segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Libertação ...

Olívia de Cássia - jornalista

Você sabe que aquele relacionamento não está te fazendo bem, mas insiste; acha que aquela é a única maneira de ser feliz. Tenta de tudo e esquece até aquelas teorias que defendeu durante toda a vida. 

Teorias de libertação e independência da mulher; aquelas bandeiras feministas que passou o tempo todo defendendo; as bandeiras libertárias.

Você se envolve com alguém que não é capaz de acompanhar tuas ideias, mas de avalia que não pode viver sem a presença daquele outro, que não te valoriza como mereces e nem te ama como querias e mesmo se sentindo preterida, se sentindo humilhada, tu insistes em querer aquele que já não te proporciona bem-estar, felicidade e bem-querer, é o fim de tudo.  

Eu não entendia aquele sentimento que me oprimia como pessoa que sempre defendeu a liberdade, um mundo de leituras e conhecimento. A gente chega lá no fundo, quase no fundo do poço. Faz tudo o que pode e o que não pode também, se humilha e se dobra, se confessa culpada, mesmo não tendo culpa de nada.

Isso acontece quando a gente tem baixa autoestima, amor próprio ferido e  supervaloriza quem não te merece, como eu tinha sido até aquele dia. É um processo doentio e que faz a gente sofrer e passar por situações até vexatórias.

Todo mundo vê o óbvio, te alerta e te mostra que aquele não é o caminho, mas o aviso não adianta até você querer enxergar e perceber que existe outro mundo lá fora a ser vivido e que você pode ser feliz, independente de qualquer coisa e de alguém. Outros mundos, outros saberes, outras vivências e aprendizados.

Você aprende na marra; a vida te mostra da maneira mais dolorida e sofrida: as traições, o desprezo, desvalorizações e covardia e o quanto você foi passada para trás como uma tola e ingênua que se deixou levar por aquele sentimento besta e opressor.

Mas um dia a gente percebe que um covarde não reconhece seus erros e mente sempre; quer colocar a culpa de tudo nos outros, não admite nunca seus erros e vive de mentiras. Passa a acreditar naquele mundo de mentiras e sua rotina é só enganar outras mulheres e outras pessoas com sua realidade mentirosa e doentia.

A falta de transparência, de lealdade fazem o apodrecimento daquele sentimento, daquela relação egoísta e que se torna solitária. E você só alcança tudo isso depois que o tempo passa e te mostra o quanto você foi tripudiada e enganada.

Mas tudo passa e no fim tudo fica bem, como diz o poeta e vem aquela paz interior que te liberta das amarras, antes que tudo ‘se torne apenas o breu interminável do interior’, eu consegui me reerguer e levantar.

E então outros tempos vieram, outros aprendizados. Meu tempo aqui é curto, eu sei, mas aprendi que temos que viver como pudemos: tentando ser feliz, independente de outras pessoas. A felicidade precisa estar dentro da gente e só. Boa noite. 



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Gasto de pais com material escolar pode aumentar até 8%

Foto: Sandro Lima
 
Matrículas nas escolas começaram este mês, mas procura por material escolar ainda é pequena

Olívia de Cássia - Repórter - Tribuna Independente

O Sindicato das Livrarias e Papelarias do Distrito Federal (Sindipel), em matéria publicada no Jornal de Brasília (DF), no dia 23 de novembro, informou que, diante da alta da inflação e da oscilação do dólar, o material escolar deve ficar até 8% mais caro em 2015.
A afirmação foi contestada por uma proprietária de livraria e papelaria de Maceió, que não quis seu nome divulgado, nem foto publicada, porque disse ter receio de assalto. Ela observa que o aumento que tinha que acontecer no material escolar e didático, já houve em outubro deste ano, antes da eleição.
Neste mês de dezembro, as matrículas em algumas escolas de Maceió já começaram, mas a procura pelo material escolar ainda não deslanchou, segundo a empresária.
“As vendas não aqueceram ainda e você percebe pelo fraco movimento da loja; o pessoal aparece, sonda e vai embora: todo mundo está concentrado nas compras do Natal”, destaca.
Ela oberva que ainda não tem tabela, não tem lista, as matrículas estão começando agora, mas compra, não.
“Temos um histórico de pais que querem fazer viagens e deixam a lista e só voltam no final de janeiro para pegar o material. Estamos saindo dessa campanha que houve semana passada (Black Friday) e as vendas não aqueceram ainda”, ressalta.
A proprietária explica que nesta época do ano é comum ouvir a reclamação dos pais de alunos a respeito das extensas listas e do preço do material escolar. “Muitos pais avaliam que tem item desnecessário na lista que onera as despesas e o orçamento familiar.”
Para a dona de livraria entrevistada pela reportagem da Tribuna Independente, muitos pais sustentam as escolas, com itens da lista que deveriam ser oferecidos já por conta do alto valor das mensalidades. “No caso da educação infantil, tem escola que pede item como copo descartável, mas a criança já leva o seu individual de casa”, argumenta.
TRIBUTAÇÃO
Segundo a empresária, a tributação é excessiva para o comerciante. “A carga tributária não deixa a gente trabalhar; só para você ter uma ideia, na compra de uma simples caneta de marca tal, a gente paga 35,94% do valor de IPI”, destaca.
Procon vai realizar reunião com proprietários de escolas da capital
A reportagem procurou o Procon no final da tarde de terça-feira (2) e foi informada pela assessoria que ainda esta semana haverá uma reunião com proprietários de escolas para definir alguns pontos a serem observados. “O Procon vai começar a fiscalizar a venda de produtos escolares assim que for feita esta reunião e em seguida passará o resultado para a imprensa”, informou a assessoria.
As queixas dos pais, segundo a Tribuna Independente observou, são principalmente sobre a exigência de material coletivo, o que é proibido por lei, e a não especificação do uso dos produtos solicitados. Tem escola do ensino fundamental de Maceió que publicou na internet a lista de material exigido, com cerca de 30 itens.
Para Rayana Cunha Palhares, mãe de filhos no ensino fundamental, é um absurdo o que se exige nessas listas.
“Acho um absurdo. Se eles pedem um valor para comprar material de uso coletivo das crianças, por que a gente tem que comprar mais material ainda?”, reclama. “Na lista coletiva diz que a gente paga um pincel. Na outra (individual), pedem outro pincel”.
Tudo isso pesa no bolso do consumidor e o Procon deve discutir também essas questões na reunião, segundo a assessoria.
Projetos na Câmara Federal poderiam reduzir impostos
A mercadoria que está para chegar à loja da empresária, quando passa pelo posto fiscal de Porto Real do Colégio, “a gente já tem que pagar 10% referente ao total da nota fiscal; aqui nós primamos pela qualidade dos nossos produtos e não vamos vender material de terceira”, explica.
Um dos artigos com preços mais caros, mochilas estão entre os itens procurados pelos avós para presentear os netos no Natal (Foto: Sandro Lima)
Outro item complicado são os livros: “As editoras entram em recesso e só voltam em janeiro; é quando começam as chuvas nas estradas, que dificultam o transporte da mercadoria, em Minas, Espírito Santo e Bahia e a mercadoria chega avariada, por isso a demora, mas isso faz parte, para quem está no jogo”, explica.
SOLUÇÃO
Para solucionar o problema da tributação citada pela empresária, a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE) lembra que, no Brasil, há projetos que tramitam há mais de cinco anos na Câmara Federal e que poderiam reduzir ou eliminar os impostos sobre o material escolar. São eles: o Projeto de Lei 6705/2009 e a PEC 24/2014. A PEC 24/2014 estabelece o fim dos impostos sobre os materiais escolares.
A bacharela em Direito Rayana da Cunha Palhares disse que ano passado trocou os filhos de escola e explica que no momento da matrícula, pagou uma taxa estipulada para a aquisição de materiais, como caixa de giz, pincel e cola.
“Quando veio a lista de material individual, uma surpresa: lá estavam elencados materiais bem parecidos. Em uma lista, pedia-se uma cola de um litro, na outra, a mãe deveria comprar duas colas brancas. Tenho amiga que passou por situação parecida; isso é um absurdo e precisa ser fiscalizado”, reclamou Rayana Palhares.
‘Material representa acréscimo de até 20% no gasto anual da família’
Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares, todo o material solicitado no início do ano letivo e durante o ano, como os extras, representa um acréscimo de 15% a 20% no gasto anual das famílias com a mensalidade escolar.
A Lei 12.886/13 prevê o direito de os pais comprarem apenas o que o próprio filho vai consumir, individualmente ou coletivamente.
O texto diz: “Será nula cláusula contratual que obrigue o contratante ao pagamento adicional ou ao fornecimento de qualquer material escolar de uso coletivo dos estudantes ou da instituição”.
Segundo a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), em seu site, o material coletivo a que se refere a lei é o de uso de expediente, como material de limpeza, papel higiênico e sabonete. Itens como cartolinas, giz de cera e pinceis podem ser pedidos pela escola, para uso do aluno em sala de aula. Mas, para esses materiais, o centro de ensino deve especificar a finalidade de cada um.
MOCHILAS
Um dos itens procurados por avós para presentear os netos são as mochilas para transporte do material escolar, que os pais reclamam dos preços. Uma mochila com rodas, leiaute de desenho animado pode custar de R$ 78 a R$ 300 na loja visitada, dependendo da marca. “Tem muita avó que procura e compra mochilas para presentear os netos no Natal”, finaliza a empresária.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O que passa?

Olívia de Cássia – jornalista

O que passa na cabeça de um jovem, nos dias de hoje, eu ainda não sei definir. Alguns podem argumentar que há falta de políticas públicas, cultura e lazer nas comunidades, para integrar a juventude na sociedade e ocupar as suas mentes e corações. São muitos os argumentos e as linhas de pensamento que se afiguram.

Nesta fase da vida, grande parte do aprendizado ocorre fora das áreas protegidas do lar e da religião, a conversa torna-se parte importante do processo. É verdade que este grupo de pessoas não tem sido contemplado com a atenção necessária pelos setores sociais e por alguns gestores.

Menos ainda o jovem do campo, que enfrenta enormes barreiras, principalmente no acesso à educação formal e informações em geral, apesar de ter havido uma melhora substancial no que diz respeito ao tema.

Estamos vivendo dias complicados, no que diz respeito à questão da juventude brasileira. Estamos diante de quadros que chegam a preocupar: uma juventude agressiva, que maltrata morador de rua, que simula assaltos a pessoas humildes para se divertir ou que se perdeu no mundo da droga, por problemas diversos, gerados em lares insalubres e com problemas de relacionamentos.

Entrevistei o psicólogo Roberto Lopes Sales há poucos dias, para uma reportagem sobre os efeitos do crack no organismo e ouvi do especialista várias explicações que me convenceram a afirmar que é preciso um olhar diferenciado para com a nossa juventude.

Os jovens sempre foram vistos como rebeldes e contestadores, pelo menos os da minha geração: a maioria de nós queria conquistar mundos; nossa rebeldia era contra valores impostos, a favor da liberdade sexual, da liberdade de expressão, movimento paz e amor, influenciado pelos hippies e pelo festival de Woodstock; a rebeldia do rock in roll.

Éramos contestadores de um sistema, vivíamos em plena ditadura e queríamos ser livres e felizes, mas nosso contexto era mega diferente do que acontece nos dias de hoje. O que quer a juventude atual, quando esgotadas todas as suas possibilidades de transgredir e não tem um limite que os impeça disso, agride pessoas humildes só com o objetivo de ‘tirar onda’?

Recentemente em Maceió tivemos o exemplo de jovens de classe média que simularam um assalto a um pedreiro, tomaram seu celular e ainda gravaram um vídeo que foi amplamente compartilhado na internet, nas redes sociais. À polícia, um deles  disse que tudo não passou de uma brincadeira e que a intenção dos três era fazer uma 'pegadinha' com a vítima.

O que pensar de uma atitude assim¿ Pode ser e é verdade, que falta política pública para a juventude, equipamentos de cultura e lazer, gratuitos,  em número adequado às necessidades da grande quantidade de jovens que há nesse país, mas na minha humilde avaliação, algumas situações são questão de educação, de valores e princípios mesmo.

Falta humanidade, solidariedade e fraternidade a quem age de forma agressiva como estamos vendo nos últimos dias. E não é porque é jovem que tem que se passar a mão por cima e deixar fazer tudo o que quer, sem repreensão.

Está havendo também, no meu entender, a perda de autoridade por parte dos pais. Eu não pari, não tive filhos e talvez alguns digam que é fácil falar quando não se está na pele do outro. Mas antigamente a gente respeitava pai, mãe, os mais velhos e os professores eram reverenciados como se fossem da família ou nossos pais.

Mas ainda bem que temos muitas exceções a esses exemplos perversos e negativos e que nos entristecem. Precisamos acreditar em uma juventude participativa, rebelde com causa, solidária e que abrace causas de responsabilidade social, para que o mundo se torne melhor. Fica a reflexão. 

Heberth Azzul comemora 30 anos de carreira em luau na Garça Torta

Ele vai estar acompanhado dos músicos Baygon (baixo) 

e Jeff Joseph (bateria). O shoe, conta, ainda,

 com a participação especial do VJ James B.

Lucianna Araújo - assessoria
No próximo dia 6, sábado, noite de lua cheia, o cantor Heberth Azzul, que já foi baixista do Alceu Valença e mora no Rio, comemora 30 anos de carreira em um luau na Praia de Garça Torta, no Bar e Restaurante Quintal. O evento também vai contar com o VJ James B.
Alagoano da cidade de Arapiraca, Azzul está de férias em Maceió, comemorando 30 anos de carreira. Ele é afilhado, músico e parceiro de Alceu Valença, com quem produziu, tocou contrabaixo e fez vocais nos CDs "Sete Desejos", "Batuques e Ladeira", "Forró Lunar", "Janeiro a Janeiro", "Alceu Valença Ao Vivo em Montreux", e "Sol e Chuva".
Para o show de sábado,  Azzul vai fazer um link entre os CDs "Maré", "Um Cata-Vento Pra" e "Água de Goa" (2014), seus três últimos trabalhos autorais. Ele promete uma noite repleta de surpresas, com um repertório diversificado, que vai do reggae ao maracatu, passeando pela MPB, rock, coco de roda e outros sons regionais.
Ele vai estar acompanhado dos músicos Baygon (baixo) e Jeff Joseph (bateria). O shoe, conta, ainda, com a participação especial do VJ James B.
"Esse show é uma viagem de trinta anos de carreira. Contarei momentos engraçados, vividos durante esse tempo todo cantando e tocando. Claro que vai ser uma noite descontraída, com muita música em parcerias que fiz com cantores da MPB, como Jorge Vercilo, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, o nosso alagoano Osman, músicas inéditas e outras conhecidas do grande público, como as de Lenine e Chico César", garantiu Azzul.
Heberth Azzul tem vária músicas gravadas por grandes nomes da MPB, a exemplo de Elba Ramalho e Alceu Valença. A música ”Pétalas”, de sua autoria, ganhou o Prêmio Sharp de Música. Suas composições também brilham no cinema nacional: novamente “Pétalas” aparece como tema principal do filme Novela (ganhador de melhor filme estrangeiro, no Festival do Filme Independente de Nova York).
Outra composição de Azzul, "Há Leblon", faz parte da trilha de “Minha Vida em Suas Mãos”, produzido e protagonizado pela atriz Maria Zilda Bethlem. Heberth Azzul participou de diversos festivais nos Estados Unidos, Canadá, França, Holanda, Portugal, Itália, Espanha, Alemanha e o tradicional Festival de Montreux, na Suíça.
Ele Foi o intérprete da música "Antenome", de Chico César, no Festival da Música Brasileira, da Rede Globo, em 2000. Gravou, ainda, o CD "BPM VOL. 2", em parceria com Marcelo D2, além do Song Book de Gilberto Gil, entre outros projetos. Em 2013, sua música "Embolar na Areia", que fala sobre Alagoas, abriu o CD de Elba Ramalho, indicado ao Grammy Latino.
SERVIÇO:
O QUÊ:  luau/show do cantor e compositor Heberth Azzul
QUANDO:  sábado, dia 6 de dezembro, no Quintal, Restaurante e Música e Bar
ONDE: Praia de Garça Torta
Endereço: Rua São Pedro, 460 (por trás do Restaurante Lua Cheia, próximo à Apcef (Associação da Caixa Econômica Federal). Informações e reserva de mesas limitadas: 9939-0391.

'Qualidade de vida das pessoas idosas melhorou’, diz especialista

Foto: Sandro Lima

Para Francisco Silvestre, saber usufruir de todos os momentos ajuda a viver melhor
Para Francisco Silvestre, saber usufruir de todos os momentos
 ajuda a viver melho
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Adoção de práticas saudáveis e esportivas contribui para bem-estar, diz gerontólogo


Olívia de Cássia - Repórter
/ Tribuna Independente

Segundo o gerontólogo e professor Francisco Silvestre dos Anjos, coordenador do Curso de Agentes Sociais de uma faculdade particular de Maceió, a qualidade de vida do idoso brasileiro melhorou, devido à adoção de práticas saudáveis e esportivas.
“Isso contribui para o envelhecimento com mais saúde, mas para isso é muito importante que seja acompanhado por condições que levem ao bem-estar físico, mental, psicológico e emocional, além de relacionamentos sociais, saúde e educação”, observa.
Segundo o gerontólogo, algumas dicas podem contribuir para a melhoria na qualidade de vida do idoso como: “Conquistar amizades, sorrir, viver, dançar, praticar atividades físicas, namorar, ter alimentação equilibrada que auxilia na prevenção de várias doenças; a prática regular de atividades físicas; saber usufruir de todos os momentos de lazer, assim como compartilhar as experiências vividas; isso possibilita uma boa relação com as pessoas”, observa.
O professor adverte também que a pessoa da terceira idade precisa estar de bem com a vida, cuidar da sua autoestima e realizar várias atividades que tragam alegria e bem-estar: “Acreditar em algo e cultivar a espiritualidade, que também auxilia a manter a saúde emocional”, destaca.
Francisco Silvestre explica ainda que as pessoas que estão na terceira idade hoje são chamadas de ‘baby boom’: “São aquelas do pós-guerra, a geração paz e amor que defendia a liberdade sexual, liberdade de viver, da liberdade de expressão, movimento hippie, aqueles movimentos sociais todos que vieram, eles vieram com vontade de viver”, avalia.
‘Viver depois dos 70 é uma glória’
Segundo Francisco Silvestre, “chegar a viver depois dos 70 e ainda ter uma perspectiva de vida de 20 anos, é uma glória”, pontua.
Ele observa que a qualidade de vida do idoso se deve também ao querer viver mais: “Essa fase chama-se ‘maturescência’, se tornar maduro com irreverência”, destaca.
Segundo Francisco Silvestre, o medo que tem a atual geração da terceira idade é a Aids, pois as pessoas da terceira idade não estão se cuidando. Ele acrescenta que o idoso está mais viril, praticando mais exercício, comendo melhor, e não está mais ligando para a questão da proteção e por isso o número de infectados cresceu.
Gilberto Teodósio tem 55 anos e está no curso de Agentes Sociais, para pessoas da terceira idade. Ele disse à reportagem da Tribuna Independente que está realizado.
“Evoluí muito, depois que comecei a fazer o curso; cresci, não só no âmbito pessoal como em relação à família, às amizades: você cria um ambiente prazeroso que rejuvenesce e sente a necessidade de aprender mais, vai evoluindo quando encontra uma matéria nova, tarefas novas e outras conquistas”, avalia.
Rosenval da Silva Santos é funcionário público, tem, 58 anos e está fazendo uma falculdade. Diz que teve incentivo dos colegas de trabalho, porque antes não sabia de nada. “Fiz o supletivo (fundamental e médio) e hoje estou aqui, satisfeito”, observa.
Ele atribui o aumento da expectativa de vida observada pelo IBGE, à melhoria da qualidade de vida das pessoas da terceira idade, à educação. “Faço exercícios, durmo na hora certa: enquanto a juventude não quer nada e está entrando na droga, nós da terceira idade queremos”, finaliza.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

E de repente...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

E de repente, dezembro chegou;
O riso tomou conta da gente,
Lá se foi o pranto e a tristeza,
A quimera dos apaixonados,
Estamos vivos e dependemos de nós.
A esperança e a alegria 
Estão presentes em nós,
É dia: o sol raiou e trouxe o calor,
Apagou as mágoas
E nos deixou mais forte.
E viva a alegria...

domingo, 30 de novembro de 2014

Estresse ocupacional final de ano pode gerar problemas de saúde

Estudo indica que 70% dos trabalhadores vivem no limite

Olívia de Cássia – Repórter

 O estresse ocupacional é assunto sério e pode acarretar problemas  de saúde ao trabalhador, como falta de produtividade; custos para as empresas e impactos na sociedade. Dados recentes de um estudo indicam que 70% dos trabalhadores brasileiros tendem a ficar mais estressados no final do ano. 

O motivo desse resultado são as temidas metas e balanços do fim de ano das empresas e esse é o período de avaliar o que está faltando para bater as metas e correr atrás para fechar o ano positivamente.

Pesquisas apontam que pessoas submetidas a longas jornadas estressantes de trabalho tendem a ter problemas comportamentais graves.  No final do ano, devido a essas atividades que têm que cumprir, com ultimatos para balanços e tarefas indispensáveis, esse processo é mais acelerado.

Os bancários são a categoria que mais sofre com jornadas extenuantes de trabalho, principalmente no cumprimento das metas de fim de ano. Segundo José Marconde, diretor de Saúde do Sindicato dos Bancários, os trabalhadores dos bancos necessitam de condições de trabalho que de fato possibilitem a proteção e a promoção à saúde.

“Só para citar um exemplo, em 2013, o INSS registrou 18.671 bancários doentes, afastados do trabalho. Do total de auxílio-doença acidentário, 52.7% são devido a  transtornos mentais e do sistema nervoso. Entende-se que há uma subnotificação, pois muitos bancários trabalham doentes, à base do consumo de medicação tarja preta”, reclama.

Segundo o diretor do Sindbancarios, os trabalhadores nas empresas financeiras, principalmente devido a pressão para o cumprimento de metas inatingíveis, aumento descabido de produtividade e assédios moral, as doenças relacionadas ao sofrimento mental já superam as doenças do sistema musculoesquelético (casos de Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho - LER/DORT).

“No Brasil, os bancários estão dentre as categorias mais acometidas por doenças e acidentes do trabalho como fruto do modelo de gestão adotado pelos bancos. Esse modelo de gestão está diretamente ligado à selvageria pela busca por lucros cada vez maiores e exorbitantes”, disse.

José Marconde argumenta que com o aumento das demandas de fim de ano, o problema se agrava ainda mais. “O bancário pede socorro. A falta de condições necessárias para o bom desenvolvimento do trabalho nas agências e unidades bancárias gera transtornos e adoecimento e sobra assédio moral, com imposição de metas inatingíveis e ameaças de descomissionamento”, explica.

Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários, os problemas enfrentados pela categoria vão desde agência faltando empregados e os trabalhadores lotados sendo sobrecarregados; filas enormes e clientes aviltados e impacientes. “O resultado são empregados estressados e vítimas de doenças físicas e psicológicas”, pontua.

O diretor afirma ainda que a redução dos postos de trabalho; o ritmo intenso, desgastante e penoso da carga de trabalho; a cobrança massacrante por metas inatingíveis; as más condições de trabalho (física, ergonômica, organizacional, outras); a falta de valorização da categoria bancária, inclusive com remuneração que faça jus ao lucro que produz; o assédio moral e demais violências físicas e psíquicas estão  entre os fatores estressantes e de adoecimento na categoria.

José Marconde alerta que é preciso assegurar melhores condições de trabalho e a valorização da categoria. Segundo o diretor, há leis e conceitos de ética e de direitos humanos que devem ser respeitado, como o cumprimento das convenções da Organização Internacional do Trabalho.

“Essas convenções foram homologadas pelo Brasil, as quais determinam a participação dos trabalhadores nos assuntos relacionados às condições de trabalho, à organização livre dos trabalhadores nos locais de trabalho, à autonomia necessária dos serviços de saúde das empresas, dentre vários temas”, observa.

Para José Marconde, é preciso que  acordos e leis sejam cumpridos e não estão. “Por exemplo, o banco discutir as metas, a organização do trabalho, a prevenção de doenças, a reabilitação ocupacional, a promoção de saúde, conjuntamente com os trabalhadores e sua representação sindical”, destaca.

POLICIAIS

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais (Sindipol\AL), Josimar Melo, doenças adquiridas por conta do trabalho como dependência química, alcoolismo, depressão, diabetes, hipertensão e outros problemas psíquicos são comuns na categoria policial.

“Normalmente o policial não consegue relaxar; a adrenalina sobe e ele não consegue chegar logo ao estado normal, depois de uma ocorrência policial, leva tempo e muitas vezes faz uso de calmantes para aguentar a pressão do dia a dia, adquirindo problemas ocupacionais às vezes irreversíveis”, observa.

Segundo o presidente do Sindpol, o Estado não oferece o tratamento adequando quando o profissional da segurança precisa e uma das reivindicações da entidade é que o Estado tenha acompanhamento psicossocial para atender os policiais. “A maioria dos que conseguem se aposentar é por problemas graves de saúde”, destaca.

Psicóloga alerta que empresas precisam estar atentas à saúde dos funcionários

Arquivo particular
“As empresas, hoje, precisam estar atentas à saúde dos seus funcionários e oferecer condições para que o estresse não tome conta da sua vida pessoal e profissional”, comenta a psicóloga Rose Mendonça, com formação em Psicologia e Psicoterapia humanista-Gestalt terapia.

Segundo ela, por meio de programas de antiestresse é possível contemplar o incentivo à prática de atividades físicas, meditativas, exercícios de respiração e de relaxamento que de fato amenizam esse estresse. 

Rose Mendonça ressalta que, quando o trabalhador sentir sintomas de ansiedade, fadiga e cansaço por conta de excesso de trabalho, deve procurar um profissional capacitado, na empresa ou fora dela, para pedir orientação.

 “Para evitar tais problemas deve ser feita uma lista de atividades e o trabalhador deve organizar ao máximo seu ambiente de trabalho. Com essa organização evitará o desperdício de tempo, que gera a temida ansiedade e o desgaste próprio de cada atividade”, destaca.

Ela ressalta que sempre aconselha seus pacientes que digam não, quando necessário, colocando limites em situações difíceis de serem administradas; que mantenham o diálogo com colegas de trabalho promovendo um ambiente agradável; “respeite o horário de intervalo dando um pequeno descanso para sua mente e corpo; faça atividade física, que reduz o nível de tensão, previne a fadiga e o estresse”, ensina.

A psicóloga argumenta também que desorganização no ambiente ocupacional, falta de clareza nas regras, normas e nas tarefas que devem ser executadas contribuem para isso. A especialista explica que ambientes insalubres e falta de ferramentas adequadas também causam estresse.

 “Sensação de insegurança no emprego; de insuficiência profissional; pressão para comprovação de eficiência ou, até mesmo, a impressão continuada de estar cometendo erros profissionais”, são fatores atribuídos ao cansaço de fim de ano.

Outros fatores que podem causar mais estresse no final do ano para os trabalhadores  também são apontados pela psicóloga clínica Rose Mendonça como determinantes para essa fadiga mental: “Conflitos, frustrações e ou desavenças conjugais, falta de motivação, de projetos, ocupar a mesma função por muitos anos sem perspectivas de crescimento profissional, entre outros motivos”, pontua.

Com a globalização, o mercado cada vez mais competitivo e a era da informação, as empresas tem que produzir mais, dar mais retorno, com mais agilidade, mais inovações. A pressão é automaticamente passada para os trabalhadores. Começa então a espiral ascendente de desgaste, ônus para a saúde, custos humanos, empresariais e sociais.

Rose Mendonça avalia que é preciso que as empresas melhorem as condições físicas do trabalho com a adoção de ferramentas adequadas às pessoas: investir no aperfeiçoamento pessoal e profissional dos funcionários, oportunizando a realização de cursos profissionais e vivências socioeducativas.

Para a psicóloga clínica, é preciso que o trabalhador também adote algumas atitudes, para minimizar ou prevenir o estresse no ambiente de trabalho. Segundo Rose Mendonça, a manutenção de uma política de recursos humanos que valorize o desenvolvimento humano de maneira continuada é um excelente caminho, não apenas em relação ao estresse de final de ano.

Metas abusivas e desumanas são responsáveis pelo desgaste do trabalhador


Foto: Sandro Lima

O psicólogo do comportamento e professor de uma faculdade particular de Maceió Roberto Lopes Sales avalia que as metas voltadas para algumas profissões, muitas vezes são desumanas.  Segundo ele, além do desgaste natural de o trabalhador querer fazer um atendimento contínuo, em determinado horário, ele trabalha para cumprir, forçado, aquelas determinações.

“Eu venho de uma família de bancários e percebo que muitas vezes essas metas podem gerar até uma doença mental, em casos mais graves: problemas como afastamentos do trabalho, por conta de doenças adquiridas; Lesões por Esforços Repetitivos (LER\Dort); além de comportamentos desgastantes e depressão, são alguns dos problemas mais comuns que afetam os trabalhadores”, observa.

Segundo Roberto Sales, essas pessoas vivem no automático; voltadas para atingir aquelas metas e quando terminam, já têm que atingir outra. “Conheço pessoas que trabalham também no ramo imobiliário que vivem assim; às vezes tendo que produzir essas metas, que não são simples, mas abusivas, de ter que vender milhões”, destaca.

Na visão do psicólogo, alguns sérios problemas gerados no estresse adquirido, principalmente no final de ano, dificultam a qualidade de vida desses trabalhadores, principalmente no final do ano.

 “Existe uma exaustão, com relação ao trabalho árduo e contínuo que quando a pessoa chega em casa, só deseja dormir, relaxar e fugir daquele contexto e aí muitas vezes acontece grandes problemas familiares, sociais, o uso abusivo do álcool e das drogas, para que o indivíduo saia da realidade e viva uma condição de fantasia, agindo dessa forma para fugir de uma situação estressante e traumática”, pontua.

São várias as profissões elencadas como estressantes pelo Ministério da Saúde: bancários, médicos, policiais militares, enfermeiros e professores, entre outras profissões. No caso dos policiais, o psicólogo destaca que esses trabalhadores vivem o tempo inteiro com medo de morrer.

“Ele quer viver em favor dos outros, mas quando está sozinho tem que viver em momento de vigília e isso causa uma série de problemas nele, porque nunca está relaxado, em alguns casos gera comportamentos doentios”, pontua. 

Incômodos acentuados

 Olívia de Cássia |Cerqueira Hoje sinto os tais incômodos, sendo que mais acentuados. Avalio agora que já eram sintomas da Ataxia cerebe...