quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

De acordo com levantamento, Alagoas registrou 17 casamentos gays em 2013

GGAL está fazendo levantamento nos cartórios e avalia que número é bem maior do que os divulgados pelo IBGE

 / Tribuna Independente 10 Dezembro de 2014 - 08:00

  • Foto: Reprodução
´Número de uniões entre pessoas do mesmo sexo representa 3,4% do total de matrimônios do Estado
´Número de uniões entre pessoas do mesmo sexo representa 3,4% do total de matrimônios do Estado
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na terça-feira os dados das Estatísticas de Registro Civil, com relação às uniões civis de pessoas do mesmo sexo realizados em Alagoas.
Segundo os dados, o Estado registrou 17 casamentos gays ao longo do ano de 2013. O número representa 3,4% do total de matrimônios que acontecem no Estado, um dos percentuais mais baixos do Brasil. Em número, Alagoas está a frente apenas do Acre, Maranhão, Sergipe e Espírito Santo.
Segundo o estudo, das uniões homoafetivas realizadas nos municípios alagoanos, três foram entre casais do sexo masculino (1,3%) e 14 do feminino (5,3%). A maior parte das uniões civis foi entre cônjuges com idades de 35 a 44 anos – a média nacional é de 37 anos para os homens e 35 para as mulheres.
MAIORES
O presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, avalia que os números são maiores do que os apresentados na estatística oficial do IBGE.
“Da mesma forma que a gente sabe que muitos casais vivem no anonimato, acredito que o número de casamentos homoafetivos é bem maior”, observa.
Nildo Correia informa que o GGAL está fazendo um levantamento nos cartórios alagoanos para saber os números exatos das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo.
Para presidente do GGAL, Nildo Correia, os casais gays estão mais conscientes (Foto: Adailson Calheiros)
“Até o final do mês deveremos finalizar o levantamento para ver como está a legalização nos cartórios. Ainda existe muita dificuldade, pois tem local que não tem essas informações, porque muitos casais preferem viver no anonimato”, pontua.
Movimento avalia como positivo o levantamento
Segundo o presidente do GGAL, Nildo Correia, apesar de os números de uniões entre pessoas do mesmo sexo divulgados pelo IBGE ainda parecerem tímidos nas estatísticas, o levantamento é positivo, pois é a primeira vez que a instituição faz um estudo com o tema.
“Em nível nacional esse número quase que triplicou, pois em 2012 era pouco mais de mil; os casais, ainda bem, estão mais conscientes, saindo do anonimato e procurando seus direitos, mas a sociedade ainda não está preparada para isso. Outro avanço que tivemos no movimento foi com relação às adoções de crianças por casais do mesmo sexo”, ressalta.
O casal Klécio Fernandes e Tanino Silva (presidente do Grupo Gay de Maceió) oficializou a união estável em junho deste ano, mas há três anos estão juntos.
Clécio Fernandes disse à reportagem da Tribuna Independente que não teve burocracia para oficializar a relação e a assinatura do documento de união estável foi tranquila.
Ele observa que o relacionamento entre eles não mudou nada depois da assinatura do documento. “Não mudou nada, continua do mesmo jeito”, observa, acrescentando que por enquanto o casal não pretende adotar filhos.
Há três anos juntos, Klécio Fernandes e Tanino Silva oficializaram a união estável em junho deste ano (Foto: Cortesia / Maceió 40 Graus)
No Brasil, são reconhecidos às uniões estáveis homoafetivas todos os direitos conferidos às uniões estáveis entre um homem e uma mulher. As uniões do mesmo sexo utilizam-se das disposições de diversos princípios constitucionais.
Igreja Católica não aceita união como casamento
O padre Marcio Roberto dos Santos, da Paróquia Nossa Senhora Rosa Mística, no bairro de Mangabeiras, em Maceió, em entrevista à reportagem, em outra oportunidade, sobre casamentos homoafetivos, disse que para a Igreja Católica, matrimônio ou casamento é a união de um homem e uma mulher e que naturalmente desta união nasce um novo ser humano.
Padre Marcio destacou que a Igreja Católica respeita a decisão de convivência de pessoas do mesmo sexo, apesar de não reconhecer como casamento.
“Qualquer relação a dois sem uma abertura à vida é visto como relação afetiva, mas não casamento. A igreja não reconhece a união de pessoas do mesmo sexo como matrimônio”, pontua.
Segundo o padre, existe o respeito à decisão da pessoa e da liberdade de consciência seja deles ou delas, mas destaca que no projeto de Deus, o crescimento e o desenvolvimento da pessoa humana passam pela família constituída por um homem e uma mulher.
“Qualquer casal hetero que podendo ter filhos, não os deseja, não poderá se casar na Igreja”, ressalta.
Segundo o pároco, essa decisão é “por não corresponder àquilo que é próprio de um casal para firmar a união de ambos, o fruto de desse amor, isto é, a abertura aos filhos. Isso não significa que a Igreja tem uma atitude desrespeitosa a tal casal, por não reconhecer nesta união a família dentro de um projeto de Deus”, explica.
No Brasil foram 3.701 uniões civis entre pessoas do mesmo sexo
Os dados divulgados na terça pelo IBGE indicam que, no Brasil, em 2013, graças à Resolução nº 175 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determinou que os cartórios realizassem a união civil entre pessoas do mesmo sexo, o país registrou 3.701 casamentos gays, apenas 0,35% do total. Deles, 52% foram entre mulheres e 48% entre homens.
Segundo o levantamento, a maioria das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo foram realizadas no Sudeste (2.408) – sendo 80% da região em São Paulo. O Estado é o que tem mais registros de casamentos gays no país (1.945), seguido do Rio de Janeiro (211) e Minas Gerais (209). No outro extremo está o Acre, com apenas um registro em todo o ano de 2013. Os sete estados da Região Norte juntos registraram 56 uniões civis entre pessoas do mesmo sexo.
A maioria dos casais homossexuais que oficializaram a união em 2013 era formada por pessoas solteiras – tantos entre homens (82,3%) quanto entre mulheres (75,5%). No casamento entre mulheres, 24,5% tinham pelo menos uma das cônjuges divorciada ou viúva – entre os homens essa proporção foi de 17,4%.
O total de registros de casamento ficou praticamente estável entre 2012 e 2013 – aumento de apenas 1,1%. No ano passado, 1.052.477 casais oficializaram a união nos cartórios do país. Os dados incluem casamentos entre pessoas com 15 anos ou mais.
RECONHECIMENTO
O reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo no Brasil como entidade familiar, por analogia à união estável, foi declarado possível pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 5 de maio de 2011 no julgamento conjunto da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) n.º 4277, proposta pela Procuradoria-Geral da República, e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n.º 132, apresentada pelo governador do Estado do Rio de Janeiro.
No primeiro ano de vigência na cidade de São Paulo, onde a obrigação já existia desde final de fevereiro de 2013, foram realizados 701 casamentos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Libertação ...

Olívia de Cássia - jornalista

Você sabe que aquele relacionamento não está te fazendo bem, mas insiste; acha que aquela é a única maneira de ser feliz. Tenta de tudo e esquece até aquelas teorias que defendeu durante toda a vida. 

Teorias de libertação e independência da mulher; aquelas bandeiras feministas que passou o tempo todo defendendo; as bandeiras libertárias.

Você se envolve com alguém que não é capaz de acompanhar tuas ideias, mas de avalia que não pode viver sem a presença daquele outro, que não te valoriza como mereces e nem te ama como querias e mesmo se sentindo preterida, se sentindo humilhada, tu insistes em querer aquele que já não te proporciona bem-estar, felicidade e bem-querer, é o fim de tudo.  

Eu não entendia aquele sentimento que me oprimia como pessoa que sempre defendeu a liberdade, um mundo de leituras e conhecimento. A gente chega lá no fundo, quase no fundo do poço. Faz tudo o que pode e o que não pode também, se humilha e se dobra, se confessa culpada, mesmo não tendo culpa de nada.

Isso acontece quando a gente tem baixa autoestima, amor próprio ferido e  supervaloriza quem não te merece, como eu tinha sido até aquele dia. É um processo doentio e que faz a gente sofrer e passar por situações até vexatórias.

Todo mundo vê o óbvio, te alerta e te mostra que aquele não é o caminho, mas o aviso não adianta até você querer enxergar e perceber que existe outro mundo lá fora a ser vivido e que você pode ser feliz, independente de qualquer coisa e de alguém. Outros mundos, outros saberes, outras vivências e aprendizados.

Você aprende na marra; a vida te mostra da maneira mais dolorida e sofrida: as traições, o desprezo, desvalorizações e covardia e o quanto você foi passada para trás como uma tola e ingênua que se deixou levar por aquele sentimento besta e opressor.

Mas um dia a gente percebe que um covarde não reconhece seus erros e mente sempre; quer colocar a culpa de tudo nos outros, não admite nunca seus erros e vive de mentiras. Passa a acreditar naquele mundo de mentiras e sua rotina é só enganar outras mulheres e outras pessoas com sua realidade mentirosa e doentia.

A falta de transparência, de lealdade fazem o apodrecimento daquele sentimento, daquela relação egoísta e que se torna solitária. E você só alcança tudo isso depois que o tempo passa e te mostra o quanto você foi tripudiada e enganada.

Mas tudo passa e no fim tudo fica bem, como diz o poeta e vem aquela paz interior que te liberta das amarras, antes que tudo ‘se torne apenas o breu interminável do interior’, eu consegui me reerguer e levantar.

E então outros tempos vieram, outros aprendizados. Meu tempo aqui é curto, eu sei, mas aprendi que temos que viver como pudemos: tentando ser feliz, independente de outras pessoas. A felicidade precisa estar dentro da gente e só. Boa noite. 



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Gasto de pais com material escolar pode aumentar até 8%

Foto: Sandro Lima
 
Matrículas nas escolas começaram este mês, mas procura por material escolar ainda é pequena

Olívia de Cássia - Repórter - Tribuna Independente

O Sindicato das Livrarias e Papelarias do Distrito Federal (Sindipel), em matéria publicada no Jornal de Brasília (DF), no dia 23 de novembro, informou que, diante da alta da inflação e da oscilação do dólar, o material escolar deve ficar até 8% mais caro em 2015.
A afirmação foi contestada por uma proprietária de livraria e papelaria de Maceió, que não quis seu nome divulgado, nem foto publicada, porque disse ter receio de assalto. Ela observa que o aumento que tinha que acontecer no material escolar e didático, já houve em outubro deste ano, antes da eleição.
Neste mês de dezembro, as matrículas em algumas escolas de Maceió já começaram, mas a procura pelo material escolar ainda não deslanchou, segundo a empresária.
“As vendas não aqueceram ainda e você percebe pelo fraco movimento da loja; o pessoal aparece, sonda e vai embora: todo mundo está concentrado nas compras do Natal”, destaca.
Ela oberva que ainda não tem tabela, não tem lista, as matrículas estão começando agora, mas compra, não.
“Temos um histórico de pais que querem fazer viagens e deixam a lista e só voltam no final de janeiro para pegar o material. Estamos saindo dessa campanha que houve semana passada (Black Friday) e as vendas não aqueceram ainda”, ressalta.
A proprietária explica que nesta época do ano é comum ouvir a reclamação dos pais de alunos a respeito das extensas listas e do preço do material escolar. “Muitos pais avaliam que tem item desnecessário na lista que onera as despesas e o orçamento familiar.”
Para a dona de livraria entrevistada pela reportagem da Tribuna Independente, muitos pais sustentam as escolas, com itens da lista que deveriam ser oferecidos já por conta do alto valor das mensalidades. “No caso da educação infantil, tem escola que pede item como copo descartável, mas a criança já leva o seu individual de casa”, argumenta.
TRIBUTAÇÃO
Segundo a empresária, a tributação é excessiva para o comerciante. “A carga tributária não deixa a gente trabalhar; só para você ter uma ideia, na compra de uma simples caneta de marca tal, a gente paga 35,94% do valor de IPI”, destaca.
Procon vai realizar reunião com proprietários de escolas da capital
A reportagem procurou o Procon no final da tarde de terça-feira (2) e foi informada pela assessoria que ainda esta semana haverá uma reunião com proprietários de escolas para definir alguns pontos a serem observados. “O Procon vai começar a fiscalizar a venda de produtos escolares assim que for feita esta reunião e em seguida passará o resultado para a imprensa”, informou a assessoria.
As queixas dos pais, segundo a Tribuna Independente observou, são principalmente sobre a exigência de material coletivo, o que é proibido por lei, e a não especificação do uso dos produtos solicitados. Tem escola do ensino fundamental de Maceió que publicou na internet a lista de material exigido, com cerca de 30 itens.
Para Rayana Cunha Palhares, mãe de filhos no ensino fundamental, é um absurdo o que se exige nessas listas.
“Acho um absurdo. Se eles pedem um valor para comprar material de uso coletivo das crianças, por que a gente tem que comprar mais material ainda?”, reclama. “Na lista coletiva diz que a gente paga um pincel. Na outra (individual), pedem outro pincel”.
Tudo isso pesa no bolso do consumidor e o Procon deve discutir também essas questões na reunião, segundo a assessoria.
Projetos na Câmara Federal poderiam reduzir impostos
A mercadoria que está para chegar à loja da empresária, quando passa pelo posto fiscal de Porto Real do Colégio, “a gente já tem que pagar 10% referente ao total da nota fiscal; aqui nós primamos pela qualidade dos nossos produtos e não vamos vender material de terceira”, explica.
Um dos artigos com preços mais caros, mochilas estão entre os itens procurados pelos avós para presentear os netos no Natal (Foto: Sandro Lima)
Outro item complicado são os livros: “As editoras entram em recesso e só voltam em janeiro; é quando começam as chuvas nas estradas, que dificultam o transporte da mercadoria, em Minas, Espírito Santo e Bahia e a mercadoria chega avariada, por isso a demora, mas isso faz parte, para quem está no jogo”, explica.
SOLUÇÃO
Para solucionar o problema da tributação citada pela empresária, a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE) lembra que, no Brasil, há projetos que tramitam há mais de cinco anos na Câmara Federal e que poderiam reduzir ou eliminar os impostos sobre o material escolar. São eles: o Projeto de Lei 6705/2009 e a PEC 24/2014. A PEC 24/2014 estabelece o fim dos impostos sobre os materiais escolares.
A bacharela em Direito Rayana da Cunha Palhares disse que ano passado trocou os filhos de escola e explica que no momento da matrícula, pagou uma taxa estipulada para a aquisição de materiais, como caixa de giz, pincel e cola.
“Quando veio a lista de material individual, uma surpresa: lá estavam elencados materiais bem parecidos. Em uma lista, pedia-se uma cola de um litro, na outra, a mãe deveria comprar duas colas brancas. Tenho amiga que passou por situação parecida; isso é um absurdo e precisa ser fiscalizado”, reclamou Rayana Palhares.
‘Material representa acréscimo de até 20% no gasto anual da família’
Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares, todo o material solicitado no início do ano letivo e durante o ano, como os extras, representa um acréscimo de 15% a 20% no gasto anual das famílias com a mensalidade escolar.
A Lei 12.886/13 prevê o direito de os pais comprarem apenas o que o próprio filho vai consumir, individualmente ou coletivamente.
O texto diz: “Será nula cláusula contratual que obrigue o contratante ao pagamento adicional ou ao fornecimento de qualquer material escolar de uso coletivo dos estudantes ou da instituição”.
Segundo a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), em seu site, o material coletivo a que se refere a lei é o de uso de expediente, como material de limpeza, papel higiênico e sabonete. Itens como cartolinas, giz de cera e pinceis podem ser pedidos pela escola, para uso do aluno em sala de aula. Mas, para esses materiais, o centro de ensino deve especificar a finalidade de cada um.
MOCHILAS
Um dos itens procurados por avós para presentear os netos são as mochilas para transporte do material escolar, que os pais reclamam dos preços. Uma mochila com rodas, leiaute de desenho animado pode custar de R$ 78 a R$ 300 na loja visitada, dependendo da marca. “Tem muita avó que procura e compra mochilas para presentear os netos no Natal”, finaliza a empresária.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O que passa?

Olívia de Cássia – jornalista

O que passa na cabeça de um jovem, nos dias de hoje, eu ainda não sei definir. Alguns podem argumentar que há falta de políticas públicas, cultura e lazer nas comunidades, para integrar a juventude na sociedade e ocupar as suas mentes e corações. São muitos os argumentos e as linhas de pensamento que se afiguram.

Nesta fase da vida, grande parte do aprendizado ocorre fora das áreas protegidas do lar e da religião, a conversa torna-se parte importante do processo. É verdade que este grupo de pessoas não tem sido contemplado com a atenção necessária pelos setores sociais e por alguns gestores.

Menos ainda o jovem do campo, que enfrenta enormes barreiras, principalmente no acesso à educação formal e informações em geral, apesar de ter havido uma melhora substancial no que diz respeito ao tema.

Estamos vivendo dias complicados, no que diz respeito à questão da juventude brasileira. Estamos diante de quadros que chegam a preocupar: uma juventude agressiva, que maltrata morador de rua, que simula assaltos a pessoas humildes para se divertir ou que se perdeu no mundo da droga, por problemas diversos, gerados em lares insalubres e com problemas de relacionamentos.

Entrevistei o psicólogo Roberto Lopes Sales há poucos dias, para uma reportagem sobre os efeitos do crack no organismo e ouvi do especialista várias explicações que me convenceram a afirmar que é preciso um olhar diferenciado para com a nossa juventude.

Os jovens sempre foram vistos como rebeldes e contestadores, pelo menos os da minha geração: a maioria de nós queria conquistar mundos; nossa rebeldia era contra valores impostos, a favor da liberdade sexual, da liberdade de expressão, movimento paz e amor, influenciado pelos hippies e pelo festival de Woodstock; a rebeldia do rock in roll.

Éramos contestadores de um sistema, vivíamos em plena ditadura e queríamos ser livres e felizes, mas nosso contexto era mega diferente do que acontece nos dias de hoje. O que quer a juventude atual, quando esgotadas todas as suas possibilidades de transgredir e não tem um limite que os impeça disso, agride pessoas humildes só com o objetivo de ‘tirar onda’?

Recentemente em Maceió tivemos o exemplo de jovens de classe média que simularam um assalto a um pedreiro, tomaram seu celular e ainda gravaram um vídeo que foi amplamente compartilhado na internet, nas redes sociais. À polícia, um deles  disse que tudo não passou de uma brincadeira e que a intenção dos três era fazer uma 'pegadinha' com a vítima.

O que pensar de uma atitude assim¿ Pode ser e é verdade, que falta política pública para a juventude, equipamentos de cultura e lazer, gratuitos,  em número adequado às necessidades da grande quantidade de jovens que há nesse país, mas na minha humilde avaliação, algumas situações são questão de educação, de valores e princípios mesmo.

Falta humanidade, solidariedade e fraternidade a quem age de forma agressiva como estamos vendo nos últimos dias. E não é porque é jovem que tem que se passar a mão por cima e deixar fazer tudo o que quer, sem repreensão.

Está havendo também, no meu entender, a perda de autoridade por parte dos pais. Eu não pari, não tive filhos e talvez alguns digam que é fácil falar quando não se está na pele do outro. Mas antigamente a gente respeitava pai, mãe, os mais velhos e os professores eram reverenciados como se fossem da família ou nossos pais.

Mas ainda bem que temos muitas exceções a esses exemplos perversos e negativos e que nos entristecem. Precisamos acreditar em uma juventude participativa, rebelde com causa, solidária e que abrace causas de responsabilidade social, para que o mundo se torne melhor. Fica a reflexão. 

Heberth Azzul comemora 30 anos de carreira em luau na Garça Torta

Ele vai estar acompanhado dos músicos Baygon (baixo) 

e Jeff Joseph (bateria). O shoe, conta, ainda,

 com a participação especial do VJ James B.

Lucianna Araújo - assessoria
No próximo dia 6, sábado, noite de lua cheia, o cantor Heberth Azzul, que já foi baixista do Alceu Valença e mora no Rio, comemora 30 anos de carreira em um luau na Praia de Garça Torta, no Bar e Restaurante Quintal. O evento também vai contar com o VJ James B.
Alagoano da cidade de Arapiraca, Azzul está de férias em Maceió, comemorando 30 anos de carreira. Ele é afilhado, músico e parceiro de Alceu Valença, com quem produziu, tocou contrabaixo e fez vocais nos CDs "Sete Desejos", "Batuques e Ladeira", "Forró Lunar", "Janeiro a Janeiro", "Alceu Valença Ao Vivo em Montreux", e "Sol e Chuva".
Para o show de sábado,  Azzul vai fazer um link entre os CDs "Maré", "Um Cata-Vento Pra" e "Água de Goa" (2014), seus três últimos trabalhos autorais. Ele promete uma noite repleta de surpresas, com um repertório diversificado, que vai do reggae ao maracatu, passeando pela MPB, rock, coco de roda e outros sons regionais.
Ele vai estar acompanhado dos músicos Baygon (baixo) e Jeff Joseph (bateria). O shoe, conta, ainda, com a participação especial do VJ James B.
"Esse show é uma viagem de trinta anos de carreira. Contarei momentos engraçados, vividos durante esse tempo todo cantando e tocando. Claro que vai ser uma noite descontraída, com muita música em parcerias que fiz com cantores da MPB, como Jorge Vercilo, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, o nosso alagoano Osman, músicas inéditas e outras conhecidas do grande público, como as de Lenine e Chico César", garantiu Azzul.
Heberth Azzul tem vária músicas gravadas por grandes nomes da MPB, a exemplo de Elba Ramalho e Alceu Valença. A música ”Pétalas”, de sua autoria, ganhou o Prêmio Sharp de Música. Suas composições também brilham no cinema nacional: novamente “Pétalas” aparece como tema principal do filme Novela (ganhador de melhor filme estrangeiro, no Festival do Filme Independente de Nova York).
Outra composição de Azzul, "Há Leblon", faz parte da trilha de “Minha Vida em Suas Mãos”, produzido e protagonizado pela atriz Maria Zilda Bethlem. Heberth Azzul participou de diversos festivais nos Estados Unidos, Canadá, França, Holanda, Portugal, Itália, Espanha, Alemanha e o tradicional Festival de Montreux, na Suíça.
Ele Foi o intérprete da música "Antenome", de Chico César, no Festival da Música Brasileira, da Rede Globo, em 2000. Gravou, ainda, o CD "BPM VOL. 2", em parceria com Marcelo D2, além do Song Book de Gilberto Gil, entre outros projetos. Em 2013, sua música "Embolar na Areia", que fala sobre Alagoas, abriu o CD de Elba Ramalho, indicado ao Grammy Latino.
SERVIÇO:
O QUÊ:  luau/show do cantor e compositor Heberth Azzul
QUANDO:  sábado, dia 6 de dezembro, no Quintal, Restaurante e Música e Bar
ONDE: Praia de Garça Torta
Endereço: Rua São Pedro, 460 (por trás do Restaurante Lua Cheia, próximo à Apcef (Associação da Caixa Econômica Federal). Informações e reserva de mesas limitadas: 9939-0391.

'Qualidade de vida das pessoas idosas melhorou’, diz especialista

Foto: Sandro Lima

Para Francisco Silvestre, saber usufruir de todos os momentos ajuda a viver melhor
Para Francisco Silvestre, saber usufruir de todos os momentos
 ajuda a viver melho
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Adoção de práticas saudáveis e esportivas contribui para bem-estar, diz gerontólogo


Olívia de Cássia - Repórter
/ Tribuna Independente

Segundo o gerontólogo e professor Francisco Silvestre dos Anjos, coordenador do Curso de Agentes Sociais de uma faculdade particular de Maceió, a qualidade de vida do idoso brasileiro melhorou, devido à adoção de práticas saudáveis e esportivas.
“Isso contribui para o envelhecimento com mais saúde, mas para isso é muito importante que seja acompanhado por condições que levem ao bem-estar físico, mental, psicológico e emocional, além de relacionamentos sociais, saúde e educação”, observa.
Segundo o gerontólogo, algumas dicas podem contribuir para a melhoria na qualidade de vida do idoso como: “Conquistar amizades, sorrir, viver, dançar, praticar atividades físicas, namorar, ter alimentação equilibrada que auxilia na prevenção de várias doenças; a prática regular de atividades físicas; saber usufruir de todos os momentos de lazer, assim como compartilhar as experiências vividas; isso possibilita uma boa relação com as pessoas”, observa.
O professor adverte também que a pessoa da terceira idade precisa estar de bem com a vida, cuidar da sua autoestima e realizar várias atividades que tragam alegria e bem-estar: “Acreditar em algo e cultivar a espiritualidade, que também auxilia a manter a saúde emocional”, destaca.
Francisco Silvestre explica ainda que as pessoas que estão na terceira idade hoje são chamadas de ‘baby boom’: “São aquelas do pós-guerra, a geração paz e amor que defendia a liberdade sexual, liberdade de viver, da liberdade de expressão, movimento hippie, aqueles movimentos sociais todos que vieram, eles vieram com vontade de viver”, avalia.
‘Viver depois dos 70 é uma glória’
Segundo Francisco Silvestre, “chegar a viver depois dos 70 e ainda ter uma perspectiva de vida de 20 anos, é uma glória”, pontua.
Ele observa que a qualidade de vida do idoso se deve também ao querer viver mais: “Essa fase chama-se ‘maturescência’, se tornar maduro com irreverência”, destaca.
Segundo Francisco Silvestre, o medo que tem a atual geração da terceira idade é a Aids, pois as pessoas da terceira idade não estão se cuidando. Ele acrescenta que o idoso está mais viril, praticando mais exercício, comendo melhor, e não está mais ligando para a questão da proteção e por isso o número de infectados cresceu.
Gilberto Teodósio tem 55 anos e está no curso de Agentes Sociais, para pessoas da terceira idade. Ele disse à reportagem da Tribuna Independente que está realizado.
“Evoluí muito, depois que comecei a fazer o curso; cresci, não só no âmbito pessoal como em relação à família, às amizades: você cria um ambiente prazeroso que rejuvenesce e sente a necessidade de aprender mais, vai evoluindo quando encontra uma matéria nova, tarefas novas e outras conquistas”, avalia.
Rosenval da Silva Santos é funcionário público, tem, 58 anos e está fazendo uma falculdade. Diz que teve incentivo dos colegas de trabalho, porque antes não sabia de nada. “Fiz o supletivo (fundamental e médio) e hoje estou aqui, satisfeito”, observa.
Ele atribui o aumento da expectativa de vida observada pelo IBGE, à melhoria da qualidade de vida das pessoas da terceira idade, à educação. “Faço exercícios, durmo na hora certa: enquanto a juventude não quer nada e está entrando na droga, nós da terceira idade queremos”, finaliza.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

E de repente...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

E de repente, dezembro chegou;
O riso tomou conta da gente,
Lá se foi o pranto e a tristeza,
A quimera dos apaixonados,
Estamos vivos e dependemos de nós.
A esperança e a alegria 
Estão presentes em nós,
É dia: o sol raiou e trouxe o calor,
Apagou as mágoas
E nos deixou mais forte.
E viva a alegria...

Capítulo primeiro

Olivia de Cássia C de Cerqueira Jornalista aposentada   Terminei de escrever o sétimo livro e senti um vazio dentro de mim, embora não t...