no Tabuleiro e quando consegui pegar um ônibus e chegar em casa, no Centro, tive uma triste surpresa: minha gata Sophia Loren foi envenenada. Mais um assassinato misterioso de animal na Vieira Perdigão.

A minha gata pariu não tem nem um mês e estava amamentando e os gatinhos ainda. Acabou meu Carnaval, pois não tenho quem deixar para alimentá-los e sou eu quem tem que fazer isso. Agora eles ficaram órfãos e não sei se vão conseguir sobreviver.

Novamente o mesmo crime se repete aqui: o assassino ou assassina dos meus gatos aproveita sempre quando estou fora de casa para colocar o veneno justamente onde ele ou ela sabe que eles vão comer.

Eu não consigo entender isso. Como é que um ser humano pode ser tão ruim, tão mal, ao ponto de tirar vidas de criaturas que não fazem nada de ruim para ninguém, pelo contrário, só nos dá alegria e companhia.

Estou tentando fazer com que aquelas criaturinhas não sintam tanta falta da mãe, mas é difícil, pois eles ainda são pequeninos. Acabou meu Carnaval. Eu que estava tão animada para aproveitar um pouco a folia e esquecer os problemas da vida.

Eu sei que isso faz parte desse jogo da vida, paciência, foi mais uma perda para mim e isso me deixa triste. Dizem que os gatos protegem seus donos. Já perdi tantos filhotes de quatro patas e cada vez que isso acontece me sinto mais decepcionada com o ser humano e amo cada dia mais os animais.

sexta-feira, 4 de março de 2011

É Carnaval!

Olívia de Cássia – jornalista

Sexta-feira que antecede o sábado de Zé Pereira. Muita gente já viajou, outras pessoas já estão fazendo as malas para aproveitarem o feriadão de Carnaval. Eu, daqui a pouco, vou para a Tribuna Independente trabalhar. Ontem cheguei mais de uma hora da manhã e quando fui dormir já passava das duas. Muito sono e cansaço.

Só vou poder ir para União dos Palmares amanhã, para ver o concurso da Franga e depois desfilar no bloco pelas ruas da cidade. A programação do Carnaval de União já coloquei aí em baixo. Inventei minha fantasia, a gente tem que usar a criatividade e o que dispõe de acessório, quando não há muita grana; eu já providenciei a minha fantasia, tomara que dê certo.

É muito divertido aquilo tudo: A Franga da Madrugada este ano completa seus dez aninhos, já é uma mocinha e no último domingo foi ‘batizada’ pelo ‘primo’, o Pinto da Madrugada. Seu criador, meu amigo Silvio Sarmento, teve uma ideia brilhante ao fazer esse resgate da irreverência dos carnavais. O concurso é muito engraçado e ano passado eu tive o prazer de fazer parte do corpo de jurados.

Estamos precisando disso: desse resgate da fantasia, da alegria, das cores. Sinto-me confiante e feliz quando vejo iniciativas daqui e dali para que a gente possa reviver aquele brilho e alegria de antes, com muita folia, frevo, responsabilidade e sem violência.

No Rio de Janeiro os bailes de Carnaval estão voltando também; hoje passou uma reportagem no programa da Ana Maria Braga do desfile de fantasias, que foi apresentado por Milele e que antigamente teve seu auge com o carnavalesco Clovis Bornai.

Muita gente não dormia, só para ver na televisão aqueles desfiles, os bailes e alegria da moçada. O Carnaval do Rio de Janeiro não é só de escolas de samba e já teve muito glamour antes que as escolas dominassem a Marquês de Sapucaí.

Recife já tem tradição de frevo no pé, maracatus, cirandas e outras manifestações folclóricas. Dá até um arrepio quando vejo tudo aquilo. Em Maceió, o Clube Fênix vai fazer bailes, numa tentativa de reviver os grandes carnavais de clube que teve seu auge no século XX. A AABB, no Sítio Pescaria, em Ipioca, também fará baile de Carnaval este ano. Vejo essas iniciativas com muita animação.

Precisamos fazer isso também em União dos Palmares; fica aqui a minha sugestão para o Ladorvane, Silvio Sarmento e outras pessoas abnegadas que queiram e podem contribuir para que a gente reviva os bons carnavais da nossa Associação Atlética Palmarina, embora que fisicamente no momento isso não seja mais possível.

Que todos brinquem um Carnaval com alegria, fantasia, esperança e responsabilidade. Muito frevo no pé, álcool com moderação e não esqueçam da camisinha quando precisar. E viva o Zé Pereira!

Experiência de quase morte

 Por Olívia de Cassia Cerqueira A experiência de quase morte para os transplantados, rendeu uma página da editoria de Cidades, especial para...