terça-feira, 16 de novembro de 2010

Assessoria descarta vinda de Lula a Alagoas


A assessoria de imprensa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou hoje à Tribuna Independente que não existe nenhuma previsão de visita a Alagoas. Cogitava-se sua presença no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, em União dos Palmares, onde inauguraria uma escola e visitaria obras de reconstrução das cidades atingidas pelas chuvas de junho.
De acordo com a Secretaria de Imprensa da Presidência, no dia 20 Lula estará em uma solenidade no Rio de Janeiro, também ligado à Consciência Negra. A menos de 40 dias de encerrar seu mandato, esta poderia ser a última vez que o presidente viria a Alagoas, depois da ausência durante o período eleitoral.

A porteira da liberdade

Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e fotos)

Meu irmão Petrúcio me levou num restaurante que eu não conhecia, em União dos Palmares, no sábado, véspera do II EPA, na BR-104, Km 25. O local tem ares bucólicos de fazenda e dá uma sensação de paz e tranquilidade. Não estou aqui fazendo nenhuma propaganda, para ganhar dinheiro com isso, apenas recomendo uma visita ao local porque é muito bonito de se ver e quem visita a chácara A Porteira tem vontade de voltar por lá.
Servindo uma deliciosa comida caseira, a exemplo do pirão de galinha e da carne de bode, o local pertence aos amigos Cida e Lucílio, que foi meu vizinho da Tavares Bastos. É daqueles lugares que você vai, se encanta e quer retornar de tão agradável que é.

No meu caso muito mais porque Lucílio resolveu tematizar o local com motivos afros e acrescentou peças de decoração que pertenceram ao antigo Engenho da Barriguda, de propriedade do meu tio Antônio Paes de Siqueira. Fiquei encantada e voltei à infância.
Revi a roldana e moenda da almanjara do engenho, onde eu, em cima de uma táboa, que servia de banquinho, tangia os bois do meu tio Antônio com uma vara, no sentido de que os animais caminhassem e a cana fosse moída. Também a prensa da casa de farinha ele fez um arranjo e serve de suporte para o telhado que se move de uma barraca.
Até o pilão de pisar o café torrado em casa está exposto na entrada da varanda da casa, igualzinho ao da minha avó Olívia. O tacho de cobre, a bomba de água artesanal e uma paisagem deslumbrante enfeitam o local. Redes armadas espalhadas em baixo das árvores dão uma vontade danada de tirar uma soneca por ali depois de uma comidinha caseira e uma cerveja esperta. Tudo aquilo respira os ares de fazenda e agrada aos olhos.

Quem chega tem um ritual a ser cumprido: primeiro toca um sino que tem na entrada e depois saboreia uma gostosa cachacinha Gabriela, que é oferecida de cortesia para quem aprecia o material. Várias palhoças estão espalhadas no terreno; o local dá a ideia de aconchego e dispõe de um chveirão com água de cacimba onde se pode tomar um banho delicioso, ou fazer uma pescaria artesanal no açude para pesca amadora.
O contato com a natureza, árvores frutíferas e o galo rei do galinheiro que desfila imponente pelo terreiro da chácara também são atrações à parte. Segundo Lucílio, a decoração ainda não está terminada. O restaurante começou a funcionar em 16 de novembro de 2003 e ele agora quer ampliar as fotos do antigo engenho para expor no local. Tomara que a minha tia Hermínia ache as fotos dos binóculos que o povo tirava por lá para doar a Lucílio.

O II EPA bombou!

Fotos de Olívia de Cássia







O II Encontro com Palmarinos Ausentes superou as expectativas e levou às dependências do Santa Maria Madalena muita gente animada e descontraída. Segundo a organização do evento, a participação dos palmarinos foi maior que no ano passado

Homenageada ilustre

Fotos de Olívia de Cássia

Uma das pessoas homenageadas no II EPA foi dona Elza Lopes, mãe do jornalista, radialista e comunicador Douglas Lopes. Homenagem mais que merecida. Na segunda foto, o filho ilustre agradece pela homenagem a essa grande mulher. Aplausos!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O segundo encontro

Olívia de Cássia –Jornalista
(Texto e fotos)

O domingo (14 de novembro) foi de muita festa, encontros e descontração nas dependências do antigo Colégio Santa Maria Madalena, local onde foi realizado o segundo EPA – Encontro com Palmarinos Ausentes. Djalma, Jarbas Leite, Contággio Tropical e Thiago Correia deram o tom à festa que contou com a participação de muita gente alegre e divertida.

O EPA, idealizado e organizado por Ladorvane Cabral, já está consolidado em União dos Palmares, com apenas dois anos de realização. Pode ser inserido na programação cultural da cidade, no Mês da Consciência Negra, por levar para o município muitos conterrâneos que moram longe e que estavam fora há muito tempo ou aqueles que estão distantes há poucas horas da cidade.

Mais uma vez o evento cumpriu o seu objetivo inicial que é reunir pessoas nascidas na cidade num encontro fraterno e suprapartidário de muita paz e harmonia. Da mesma forma que no ano passado, a programação do evento começou com uma missa na igreja matriz de Santa Maria Madalena, celebrada pelo padre Francisco que abençoou os presentes. Depois da missa todos se dirigiram para o local do encontro.
Cada palmarino ou amigo que chegava às dependências do Colégio Santa Maria Madalena, no domingo, provocava a alegria e vibração naqueles que já estavam na festa.
O clima de descontração e confraternização tomou conta do lugar e os amigos reunidos lembravam dos tempos passados e das aventuras que viveram na Terra da Liberdade, até as primeiras horas da noite, quando se encerrou o evento.

A turma jovem também se integrou e participou ativa e festeiramente da programação musical que atendeu a todos os gostos e público. De músicas dos anos 70, 80 ao velho e bom rock and rol ou ao som rastafári de Thiago Correia que deu uma palhinha para os palmarinos, ou das músicas de MPB tocadas por Djalma Belarmino ou o som de Contággio Tropical e Jarbas Leite, que relembrou velhos sucessos da juventude dos anos 70.

Avalio que foi um dia feliz para todos nós. Eu não sabia que seria uma das homenageadas com a medalha Maria Mariá e fiquei muito lisonjeada com a honraria e emocionada com a lembrança dos amigos que cultivei durante minha vida. Não sei se mereço tal regalia, mas confesso de pronto que me emocionei e fiquei grata com isso. A todos os queridos amigos o meu agradecimento.
Também foram homenageados com a mesma medalha as professoras Abdízia, Doralice Pimentel, Ana Lúcia Vergetti, Maria Laura, Lindalva, dona Alta, mãe do radialista Kleber Marques, Dolores Viana, o advogado e procurador Álvaro Barboza, dona Francisquinha, o comerciante Zezé Galego, o nosso Nego, Nego, Humberto Peixoto, o Betinho, além de outros participantes.
Ano que vem, no III EPA, a festa vai se multiplicar e os que foram no primeiro e os que participaram neste domingo, certamente vão repassar toda a resenha da festa. O próximo encontro dos palmarinos, antes do próximo EPA no ano que vem, será a procissão do mastro e a festa de Santa Maria Madalena, nos meses de janeiro e três dias do mês de fevereiro, será mais uma oportunidade de a gente rever os amigos, mostrar nossa fé e nos confraternizar num clima de paz e harmonia como foi o II EPA. Que venham mais encontros, mais festas e mais alegria. Confiram mais fotos no Facebook, Widows Live (hot mail) e depois no Orkut.

sábado, 13 de novembro de 2010

O hábito de escrever cartas


Olívia de Cássia – jornalista

O hábito de escrever cartas para familiares, amigos e entes queridos foi se perdendo aos poucos com o chegar dos anos. Em União dos Palmares, eu tinha como rotina, além de escrever nos meus caderninhos, relatar para os amigos mais queridos todos os meus passos, tudo o que acontecia em minha vida de adolescente e nos primeiros anos da juventude, até chegar à faculdade, quando as cartas foram diminuindo e novos interesses foram se apresentando em minha vida.
Era uma troca de informação que fazíamos sobre tudo o quem estávamos vivenciando no momento e no meu caso, minhas crises pessoais de adolescente inquieta e questionadora. Quando viajava ao Rio de Janeiro nas férias escolares eu escrevia de lá para os amigos de União e de Maceió, já que não tínhamos a facilidade de hoje em dia com a internet para, que enviássemos e-mails e nem os sites de relacionamentos que a gente hoje em dia não vive mais sem eles, pelo menos no meus caso.
Lembro que era um gasto razoável que eu tinha e consumia boa parte da mesada que papai me dava com a postagem de cartas e cartões nos Correios, além dos filmes para a máquina fotográfica, que naquela época era uma Tekinha, que depois foi substituída por uma Kodak, mas cujas fotos tinha uma resolução muito ruim, e também para a compra dos muitos livros de literatura que eu comprava com muita freqüência.
A correspondência virtual imprimiu aos nossos tempos atuais um estilo de comunicação seco e direto, sem a intimidade e a docilidade característica das cartas outrora escritas à mão. Os grandes autores relatam em suas obras o hábito da escrita manual e a troca de poesia nos romances de época.
Quando fui cursar o Científico em Maceió, na Escola Moreira e Silva, no Cepa, entabulei muitas amizades. Estava passando uma fase crítica e problemática por conta das brigas que eu tinha em casa com minha mãe, por causa dos nossos interesses que eram sempre tão diferenciados. Naquela época entabulei amizade com um rapaz espetacular, uma pessoa inteligentíssima e de muito bom coração.
Esse rapaz, primo do cineasta Cacá Diégues, morava na época bem pertinho do Moreira e trocávamos correspondências com muita frequência. Simpatizante da Seicho-no-iê, um movimento que foi iniciado por Taniguchi Masaharu, nascido no Japão, Léo passava livros para mim a respeito daqueles ensinamentos que eu achava muito profundos e que no começo tive dificuldade de entender.
Procurei me interessar por algum tempo por aquela filosofia, mas com o tempo fui despertando para outras causas e deixei para traz a leitura a respeito do tema. Quando cheguei na Ufal, recém-aprovada em Jornalismo, lá estava o Leonardo cursando Agronomia e se iniciando na música clássica na Reitoria.
Muito diferente daquele rapaz lourinho de cabelos estirados que eu havia conhecido no Moreira, ele nem me reconheceu. Fiquei tão triste com aquela atitude dele, que fiquei remoendo isso por alguns dias. Durante todo o curso eu perguntava pra mim o que eu tinha feito para aquele querido amigo que não me reconhecia mais. Depois encerrei o assunto e deixei que o tempo resolvesse a questão.
Na mercearia do meu pai, na Rua da Ponte, os moradores da Serra da Barriga procuravam informação dos familiares. Era lá que colocavam a referência e o endereço de entrega em suas cartas, para semanalmente, aos sábados, quando votavam da feira livre, procurarem informações dos parentes, para saber se tinham escrito alguma carta. Meu pai colocava tudo numa caixa de sapatos e quando chegava alguém procurando informações, nós íamos verificar se tinha carta daquelas pessoas.
Com a chegada do computador em nossas vidas formos perdendo o hábito de escrevinhar cartas e essa tendência natural da evolução tecnológica foi fazendo também com que a nossa escrita fosse ficando mais feia a cada dia. Hoje a minha assinatura se assemelha a de uma criança nos primeiros anos escolares. Antigamente a gente treinava no caderno de caligrafia para melhorar a letra e tinha até nota se fizesse bem feito. Bons tempos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Aumenta número de mulheres chefes de família


Comunicado n° 65 investiga causas do crescimento da proporção de famílias brasileiras com responsáveis do sexo feminino


Entre 2001 e 2009, o percentual de famílias brasileiras chefiadas por mulheres subiu de aproximadamente 27% para 35%. Em termos absolutos, são quase 22 milhões de famílias que identificam como principal responsável alguém do sexo feminino. A investigação das causas desse fenômeno está no Comunicado do Ipea n° 65: PNAD 2009 – Primeiras Análises: Investigando a chefia feminina de família.

O estudo foi apresentado nesta quinta-feira, 11 de novembro, em Brasília, e traz três hipóteses para a escolha de uma mulher como pessoa de referência no domicílio: a mulher ganha mais que o homem, possui mais escolaridade ou tem uma situação de trabalho mais estável. Segundo a coordenadora de igualdade de gênero do Ipea, Natália Fontoura (foto), nenhum dos três fatores pode ser apontado como determinante para a chefia feminina.

“A renda não é determinante porque as mulheres chefes de família, em geral, não ganham mais que seus maridos. Por outro lado, há uma relação, porque a renda das chefes é superior à renda das cônjuges”, explicou. A escolaridade também não é determinante, segundo a autora, porque tanto as mulheres chefes quanto as cônjuges são mais escolarizadas que os homens.

Quanto à qualidade do emprego, Natália diz que os números refletem as desigualdades existentes no mercado e que o fato de ter melhor ocupação não determina a chefia da família. “O sexo ainda parece ser mais determinante que qualquer outra situação para que uma mulher seja considerada responsável pela família”. Mais informações no site do Ipea, no link http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=6055:aumenta-numero-de-mulheres-chefes-familia&catid=10:disoc&Itemid=9

Experiência de quase morte

 Por Olívia de Cassia Cerqueira A experiência de quase morte para os transplantados, rendeu uma página da editoria de Cidades, especial para...