terça-feira, 6 de maio de 2014

Não quero mais saber..

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Não sei dizer se ainda sei o que sinto.
Eu acho que não sinto mais nada,
Não quero mais saber de você.
Já não tenho medo de ter medo.
Perdi o afã da juventude, perdi o medo.
Meus sentimentos não são mais os mesmos
Aprendi com a vida que o que vale na vida é viver.
Já não me deixo me envolver.
O meu coração só a mim pertence,
Não pertence a ninguém meu coração,
Não sinto mais nada é o que sei.  
Não quero mais saber de você.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Estatística ruim

Olívia de Cássia - jornalista

O Estado de Alagoas ocupa a 8ª posição na classificação nacional de acesso ao Disque 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). Em números absolutos houve 10.863 atendimentos em Alagoas. Segundo informações da SPM, dentro do ranking nacional, a taxa de registro do Estado foi de 675,15 por 100 mil mulheres em 2013, de acordo com o Balanço Anual da Central de Atendimento à Mulher – Disque 180, divulgado na última quinta-feira (24/4).

Nossa Maceió se destacou entre os municípios alagoanos que procuraram o serviço. Com taxa de registro de 782,14 por 100 mil mulheres, Maceió lidera a classificação estadual. São Miguel dos Milagres e Colônia Leopoldina vêm logo em seguida, apresentando taxas de 776,91 e 653,33, respectivamente.

De acordo com a Organização das Nações Unidas “(…) uma em cada três mulheres é maltratada e coagida a manter relações sexuais, ou submetida a outros abusos. Entre 30% e 60% das mulheres que já tiveram um parceiro sofreram alguma vez violência física ou sexual por parte do companheiro, e 48% das meninas e jovens com idades entre 10 e 24 anos afirmam ter tido suas primeiras relações sexuais sob coação”.

Segundo Ban Aki-Moon, secretário- geral da instituição, a violência contra as mulheres assume muitas formas – física, sexual, psicológica e econômica. Essas formas de violência se inter-relacionam e as afetam desde antes do nascimento até a velhice.

Está mais do que comprovado que as mulheres que experimentam a violência sofrem uma série de problemas de saúde, e sua capacidade de participar da vida púbica diminui. Segundo especialistas, a violência contra as mulheres prejudica as famílias e comunidades de todas as gerações e reforça outros tipos de violência predominantes na sociedade.

Ban Aki observa que esse problema não está intrínseco apenas em uma cultura, uma região ou um país específicos, nem a grupos de mulheres em particular dentro de uma sociedade. “As raízes da violência contra as mulheres decorrem da discriminação persistente contra as mulheres”, observa.

Segundo informações da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, em Alagoas, a Central de Atendimento – Disque 180 atingiu 532.711 registros no ano passado, totalizando quase 3,6 milhões de ligações desde que o serviço foi criado em 2005.

“A violência física representa 54% dos casos relatados e a psicológica, 30%. No ano, houve 620 denúncias de cárcere privado e 340 de tráfico de pessoas. Foram registradas ainda 1.151 denúncias de violência sexual em 2013, o que corresponde à média de três ligações por dia sobre o tema”, observa a SPMP.

O levantamento do serviço aponta que em 2013 subiu de 50% para 70% o percentual de municípios de origem das chamadas. Cresceu também — em 20% — a porcentagem de mulheres que denunciou a violência logo no primeiro episódio. Relatos de violência apontam que os autores das agressões são, em 81% dos casos, pessoas que têm ou tiveram vínculo afetivo com as vítimas.

Em 1994, o Brasil assinou o documento da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, também conhecida como Convenção de Belém do Pará. Este documento define o que é violência contra a mulher, além de e explicar as formas que essa violência pode assumir e os lugares onde pode se manifestar. Foi com base nesta Convenção que a definição de violência contra a mulher constante na Lei Maria da Penha foi escrita.

Por trás da história da violência contra a mulher, há uma longa lista de fatos: desconhecimento, falhas na legislação, descompromisso social, falta de solidariedade e, acima de tudo, o silêncio e o medo de denunciar os agressores. Esses dois últimos itens são os maiores aliados desse crime contra as mulheres. Não podemos nos calar diante dos fatos. Fiquem com Deus.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Comemorações do 1º de maio acontecem no Posto 7, na Jatiúca

Olívia de Cássia - Jornalista
O Dia do Trabalhador será comemorado em  Alagoas, na orla marítima, reunindo diversos movimentos sociais e populares e com manifestações políticas e culturais. A concentração será às 8h30, no Posto 7, na Praia de Jatiúca, em Maceió, onde haverá apresentação de bumba meu boi e show da banda Rogério e Banda.
Às 10h30 terá início a caminhada em direção ao antigo Alagoinhas. Durante o trajeto haverá batucada, banda de fanfarra, expressões culturais e performances políticas. O evento será encerrado com show da banda Samba de Nêgo.
O tema central deste ano será “Fortalecer a Democracia e Ampliar Conquistas”. A edição 2014 ressalta Democratização da Comunicação; Reforma Política; Direitos e Memória, Verdade e Justiça.
Segundo a assessoria da Central Única dos Trabalhadores,  os movimentos sócias vão ocupar as ruas e praças do Brasil neste 1º de maio em busca da conquista de pautas dos trabalhadores. “Mais do que um dia de comemoração pelos direitos conquistados, é também um dia de luta”, observa a presidente da entidade em Alagoas, Amélia Fernandes.

Entre as propostas levantadas pela CUT estão:  a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução de salário; fim do fator previdenciário e valorização das aposentadorias; defesa da política de valorização do salário mínimo; reforma agrária e política agrícola; reforma política.

Bancários são uma das categorias mais afetadas com metas a cumprir

Foto: Assessoria
Problemas de saúde tem provocado afastamento dos postos de trabalho

Olívia de Cássia – jornalista

No dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, os bancários participam das atividades junto com a Central Única dos Trabalhadores, mas reclamam que não têm muito o que comemorar, devido aos índices alarmantes de problemas de saúde que tem acometido a categoria, por conta das metas que têm que cumprir diariamente. 

Entre os problemas de saúde, elencados pela diretoria do Sindicato dos Bancários de Alagoas (Sindbancarios)  a entidade destaca:  depressão, o assédio moral que tem levado a doenças mentais complicadas, LER\Dort, entre outras.

Segundo o presidente da entidade, Jairo França, muitos bancários estão sendo afastados do trabalho por conta do estresse e a tensão, “que já se tornaram elementos do cotidiano do trabalho” bancário. Jairo França destaca que é importante entender que esses quadros de estresse e tensão podem evoluir e até trazer perda ou redução da capacidade para o trabalho.

 “Entre os principais indicadores de desgaste à saúde mental temos: nervosismo, estresse, desgaste mental, ansiedade, tensão, fadiga, cansaço, desestímulo, desespero e depressão. Por vezes, temos também perda de apetite, distúrbios de sono, além da contaminação involuntária do tempo de lazer: ou seja, os trabalhadores que não conseguem "desligar-se" do trabalho”, pontua.

O presidente da entidade explica que um levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro aponta que as doenças relacionadas à saúde mental já superam as do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo, as chamadas LER/Dort, que totalizaram, no ano passado, 4.589 afastamentos computados pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). “É uma luta antiga com os banqueiros para tirar as listas de metas a serem batidas, que elevam o nível de estresse dos trabalhadores”, disse.

Para a psicologia, segundo a entidade, qualquer que seja o modelo de organização do trabalho implantado, o que interessa à saúde mental é a possibilidade do trabalhador ter controle sobre os contextos de trabalho no qual realiza as tarefas.

Segundo a psicóloga Cícera Antônia, para ter esse controle é necessário familiaridade com a atividade, conhecimento sobre o trabalho e possibilidades de interferir sobre o planejamento do trabalho, “de modificar os contextos, assim como de perceber seus limites e possibilidades. Nesse sentido, o trabalho pode ser favorável à saúde mental. O que é prejudicial à saúde mental é a falta de autonomia no trabalho, monotonia, falta de condições de trabalho, baixa remuneração, falta de respeito ao trabalhador”, observa a profissional que atua na área de recursos humanos de uma empresa alagoana.

FATORES DE RISCO

No caso dos bancários, os  fatores de risco na organização do trabalho são: pressão das chefias e clientes; horas extras quase diárias; prolongamento da jornada de trabalho de seis horas diárias; ausência de pausas de trabalho; tarefas repetitivas; competição entre os colegas; falta de perspectiva de ascensão; falta de reconhecimento no trabalho desenvolvido; número insuficiente de funcionários; medo permanente de demissão; risco de sequestro e assalto à bancos, entre outros.

O presidente do Sindbancários orienta a categoria a manter-se em alerta em relação aos  desconfortos: “sejam eles afetivos, tensionais ou físicos, eles são indicativos de que há algo no seu trabalho e vida que precisa ser modificado”, pontua.
JORNALISTAS
Outra categoria que também é acometida de alguns problemas de saúde é a dos jornalistas. Segundo a Federação Nacional da categoria, além do estresse diário para cumprimento das pautas, os jornalistas são acometidos com frequência de doenças cardíacas, úlceras gástricas, câncer, LER\Dort, insônia, depressão e fadiga visual. Jornalista é considerada uma das mais estressantes do mundo.

A psicóloga Cláudia de Bulhões avalia que o estresse é o principal problema das profissões modernas: “O estresse envolve mais profissões que trabalham com a cabeça e sob pressão, como jornalistas, bancários, petroleiros de plataforma, entre outras categorias”, observa a psicóloga.

A fisioterapeuta Raynara Castro destaca que o que se deve fazer para evitar o estado de fadiga do corpo é o profissional, em qualquer atividade que ele tenha, procurar relaxar e ter lazer; ter vida saudável com exercícios físicos.   

CUT

A Central Única dos Trabalhadores, em âmbito nacional, reivindicou publicamente que a empresas invistam mais em prevenção, para aumentar a segurança dos trabalhadores. As propostas fizeram marcaram a passagem do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, que aconteceu na segunda-feira, 28 de abril.

Segundo a assessoria da Central, a iniciativa chamou atenção para as 2.712 vítimas fatais registradas no último levantamento feito pelo Ministério da Previdência com base na CAT (Comunicação de Acidentes de Trabalho), em 2012, o último disponível, em todo o País. “O número pode ser maior porque muitas empresas se negam a emitir o CAT para não assumir responsabilidade sobre acidentes e adoencimentos”, observa a assessoria.    

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Se eu tivesse um amor...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira


Se eu tivesse um amor,
Daqueles amores
que são verdadeiros,
Com gosto de manhã
preguiçosa,
Amor com confiança e lealdade,
Eu queria que fosse eterno...
Se eu tivesse um grande amor
Eu queria que fosse
daqueles amores 
Que andam 
de mãos dadas pelas ruas
Até a velhice chegar,
sem se importar
com o mundo lá fora.
Um dia eu sonhei 
com um amor assim...
Se eu tivesse um amor...


terça-feira, 29 de abril de 2014

Querer...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Queremos às vezes 
o impossível  para ser feliz
Mas o que basta para isso,
às vezes está ali,
ao nosso alcance; 
mas vivemos brigando,
Querendo o que já não dá para ser.
Caso terminado, 
acabado, não tem jeito.
Não vale a pena o engano, o sofrimento.
Para ser feliz,  
basta estar bem, basta querer...
Deixar que a brisa mansa 
nos  beije o rosto,
Nos encante e nos mostre
o caminho, do bem.  

Vejo em cada olhar...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Cada olhar tem um significado,
O significado da vida.
Cada olhar é único, profundo,
Sombrio; de mil significados.
Cada olhar pontua uma dor,
Uma alegria e um desejo.
Eu vejo em cada olhar
Uma possibilidade,
de ser eu mesma.

Experiência de quase morte

 Por Olívia de Cassia Cerqueira A experiência de quase morte para os transplantados, rendeu uma página da editoria de Cidades, especial para...