quarta-feira, 17 de julho de 2013

Reflexões de hoje


Olívia de Cássia - jornalista

Tenho pensado muito nos últimos tempos que a gente pode melhorar o nosso desempenho na vida quando acredita que tudo pode ser diferente e mais positivo quando estamos de bem conosco e com a vida.

Essa constatação se deu desde o momento em que eu resolvi adotar em minha vida outro comportamento, outra conduta, procurando melhorar a minha autoestima. Percebi que apesar das dificuldades que surgem na minha rotina atrapalhada, eu tenho conseguido superá-las com mais firmeza, com discernimento.  

Mas chegar até esse estágio não é fácil. Cansei de ter pena de mim, cansei de me ver como alguém que quase não dava certo e que tudo era muito  atrapalhado e visto de forma dificultosa.

Não quero mais me sentir como se eu fosse um estorvo e isso eu já sei. São passos que às vezes podem parecer difíceis de dar, mas que a gente vai conseguindo quando se percebe de outra forma, sem autopiedade e sem comiseração.

Essa fala pode até parecer uma mensagem de autoajuda; que seja, mas tenho me tornado um ser humano melhor, sou hoje mais positiva, sem medos bobos e sem a renúncia de meus melhores sentimentos.

Todos nós queremos ter uma vida feliz e sabemos que se adotamos uma atitude positiva o retorno será melhor do que teríamos com uma atitude ao contrário. 

Às vezes, por diversas situações na nossa vida, seja por conta de um amor perdido, de uma dispensa no emprego ou da perda de um ente querido, somos afetados de alguma forma, impiedosamente.

Nessas horas, se não mantivermos um pouco de dignidade e afeição por nós mesmos,  se não tivermos afeto nossa qualidade de vida vai abaixo e podemos nos tornar pessoas amargas, até agressivas, às vezes atropelando todo mundo.

Percebi, ao longo dessa minha trajetória que esse comportamento adverso não nos leva a lugares muito salutares e muito menos perfeitos. Com isso nos tornamos pessoas sem muita graça e indesejáveis até, por conta do nosso pessimismo e da forma negativa com que vemos o mundo.

Depois de muitas idas e vindas eu resolvi me amar e deixar de ter pena de mim, deixar de ficar lamentando a perda de um amor que já não me acrescentava nada e que só queria me tirar o que eu tinha de melhor, deixar que a minha coragem superasse meus medos.

Mas a gente só percebe isso muitas vezes quando  apanha muito da vida e chega quase ao fundo do poço para poder se reerguer feito uma fênix, o pássaro da mitologia grega que ressurgiu das cinzas.

Tenho pensado muito em algumas situações que vivi e cada vez eu me convenço de que saí fortalecida disso tudo.  Em muitas ocasiões, a vida exige que a gente jogue a toalha e peça arrego; em outras a vida pede que você arregace as mangas e vá à luta, que busque conquistar seus sonhos e que não se deixe dominar. Fica a reflexão para esta noite.

Premiação da Olimpíada de Língua Portuguesa reúne alunos e profissionais da educação

Foto: José Marcelo Pereira
Com informações do Blog do José Marcelo Fotos
Nesta segunda-feira, 15, aconteceu no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed), em União dos Palmares, a premiação para alunos e professores da Olimpíada Municipal de Língua Portuguesa 2012. 
A professora Marcia Susana, coordenadora do Núcleo de Identidade Etnicorracial (Nier) e do Espaço Cultural Acotirene  (Esca), da Secretaria Municipal de Educação de União dos Palmares, foi quem conduziu os trabalhos.
A mesa de abertura contou com a participação do secretário municipal de Educação, Ricardo Praxedes, da diretora de Gestão, Lenice Leão Correia, da diretora de Ensino, Maria Goretti Galvão, da coordenadora das Olimpíadas de Língua Portuguesa, Edenúzia Figueiredo Freire, e do diretor da Escola Municipal Edvar de Souza, Evanes Alves.
O secretário Ricardo Leão disse que os poemas, memórias e crônicas enalteciam o que de melhor tem o município de União, que é seu povo e sua cultura. Ricardo Leão lembrou no seu discurso que essa premiação só foi possível graças ao empenho da ex-gestão municipal, que estavam à frente do projeto.
"Muita dedicação e paciência, já que estamos trabalhando com crianças, pré-adolescentes e adolescentes", essas foram as primeiras palavras do professor Evanes Alves em seu discurso. O diretor atentou para que aos profissionais da educação envolvam os pais dos alunos no empenho de sua educação e nas tarefas escolares.
A coordenadora das olimpíadas, Edenúzia Figueiredo, explicou que o projeto vem sendo desenvolvido em União desde 2010, com estudantes da rede municipal. "Não estamos atrás de novos talentos, estamos contribuindo para que alunos possam ter o prazer de ler e escrever melhor", disse Edenúzia.
Muitos professores relataram as experiências com os trabalhos desenvolvidos em sala de aula. A professora Maria Margarida, da Escola Salomé da Rocha Barros, mencionou que alunos abraçaram com carinho o projeto e que todos os dias recebia uma carga de otimismo deles. Geovana Lima Dias, que estuda na Escola Salomé, recebeu um dos prêmios na categoria memórias.
As instituições da zona rural foram bem representadas por alunos e professores que apresentaram seus trabalhos. A aluna Sandriele dos Santos Silva, da Escola Pedro , sítio Cavaco, foi muito aplaudida por seu poema "Solo Sagrado".
Outra representante da zona rural foi a estudante Vitória Berto da Silva, da Escola Dr. José de Medeiros Sarmento. Segura, a adolescente leu seu poema "O que tem na minha terra".
Outras escolas também tiveram seus representantes, como Antônio Gomes, Padre Donald, Fernando Juazeiro, Laura Pereira. A tarde contou, ainda, com Rodrigo Santos, que recitou outros poemas. 

União dos Palmares recebe Conferência sobre Igualdade Racial nesta quinta-feira

Etapa palmarina é preparatória para III Coepir e reúne municípios dos vales do Mundaú e Paraíba

Por Marcos Jorge

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, realiza nesta quinta-feira (18), a partir das 8h, em União dos Palmares, a etapa da Regional do Vale do Paraíba e do Mundaú preparatória para a III Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (III Coepir). O evento acontece no auditório da Prefeitura do Município, situado à avenida Marechal Deodoro da Fonseca, Centro.

A programação começa às 9 horas, com a mesa de abertura “Democracia e Desenvolvimento sem racismo; por uma Alagoas Afirmativa”, apresentada pelo superintendente dos Direitos Humanos, Geraldo de Majella. Também proferem palestras o professor de Antropologia da Uneal Edson Bezerra; o técnico pedagógico da Secretaria de Estado da Educação e coordenador do Curso de História do Cesmac, Zezito Araújo; o coordenador nacional de Formação dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNS), presidente do Centro de Cultura e Estudos Anajô e conselheiro Nacional de Políticas para Igualdade Racial (CNPIR), Helcias Pereira.

A programação inclui os seguintes eixos temáticos: Estratégias para o desenvolvimento e o enfrentamento ao racismo; Políticas de igualdade racial no Município e no Estado: avanços e desafios; Arranjos Institucionais para assegurar a sustentabilidade das políticas de igualdade Racial – Sinapir; e Participação política e controle social: igualdade racial nos espaços de decisão; mecanismos de participação da sociedade civil no monitoramento das políticas de igualdade racial.

Outras regiões

No dia 25, acontece a de Arapiraca, atingindo toda parte do Agreste. E dia 31 ocorre a de Maceió, envolvendo tanto a Região Metropolitana quanto o litoral Norte.

As conferências regionais têm como propósito propor, avaliar e discutir os avanços e desafios da política municipal em defesa dos direitos de todas as etnias vulneráveis ao preconceito racial, social, cultural, religioso e todas as formas de intolerância. Durante o evento, que apresenta como tema “Democracia e desenvolvimento sem racismo: por uma Alagoas afirmativa”, serão eleitos os delegados que participarão da fase estadual, que acontece nos dias 19 e 20 de agosto.


Fonte: Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Um Palmares sem liberdade

Foto: João Paulo Farias

Fabiana Moraes - Jornal do Commercio - 
Edição de domingo 14 de julho de 2013
fmoraes@jc.com.br


"Dizem que essa é a terra da liberdade, mas que liberdade é essa que eu não posso nem melhorar o lugar onde vivo?". Seu Louro, nome pelo qual Benoino Ferreira de Moraes, 59 anos, é conhecido, abre a porta da casa e aponta para o chão de terra. Comprou material para fazer um piso novo mas, quando o caminhão chegou com a areia, o guarda que permite ou não acesso de veículos até a sua residência barrou a entrada. Além da sala sem piso, os quartos estão sem reboco e o banheiro é precário. Funciona fora da residência, apesar de o comerciante e pedreiro ter iniciado um interno. Nunca terminou. Foi impedido pela Justiça.

Seu Louro faz parte de uma das 16 famílias que moram na Serra da Barriga, em União dos Palmares, Alagoas. Ali funciona o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, dedicado a evocar o local onde existiu, durante quase cem anos (entre o final dos 1500 e 1695), a maior resistência negra no período da escravidão. Estima-se que 20 mil pessoas viveram ali, e não apenas negros - mais índios e brancos procurados pelas forças repressivas de então (há pesquisadores que falam em 35 mil habitantes). Espalhavam-se por dez aldeias. A serra onde vive o comerciante era considerada a "capital" da República dos Palmares, como o quilombo também é denominado.

Ele comemora o fato de morar em um local de natureza privilegiada, longe da poluição e da violência e de inestimável valor histórico - mas os contínuos constrangimentos pelos quais vem passando nascem justamente por sua presença naquela área, onde chegou há 20 anos. Conta que sua família não foi questionada durante muito tempo. Pelo contrário: sempre foi vista como uma espécie de "salvadora" dos turistas que vão até a Serra e, no terraço da casa simples, são servidos de tapiocas e beijus, além de café e refrigerante. Lá também são oferecidos almoços, feitos por encomenda. O "salvadora" explica-se: como o único restaurante construído no local(o Kúuku-Wáana) só funciona praticamente uma vez ao ano, no mês de novembro, quando celebra-se o Dia da Consciência Negra (20), não há outro local para matar a fome a não ser na casa de Seu Louro.

Foi o próprio que, ao ver o carro de reportagem, aproximou-se para falar sobre sua situação ali. Conta que criou sete filhos no local, todos eles já adultos e nenhum vivendo mais naquele lar. Conta que plantava macaxeira, milho e laranja, mas precisou abandonar as culturas por conta das novas regras de preservação e recuperação da mata (que já foi bastante castigada, por isso o impedimento de roças). Que não tem água em casa desde dezembro. Que, quando os turistas chegam e pedem para usar o banheiro, ele diz que não pode permitir o acesso, mas é porque não tem água mesmo. "Meus vizinhos que são idosos... eu fico com pena, fico mesmo. Eles precisam ir buscar água longe, não podem ter um banheiro dentro de casa, é perigoso", diz, apontando para a pequena residência de um senhor chamado Cícero Leopoldino, que não estava na casa no momento em que a reportagem visitava o parque.

A permanência das famílias que residem no platô da Serra começou a ser questionada de maneira enfática a partir do final de 2011, depois que a Polícia Federal realizou uma vistoria no local para checar se havia desmatamento. Foram três dias de inspeção. No ano seguinte, uma ação do Ministério Público Federal(autoria da procuradora da República Niedja Kaspary) apontou irregularidades que teriam sido identificadas em uma análise realizada a partir de 2007, ano em que o MPF solicitou inquérito para apurar denúncias contra crimes ambientais - as famílias que vivem na Serra da Barriga seriam as autoras das contravenções. Vale lembrar que o local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(Iphan) em 1986 (já o Parque Memorial foi implantado em 2007, justamente quando PF iniciou investigação). Por isso, é curioso que, mais de 20 anos depois do tombamento, é que a presença das famílias seja vista como um impedimento para a preservação.

"LEI É LEI"

Diretor de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da Fundação Palmares (autarquia federal responsável pelo Parque Memorial), Alexandro Reis adota o discurso do "lei é lei" e diz que a reintegração de posse da área para o Iphan é uma ação da Justiça Federal que precisa ser cumprida.

"As famílias que viviam ali na época do tombamento foram indenizadas. O parque é um patrimônio do País... É claro que não vamos deixar que elas saiam de todo jeito, nós precisamos verificar para onde vão, como vão... Não adianta apenas despejar as pessoas." Assim, transfere para a PF o impedimento da feitura do prosaico piso da sala de Seu Louro que, com a possibilidade de sair da Serra da Barriga, não pode realizar benfeitorias no seu imóvel- embora, curioso, ele e seu pequeno restaurante sempre tenham sido atração e apoio para quem vai até o Parque. É possível inclusive encontrar foto e matéria sobre o pedreiro e comerciante no próprio site da Fundação Palmares, como a publicada no dia 16/11/2010, na qual ele aparece processando mandioca na casa de farinha (em http://www.palmares.gov.br/563-2/).

O não funcionamento do equipamento, aliás, é motivo lamentação do comerciante. "Antes, quando eu podia usar a casa de farinha, conseguia vender a tapioca por R$ 1. Agora não podemos mais, porque é só para os turistas verem... eu tenho que comprar a farinha pronta", conta Seu Louro, que hoje cobra R$ 2 pela tapioca. Outros moradores da área também usavam a moenda. "A casa de farinha faz parte do memorial. É possível deixar que as pessoas sentem nas cadeiras expostas em um museu? É a mesma coisa", diz Alexandro Reis.
A diferença é que, como mostra a experiência dos moradores, o equipamento era utilizado para sobrevivência - como um dia foi usado pelo moradores do Quilombo dos Palmares - não para mera contemplação. Talvez, inclusive turisticamente, fosse mais interessante ver a casa de farinha realmente sendo utilizada.
Só quem chegou antes poderá ficar

O diretor de Proteção ao Patrimônio Afro Brasileiro da Fundação Palmares, Alexandro Reis, diz que algumas das famílias que hoje pedem para continuar na Serra chegaram após o tombamento - apenas aquelas que estavam ali antes poderiam, em tese, ser mantidas. Seu Louro, no caso, diz ter chegado há 20 anos, ou seja, bem depois do tombamento. Questionado porque foi então permitida a construção de várias casas quando a Serra da Barriga (230 hectares) já era posse do Iphan, Reis diz: "É uma pergunta que eu gostaria de poder lhe responder".

Atualmente, o parque, que tem verba anual de manutenção de R$ 500 mil, recebe uma média de 1.200 visitantes ao mês, segundo o diretor. O acesso é gratuito. Grande parte dos que vão ao local são estudantes e pesquisadores.

O potencial turístico do local é enorme, mas pouco explorado - uma exploração que poderia ter molde sustentável e com propósito de gerar renda para a própria população remanescente de quilombolas. O restaurante fechado durante todo o ano é um exemplo. A princípio, ele deveria funcionar, em parceria com o Senac, também como escola (uma licitação de R$ 96 mil para compra de equipamentos foi feita em 2009).
"No início ele foi mantido aberto, mas o número de visitantes não compensava os custos", diz Alexandre Reis. Segundo ele, os mais de mil visitantes ao mês também não precisam necessariamente se alimentar no local (embora quem venha de Maceió, por exemplo, precise superar 80 quilômetros de estrada até União e mais 6 quilômetros até o alto da Serra).

União dos Palmares realizará a II Conferência Municipal de Cultura

Divulgação
Por João Paulo Farias – Secom/UP

Com o tema “Uma Política de Estado para a Cultura: Desafios do Sistema Nacional de Cultura”, o município de União dos Palmares realiza no próximo dia 24, sua II Conferência de Cultura, na Escola Municipal João Costa, antigo Santa Maria Madalena, centro.

O credenciamento começa às 7h30 e a abertura às 8h30; no final do evento será emitido certificado de oito horas para os participantes.

O evento tem como objetivo propor estratégias de articulação e cooperação institucional com os demais entes públicos municipais e destes com a sociedade civil, povos indígenas e povos de comunidades tradicionais que dinamizem a participação e controle social na gestão de políticas públicas de cultura, para implementação e consolidação do Sistema Municipal de Cultura, envolvendo seus respectivos componentes.

Segundo a secretária de Cultura e coordenadora da Comissão Organizadora da conferência, Genisete Sarmento, diversas autoridades participarão do evento, entre eles, representantes do Ministério da Cultura, Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e Secretaria de Cultura do Estado.

Ela espera uma participação efetiva dos produtores de cultura no município e anuncia que serão empossados os membros da sociedade civil para o conselho municipal de cultura. O tema principal será discutido em quatro pontos: Implementação do Sistema Municipal de Cultura; Produção Simbólica e Diversidade Cultural; Cidadania e Direitos Culturais e Cultura e Desenvolvimento.

Foto: João Paulo Farias

“Um dos grandes momentos da conferência será a palestra: Cultura e Desenvolvimento: Economia Criativa como uma estratégia de desenvolvimento sustentável, ministrada pelo produtor cultural e administrador do Cine Sesi de Alagoas, Marcos Cesar Sampaio”, disse a secretária.
 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

MPA encerra entrega de sementes com atividade na Serra Bonita, em Palmeira dos Índios

Fotos: Olívia de Cássia
Olívia de Cássia – Repórter

O Movimento dos Pequenos Agricultores de Alagoas encerrou a entrega de 550 quilos de sementes para comunidades rurais do Sertão. A atividade aconteceu neste domingo, 14 de julho, na Serra Bonita, região de Palmeira dos Índios, na residência da coordenadora do Movimento, Vera Lúcia Félix.

As sementes de milho e feijão foram conseguidas com a intervenção do deputado Ronaldo Medeiros (PT), junto a Secretaria de Agricultura (Seagri)  e vieram de Santa Catariana por conta da perda que os agricultores alagoanos tiveram com a seca deste ano. 

Antecedida de um almoço, a atividade do MPA teve visitas a três comunidades de pequenos agricultores rurais que também foram contemplados com o programa das cisternas do governo federal.  São trabalhadores que estão engajados no MPA e cooperados da Cooperativa de Agricultores, que fizeram uma explanação de suas atividades para os presentes.

Como parte da programação do MPA também teve  uma visita à agroindústria, que fabrica doce de jaca, banana, caju, leite e mamão. O representante da Secretaria de Agricultura, Miguel Antônio Oliveira, coordenador das ações de combate à estiagem, disse que esse é o encerramento da primeira etapa das atividades, mas observou que, em agosto, a Seagri inicia outras ações em benefício da agricultura familiar.

Depois de ouvir atentamente todas as demandas dos agricultores sobre a criação de animais e a produção agrícola, Miguel Antônio anotou as reivindicações, falou da parceira do governo com os trabalhadores e colocou a Seagri a disposição da categoria.
 “Fiquei surpreso com a organização das comunidades e em nome do secretário afirmo que o programa vai ter continuidade no segundo semestre, uma vez que as chuvas não foram suficientes na região. Convido a todos para conhecer um programa que está dando certo em Santana do Ipanema: o PAF (Programa de Avicultura Familiar)”, observou.

Miguel Antônio falou dos vários programas da secretaria para a agricultura familiar: Programa de Agricultura Familiar (PAF), assistência técnica, sementes, Mais Leite, Mais Ovinos, Galinha Caipira, Cisterna para Todos,  e disse que ficou admirado com a organização dos trabalhadores rurais do Sertão.

A coordenadora do MPA, Vera Félix explicou que a cooperativa de agricultores da região foi viabilizada com verba do governo federal, como resultado de um projeto do Programa Luz para Todos, em 2011. A entidade tem 28 cooperados: 13 mulheres e 11 homens, mas ainda não tem sede; os cooperados se reúnem no espaço da agroindústria dos trabalhadores.

Vera Félix disse que os trabalhadores só vão conseguir produzir com qualidade se todos fizerem a sua parte.  “Quando existe movimento é para que as pessoas façam acontecer. Agradecemos a parceira com a Conab, governo do Estado, MPA e o deputado Ronaldo Medeiros, que articulou e ajudou na distribuição e no transporte das sementes que vieram de Santa Catarina, mas é preciso que os trabalhadores se organizem para viabilizar o seu banco de sementes, para que não precisem recorrer a outros estados para tal”, observou.

Edson Soares é produtor de mamão e frango e diz que produz cerca de 500 frangos ao ano. A produção de mamão ele diz que foi danificada por conta da seca, mas explica que conta com a assistência técnica da Emater.

Outro agricultor falou da sua diversificação de produção: planta pinha, criação de peixes, galinha caipira e suíno. “É uma produção mista, uma diversidade de produtos, que é conseguida com a organização desses trabalhadores”.
Jane Clécia Rodrigues da Silva, da coordenação nacional do MPA, disse que foi bom trabalhar com a parceria que deu certo e disse que espera no próximo ano repetir a parceria. Ela defendeu a luta dos agricultores pelos programas sociais para a agricultura familiar.

A atividade de encerramento de entrega das sementes contou com a participação de lideranças rurais de vários municípios do Sertão alagoano; a presidente da Cooperativa dos Agricultores da região;  Ygo Costa, que representou o deputado Ronaldo Medeiros no evento;   o responsável pela Carteira da Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Ib Pita; lideranças dos movimentos sociais rurais, pequenos agricultores de Serra Bonita, Monte Alegre,  trabalhadores rurais de municípios como Estrela de Alagoas, Girau do Ponciano, Major Isidoro, Cacimbinhas e outros municípios do Sertão alagoano.  

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Ainda a violência contra a mulher

Olívia de Cássia - jornalista

Mais uma vez volto a discorrer sobre um tema que ainda é frequente na sociedade: os crimes cometidos contra as mulheres, que acontecem pelas mesmas desculpas: companheiros insatisfeitos com o fim dos relacionamentos agridem e matam suas mulheres ainda como se fossem donos delas e pudessem dispor de suas vidas e de seus destinos.

 As agressões se repetem diariamente e não só nos extratos mais baixos da sociedade. Na classe alta isso acontece muito, como já comprovaram várias pesquisas, só que de forma muito sutil; essas mulheres da classe alta e média ainda se envergonham de fazer a denúncia.  

“Qualquer ato ou conduta que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública quanto na vida privada, é considerado violência”. Esta é a definição prevista na Convenção Interamericana de 1994, para Prevenir e Erradicar a Violência contra a Mulher.

Felizmente, nos dias atuais, apesar de ainda haver muito medo, as mulheres estão mais corajosas para denunciar seus espancadores e violentadores; mas ainda é preciso muito para que se consiga chegar a um grau de civilidade no País e no Estado.

Em Alagoas, só para citar um exemplo, na quinta-feira, 11, um homem foi acusado de tentar matar sua esposa, a facadas. A tentativa de homicídio aconteceu na residência do casal, no povoado de Campo Alegre, em Jaramataia.

Segundo vizinhos do casal,  a vítima já havia tentado se separar do marido várias vezes, mas ele não queria. Nesta quinta, o tema voltou a ser pauta do dia entre os dois e mais uma vez discutiram por causa do assunto. Durante a briga, ele teria usado uma faca-peixeira e começou a ameaçar a esposa.

A mulher correu para a rua, tentando fugir do marido, mas ele foi atrás da esposa e conseguiu alcançá-la, esfaqueando-a no braço, abdômen e no peito. Os vizinhos do casal acionaram a Polícia Militar e uma ambulância local.

Os militares do 3º Batalhão fizeram rondas pela comunidade, mas não conseguiram localizar o agressor. A mulher foi conduzida à Unidade de Emergência do Agreste, em Arapiraca, onde foi internada.

Essa mulher foi apenas um exemplo das centenas de vítimas espalhadas nesse país afora, muitas que ainda nem têm a coragem de se expor para denunciar os maus tratos. E não é só a  falta de educação que resulta nesse tipo de agressão nos relacionamentos.

Sempre que os ânimos estão exaltados, eles usam de violência para tentar impor suas vontades e imposições, como se as mulheres fossem propriedade privada deles, que eles podem dispor de suas vidas.

A ausência de diálogo, a violência e a intolerância, parece que ainda são marca nos relacionamentos, em pleno século XXI. Ma se não há preparo, entrosamento, parceria e muito carinho, tudo se dispersa. Ainda falta muito para que cheguemos a uma sociedade mais justa e mais fraterna, onde os homens de verdade valorizem suas mulheres e companheiras. Boa noite e fiquem com Deus.


Incômodos acentuados

 Olívia de Cássia |Cerqueira Hoje sinto os tais incômodos, sendo que mais acentuados. Avalio agora que já eram sintomas da Ataxia cerebe...