quarta-feira, 2 de agosto de 2017
quarta-feira, 28 de junho de 2017
Véspera de São Pedro
Por Olívia de Cássia
Hoje, 28 de junho, é véspera de São Pedro. Chove muito lá fora e me reporto aos tempos da juventude, fazendo um paralelo com o que vivo hoje. Jamais imaginaria que fosse me aquietar, pois não queria perder nem aniversário de boneca.
O tempo passou e voou tão rápido, que nem percebi a sua rapidez. Estava tão envolvida com o trabalho, que não tinha outros olhos para muita coisa lá fora. Lá se foram muitas perdas e sonhos que eu acalentava.
Não é que eu tenha deixado de sonhar, só que agora os pensamentos são dentro da realidade que me cerca. No temnpo da juventude eu já estaria me arrumando para o encontro com os amigos; mesmo que tivesse caindo tanta chuva como agora. E se meus pais impedissem, eu dava um show.
Agora, no abrigo do meu modesto lar, eu agradeço ao pai celeste por tudo. Pela família que me deu e pelos anjos que colocou no meu caminho, fazendo com que minha vida ficasse mais bonita.
Sou feliz agora, apesar da pouca saúde, das limitações do corpo, mas a cabeça ainda pensa. O cenário político entristece a gente, não dá para acreditar em tantos retrocessos num país que já viveu tempos sombrios.
Há uma crise moral, social e política. Me vêm à cabeça muitas lembranças, mas não vou deixar que me amoleçam e me deixem cabisbaixa.
Às vésperas de viajar para o Sudeste, minhas expectativas são outras. Vou conhecer novos ares, agora tenho todo o tempo, não preciso me preocupar com faltas ao trabalho e nem com desculpas e satisfações.
Sou livre e essa liberdade me basta, para ser o que sou. As festas juninas já estão chegando ao final e eu nem fiz questão de ir. Fui apenas a uma confraternização da minha cateria profissional e ponto.
Lá fora chove forte, alguém solta fogos em alguma parte da cidade. Me recolho por conta de uma virose e crise alérgica que me persegue com a mudança do tempo, mas vou melhorar.
Juca se assanha todo e late para um gato de rua que veio se abrigar aqui. Agora me pede colo e quer brincar com sua bolinha azul, a que mais ele gosta. Os gatos estão aninhados nas camas para espantar a preguiça e eu sigo espirrando desejando que o chá de limão com alho faça algum efeito positivo. No mais, é vida que segue e ter esperança. Boa noite.
Hoje, 28 de junho, é véspera de São Pedro. Chove muito lá fora e me reporto aos tempos da juventude, fazendo um paralelo com o que vivo hoje. Jamais imaginaria que fosse me aquietar, pois não queria perder nem aniversário de boneca.
O tempo passou e voou tão rápido, que nem percebi a sua rapidez. Estava tão envolvida com o trabalho, que não tinha outros olhos para muita coisa lá fora. Lá se foram muitas perdas e sonhos que eu acalentava.
Não é que eu tenha deixado de sonhar, só que agora os pensamentos são dentro da realidade que me cerca. No temnpo da juventude eu já estaria me arrumando para o encontro com os amigos; mesmo que tivesse caindo tanta chuva como agora. E se meus pais impedissem, eu dava um show.
Agora, no abrigo do meu modesto lar, eu agradeço ao pai celeste por tudo. Pela família que me deu e pelos anjos que colocou no meu caminho, fazendo com que minha vida ficasse mais bonita.
Sou feliz agora, apesar da pouca saúde, das limitações do corpo, mas a cabeça ainda pensa. O cenário político entristece a gente, não dá para acreditar em tantos retrocessos num país que já viveu tempos sombrios.
Há uma crise moral, social e política. Me vêm à cabeça muitas lembranças, mas não vou deixar que me amoleçam e me deixem cabisbaixa.
Às vésperas de viajar para o Sudeste, minhas expectativas são outras. Vou conhecer novos ares, agora tenho todo o tempo, não preciso me preocupar com faltas ao trabalho e nem com desculpas e satisfações.
Sou livre e essa liberdade me basta, para ser o que sou. As festas juninas já estão chegando ao final e eu nem fiz questão de ir. Fui apenas a uma confraternização da minha cateria profissional e ponto.
Lá fora chove forte, alguém solta fogos em alguma parte da cidade. Me recolho por conta de uma virose e crise alérgica que me persegue com a mudança do tempo, mas vou melhorar.
Juca se assanha todo e late para um gato de rua que veio se abrigar aqui. Agora me pede colo e quer brincar com sua bolinha azul, a que mais ele gosta. Os gatos estão aninhados nas camas para espantar a preguiça e eu sigo espirrando desejando que o chá de limão com alho faça algum efeito positivo. No mais, é vida que segue e ter esperança. Boa noite.
terça-feira, 13 de junho de 2017
Desestímulo
Por Olívia de Cássia
Estou vivendo um momento de desestímulo para escrever. Já passou de um mês, eu acho, desde a última vez que postei algo no blog. Andei adoentada, atribulada com a reforma da casa e depois, a conjuntura está tumultuada, estou desaceditada das nossas instituições e não tenho incentivo algum para discorrer sobre esse vale de lama que o Brrasil está atravessando.
Vasculho no fundo da mente algo inspirador, para que volte a escrever. Desde que me aposentei, esse foi o maior período que fiquei assim, sem ânimo, sem aquela impaciência que me leva a dizer algo sobre algum tema, mas sigo esperançosa por dias melhores. Para que eu possa tomar o curso normal das coisas.
Um tempo em que a gente volte a falar também de amore, de flores, de vida. De mensagens otimistas, de perspectiva de vida e de esperança. Boa noite.
Estou vivendo um momento de desestímulo para escrever. Já passou de um mês, eu acho, desde a última vez que postei algo no blog. Andei adoentada, atribulada com a reforma da casa e depois, a conjuntura está tumultuada, estou desaceditada das nossas instituições e não tenho incentivo algum para discorrer sobre esse vale de lama que o Brrasil está atravessando.
Vasculho no fundo da mente algo inspirador, para que volte a escrever. Desde que me aposentei, esse foi o maior período que fiquei assim, sem ânimo, sem aquela impaciência que me leva a dizer algo sobre algum tema, mas sigo esperançosa por dias melhores. Para que eu possa tomar o curso normal das coisas.
Um tempo em que a gente volte a falar também de amore, de flores, de vida. De mensagens otimistas, de perspectiva de vida e de esperança. Boa noite.
sexta-feira, 28 de abril de 2017
Em tempo de reformas
Por Olívia de Cássia
Me ausentei por um tempo de atualizar o blog e a minha página no Facebook, por conta de estar com reformas em casa e não ter nem onde colocar o notebook para escrever alguma coisa. Nesse ínterim, meu tempo foi ocupado com assuntos domésticos e material de construção.
A minha reforma ainda não acabou, mas não estou ausente das grandes discussões nacionais ou da pauta diária local. Hoje é dia de greve geral contra as reformas do governo ilegítimo. Ligo a TV e vejo a âncora tratar o dia como um feriadão e discorrer apenas sobre os 'prejuízos' que a greve irá trazer ao país.
Em momento algum falam dos prejuízos que essas reformas da Previdência e a trabalhista vão resultar ao trabalhador brasileiro. E me ponho a pensar e a estabelecer alguns parâmetros.
A comparar a reação da população de outros países se algo parecido acontecesse por lá. Sou contra a violência, mas o povo tem que ir as ruas reclamar o que está sendo tomado. E aqui não vai a opinião partidária, mas cidadã.
O que é que os pais estão ensinando hoje em dia a seus filhos e o que eles estão aprendendo nas escolas, a gente não sabe. Estou sendo censurada numa rede social, por compartilhar postagens defendendo a greve geral e contra o golpe desferido no ano passado. Isso quer dizer que 2016 ainda não acabou.
O regime de exceção está sendo aplicado no pais, a democracia está sendo tomada por uma corja vagabunda de ladróes, comprovadamente e mesmo assim ainda tem gente se colocando conta a mobilização dos trabalhadores.
Copiei na minha linha do tempo no Facebook, um texto do amigo Carlos Madeiro, já que estou sendo impedida de compartilhar textos pertinentes ao tema, mas vou reproduzir aqui também já que acho bem oportuno.
Diz ele: "Você pode ser contra a greve. Não vá, é compreensível a omissão. O que não se pode tirar é o direito de luta das pessoas. Existem no Congresso duas propostas que afetam brutalmente as relações de trabalho e a aposentadoria", disse ele.
"São temas sérios demais, que não foram debatidos --a não ser com empresários-- e que as mudanças foram propostas por um governo interino. Não importa aqui se você defende esse ou outro ponto de vista. A greve é um grito do trabalhador que teme essas mudanças e vê a chance da vida piorar. Todos devem entender isso, independente de lado político. Ah, e se você acha de verdade que quem apoia a greve é para não prenderem Lula, pra defender o PT, procura uma terapia. E tenta curar ó odio que lhe faz mal e o aliena da realidade", observou Madeiro.
Sou de uma época que quualquer que fosse a medida contra trabalhadores e estudantes, estávamos na rua protestando, mesmo em época de ditadura militar. Me inquieto com a passividade das pessoas, principalmente os estudantes de agora, que já receberam o país numa democracia e a maioria que se abstém de se posicionar nasceu em lares com conforto.
Defendo a greve geral, sim. Embora esteja impedida fisicamente de estar em protestos e grandes aglomerados, por conta de problemas de saúde, mas faço a minha parte de outras formas. Vamos reivindicar nossos direitos e nas próximas eleições retirar essa corja vagabunda que tira o direito dos trabalhadores. É o que tenho a dizer hoje, parz reflexão.
Me ausentei por um tempo de atualizar o blog e a minha página no Facebook, por conta de estar com reformas em casa e não ter nem onde colocar o notebook para escrever alguma coisa. Nesse ínterim, meu tempo foi ocupado com assuntos domésticos e material de construção.
A minha reforma ainda não acabou, mas não estou ausente das grandes discussões nacionais ou da pauta diária local. Hoje é dia de greve geral contra as reformas do governo ilegítimo. Ligo a TV e vejo a âncora tratar o dia como um feriadão e discorrer apenas sobre os 'prejuízos' que a greve irá trazer ao país.
Em momento algum falam dos prejuízos que essas reformas da Previdência e a trabalhista vão resultar ao trabalhador brasileiro. E me ponho a pensar e a estabelecer alguns parâmetros.
A comparar a reação da população de outros países se algo parecido acontecesse por lá. Sou contra a violência, mas o povo tem que ir as ruas reclamar o que está sendo tomado. E aqui não vai a opinião partidária, mas cidadã.
O que é que os pais estão ensinando hoje em dia a seus filhos e o que eles estão aprendendo nas escolas, a gente não sabe. Estou sendo censurada numa rede social, por compartilhar postagens defendendo a greve geral e contra o golpe desferido no ano passado. Isso quer dizer que 2016 ainda não acabou.
O regime de exceção está sendo aplicado no pais, a democracia está sendo tomada por uma corja vagabunda de ladróes, comprovadamente e mesmo assim ainda tem gente se colocando conta a mobilização dos trabalhadores.
Copiei na minha linha do tempo no Facebook, um texto do amigo Carlos Madeiro, já que estou sendo impedida de compartilhar textos pertinentes ao tema, mas vou reproduzir aqui também já que acho bem oportuno.
Diz ele: "Você pode ser contra a greve. Não vá, é compreensível a omissão. O que não se pode tirar é o direito de luta das pessoas. Existem no Congresso duas propostas que afetam brutalmente as relações de trabalho e a aposentadoria", disse ele.
"São temas sérios demais, que não foram debatidos --a não ser com empresários-- e que as mudanças foram propostas por um governo interino. Não importa aqui se você defende esse ou outro ponto de vista. A greve é um grito do trabalhador que teme essas mudanças e vê a chance da vida piorar. Todos devem entender isso, independente de lado político. Ah, e se você acha de verdade que quem apoia a greve é para não prenderem Lula, pra defender o PT, procura uma terapia. E tenta curar ó odio que lhe faz mal e o aliena da realidade", observou Madeiro.
Sou de uma época que quualquer que fosse a medida contra trabalhadores e estudantes, estávamos na rua protestando, mesmo em época de ditadura militar. Me inquieto com a passividade das pessoas, principalmente os estudantes de agora, que já receberam o país numa democracia e a maioria que se abstém de se posicionar nasceu em lares com conforto.
Defendo a greve geral, sim. Embora esteja impedida fisicamente de estar em protestos e grandes aglomerados, por conta de problemas de saúde, mas faço a minha parte de outras formas. Vamos reivindicar nossos direitos e nas próximas eleições retirar essa corja vagabunda que tira o direito dos trabalhadores. É o que tenho a dizer hoje, parz reflexão.
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Sobre o medo
Por Olívia de Cássia
Por causa do medo que eu tinha de tomar iniciativas que eu queria e precisava tomar, eu perdi algumas oportunidades de crescer e me realizar profissionalmente e pessoalmente, da maneira que sempre sonhei. O medo é uma limitação que nos aprisiona.
Dizem que ter medo de reconhecer erros é abdicar de todo potencial que pode ser descoberto após transcendê-los. Sonhei com muitas viagens, com reconhecimento profissional, em cobrir conflitos externos e em ser uma pessoa melhor.
Sempre fui uma sonhadora, idealista e luto por um mundo melhor para todos. No momento de agora, mais cética diante da atual conjuntura, não deixo de lutar pelos meus ideais, embora eu tenha mais paciência para determinadas situações. Ninguém é perfeito.
Agora na maturidade e fora do mercado de trabalho por conta da aposentadoria, estou em paz. Não pensei que fosse me acostumar tão logo afastada do trabalho, da reportagem, que sempre foi o meu sonho. Agora não adianta arrependimentos e frustrações.
Ninguém quer ter um problema de saúde grave, para se afastar do trabalho. A ataxia vai nos limitando, roubando os nossos movimentos, nos tornando mais frágeis. Mas ainda quero viver muitas situações de prazer pessoal, conhecer outras culturas e espero que não seja tarde demais.
Que ainda me seja dada uma oportunidade de melhorar, uma prorrogação, para que eu possa desfrutar o momento de agora. Talvez a psicologia explique o motivo de eu ter tanto medo e ter me libertado desse sentimento que vai nos consumindo e acabando com a autoestima.
Minha saudosa mãe, no seu cuidado e vigilância dobrada com a minha pessoa, àquela época, me dava muitos conselhos, à sua maneira e me fazia muito medo de tudo, para que eu não caísse em tentações da vida, por conta das amizades que eu tinha.
Ela preferia acreditar no que os outros diziam do que confiar em mim; muitas vezes entrávamos em conflito, por conta da nossa divergência de ideias; desses medos dela que depois eu absorvi com o tempo, mesmo sendo rebelde a maior parte do tempo, o que não me ajudou muito.
Foram momentos tensos, divergências de pensamentos, ideias e objetivos, deparando-nos com situações de conflito. Quando meu pai e minha mãe se foram passei a me questionar a respeito de várias questões interiores e a me perguntar se tinham me perdoado pelas minhas atitudes.
Agora compreendo que não foi por falta de amor que eles, principalmente minha mãe, agiam daquela forma comigo. Era a sua maneira de amar, com rusticidade, que eu não entendia. Com o tempo a gente vai desvendando os mistérios da alma.
Que todos possam ter essa compreensão da vida a tempo de redimir-se diante de nós, diante da vida. Bom dia.
Por causa do medo que eu tinha de tomar iniciativas que eu queria e precisava tomar, eu perdi algumas oportunidades de crescer e me realizar profissionalmente e pessoalmente, da maneira que sempre sonhei. O medo é uma limitação que nos aprisiona.
Dizem que ter medo de reconhecer erros é abdicar de todo potencial que pode ser descoberto após transcendê-los. Sonhei com muitas viagens, com reconhecimento profissional, em cobrir conflitos externos e em ser uma pessoa melhor.
Sempre fui uma sonhadora, idealista e luto por um mundo melhor para todos. No momento de agora, mais cética diante da atual conjuntura, não deixo de lutar pelos meus ideais, embora eu tenha mais paciência para determinadas situações. Ninguém é perfeito.
Agora na maturidade e fora do mercado de trabalho por conta da aposentadoria, estou em paz. Não pensei que fosse me acostumar tão logo afastada do trabalho, da reportagem, que sempre foi o meu sonho. Agora não adianta arrependimentos e frustrações.
Ninguém quer ter um problema de saúde grave, para se afastar do trabalho. A ataxia vai nos limitando, roubando os nossos movimentos, nos tornando mais frágeis. Mas ainda quero viver muitas situações de prazer pessoal, conhecer outras culturas e espero que não seja tarde demais.
Que ainda me seja dada uma oportunidade de melhorar, uma prorrogação, para que eu possa desfrutar o momento de agora. Talvez a psicologia explique o motivo de eu ter tanto medo e ter me libertado desse sentimento que vai nos consumindo e acabando com a autoestima.
Minha saudosa mãe, no seu cuidado e vigilância dobrada com a minha pessoa, àquela época, me dava muitos conselhos, à sua maneira e me fazia muito medo de tudo, para que eu não caísse em tentações da vida, por conta das amizades que eu tinha.
Ela preferia acreditar no que os outros diziam do que confiar em mim; muitas vezes entrávamos em conflito, por conta da nossa divergência de ideias; desses medos dela que depois eu absorvi com o tempo, mesmo sendo rebelde a maior parte do tempo, o que não me ajudou muito.
Foram momentos tensos, divergências de pensamentos, ideias e objetivos, deparando-nos com situações de conflito. Quando meu pai e minha mãe se foram passei a me questionar a respeito de várias questões interiores e a me perguntar se tinham me perdoado pelas minhas atitudes.
Agora compreendo que não foi por falta de amor que eles, principalmente minha mãe, agiam daquela forma comigo. Era a sua maneira de amar, com rusticidade, que eu não entendia. Com o tempo a gente vai desvendando os mistérios da alma.
Que todos possam ter essa compreensão da vida a tempo de redimir-se diante de nós, diante da vida. Bom dia.
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