sexta-feira, 3 de maio de 2013

Liberdade de imprensa: Unesco alerta que 90% dos crimes contra jornalistas ficam impunes


Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
 Brasília - No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, lembrado hoje (3), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) informou que, quase toda semana, registra a morte de mais de um jornalista em decorrência da atividade profissional. Além disso, em média, um entre dez crimes contra jornalistas é levado aos tribunais e punido.
 Este ano, o principal evento que marca a data está programado para amanhã (4) na Costa Rica – uma conferência internacional que discute temas como a garantia da segurança de jornalistas e profissionais da mídia, o combate à impunidade de crimes contra a liberdade de imprensa, além da segurança online. No encontro devem ser examinadas as dificuldades e os obstáculos que impedem as investigações de ataques contra a liberdade de imprensa, os meios de superá-los e as melhores práticas na luta contra a impunidade.
A estimativa da Unesco é que, durante a última década, mais de 600 jornalistas tenham sido assassinados em todo o mundo. Apenas no ano passado, o órgão condenou o assassinato de 121 profissionais da mídia.
 “Garantir a segurança dos jornalistas tornou-se uma prioridade, e a Unesco liderou a elaboração do Plano de Ação das Nações Unidas sobre a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade”, destacou o órgão. O pacote de ações prevê que as agências da Organização das Nações Unidas (ONU) e seus parceiros trabalhem juntos para criar um ambiente de trabalho mais seguro para os jornalistas. A versão em português do plano está disponível no site www.segurancadejornalistas.org.

Medidas de proteção já salvaram mais de 180 mil mulheres no país, diz ministra

Ministra Eleonora Menicucci, 

Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A expedição de medidas de proteção de urgência para mulheres em situação de risco de violência já salvou mais de 180 mil pessoas no país, segundo levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para a ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, esse número pode dobrar nos próximos anos.
“Quanto mais rápido o juiz expedir a medida, mais mulheres são salvas”, disse a ministra em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A medida protetiva estabelece obrigações e regras a serem seguidas pelo agressor no intuito de socorrer a vítima, como uma distância mínima de segurança e o afastamento da casa – nos casos em que o agressor mora com a vítima.
O recurso definido a partir de depoimentos, sem a necessidade de uma audiência com as partes, tem funcionado como complemento às ações de combate à violência contra a mulher praticada no país.
A principal bandeira do governo federal tem sido a Lei Maria da Penha, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Recentemente, algumas parcerias firmadas com os governos estaduais possibilitaram a criação de um novo programa intitulado Programa Mulher, Viver sem Violência. Eleonora Menicucci lembrou que a iniciativa, lançada há pouco mais de um mês, terá um investimento inicial de R$ 265,8 milhões para a construção de centros chamados Casa da Mulher Brasileira em todas as 27 capitais.
“As casas serão construídas com dinheiro da União e a contraparte dos estados será disponibilizar recursos humanos”, disse a ministra acrescentando que também foram feitos acordos com outras instituições como o Conselho Nacional de Justiça e a Procuradoria-Geral da União. O local contará com serviços públicos integrados de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimento, abrigamento e orientação para o trabalho, emprego e renda. “Nesses locais as mulheres vão poder contar com os serviços da Delegacia de Defesa das Mulheres, com defensoria pública, IML (Instituto Médico-Legal) e com atendimento psicossocial permanente”, explicou.
Apenas Pernambuco ainda não fechou o acordo porque já mantém um programa estadual nos mesmos moldes, mas a ministra garantiu que as negociações estão em andamento e o estado também será incluído na lista.
Entre janeiro a dezembro de 2012, os mais de 88 mil relatos de violência registrados na Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) mostraram que, a cada hora, dez mulheres foram vítimas de maus tratos no período.
Edição: Lílian Beraldo-Agência Brasil

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Da submissão à libertação: causas e efeito


Olívia de Cássia – jornalista

A trajetória de lutas das mulheres evoluiu com o passar dos séculos e com o avanço da sociedade. Antes, a história era de submissão perante o homem e a sociedade: ela era tratada como objeto sem importância. A família hoje é fruto de um processo histórico e para entendê-la é preciso fazer um resgate dos antigos modelos.

Nos chamados agrupamentos primitivos as mulheres estavam em pé de igualdade com os homens e as tarefas eram divididas entre ambos. Segundo alguns historiadores, isso se deu quando os homens foram para a guerra e as mulheres ficaram em casa cuidando da agricultura, do lar e da família, tarefas consideradas sem importância.

Tendo por base o uso da força, o homem desenvolveu-se culturalmente, acumulando riquezas e retendo para si os instrumentos de trabalho ou de transformação da natureza, deixando de valorizar  os afazeres desempenhados pelas mulheres, segundo o estudo do alemão Friedrich Engels, em A Origem da Família, da  Propriedade Privada e do Estado”.

Segundo Engels, na fase primitiva, em que as tarefas eram divididas, não existiu a opressão de um sexo sobre o outro. A situação de dominação começou a acontecer, de acordo com seus estudos, baseado em relatos de Bachofren, estudioso que descreveu sobre as sociedades, entre elas a sociedade matriarcal onde a mulher era quem dominava.

Engels relata em seu livro que os desenhos encontrados nas cavernas da época da barbárie denunciam o instante em que o homem arrastava a mulher pelos cabelos, numa demonstração de imposição da sua força e opressão, não muito diferente dos dias atuais, onde o índice de violência contra a mulher, principalmente nos estratos mais baixos da sociedade, é altíssimo.

Caracterizada pelo patriarcalismo na Grécia e na Roma antiga, a mulher era subordinada ao pai de família. Fica claro nesta época a servidão em que a família vivia, e o poder que o pai de família detinha sobre todos, podendo inclusive decidir pelo direito de vida ou morte deles.

Segundo os historiadores, nessa época existiam dois tipos de família: os nobres e os camponeses. A nobreza  era composta pelos senhores donos de terra, e a camponesa era composta pelos agricultores. O século XVIII foi marcado pelo surgimento da família nuclear: pai, mãe e filhos; onde o pai era o provedor e a mãe a cuidadora.

Com o crescimento do capitalismo industrial no século XIX, ocorreram mudanças de valores, hábitos e costumes da família nuclear. “Estas mudanças se acentuam ainda mais no século XX, e por fim se consolidam após a I Guerra Mundial, quando as mulheres entram no mercado de trabalho e conquistam vários direitos”.

Os anos se passaram, a sociedade evoluiu, as mulheres conquistaram o direito de votar, na década de 1930 do século XX, conseguiram seu espaço na sociedade; hoje elas trabalham e são a maioria estudada,  dividem despesas, tomam conta de suas vidas e muitas são chefes de seus lares, ou moram sozinhas. 

E foi graças ao movimento feminino, às reivindicações dos sindicatos, movimentos sociais e de muitas mulheres que morreram pela causa da libertação, que hoje podemos dizer que vivemos numa sociedade ‘mais ou menos livre de amarras’.

Mas como tudo em sociedade não é dado de graça, em muitas dessas conquistas vieram a famosa contrapartida. Avalio que muitos homens não acompanharam a evolução dos tempos; felizmente esses atrasados não estão em maioria, mas ainda é preciso que novos estudos sejam feitos sobre essa questão.

Entendo que as constantes transformações  por que a  sociedade  passou nos obriga a avaliar os últimos acontecimentos por ângulos diferenciados. É preciso que se analise  a causa feminina, que se faça um parâmetro das conquistas, da evolução social, da perda dos laços familiares e de como isso tudo se deu.

Em União, presidente da Fundação Palmares reúne-se com prefeito e secretários

 Com redação de O Relâmpago

O presidente da Fundação Cultural Palmares, o ator Hilton Cobra, estará em União dos Palmares, na tarde desta quinta-feira, 2, quando participará de reunião com o prefeito Beto Baía (PSD) e diversos secretários municipais,  para tratar de assuntos relacionados ao Parque Memorial Quilombo dos Palmares e a futura parceria entre a Fundação e a Prefeitura.

A secretária de Cultura, Genisete Sarmento, informou que aproveitará o momento para entregar o projeto elaborado pela secretaria para o Mês da Consciência Negra e solicitará o apoio da Fundação.

“Acredito que será possível estabelecer parceria, principalmente com relação ao Parque Memorial. Deve haver uma conjugação de esforços das três esferas de Governo para tornar o Parque mais atrativo e transformá-lo na mola mestra do turismo da região”, declarou.

Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento é pré-lançado em Alagoas



Fonte: Sindjornal


Nesta quinta-feira (2), a partir das 8h, acontecerá o Pré-lançamento do Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento no auditório do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso (Centro de Convenções), localizado no bairro de Jaraguá em Maceió. A atividade é destinada para todos os profissionais de comunicação e ativistas do movimento negro, tem o apoio do Sindicato de Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) e os Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs).

Na ocasião estará em Alagoas a jornalista Sandra Martins, coordenadora do Prêmio Nacional, que repassará mais informações sobre o processo de inscrição, categorias e premiação. O prêmio tem como principal objetivo valorizar as produções jornalísticas sobre questões étnicorraciais, cultura afro e o cotidiano da população afrodescendente. Trata-se de uma realização do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ), por meio da Cojira-RJ.

De acordo com Valdice Gomes, presidenta do Sindjornal, essa é mais uma oportunidade para dar visibilidade ao prêmio e apresentar aos jornalistas, público alvo do concurso, todas as novidades contidas no regulamento desta terceira edição. Segundo ela, Alagoas teve grande destaque nas edições anteriores, inclusive como vencedor da categoria telejornalismo, que é a principal do prêmio, na primeira edição, em 2011. No ano passado, também esteve entre os finalistas. “Isso mostra a qualidade do jornalismo produzido em nosso Estado, inclusive na temática étnicorracial”.
APNs

O pré-lançamento do Prêmio Nacional, também integra a programação sócio-político-cultural e formativa em homenagem aos 30 anos dos APNs, que ocorrerá de 1º a 5 de maio, nas cidades alagoanas de Maceió e União dos Palmares. Busca dar visibilidade às expressões sócio-culturais e étnicorraciais no Estado, discutir políticas de ações afirmativas em diversos setores, fortalecer o empreendedorismo afro, enaltecer internacionalmente a historicidade do Quilombo dos Palmares e a luta do povo afro-brasileiro. Estará presente um público especial oriundo de 12 Estados e convidados internacionais: acadêmicos, educadores, representantes de segmentos afros, lideranças de movimentos sociais e autoridades políticas. Saiba mais: http://apns30anos.blogspot.com.br/
 
 
 SERVIÇO
Pré-lançamento do Prêmio Nacional Jornalis Abdias Nascimento
Dia: 02 de maio de 2013 (quinta-feira)
Horário: 8h às 9h30
Local: Auditório do Centro de Convenções de Maceió - Jaraguá - Maceió
Contatos: Valdice Gomes (82) 8878-7484 / 9999-1301
Helciane Angélica (82) 8831-3231
Site oficial: http://premioabdiasnascimento.org.br/w/



Hoje e amanhã tem homenagens ao poeta Jorge de Lima, em União



Fonte: Blog JMarcelo Fotos


A Secretaria de Cultura de União dos Palmares realiza, nos dias 2 e 3 de maio, algumas homenagens ao poeta palmarino Jorge de Lima, o príncipe dos poetas.


As atividades previstas para acontecerem semana passada foram adiadas devido às chuvas que vêm caindo em nosso município. Mesmo encurtando a programação o sarau "Seu Serafim” com participação dos poetas da região e outras atividades foram realizadas no auditório da prefeitura.



Segue programação:

Dia 2 – Praça Basiliano Sarmento
20h – Concerto de violino e piano com interpretação de Poemas de Jorge de Lima

Dia 3 – Praça Basiliano Sarmento
20h – Viola Enluarada com Roberta Aureliano


Roberta Aureliano é atriz e cantora.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Rio Mundaú volta a ter nível de água normalizado

Antiga Ponte Rocha Cavalcanti, em União, depois da reforma
Fotos de João Paulo Farias

Olívia de Cássia – jornalista

O nível das águas do Rio Mundaú voltou à sua normalidade, em União dos Palmares,  depois de longo um período de escassez provocada pela falta de chuvas, que prejudicou este ano também a Região da Mata alagoana.

Em abril as chuvas voltaram a cair na região, levando tranquilidade para as populações que dependem do rio para o abastecimento das cidades, já que a falta de água começava a preocupar os ambientalistas e gestores.

Em fotos postadas anteriormente nas redes sociais, havia trechos do Rio Mundaú onde o mato tomava o leito, de um canto a outro; dava até para atravessar a pé. Só tinha baronesa e muita sujeira no leito do rio.
Rio Mundaú; ao fundo a Serra da Barriga

No mês de março eu estive em União dos Palmares e o pasto estava muito seco, a paisagem era de região de sertão, açudes secaram e os agricultores da região já temiam a perda das suas lavouras.

Com as chuvas que caíram nos últimos dias, a esperança voltou para pequenos agricultores e a safra do milho e do feijão está garantida, não vai se perder. Pelo menos é o que se espera.

E apesar de no Sertão já ter chovido, o volume de águas caídas ainda não foi suficiente para encher todos os barreiros e cisternas. Mas em outras cidades do Estado, alguns rios já ameaçam a transbordar, devido ao volume das chuvas caídas no Estado, como o Coruripe e o Jacuípe.

São os contrastes da nossa terra de grandes alagados, mas também de regiões onde as chuvas são escassas.

Experiência de quase morte

 Por Olívia de Cassia Cerqueira A experiência de quase morte para os transplantados, rendeu uma página da editoria de Cidades, especial para...