segunda-feira, 14 de maio de 2012

Documentário sobre Abdias do Nascimento estreia na TV Senado

Filme traz depoimento da ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros

No dia da Abolição da Escravatura, estreou na TV Senado "Abdias: Raça e Luta". O documentário retrata a trajetória do professor, artista plástico, escritor, teatrólogo, político e poeta Abdias Nascimento.

A indignação, que o acompanhou desde a infância, foi a válvula propulsora que o transformou em um guerreiro das políticas de inclusão das populações afrodescendentes. A história de Abdias confunde-se com a história do Movimento Negro no Brasil.

Criador do Teatro Experimental do Negro, responsável pela formação dos primeiros atores e atrizes dramáticos negros, Abdias esteve presente nas principais ações em prol da igualdade racial. Ao longo de sua vida política conquistou vitórias que se refletem na atual Constituição Federal.

Graças a discussões iniciadas por ele no Congresso Nacional, em 1988, a Carta contempla, pela primeira vez, a natureza pluricultural e multiétnica do país.

Com direção de Maria Maia e produção de Cristina Monteiro, "Abdias:Raça e Luta" é uma homenagem a um dos pioneiros do movimento negro no Brasil.

O documentário conta com a participação de Luiza Bairros, Ministra Chefe da SEPPIR; de Eloi Ferreira de Araújo, presidente da Fundação Palmares; de Elisa Larkin Nascimento, diretora do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros - IPEAFRO - da atriz Ruth de Souza, entre outras personalidades.

Reapresentações: dia 19/5, às 14h30 e 21h30; dia 20/05, às 12h30 e dia 21/05, à 1h00.
Informações da TV Senado

Treze de maio no Brasil

Fotos de Olívia de Cássia
Olívia de Cássia - jornalista

Neste domingo, 13 de maio, oficialmente comemorou-se o Dia da Abolição da escravatura no Brasil, decreto que foi assinado pela princesa Isabel em 1888, a chamada Lei Áurea. Mas nos dias de hoje, o movimento negro não reconhece a data como o dia da libertação dos escravos e comemoram no dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra, quando se homenageia o herói da liberdade, Zumbi.

Explica-se o início da escravidão no Brasil pelo seguinte fato: na época em que os portugueses começaram a colonização do Brasil, não existia mão-de-obra para a realização de trabalhos manuais. Conta-se que os colonizadores procuraram usar o trabalho dos índios nas lavouras; mas esta escravidão não foi levada adiante, pois os religiosos se colocaram em defesa dos índios condenando sua escravidão.

Os portugueses passaram a fazer o mesmo que os demais europeus daquela época. Diz a história que eles foram à busca de negros na África para submetê-los ao trabalho escravo em sua colônia. "Deu-se, assim, a entrada dos escravos no Brasil". E uma longa história de maus-tratos, preconceitos e perseguições.

Os negros, trazidos do continente Africano, eram transportados dentro dos porões dos navios negreiros, sem higiene, sem dignidade. Devido às péssimas condições deste meio de transporte, muitos deles morriam durante a viagem, de maus-tratos ou de saudade da sua terra. Após o desembarque eles eram comprados por fazendeiros e senhores de engenho, como se fosse animais vendidos na feira.

Os escravos viviam em senzalas, onde ficavam presos quando não estavam trabalhando, e eram responsáveis por todo trabalho braçal realizado nas fazendas. Trabalhavam de sol a sol e não tinham quase tempo para descansar.

A vida útil do escravo adulto não passava de dez anos (por causa da dureza dos trabalhos e precariedade da alimentação) e seus filhos eram seus substitutos. Zumbi se insurgiu contra esses maus-tratos e formou um exército de mais de 30 mil negros, brancos e índios fugidos, na Serra da Barriga, em União dos Palmares.

Há uma longa discussão a respeito do tema da abolição nos dias de hoje e a assinatura da Lei Áurea não se deu porque a princesa Isabel fosse boazinha ou abolicionista, mas sim pela pressão e pela conjuntura que se apresentava à época.

Quando éramos crianças aprendemos uma história do Brasil baseada na visão do colonizador e víamos a princesa com outros olhos. Quando fomos crescendo e absorvendo o verdadeiro sentido daquele ato, fomos entendendo muito mais a respeito das nossas raízes africanas.

Hoje em dia existe muito mais consciência na sociedade brasileira e os povos de outras cores de pele são mais respeitados. Mas ainda existe muito preconceito sobre isso e é preciso que haja mais consciência de que a sociedade brasileira precisa reconhecer seus erros e a importância da negritude para o continente.

A escravidão e o preconceito são páginas tristes e lamentáveis da nossa história. Foram os escravos que produziram todas ou quase todas as riquezas da América. Alguns estudiosos acham que a substituição do índio pelo negro nos trabalhos pesados se deu pelo fato de os africanos se adaptarem melhor ao tipo de trabalho realizado na colônia.

“É importante ressaltar, que o vergonhoso comércio de escravos representou uma excelente alternativa econômica para a Europa e trouxe muitos lucros para os europeus. A escravidão do negro era mais rentável do que a do índio, por isso valia a pena o alto custo do investimento”, diz um texto da Revista Nova Escola.

Nessa história toda, as mulheres negras foram e ainda são as mais discriminadas em todo esse processo, infelizmente. A maioria é negra e pobre e vive nas favelas e periferias das cidades.

Na época da escravatura, gerações de mulheres negras foram submetidas a todo tipo de maus-tratos e atos de submissão sexual, obrigadas a deitar com quem os maus feitores quisessem ou os senhores de engenho determinassem, inclusive com eles.
Essas mulheres não tinham sua individualidade reconhecida e eram vistas como animais procriadores.

“A trajetória de algumas mulheres negras, já com idade avançada e acometidas de várias doenças causadas pelas condições desumanas de trabalho, pelas péssimas acomodações e pouca ou nenhuma alimentação adequada, levaram-nas a mendigar junto às portas das igrejas, na esperança de que a fé pública pudesse a elas abrandar o sofrimento e o descaso”, escreve Deise Benedito, coordenadora de Articulação Política e Direitos Humanos da Fala Preta Organização de Mulheres Negras; secretária do Fórum Nacional de Mulheres Negras; integrante do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial - CNPIR.

Segundo Deise Benedito, outro fator essencial para a sobrevivência pós-abolição foi a religiosidade que modelou a cultura brasileira. “Muitas dessas mulheres passaram a assumir a liderança das comunidades socioreligiosas afro-brasileiras. Essas mulheres eram detentoras do poder de lidar com a força divina dos Orixás e de seus ancestrais”, destaca.

Portanto, diante de tantos fatores que ainda envergonham a nossa sociedade, por causa da escravidão de tantos séculos, precisamos refletir o nosso lugar na história e lutar pelo fim do preconceito racial e pela valorização e respeito dos povos que fizeram e fazem a nossa história. Zumbi vive em cada um que luta contra o preconceito e a discriminação.

sábado, 12 de maio de 2012

Sábado à tarde

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

É tarde de sábado e nem sempre as coisas rotineiras da vida saem como a gente pensa. Idealizei outra situação para hoje e cá estou eu, sem nada resolver. Paciência, a gente espera que depois dê para resolver esse lado.

A tarde cai lá fora. O dia vai escurecendo e se tornando noite. Lindo dia de sol. Por aqui faz um calor insuportável. A chuva que a gente esperava não veio, espero que quando vier, venha acalmada, sem tempestades.

Os cães latem, desesperadamente, querendo ir á rua. Os gatos de casa fazem uma tremenda bagunça. Parecem crianças dando os primeiros passos; os maiores ficam só olhando a brincadeira dos menores, indiferentes a tudo aquilo.

Dispo-me da solidão ouvindo minhas músicas preferidas. Do rock in roll, à balada mais romântica. A música fala aos nossos ouvidos e toca na alma da gente. Em pensamentos a gente vai voando, pensando, viajando.

Quando a gente percebe, foi embora a preocupação, a indagação a respeito de algumas situações. O ar está parado, abafado, mas a cabeça dói. Tento me despojar de preocupações. “Todo carnaval tem fim”, é isso que a gente tem que absorver e aprender.

A vida vai levando a gente para outras situações e não adianta ir contra a maré. “A gente vai levando”, até onde for possível. Onde está o meu amor nessa tarde quente? O que faz nessa tarde de sábado quente e sem brisa? Por certo vivendo outros amores, outras vidas dispersas.

Tenho saudade do teu corpo, onde eu encontrava ‘uma paz infinita’. Será que não tem remédio na farmácia para sentimentos e amores recolhidos, mal resolvidos? No teu corpo cheio de mistérios eu acalentava minhas dores, minhas lágrimas e depositava todas as minhas esperanças, expectativas de vida e me entregava por inteira.

Nessa entrega total, eu não percebia as entrelinhas cheias de mistérios da tua vida de mistérios e de casos. Minha ingenuidade e lealdade impediram de ver a traição em teus olhos. ‘“Olhos negros, cruéis, tentadores”.

Martírios e enganos, histórias mal contadas e tantas mentiras permearam teu comportamento, que ficava difícil saber quando estavas sendo verdadeiro. Mas é tarde de sábado e em outros tempos a gente ficava idealizando como ia ser essa noite, juntos, passeando, conversando, falando de nós, falando de tudo.

A noite já vem chegando, será mais uma noite sozinha, sem a tua presença, sem o teu carinho, sem a tua respiração. Cai a tarde e a noite aponta lá no horizonte infinito, sussurrando no meu ouvido que preciso me desligar de tudo o que diz respeito ao meu passado, como se isso fosse possível.

Passei por tantas e tantas situações vexatórias por causa de você, mas não posso dizer que já superei tudo, não posso mentir, às vezes tenho recaídas. Curada a gente não pode dizer nunca que está, mas cada dia é um dia e devemos valorizar aquilo que temos.

Aprendi com a vida que a gente busca a felicidade longe dos nossos olhos, mas às vezes ela está bem pertinho da gente, seja de que jeito for. Tenham uma boa noite e fiquem com Deus.

Dia das Mães

Olívia de Cássia - jornalista

Hoje eu quero aproveitar o espaço para fazer uma homenagem a todas as mulheres que são mães e que se dedicam no cuidado com seus filhos. À minha que já está em outro plano e àquelas que são incansáveis na luta diária para dar educação e o melhor de si, sem culpas e sem amarguras.

Este domingo é dia daquele almoço em família, quando a gente tem nossos pais e mães, dia de confraternização. Quando éramos crianças, em União dos Palmares, não tinha grandes festas lá em casa, mamãe e papai não gostavam disso em casa, mas minha mãe preparava uma saborosa galinha caipira e todos sentavam ao redor da mesa, ouvindo as histórias que eles contavam. Era tão bom isso!

Hoje as pessoas já não têm esse hábito e abandonaram muitas das tradições em família, talvez seja por isso que o mundo está tão violento e sem muito afeto. Naquele tempo não tinha tanta violência como agora e as mulheres eram respeitadas em sua maioria, embora o preconceito contra elas fosse acentuado.

Domingo, Dia das Mães, seria um dia de comemorações se não fossem os índices tão alarmantes de mulheres brasileiras que são vítimas de violência diária. Nosso Estado é apontado como um dos que mais se mata mulheres.

Nos dias atuais o índice de violência contra elas têm crescido assustadoramente. Segundo alguns especialistas, apesar da evolução da sociedade, a violência doméstica parte de uma questão cultural, que prega referências desiguais entre mulheres e homens desde os primórdios e isso vai demorar muito a acabar, avalio eu.

Os homens acham muito bom suas mulheres trabalharem e ajudarem no sustento de seus lares, mas alguns ainda querem mantê-las suas escravas. “O homem só vai respeitar a mulher se tiver dentro de si o conhecimento e o amor dela”, dizem os estudiosos. Concordo que é preciso criar a cultura da mulher como um ser igual.

“O combate à violência doméstica não é uma causa da mulher, é muito mais do homem porque é ele quem tem que mudar”, observa o desembargador Ruy Celso Barbosa Florence, da Coordenadoria da Violência contra a Mulher do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Entristece-me muito a forma como muitas mulheres são tratadas e como passam esses maus-tratos para seus filhos. Como se eles fossem estorvos em suas vidas ou responsáveis pela sua infelicidade. Me revolta porque, além de tudo, essas crianças não pediram para vir ao mundo.

Na quarta-feira, 9, peguei um ônibus do Benedito Bentes para a Serraria, rumo à Tribuna Independente. Uma senhora humilde estava com duas meninas: uma de colo e outra de uns quatro anos, reclamando e xingando muito por estar com as crianças e pelo trabalho que estavam dando.

Pelo o que deu a entender era a avó e pelas reclamações que fazia, a mãe das crianças não era muito cuidadosa e a deixou com as filhas. Deu vontade de dizer alguma coisa, de mostrar para a mulher que aquelas crianças não têm culpa de terem vindo ao mundo fruto de pessoas irresponsáveis, mas eu não gosto de ser invasiva e de me meter na vida dos outros sem ser chamada. Vai que ela ia me dizer uma grosseria também e eu ia sair dali mais constrangida ainda.

Mas fiquei com essa história na cabeça e me veio o pensamento de que a pessoas assim não deveria ter sido concedido a graça de serem mães. Que neste domingo as pessoas esqueçam um pouco do consumismo e do sentido comercial da data e pensem nessa questão. Salve todas as mães palmarinas e alagoanas também.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Para minha mãe

Niviane Rodrigues - jornalista


Não há como descrever a dor dos que ficam e o que sentem os que partem. Afirmo com a convicção de quem viu de perto a partida para uma nova vida de um ser para lá de especial. Digo vida, porque acredito que nossa passagem por aqui não se encerra com o fechar dos olhos, o parar da respiração e do bater do coração.

Uma dor infinita e talvez ainda maior quando quem se vai é uma das partes mais importantes que temos ainda quando estamos protegidos em seu ventre, guardados em sua barriga e alimentados por seu mais importante alimento: o amor.

Um amor incondicional, que já começa quando pensamos em gerar um ser que fará parte do que há de melhor para qualquer humano: o amor.
Amar sem limites, sem barreiras, sem fronteiras, sem egoísmo. Amar simplesmente por amar. É desse amor que falo: o amor de mãe.

Para quem acredita que não o tem mais, porque ela já se foi, não tenha dúvida: ele é eterno. Está além da morte carnal. Supera as profundezas escuras de uma sepultura. Ah! amor de mãe não morre. Não dorme. Não se cansa. Está sempre vivo. Atento. Pronto para nos ajudar na hora que “gritamos”: “Socorre-me!

Preciso de um afago. De uma palavra tua. Do teu colo ou simplesmente de você ao meu lado”. Mesmo que não fale nada. Apenas olhe em seus olhos , afague seu rosto , seus cabelos e sinta sua pulsação. Sinto isso mesmo sem a existência do corpo físico de minha mãe.

Amor de mãe é aquele que está sempre em alerta. Vivo. Inteiro. Nada cobra. Nada quer. Só a felicidade de quem pôde ter a graça de chamar de filho. Só isso basta para fazer uma mãe sorrir. O sorriso do filho para ela é como um bálsamo que alivia a maior de todas as dores: a da alma, para a qual não há remédio.

Amor de mãe transcende tudo. Não há barreiras para ele. Se alguém acredita que há mães incapazes de amar, eu não acredito, penso na verdade que deve haver mães capazes de não se amar. Mas lá dentro, em uma pontinha de seu coração, tem espaço para amar o filho, por mais cruel e complicada que sejam certas situações. Quem somos nós para julgar?

Falo desse amor porque há 13 anos perdi minha mãe. Já era mãe quando isso aconteceu. Já doava meu amor aos meus filhos, mas nem isso completa o amor que ela me dava e me dá até hoje. Melhor falar no presente. É assim que sinto. Esteja ela onde estiver.

Eu era até então a mais medrosa das criaturas e achava que jamais conseguiria “ver a morte”. Vi. Sofri, chorei, nada pude fazer. Mas resisti. Saí mais fortalecida daquela situação que para muitos hoje pode ser insuportável.

Ouvi seus últimos suspiros. Sua última fala, balbuciada de forma quase sem conexão, em meio à dor que sentia e à doença que a consumia; sua pele e rosto transfigurados, mas vi e sobrevivi e hoje estou aqui para falar que passada mais de uma década ainda não fui capaz de aplainar o sentimento de ausência, a saudade e o querer tê-la em meu colo, sempre.

Hoje não há mais a dor daqueles momentos que pensamos ser insuperáveis. Mas a dor de quem sabe que nunca mais terá outra pessoa para chamar de MÃE. Alisar seus cabelos, beijar seu rosto, sentar no seu colo e dizer: “Te amo”. A mim e aos que a amaram com o mesmo amor de filho, só nos resta a lembrança e a certeza de que, mesmo ausente do mundo dos mortais, ela não nos deixa. Não descansa, nos vigia a cada instante e nos enxuga as lágrimas quando elas teimam em cair.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Suplente Patricia Sampaio não comparece para tomar posse na ALE

Foto de Olívia de Cássia - 8-5-2012
Por Olívia de Cássia, com Sessão Pública

Com um quórum de 17 deputados, na sessão da Assembleia Legislativa da tarde desta quinta-feira, 10, era esperada a presença da empresária petista Patricia Sampaio, para tomar posse como suplente no lugar do líder da bancada do Partido dos Trabalhadores, Marquinhos Madeira, que apresentou requerimento solicitando uma licença-médica de 130 dias na tarde de ontem, mas ela lá não apareceu.

Comenta-se nos bastidores políticos que a posse de Patrícia acontecerá na próxima semana. Na manhã desta quinta-feira ela participou junto com o deputado Ronaldo Medeiros de uma caminhada pela Paz na cidade de Palmeira dos índios, em protesto contra 27 assassinatos que aconteceram no município só este ano. A manifestação foi organizada pela Associação de Mulheres de Palmeira dos Ìndios (Ampi) em conjunto com a sociedade civil organizada local.

Ainda na sessão de hoje, o deputado Judson Cabral (PT) ocupou a tribuna da Casa para cobrar do Governo do Estado o funcionamento do Centro Profissionalizante Aurélio Buarque de Holanda, localizado no Tabuleiro do Martins.

DÍVIDA PÚBLICA

Já o vice-presidente da Assembleia, deputado Antonio Albuquerque (PTdoB), discutiu em plenário o encontro de Legislativos, que acontece no final deste mês, no estado do Maranhão. "Na oportunidade, os presidentes de assembleias irão debater a dívida pública, um mal que atinge a vários estados", afirma Albuquerque, sugerindo que o tema seja debatido na Casa.

Em resposta à proposição de Albuquerque, o presidente Fernando Toledo (PSDB) lembrou que fez parte de uma comissão, na legislatura anterior, na qual tinha essa incumbência, o que lhe deu a oportunidade de conhecer bem o assunto. Diante disso, ele concordou que se faça nova comissão para fazer esse estudo.

CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA

Ainda falando ao plenário, o presidente Fernando Toledo respondeu as críticas feitas, na sessão de ontem, pelo deputado Ronaldo Medeiros (PT). "Ontem, foram feitas críticas que são características dos perdedores. Se querem judicializar, que o façam, mas uma me chamou atenção, que foi o deputado Ronaldo Medeiros, ao criticar o recolhimento do INSS. Quanto a isso, deputado, posso garantir, que esta Casa está com os recolhimentos em dia e posso comprovar através de certidões", respondeu Toledo.

Em resposta ao pronunciamento do presidente da Casa, Medeiros disse que em contato com o próprio setor de Recursos Humanos da Assembleia, isso não ficou comprovado. E sugeriu que ele, juntamente com um servidor da Casa, procurem o INSS para deixar as questões esclarecidas.

Estiveram presentes, o presidente Fernando Toledo (PSDB), Marcos Barbosa (PPS), Dudu Holanda (PSD), Inácio Loiola (PSDB), Severino Pessoa (PPS), Judson Cabral (PT), Olavo Calheiros (PMDB), Ronaldo Medeiros (PT), Luiz Dantas (PMDB), Sérgio Toledo (PDT), Antonio Albuquerque (PTdoB), João Henrique Caldas (PTN), Jota Cavalcante (PDT), Marcelo Victor (PTB), Isnaldo Bulhões (PDT), Ricardo Nezinho (PMDB) e Marcos Ferreira (PSDB).

Medeiros observa que ALE não pode pagar mais de mil servidores

Foto de Olívia de Cássia
Olívia de Cássia, com Camila Ferraz

Em seu pronunciamento na sessão desta quinta-feira (10), o deputado Ronaldo Medeiros, falou sobre a situação irregular em que se encontram a maioria dos servidores da Assembleia Legislativa. E disse que irá apresentar um Projeto de Lei para solucionar o problema dos funcionários fantasmas (que recebem sem trabalhar) do Poder Legislativo.

O deputado observou que não foi eleito para cassar marajás, “mas nós não podemos continuar pagando mais de mil servidores, enquanto na realidade só trabalham pouco mais de duzentos, devemos resolver esta situação, ver um plano de demissão voluntária, algo assim, porque não é justo que o trabalhador da iniciativa privada receba um salário mínimo, enquanto pessoas que nem sequer comparecem a ALE recebam bem mais que isso”, destacou Medeiros.

O parlamentar acrescentou ainda que esses servidores poderiam ser cedidos, por exemplo, a área administrativa da Polícia Militar, o que de acordo com Medeiros, seria um grande benefício para a Assembleia Legislativa e assim poderiam fazer os reparos que a Casa necessita, pois teriam recursos, para isso.

Ele disse que na semana passada foi procurado por alguns funcionários que reclamaram do fato de seus salários terem sido cortados, depois que começaram a assinar o ponto de frequência de trabalho. “O detalhe é que esses realmente trabalham”, destacou Medeiros.

Ronaldo disse que a ALE deve zelar e cuidar bem do dinheiro público, tendo em vista que a sociedade paga os impostos, à custa de trabalho árduo. “A sociedade paga pelos serviços públicos e infelizmente nem sempre tem pelo que paga, seja na saúde ou educação, você de casa, deve cobrar desta Casa, mas tem que participar, pois só criticando e ficando em casa não conseguiremos mudar nada”, observou o petista.

Incômodos acentuados

 Olívia de Cássia |Cerqueira Hoje sinto os tais incômodos, sendo que mais acentuados. Avalio agora que já eram sintomas da Ataxia cerebe...