quinta-feira, 9 de março de 2017

Preocupada, mas aliviada

Por Olívia de Cássia

Queridos leitores, perdoe-me a ausência por período tão longo, mas estava resolvendo querelas burocráticas da rotina diária de uma recém-aposentada e necessitada de auxílios médicos. Hoje me sinto mais aliviada com a chegada da aposentadoria, embora tenha sido por invalidez.

São dores e sintomas diferentes que vão variando no dia-a-dia, por conta da Ataxia, mas a gente vai resistindo do jeito que pode e procurando viver o que nos resta de forma mais suave, sem valorizar questões que não estão a o nosso alcance resolver.

No entanto, diante da atual conjuntura nacional, em que vemos a previdência social ameaçada e nossos direitos, conquistados com tanto suor e lágrimas, à beira de serem extirpados tão vilmente, não dá para a gente esperar atitudes sensatas, por mínimo que sejam, de nossos governantes.

A tal reforma da previdência é uma dessas questões que deixam qualquer cidadão consciente preocupado com seu futuro. São muitas medidas impopulares e danosas aos trabalhadores que estão sendo implantadas e anunciadas por um desgoverno golpista e usurpador que se apoderou do poder à custa de um golpe maquiavelicamente planejado.

Todo dia é uma novidade anunciada, com gafes proferidas publicamente e sem noção. E novidades para o mal do assalariado e do pobre. A história do Brasil é um elenco de golpes e molecagens. Basta consultar os livros de história ou rememorar as aulas que tivemos.

Não dá para a gente depositar um mínimo de crédito de confiança nos tais representantes e agentes públicos atuais. Todos ou a grande maioria envolvidos em corrupção, da mais simples, à mais cabeluda.

Como disse o blogueiro Davi Sena Filho, em artigo no site Brasil 247, de 26 abril de 2016, temos, sem sombra de dúvidas, uma das oligarquias mais atrasadas e reacionárias do mundo, porque tal burguesia, proprietária da casa grande, é acima de qualquer coisa antidemocrática, antirrepublicana e absolutamente antinacionalista.

Infelizmente, as nossas instituições foram tomadas por uma quadrilha, carcomida pela ambição, subserviência e arrogância. Muitos atores dessa seara se acham deuses diante de nós, pobres mortais. O que fazer diante de tudo isso é resistir e lutar até o fim. Para refletir Bom dia.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Tempos difíceis

Por Olívia de Cássia

Parece que 2016 não acabou mesmo. Embora eu tenha adotado uma nova prática em minha rotina, de ser otimista e encarar as dificuldades com suavidade, não quer dizer que vou me alienar e ficar indiferente à conjuntura do País, do meu Estado e da minha cidade natal, União dos Palmares.

Começando por União, a população está vivendo dias de terror com a seca e o desaparecimento do Rio Mundaú, principal manancial que abastece a cidade. O fenômeno aconteceu pelo descaso do ser humano com a natureza, a falta de cuidados que é de muitas décadas, poluição, desmatamento das margens e extinção da mata ciliar e falta de cuidado com as nascentes.

Tenho recebido apelos e muitas reclamações nas redes sociais sobre a escassez de água na minha cidade. E cenas que a gente só via no Sertão, no cinema, ou lá pros idos da década de 1960 do século XX quando não tinha água encanada nas torneiras, estão no cenário da cidade.

Além do descaso com o Rio Mundaú, a mata dos Frios está sendo devastada, com queimadas da floresta para plantações outras, segundo têm denunciado os blogs e sites locais. Daqui do meu cantinho eu fico me perguntando: cadê as autoridades competentes que não fiscalizam esses crimes e não punem quem o cometem.

Cometer crimes ambientais é tão grave quanto a corrupção que a gente ver estardalhaços na mídia e que causa indignações. A vida é uma joia preciosa e só podemos tê-la com conforto se o meio ambiente estiver preservado.

Cortar madeira clandestinamente, toca fogo na vegetação, jogar lixo no rio, desmatar suas margens e poluir suas nascentes é crime gravíssimo tanto quanto. É lamentável que só se comece a pensar nisso depois que o desastre ambiental acontece.

Enquanto todos rezam para a chuva cair, e tem que ser reza poderosa, vamos pensar nisso: começar educando as crianças, que são o futuro do país; fazer projetos que dignifiquem e restaurem as matas, com plantações de mudas nativas; replantar toda a mata ciliar e desassorear o rio.

Em Alagoas os problemas de violência continuam, embora algumas pesquisas indicam que tenha diminuído. No que diz respeito ao país, vai despencando ladeira abaixo, numa velocidade assustadora, com anúncios de privatizações e extinção de todos os projetos que beneficiaram a maioria dos trabalhadores.

As nomeações estapafúrdias de personagens envolvidos até o pescoço com a corrupção, não revolta aqueles paneleiros e personagens que foram às ruas protestarem contra a corrupção. A perseguição ao ex-presidente Lula e sua família vem desde 1989, sem que tenham provas absolutas do que afirmam.

É tudo muito revoltante e não falo aqui achando que haja santos em política, porque não existe. É um jogo muito sujo e indecente pelo poder, que não tem limites e enquanto isso a justiça que deveria ser imparcial para julgar os fatos, está toda envolvida até os dentes.

São alguns pontos que deixo aqui no blog para contribuir com o debate e para reflexão, já que terei que sair daqui a pouco. Tenham um bom dia e fiquem com Deus.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O tempo passou


Por Olívia de Cássia

O tempo voou para nós e para alguns com mais dureza. Nessa época do ano, em União dos Palmares, depois de passados o Natal, Ano-Novo, Festa da Padroeira, era tempo de a gente já pensar no Carnaval. Aula mesmo, só depois dos festejos de Momo. Temos de muitos encontros.

A cidade se enchia de amigos, familiares e visitantes e tudo era motivo de festa para nós, que apesar de não termos muitas opções como os jovens de hoje em dia, nos divertíamos muito. Cada idade tem a sua época e posso dizer que apesar dos problemas, eu fui e sou feliz.

Tive o privilégio de fazer amizade com várias gerações na minha cidade natal. Nunca fui CDF, mas não deixava de estudar por conta das brincadeiras e saídas no fim de semana. Sonhava com outro mundo.

Eu sabia que minha seara não era fazer cursos que exigiam tanto de mim, como Medicina, Direito ou Engenharia, como defendia minha mãe. A área de humanas sempre foi meu forte, coisa que minha mãe dizia, não dava dinheiro.

E ela estava adivinhando, na sua simplicidade de mulher do campo, as dificuldades são muitas; mas não teve jeito. Nunca fui afinada com a área de exatas e fui fazer jornalismo, para desespero dela.

Matemática para mim sempre foi um bicho papão, principalmente depois da surra que levei dela quando fazia o ensino primário, por ter tirado nota vermelha na matéria. Nunca aprendi nada, que desse para ir muito longe nessa área específica.

Meu lado era de sonhos, leituras, poesias, amizades, músicas e viagens que nunca fiz e ficava sonhando embalada na vivência dos meus amigos viajantes. Um lado mais suave da vida, que sempre tive afinidade.

O tempo passou; União já não é mais a mesma cidade faz muito tempo. Os amigos, a maioria se foi. Alguns para a eternidade e outros que ainda tenho a chance de encontrar vez ou outra, me fazendo relembrar da nossa juventude.

Os valores da gente de hoje já não são mais os mesmos que fomos criados. A gente não percebe as mudanças que acontecem dentro de nós. E quando menos esperamos, acontece uma transformação, sem que tenhamos noção de como tudo se deu.

Mudamos de repente, como se algo tivesse acontecido, uma revolução interior, que muitas vezes não sabemos explicar. Você amadurece com o sofrimento, com experiências e as vivências...Isso é maturidade.

A menina que existia em mim não morreu, mas foi se amoldando ao tempo; aprendeu a conviver com as complicações que vão surgindo. Quando falta a saúde, tudo o mais se descontrola, mas a gente tenta administrar o que a gente não pode mudar. O tempo passou e eu nem percebi. Boa tarde.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A Festa de Santa Maria Madalena


Por Olívia de Cássia

Há 182 anos os palmarinos celebram a sua padroeira, Santa Maria Madalena. É um ato de fé, religiosidade e devoção. Mesmo aqueles que não são católicos ou não professam a religião, reconhecem a importância do evento para União dos Palmares e região.

Além da demonstração da fé, muitos empregos são criados nessa época, movimentando a economia local. A festa cresceu, se agigantou e ocupa atualmente não só a Praça Basiliano Sarmento, como antigamente, mas grande parte do centro da cidade.

Os brinquedos, que antes ficavam armados ao lado da igreja matriz, agora são dispostos na Avenida Monsenhor Clóvis e no pátio da antiga Estação Ferroviária. A atual logística do evento lembra um pouco de como era na nossa lembrança da infância distante, mas está muito longe de ser como era.

Com o passar do tempo, o evento foi se agigantando, se adaptando às novas exigências de mercado, no que diz respeito a atrações artísticas, comércio, entre outros itens. Antigamente, a gente chegava cedo à praça, logo depois das novenas e também retornávamos cedo para casa: ficávamos no máximo até a meia noite, tal qual a Cinderela.

Os tempos mudaram os costumes e atualmente as pessoas só começam a chegar à Basiliano Sarmento quase que à meia noite e amanhecem o dia por lá. Tem shows de bandas que muitas vezes a gente mais madura não conhece e nunca ouviu falar. Dessas músicas de gosto duvidoso e muitas vezes profanas, que estão na moda hoje em dia. Não entendo isso.

Festa religiosa com música que fala de coisas tão fúteis e vamos dizer antiéticas para não dizer imorais. Em cidades como Pilar, bem pertinho da gente, só há apresentações folclóricas na festa da padroeira. A igreja não permite apresentações de bandas profanas.

A festa de Santa Maria Madalena não tem mais aquele romantismo de antes, o correio sentimental (os telegramas), que eram atração no evento e eram lidos por seu Maurino Veras e equipe. Tenho saudade daquele tempo de ingenuidade e alegria, quando a gente se confraternizava com os amigos, sem violência.

Também as músicas que eram tocadas na festa vinham do serviço de alto falantes Palmares, igualmente de Maurino Veras, pai da minha amiga de infância Rosemary Veras. As mesas da festa não eram tantas e não tinha esse viés comercial de agora, quando se coloca na praça quase 500 unidades.

Não quero dizer que o evento deveria permanecer como era antigamente, porque isso seria impossível, mas que pelo menos se preservasse um pouco da tradição, agora só lembrada nas procissões e novenário na igreja.

Naquele tempo, podíamos conversar tranquilamente com nossos amigos, parentes e conhecidos, sem precisar gritar tanto para que alguém nos ouvisse. Mas apesar de tanta mudança, a Festa de Santa Maria Madalena é a maior referência de evento religioso para o município e região e faz parte do calendário turístico-religioso do local.

Outras cidades do interior de Alagoas também celebram suas padroeiras nessa época do ano, mas festejar Santa Maria Madalena é lembrar do seu poder perante os católicos e aqueles que têm fé. É lembrar da nossa infância, adolescência e juventude, quando vivíamos nossos melhores momentos. Que Santa Maria Madalena nos proteja, proteja os palmarinos de todo o mal. Viva Santa Maria Madalena. Boa noite.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Resiliência


Por Olivia de Cássia

A gente vai se adaptando às necessidades que os dias vão exigindo e de uma maneira ou de outra temos que aceitar com resignação ou lutar com todas as nossas forças, para continuar vivendo e persistir na luta diária; mesmo que às vezes, em algum momento a gente fique duvidando da nossa capacidade de seguir em frente.

Me reporto à adolescência, quando acreditava que podia tudo e que não poderia viver sem determinadas atitudes ou situações. As festas e encontros eram indispensáveis. Acreditávamos que não podíamos viver sem aqueles eventos.

Mas a vida vai nos ensinando que nada é para sempre ou que nem tudo é como pensávamos ser e temos que acreditar que podemos continuar a viver, que as situações vão mudando de importância, se acomodando e que podemos ser felizes de outra maneira.

Ai de nós se não fosse essa capacidade de ter resiliência; de nos adaptar a outra maneira de vida, com outra rotina. São desafios que vamos enfrentando a cada dia; às vezes pela falta de maturidade ou entendimento da vida.

Fui muito intransigente quando jovem, complicada e depressiva na adolescência; cheia de inseguranças e de traumas e acreditava que era muito infeliz, mas aprendi com os tropeços que não somos donos da verdade e que não existe verdade absoluta.

Há outro mundo lá fora e que a vida é linda, apesar de às vezes ser dura e cheia de lições a dar. Sempre há outra vertente; o outro lado da moeda. O autor William Rezende disse que devemos simplificar os pensamentos.

“Tenha foco, mantendo os objetivos que te motivam vivos e acesos, como uma chama que mesmo através de uma chuva não se apaga, acredite e viverás faças e conseguiras", disse ele.

Não é que eu acredite em algumas lendas urbanas, mas avalio que devemos ser persistentes, sim, naquilo que acreditamos, em sonhos reais e palpáveis. E aqueles que vão se diluindo com o tempo e as vivências nos servem de lembranças com o passar dos anos, para acalentar e servir como quimeras.

E Rezende prossegue observando que o tempo voa, fatos ocorrem e que aquela pessoa que a gente tanto tinha apreço e que era parte de nós se vai na velocidade de um trovão.

“Isso pode parecer triste e depressivo mas sempre tem o outro lado da moeda aonde se conhece alguma ou algumas pessoas que nos faz olhar pra trás e pensar: aqueles tempos eram bons, mas, sem sombra de dúvida, os atuais são melhores", observa.

É essa certeza ou entendimento que nos faz acreditar que podemos ser melhores e que a vida continua, de uma forma ou de outra. Que todos tenham dias melhores e entendam que vale a pena acreditar que valeu a pena chegar até aqui. Que Deus esteja sempre presente nas nossas vidas. Bom dia de paz e bem.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Procissão do mastro; fé e religiosidade

Por Olívia de Cássia

No domingo, 15, acontece em União dos Palmares a tradicional procissão do mastro da Festa de Santa Maria Madalena, dando início aos festejos religiosos no município. São 182 anos de tradição, atraindo nativos e turistas de várias regiões do País.

Este ano não poderei ir por uma questão de logística, mas estarei com o pensamento voltado para a fé do meu povo e às preces a Santa Maria Madalena a quem daqui já peço a sua interseção na minha saúde e orações aos amigos.

O mastro da festa, a exemplo de anos passados, tem mais de 20 metros e o cortejo percorrerá cerca de três quilômetros, numa demonstração de fé dos católicos da região e será carregado nos ombros dos fiéis até a Praça Basiliano Sarmento, onde será erguido na presença de mais de 15 mil pessoas.

Muitos devotos fazem o percurso a pé, descalças e usando roupas pretas; outras amarram fitas e escrevem pedidos de oração e agradecimentos no mastro, antes de a procissão fazer o percurso por várias ruas da cidade.

Outras pessoas vão a cavalo, carroças, bicicletas e motocicletas. É emocionante ver o espetáculo da fé se manifestando em cada devoto, mesmo que alguns estão ali não pela fé que professam, sabemos disso. O calor também é quase insuportável, mas exaustos os católicos cumprem a missão, todos os anos.

Teve ano que a cerimônia do erguimento do mastro foi tensa, pois ele ameaçou cair. Segundo a lenda que corre na cidade, não é bom sinal quando isso acontece. Em 2011 arrisquei acompanhar a procissão a pé, quase correndo, com a ajuda da saudosa amiga Cleria Lilian (Kelly), mas me senti muito cansada, porque já naquela época os sintomas da Doença de Machado Joseph já eram aparentes.

Fé e religiosidade, um sentimento em cada rosto que vai cumprir com a sua obrigação de religioso, pagando penitências e promessas. Muitas pessoas aproveitaram para registrar a procissão, com celulares, máquinas e filmadoras.

Em 2012, o professor Zezito Araújo, da Universidade Federal de Alagoas, que é historiador, também fez o percurso fazendo filmagem do evento. O que impressiona é que a cada ano aumenta o número de pessoas que acompanham o cortejo.

É um evento importante para a renovação da fé, para quem acredita nos poderes de Santa Maria Madalena. Um ato religioso que se mistura com o profano, mas em nenhum interior do Estado tem uma procissão assim, acreditam os católicos.

A história de Santa Maria Madalena é de entrega a fé que ela tinha em Deus e da sua proximidade com Jesus Cristo. No dia 23 haverá a procissão da bandeira, que será erguida no mastro e nela ficará as nove noites de festa.

No dia 2 de fevereiro, considerado o principal da festa, haverá a procissão das charolas, que saem da Igreja Matriz junto com Santa Maria Madalena e percorre também várias ruas da cidade. O encerramento mesmo das novenas acontece no dia 3, com a retirada da bandeira do mastro. E viva Santa Maria Madalena, nossa padroeira!!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Será que dá para ser otimista?


Por Olívia de Cássia

Mal o Ano-Novo começou e a sequência de tragédias e notícias ruins já se acumulam, no quarto dia do ano. No Amazonas, um massacre de presos com muitas mortes, feridos e fugas, que já somam mais de uma centena de pessoas, confirmando o que todo mundo já sabe: o sistema prisional está falido e precisa ser repensado pelos setores competentes.

A matança no presídio de Manaus é uma das maiores desde a do Carandiru, ocorrido no Brasil, em 2 de outubro de 1992, quando uma intervenção da Polícia Militar do Estado de São Paulo, para conter uma rebelião na Casa de Detenção de São Paulo, causou a morte de 111 detentos. O tema virou livro do médico Dráuzio Varela.

Além dessa tragédia no Amazonas, já aconteceram este ano: terremoto no Piauí e Maranhão, coisa nunca vista no Brasil, um louco psicopata assassinou em Campinas 12 pessoas, inclusive a ex-esposa e um filho menor e depois se matou; um atirador mata 39 pessoas em um ataque terrorista a uma boate na Turquia e outras tragédias diárias que vão se acumulando nesse início de ano.

Preciso ser otimista, mas não dá ânimo nem de a gente ver o noticiário. No que se refere ao sistema prisional brasileiro, não adianta investimento na construção de presídios, se não se capacita os detentos: não tem ressocialização e não se investe em educação e saúde. Os presídios são universidade para o crime e a a bandidagem e quem sai dali, sai bem pior do que entrou; está comprovado.

E em meio à crise política do Brasil, o governo ilegítimo de Michel Temer segue acumulando insatisfação, tomando medidas impopulares que só prejudicam os trabalhadores, causando mal-estar e revolta em quem sempre defendeu políticas públicas e melhoria na qualidade de vida para os mais necessitados.

Segundo o site Notícias Brasil, a crise política, as turbulências causadas pela Lava Jato e até início da era Trump, geram dúvidas entre investidores e empresas e atrapalham recuperação brasileira.

Segundo o Boletim Focus – pesquisa realizada semanalmente junto a instituições financeiras e economistas pelo Banco Central – divulgado na segunda-feira (2), o Produto Interno Bruto (PIB) deverá fechar 2016 com uma retração de 3,49%. Já para 2017, ele deverá ter uma alta de 0,5% – apontando, assim, uma lenta recuperação da economia brasileira.

Muitos acreditaram que com a saída da presidente Dilma Roussef, enganados pela mídia golpista, a crise cessaria. Em 15 de agosto do ano passado, o então presidente do Instituto Data Popular, agora no Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, disse que a decisão do futuro do país estava na mão de uma briga de torcida.

"Não se pode colocar a estabilidade do país abaixo do interesse político". Segundo Meirelles, foi um erro confundir quem estava insatisfeito com o Governo com apoio à saída da Dilma. Infelizmente, o Congresso Nacional, composto em sua maioria por políticos corruptos e envolvidos em escândalos e falcatruas votaram pelam saída da presidente.

Depois que assumiu o Palácio, Temer e sua gangue está destruindo programas sociais dos governos Lula-Dima; orquestra privatizar tudo o que veem à sua frente, toma as piores decisões para estudantes e trabalhadores. E ainda há uma horda que defende isso.

Segundo o jornal O Globo, edição de 28 de abril do ano passado, o objetivo do Ilegítimo é tornar o Estado mínimo, como deseja a direita brasileira. “O Estado deve transferir para o setor privado tudo o que for possível em matéria de infraestrutura”, diz a matéria de O Globo.

E a lista de notícias pouco alvissareiras prossegue: no Rio de Janeiro, a situação é catastrófica; o caos se instalou num Estado tão bonito, cantado e decantado há décadas pelos melhores músicos da MPB, pela beleza de suas praias e do seu povo.

Segundo uma nota da Rede Sustentabilidade do Rio, medidas irresponsáveis foram tomadas, ações populistas pré-eleitorais e a inversão de prioridades. “Grande número de isenções fiscais foram concedidas para atrair empresas que se instalaram no território carioca. Uma verdadeira farra fiscal”, observa.

Diante de tanta notícia tensa, deixo para nossa reflexão de hoje: será que dá para ser otimista?

O nascimento de Amaralinda

  Olívia de Cássia Correia de Cerqueira Num ambiente rústico e carente, com escassez de recursos viveram Salomão Celestino e Carmem Celestin...