quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Malta diz que não sabe o que está acontecendo na ALE

Olívia de Cássia – Repórter
(Texto e foto)

O presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo, Ernandi Malta, disse que não sabe “o que está acontecendo na Casa de Tavares Bastos” e observou que houve uma negociação entre a Mesa Diretora da Assembleia e o Governo do Estado, na segunda-feira à noite, que segundo ele, “liberou sete milhões para o Poder Legislativo pagar o décimo-terceiro e o salário de dezembro dos servidores ativos e inativos da ALE”.

“Está no Portal da Transparência a liberação de R$ 7 milhões e eu não sei o motivo de o presidente da Casa não ter pago ainda o décimo dos servidores, se existe dinheiro”, observa. A Assembleia tem 1.300 servidores, ativos e inativos. Segundo Malta, o governo do Estado também encaminhou 118 milhões para a ALE e quer saber “por que o governo encaminhou tanto dinheiro para o Poder Legislativo.

“Não conheço as despesas com pessoal da Casa, o sindicato já deu entrada no Ministério Público e no Tribunal de Justiça com uma liminar para garantir o PCC (Plano de Cargos e Carreiras). Agora está nas mãos do dr. Estácio (Luiz) Gama (desembargador). Pela lei o PCC tem que ser implantado até janeiro de 2011.

O sindicalista disse que foi constituída uma comissão de deputados e funcionários para acompanharem a implantação do Plano de Cargos e Carreira dos servidores, que tem o deputado Marcelo Victor (PTB) na coordenação, mas disse que essa comissão está paralisada. O deputado Paulão concordou com Ernandi Malta sobre a liberação dos sete milhões e antes que a sessão terminasse se retirou do plenário.

Paulão diz que se depender dele fica até depois do dia 31

Olívia de Cássia - Repórter
(Texto e foto)

O deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão-PT) disse que se depender dele, ficará até o último dia do ano na ALE. Segundo o petista, há muitas questões polêmicas para serem discutidas antes de aprovadas.

O petista, que saiu da reunião do entendimento de liderança antes dos outros deputados, disse que não houve acordo na reunião e confirmou sobre o que disse Ernandi Malta a respeito dos sete milhões liberados pelo governo do Estado para pagamento do décimo e dos salários dos servidores.

“Não está garantido o dinheiro da folha e do décimo-terceiro, o governador fez um acordo ontem á noite (segunda-feira) no Palácio com a Assembleia e repassou o dinheiro, recurso extraordinário. O duodécimo tem condições de manter o custeio e o pessoal”, observou.

Segundo Paulão, “não tem acordo, pra mim vamos trabalhar até depois do dia 30. Não tem QDD (Quadro de Detalhamento de Despesas), não posso apresentar emenda se não tem o QDD. Como posso fazer emendas se não tem o QDD? Sou realista, o pessoal está brincando de fazer emenda, tem o Fecoep (Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza). Voto a favor embora tem algumas discordâncias sobre a falta de transparência.

Edval Gaia reclama de portaria do governo federal em favor dos índios

Olivia de Cássia - Repórter

O deputado Edval Gaia (PSDB) usou a tribuna da Casa, na hora do Expediente, num longo discurso, para reclamar de uma portaria expedida pelo ministro da Justiça, Paulo Barreto, a respeito de demarcação de terras indígenas em Palmeira dos Índios.
Segundo o deputado, a portaria define limites aos povos Xucurus-Cariris e vai prejudicar pequenos proprietários de terras no município.

“É um absurdo essa portaria, o que está acontecendo é que a população de Palmeira dos Índios está aterrorizada, por conta disso”, disse o deputado.

Gaia observou que os empresários que estão instalados no município estariam “apavorados” com essa portaria baixada pelo Ministério da Justiça e solicitou que a Casa se posicione, o governo do Estado se posicione, pois segundo ele, com essa portaria a cidade corre riscos de desaparecer.

“A atitude foi irresponsável, em Palmeira só tem 500 índios, a Funai (Fundação Nacional do Ìndio) já fez esse ano duas demarcações. Vai haver prejuízos à cidade, em Palmeira já é feita uma reforma agrária natural, gostaria de dizer que não sou contra a demarcação”, disse o deputado, conclamando o governo a se mobilizar sobre a questão.

CONTRADITÓRIO

O deputado Judson Cabral (PT) solicitou um aparte para falar a respeito da demarcação da Funai e disse que, como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia vem acompanhando o caso.



“O povo Xucuru-Cariri, desde 1922, luta pela demarcação das terras. A colonização da cidade foi feita por indígenas, o nome da cidade já o diz. Os fazendeiros é que ampliaram suas posses dentro da área indígena”, disse Cabral.

Em defesa dos índios, o deputado do PT argumentou que os povos indígenas não são invasores “são ocupantes naturais”. “Concordo com vossa Excelência que não é só baixar portaria com demarcação, tem que haver indenização dos fazendeiros, para que haja a conciliação de interesses”, observou.

Judson avaliou que o processo junto ao governo federal a respeito da demarcação das terras indígenas deve ser levado á frente.

O deputado Edval Gaia retomou a palavra e reclamou que o governo “assinou a portaria no apagar das luzes, sem ouvir os proprietários das fazendas. “Os índios não querem isso para Palmeira. A Fuanai não pode querer acabar com famílias de mais de 200 anos”, protestou.

Edval Gaia repetiu várias vezes que foi feito um estudo antropológico no município, por profissionais que não são contratados pela Funai e que o estudo “desmoraliza os antropólogos da Fuani. Vamos fazer a coisa correta, faço apelo par que a Casa não deixe cometer injustiça que está prestes a acontecer. Eu apelo para o Estado: cadê os direitos humanos? Só serve para um lado e não para o outro?”, indagou.

Vários deputados fizeram apartes à fala de Edval Gaia. O deputado Gilvan Barros (PSDB) disse que vê com preocupação a questão, o deputado Nelito Gomes de Barros (PSDB) se associou a Edval Gaia e disse que podia contar com ele, Antônio Albuquerque (PTdoB) disse que é indiscutível a preocupação e a gravidade da situação.

O deputado Rui Palmeira pediu um aparte e disse que a Funai encontrou uma tribo de mais cerca de 300 homens e considerou como indígenas pessoas que se passaram como tal, sem que fosse comprovada a descendência.

Usando seu horário regimental o deputado Judson Cabral argumentou que é preciso desfazer equívocos e disse que o processo de demarcação das terras indígenas em Palmeira é um processo de racionalidade, “não foi uma invenção”.

Ele observou que os donos das terras (os índios) foram expulsos e louvou a atitude da Funai, destacando que o processo não é demagógico, como disse Gaia. “Não podemos fechar os olhos, o Estado tem a maior concentração de renda, a portaria dá início a um processo que será feito com responsabilidade, com exclusão da parte urbanizada e produtiva não é verdade que vá acabar com a cidade”, disse.

Judson destacou que é preciso “acompanhar o processo. “Não é pregando o caos que a situação vai ser revertida. Os equívocos da Funai devem ser corrigidos”, disse o petista.

Suplentes querem assumir mandato

Foto de Olívia de Cássia
Olívia de Cássia - Repórter

Os suplentes de deputado José Maria Tenório e Damasco Monteiro (ambos do PMN) compareceram ao plenário da Assembleia na tarde desta terça-feira, para reivindicar as vagas dos deputados Jeferson Morais (DEM) e Temóteo Correia (DEM). Zé Maria disse que protocolou um requerimento na Casa, com a solicitação (na segunda-feira) e que a ALE tem um prazo de 24 horas para responder, mas que “até agora não respondeu”.

Segundo ele, o prazo já expirou e "já estou com um mandado de segurança pronto. Quero a minha vaga, tive 4.793 votos e estou reivindicando à Mesa Diretora assumir o mandato até janeiro, baseado na decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que definiu que a vaga é do partido e não da coligação”.

A vaga preterida pelo suplente José Maria Tenório é a do deputado Temóteo Correia (DEM) que está de licença médica e assumiu o mandato depois que o ex-deputado Cícero Amélio (PMN) foi para o Tribunal de Contas.

Já o suplente Damasco Monteiro (que obteve 144 votos) está reivindicando a vaga do deputado Jeferson Morais (DEM) baseados na decisão do STF que entendeu que a vaga dos eleitos pertence ao partido e não à coligação.

Segundo Tenório, o deputado Temóteo está ocupando uma vaga irregularmente, porque agora mudou a regra e “o efeito é automático. Os caras estão na vaga que não é deles, veja o prejuízo que a Justiça Eleitoral está dando, desde que Cláudia (Brandão) saiu para o Tribunal de Contas (TC)”.

Tenório disse que tem o entendimento de que os deputados (Jeferson e Temóteo) já deveriam ter saído há dois anos. “Nos outros estados já aconteceu, aqui é praxe negar-se o direito e só funciona na pressão, eles não podem ser coniventes com coisa errada”, finalizou.

Caso os suplentes assumam o mandato que reivindicam ficarão por apenas 40 dias e vão receber, juntos, cerca de 19 mil reais.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Governo decreta feriado nas repartições públicas na sexta-feira

Não haverá expdiente nas repartições públicas do Estado, na próxima sexta-feira, 24. A medida é embasada no Decreto 4.227 quando o Governo definiu sobre feriados estaduais e pontos facultativos de 2010.

Ainda de acordo com o decreto, o dia 25 de dezembro, dedicado ao Natal, é considerado feriado nacional.

ALE NÃO PAGA DÉCIMO-TERCEIRO

Até este momento a Assembleia Legislativa não pagou o décimo-terceiro sálário de seus servidores. Por lei, o último dia para ser paga a segunda parcela do décimo seria ontem, 20, mas nem isso a Casa de Tavares Bastos fez.

Em outra oportunidade, o presidente Fernando Toledo (PSDB) tinha explicado que pagaria, integralmente, até o dia 20 de dezembro e os sálarios dia 27 de dezembro, mas até agora isso não aconteceu e os funcionários já temem que o último salário de dezembro e dessa legislatura não seja pago, como aconteceu em outras oportunidades na ALE.

Nos corredores do Poder Legislativo os funcionários reclamam disso e o não-pagamento do décimo poderá ter algum desfecho logo mais à tarde, quando haverá sessão na Casa e os deputados têm vários projetos a serem votados, como a Lei Orçamentária Anual (LOA) e outras mensagens, antes de entrarem em recesso.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Tenho tudo a comemorar

Olívia de Cássia – jornalista

Meu colega de profissão, João Dionisio Soares, da Tribuna Independente, vive me criticando, me dizendo que sou conformada com tudo, achando que tudo vai melhorar e que tudo está bem. Vivemos brigando, é certo, por termos discordâncias de opinião.
Já argumentei várias vezes para o João que a questão não é essa.

Em vários textos e oportunidades, aqui no blog, e também aqueles que me conhecem, sabem que sempre fui muito reclamona, rebelde, contestadora e inconformada, mas a maturidade e as bordoadas que levei na vida me trouxeram muitas lições e aprendizado diante das intempéries da vida.

Vamos aos fatos: lá em minha casa está precisando de mil e um reparos. O piso está todo quebrado, a pintura estragada, parece que passou um tusinami por lá. Tem três banheiros, mas só um está funcionando, as lâmpadas estão queimando todo dia, a casa está precisando , com urgência, de uma reforma.

Sem ter como administrar tudo isso, sinto-me impotente diante do caos, diante da rotina doméstica. Mas como vou fazer, agora, se não tenho condições de providenciar tanto reparo? Todo dia acontece uma coisa lá em casa, não sei lidar com isso. Sou um completo desastre como dona-de-casa, diferente da minha mãe que era quem providenciava tudo lá em casa, era quem comandava nossas vidas.

No sábado, quando fui colocar roupas de molho, meu celular mergulhou junto, quando vi, lá ia o bichinho descendo. Resultado: quem ligar para mim, não vai conseguir comunicação, está mudo e apagado. Ontem, no comecinho da noite, a chave da porta de entrada lá de casa quebrou dentro da fechadura. Sou ou não sou um desastre completo?

Mas com os problemas de saúde que eu tenho e ainda podendo caminhar, embora que sem muito equilíbrio, me comunicar, escrever, viver, fotografar e conversar, fazer amigos, eu tenho mais é que comemorar. Dar vivas neste Natal que se avizinha, por estar de pé ainda, intelectualmente funcionando e capaz.

Agradecer a Deus por ter nos concedido, apesar das dificuldades que passamos nesses três anos de fundação da Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos - Jorgraf, por termos conseguido arrematar a rotativa e o gerador de energia, contrariando as expectativas daqueles que apostavam que não íamos conseguir sobreviver, ganhar o nosso pão de cada dia, embora que ainda falte muito para que atinjamos o nosso ideal profissional.

Louvar e agradecer pelo reconhecimento e carinho dos amigos, pelos acessos da minha página na internet que crescem a cada dia, pela medalha de honra Maria Mariá que recebi no II EPA – Encontro com Palmarinos Ausentes, em União dos Palmares. Bem dizer a Deus por tudo isso e agradecer pela saúde da minha família e pelo bem dos meus amigos. Obrigada, meu Deus, por tudo.

Que todos tenham um lindo Natal e que nunca esqueçam da força de Deus em nossas vidas. Muita paz, harmonia e saúde, principalmente, porque o resto, “a gente corre atrás”, como dizem por aí. Feliz Ano-Novo para todos!

domingo, 19 de dezembro de 2010

A arte pela arte

Fotos: Álbuns do Orkut de Allan Carlos
Olívia de Cássia – Repórter

“Arte como arte, na medida em que ela é ela mesma, a ‘ priori’, sem representação, sem mais o dever de comunicar ou dialogar com aquilo que só pode ser o que é em si mesmo, arte é apenas arte”. É assim que o artista plástico Allan Carlos Monteiro da Silva, ou simplesmente Allan Carlos, 40 anos, alagoano de Arapiraca, define o seu trabalho.

Para Allan Carlos, a arte não é a coisa criada nem está no ato dos que fazem. “Arte apenas como arte que independe e não completa nem diminui não muda nem deixa de ser arte. Que não é regional nem tão pouco universal”, conceitua.


Reconhecido internacionalmente, o trabalho de Allan Carlos já percorreu países como a Alemanha, França, Italia, Áustria e Portugal, onde fez várias exposições, além do Brasil. Ele conta que nos anos 80 conquistou o seu primeiro salão de arte, em Arapiraca e resolveu ir em busca de seu sonho.

“Fiz cerca de 35 a 40 exposições nacionais e outras 15 intencionais, entre a Alemanha, França, Itália, Áustria e Portugal”, descreve Allan, que é autodidata e desde muito cedo começou a pintar: “Pinto o chão, paredes, telas, lençóis, mesas e outras coisas”, explica o artista, ressaltando que aos dez anos brincava com telas e trabalhos escolares e “adorava tratar matéria como coisa que precisava mudar”.

“Nos anos 80 me entreguei às telas e aos salões de arte em Arapiraca. Eu me entreguei à busca desta ideia, era apenas uma visão: comunicar por meio da arte e da expressão”, observa o artista, que fala da sua experiência mais marcante em seu trabalho: dar aulas para crianças de rua em todo o Nordeste.


Essa experiência, segundo ele, foi uma experiência gratificante e construtiva “e que me ensinou a compreender e querer mais daquilo que eu criava. Foi nessa época que comecei a despertar para as esculturas. Surgiu no final dos anos 80, mas ainda continuei a pintar até final dos anos 90”, conta ele.

LIBERDADE ARTÍSTICA

Allan observa que esta experiência com meninos de rua do Nordeste lhe deu uma sensação de liberdade artística para trabalhar com matérias diversas. “No final dos anos 90, eu estava exausto: viajava muito do sertão da Bahia até Aracati–Ceará e trabalhava com instituições Maristas e associações de comunidade. Havia algumas vilas e escolas que eu acompanhava também”, diz ele.

Depois de muitas exposições pelo Brasil a fora ele conta que surgiu uma oportunidade. Uma mostra na Alemanha. “Eu precisava desta experiência e decidi que iria. Havia um convite para uma pequena galeria num local chamado “Café Arte”, isso foi no final de 1995 para início de 1996”.

Allan diz que foi sozinho para a Alemanha e sem falar idioma algum. “Eu tinha algumas exposições marcadas no segundo semestre de 1996 e fiquei três meses; voltei angustiado queria mais daquilo: aquele mundo me deu a certeza de que eu precisava estar ali por muito tempo, mas voltei ao Brasil. Iniciei algumas exposições e retornei para a Alemanha, para ficar por quase dois anos”, relata.


O tempo que passou na Alemanha, segundo o artista plástico, foi uma experiência formidável. “Construí minha vida a partir dali, eu via o Brasil e entendia a minha região, entendia o que era ser brasileiro estando longe. Pude ver melhor a vida e a arte e entender o que era em fim que eu buscava. De tudo que vivi na Europa, a melhor experiência foi descobrir o pensamento Alemão a maneira alemã de ser, a fala e os costumes. Isso me fez mais completo em relação a mim mesmo e ao que eu pensava”, analisa.

MATÉRIA-PRIMA

Allan Carlos utiliza todo o tipo de material que apareça à sua frente para compor os seus trabalhos. Ele diz que começou sua trajetória nas esculturas com a tridimensionalidade. “Eu sempre gostei de esculturas, mas pintar parecia ser a única maneira de expressão. Depois da experiência na Alemanha, voltei à procura de pigmentos minerais, queria esculpir diversos materiais e assim o fiz: pedra, gesso, ferro, madeira, concreto, papel, isopor, plástico, massa plástica, osso, resina, argila, arame, cordas, borracha, mantas, fibras ou outro tipo de material que apareça”.

Ele explica que ainda hoje dá aulas para escolas e universidades. “Faço pequenas palestras sobre arte e desenvolvo projetos artísticos como: intervenções urbanas, pesquisas sobre pigmentação de minerais, pigmentação natural e projetos de instalações de arte”.



Sócio e membro da União Brasileira de Escritores UBE-PE, membro e sócio da Acala - Academia de Arte e Letras de Arapiraca, Allan Carlos tem obras expostas em alguns museus no Nordeste. “Não trabalho para ninguém, vivo da arte há mais de 20 anos, tive ateliê nas grandes captais do mundo e no Brasil”, diz ele.

Atualmente, Allan está com ateliê montado em sua terra natal, Arapiraca, mas explica que se considera um nômade. “Acho e creio que todo artista deve ser um pesquisador, deve se interessar por outras fontes para unir força e resistência. A vida artística surpreende, porque a gente deve fazer arte independente do retorno e nunca deve esperar disso uma resposta, a arte serve para a arte e nunca para o artista”, filosofa. Segundo ele, o artista tem o dever de manter distância do que ele é, “para superar o que ele faz assim como dever”.

Experiência de quase morte

 Por Olívia de Cassia Cerqueira A experiência de quase morte para os transplantados, rendeu uma página da editoria de Cidades, especial para...