quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Santa Maria Madalena reúne milhares de fiéis em União

Fotos de Olívia de Cássia
Olivia de Cássia – jornalista

Dois de fevereiro, último dia da festa de Santa Maria Madalena, em União dos Palmares. Cada ano que passa mais gente segue a procissão. Este ano teve uma inovação: antes da procissão uma banda tocou músicas religiosas e empolgou muita gente que estava na Praça Basiliano Sarmento, à espera da saída das charolas dos santos, principalmente a de Santa Maria Madalena, padroeira da cidade, principal homenageada.

Fotografei o que pude e ao longo da semana vou disponibilizar flagrantes da festa, já que estou sem computador em casa. Acompanhei a procissão até o fim, mas de volta à igreja não pude entrar por conta do tumulto que se formou dos fiéis, dentro da igreja, depois da procissão.

As charolas voltam para a igreja e o povo invade, para ‘depená-las’ e tirar todas as flores que serviram para ornamentar, principalmente a de Santa Maria Madalena; acreditam que são flores abençoadas e que vão lhes trazer sorte.

Eu nunca tinha presenciado a cena da charola de Santa Maria Madalena voltando para a igreja de costas e sendo aplaudida e homenageada com papel picado prateado. Uma cena linda, emocionante, que me levou às lágrimas.

Fiz meus pedidos pra ela, para que interceda junto ao Pai e me ajude nas minhas dificuldades, que este ano serão muitas. Precisarei de muita força e de muita saúde para seguir minha rotina.

As noites de festa agora só começam tarde. O povo só chega à praça depois das onze horas. Antes não era assim. Começava cedo e no dia 2, depois dos fogos, meus pais iam pra casa. Esse ano nem fogos teve, muita gente lamentou isso. É um espetáculo tão bonito. As atrações musicais começam a tocar muito tarde nos últimos anos e o povo amanhece o dia na praça.

Às dez horas dessa quarta-feira os palmarinos começaram a chegar na praça. Eu cheguei pouco depois das nove horas, para observar o movimento. A festa agora está mais profana e menos religiosa, muitos católicos reclamaram disso também e do som que está muito alto e não permite que se converse durante os shows.

Teve gente que foi embora depois da procissão e reclamou porque o comércio local não fechou, como antigamente. No dia 2, nas décadas de 60, 70 e 80, era um dia em que as famílias se confraternizavam, recebiam visitas de fora e passava o dia comemorando até a hora da procissão.

Lá em casa mamãe sempre fazia uma buchada e meu irmão Petrúcio convidava os amigos dele do Banco do Brasil para participarem dos comes e bebes. Era o único dia que permitia essas festas lá em casa, porque quando eu queria fazer ‘assaltos’ com meus amigos era a maior confusão. Uma vez ela viajou e eu inventei de fazer uma festinha lá em casa e quando ela chegou e soube eu levei uma surra danada.

As propagandas dos patrocinadores também evoluíram com o passar dos anos. Antes eram apenas anunciados os patrocínios pelos locutores, no serviço de alto falantes de Maurino Veras, ou depois, com Lourdinha e Kleber Marques, ou por meio de faixas.

A comunicação como um todo em União acompanhou a modernidade, a evolução dos tempos. União dos Palmares entrou de vez na era da modernidade, com rádios, sites, blogs e outros meios de informação. Espero ano que vem ainda ter saúde e poder participar de novo, desse que é o maior evento da região.

Organização da festa deve pensar em outras alternativas

Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e fotos)

A festa de Santa Maria Madalena reuniu milhares de fiéis na cidade de União dos Palmares, ontem, 2 de fevereiro. O evento superou a expectativa da paróquia local e da comissão organizadora da festa, que no ano que vem deverá rever alguns itens do evento que foram muito criticados durante todas as noites. É preciso que se tome algumas providências.

Uma dessas polêmicas discutidas pelos palmarinos e que chegaram até a redação do blog foi com relação à organização das mesas: novamente o assunto virou tema das conversas de muita gente na festa.

Estava difícil de a gente transitar no local. É visível que é preciso a retirada de pelo menos umas cem mesas. Da mesma forma que tenho dificuldade de locomoção, não arrisquei a sair de onde eu estava para cumprimentar os amigos, ficou tudo muito apertado, só arredei o pé dali para ir ao banheiro, assim mesmo com muito pelejar.

O segundo item mais comentado e criticado da festa foram os banheiros. Não teve manutenção de limpeza, as pessoas não têm educação doméstica e principalmente as mulheres, fazem as necessidades, ali no chão mesmo, sem higiene nenhuma.

Por outro lado, os homens já não têm respeito por ninguém e fazem xixi ali na rua, na frente de todo mundo. As ruas próximas à festa ficaram empestadas de cheiro de privada.

Outra questão é com relação aos alimentos que são comercializados na festa, como cachorro-quente e outras iguarias. Não tinha mais aquele cheirinho bom de comida da infância e cheirava a azedo. Tive informação que uma consumidora resolveu fazer um lanche depois da festa e quando chegou para pegar um sanduíche estava azedo.


As comidas ficam expostas ali, como batatinha, churrascos e principalmente o material para fazer cachorro-quente. É preciso que haja fiscalização da vigilância sanitária local para que isso não afete a saúde das pessoas. Tem que ser pensado isso também.

A comercialização desses alimentos na festa sempre existiu, a gente gostava de comer cachorro quente quando ia pra casa, mas era tudo tão gostoso e parece que havia mais cuidado no trato com os alimentos.

Lembro apenas de um caso, logo quando surgiu a maçã do amor na festa, na década de 70. Kleiner Gomes de Melo, hoje publicitário e jornalista, que comeu uma maça dessas e passou mal durante vários dias do evento.

Fora esse caso do Kleiner não lembro de mais ninguém do meu círculo de amizades que tenha passado mal por conta de comidas na festa de Santa Maria Madalena.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Posse dos novos deputados e eleição da Mesa Diretora da ALE

Fotos de Olívia de Cássia
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Aconteceu hoje à tarde a posse dos deputados estaduais para esta legislatura e também a eleição da nova Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos. O deputado Fernando Toledo (PSDB) foi reconduzido ao cargo, com 18 votos. Oito deputados votaram no candidato Judson Cabral (PT) e teve um voto nulo.

O fim de semana em União


Olívia de Cássia – Jornalista

Sábado, 29 de janeiro, viajei para a minha terra, para participar dos festejos de Santa Maria Madalena. Eu só ia no domingo, mas uma amiga me convenceu a ir no sábado. Foi um dia corrido aquele: praia, supermercado, arrumar compras, fazer a bolsa para viagem e finalmente viajar. Estava precisando mesmo sair um pouco da rotina.

Ando tão preocupada com a questão de trabalho, problemas financeiros, que às vezes é preciso sair um pouco disso, senão a gente termina pirando de vez. À noite a Praça Basiliano Sarmento ficou lotada, parecia que era o último dia da festa.

A banda Contágio Tropical abriu a noite festiva e tocou músicas variadas, de bom gosto, tocou músicas saudosas de Led Zepellin que eu gosto e fiquei muito animada. Foi uma noite divertida.

Depois de Contágio, foi a vez da banda Magníficos. Não gosto do estilo, quase toda noite tem banda de forró de gosto duvidoso lá na festa, mas mesmo assim vale a pena a gente ir para se divertir e encontrar com amigos e ver a moçada se divertir.

Até as quatro da manhã ficamos por lá. Revi tanta gente querida que aquele momento foi só de alegria. Quando eu vou a União dos Palmares eu me renovo, não dou um espirro sequer, me sinto muito bem na minha terrinha. Queria tanto poder arrumar um cantinho só meu por lá, algum dia!

Resolvi ficar para o domingo, mas o dia amanheceu chuvoso em União e permaneceu assim durante todo o tempo, esperávamos que à noite a chuva desse uma trégua.

No começo ficou só na ameaça, mas depois, a chuva voltou e não deu para ficar na praça. As poucas pessoas que ali resistiram, ficaram de sombrinha e guarda-chuva armado. Uma sena engraçada aquela.

Quando começou o bingo demoramos um pouco e fomos dormir. Terminou o fim de semana para nós ali mesmo, mas amanhã, dia 2 de fevereiro, último dia da festa, estarei por lá, se Deus quiser. Viva Santa Maria Madalena!

domingo, 30 de janeiro de 2011

UNIÃO DOS PALMARES – Bloco Franga será batizado pelo Pinto da Madrugada

Silvio Sarmento informando que na manhã de domingo, 13 de fevereiro, acontecerá o batizado da Franga pelo Pinto da Madrugada-Maceió, com desfile do bloco pelas ruas (orquestra do Maestro Jaégero com 70 músicos) e finalizando com uma concentração na Praça Basiliano Sarmento onde acontecerá a cerimônia de batismo.

Sábado, dia 26 de fevereiro, a Franga vai participar do desfile do Pinto da Madrugada em Maceió (primeiro bloco palmarino a participar deste evento). Na sexta, dia 4 de março, participa do desfile de abertura do Carnaval local junto a todos os blocos da cidade.

No sábado, dia 5 de março, à noite, na quadra municipal, a escolha da Franga Rainha 2011 na categoria gay (os autênticos) e na categoria transformista e logo após acontecerá o tradicional desfile da Franga pelas ruas da cidade.

No domingo, dia 6 de março, a Franga participa do concurso de blocos na Avenida e na segunda, dia 7 de março, à tarde, encerra a sua frangagem com mais um desfile pelas ruas de União dos Palmares.

O apoio em todas as apresentações (exceto na quadra que contará também com o apoio da indústria e comércio) será exclusivamente da Prefeitura (orquestras) e do deputado Givaldo Carimbão (minitrio).

DEZ ANOS

Este ano a Franga da Madrugada está completando dez anos. O bloco nasceu de uma ideia do radialista Silvio Sarmento que pudesse resgatar os carnavais "fraternos" de União, “da minha adolescência e juventude, ou seja, aqueles em que as turmas de pequenos blocos de bobos (mascarados), charangas (instrumentos musicais), blocos de sujos "invadiam" as residências dos amigos que recebiam a todos com muita alegria, comida e bebida, se juntavam aos "invasores" e íamos para as casas e ruas seguintes, diz Silvio Sarmento. O mote do carnaval da Franga este ano será “Podem Soltar!”

Mais flagrantes da Festa da Padroeira de União dos Palmares...

Experiência de quase morte

 Por Olívia de Cassia Cerqueira A experiência de quase morte para os transplantados, rendeu uma página da editoria de Cidades, especial para...