Josenildo Törres - Tudo na Hora
O julgamento do capitão Eduardo Alex da Silva, acusado de matar o estudante de Geografia, Johnny Wilter Pino, foi adiado novamente. Desta vez, segundo o advogado Raimundo Palmeira, o adiamento ocorreu porque a assistente de acusação do Ministério Público de Alagoas (MP/AL) não pôde comparecer ao Fórum de Maceió.
Na semana passada o julgamento também adiado, em razão de problemas no sistema de ar-condicionado do órgão. O julgamento deveria ser presidido pelo juiz Maurício Brêda, que não informou a nova data para que o acusado sente no banco dos réus.
Relembre o caso
O homicídio ocorreu no dia 25 de maio de 2008, quando Johnny Wilter seguia de motocicleta pela BR 104 e foi ferido por dois tiros. Os disparos teriam sido deflagrados pelo capitão Eduardo Alex da Silva, que prestou socorro ao estudante.
Segundo apurou o delegado Valdor Coimbra Lou, a vítima teria sido ferida quando passava por uma barreira policial, no bairro Tabuleiro do Martins. Por não estar habilitado, o condutor da motocicleta, identificado como Marcos Brandão, acabou furando a blitz, e Johnny Wilter recebeu dois tiros.
Em depoimento, o capitão da PM, que foi acusado de atirar contra o estudante, afirmou que os tiros foram deflagrados para revidar os disparos de Johnny Wilter Pino. No entanto, segundo o delegado Valdor Coimbra Lou, o exame residuográfico mostrou que Johnny Pino e Marcos Brandão não usaram armas de fogo.
Já o exame de balística, realizado pela Perícia Oficial de Alagoas, comprovou que o estudante de Geografia foi morto por tiros disparados de sub-metralhadora de nove milímetros. A arma, ainda de acordo com Valdor Coimbra Lou, seria do capitão Eduardo Alex da Silva, que foi indiciado no dia 1º de agosto de 2008.
De acordo com a mãe do estudante de Geografia, Maria Cicera da Silva Pino, afirma que parte dela foi sepultada com o filho. Mesmo com a certeza que punir o provável culpado não trará o filho de volta, ela acredita que a condenação do acusado servirá de exemplo para que outros policiais ajam com cautela, antes de empunhar uma arma de fogo para atirar.
“Quantos sonhos foram interrompidos pelo despreparo de um militar? Mas o que mais me doe é saber que querem transformar meu filho em um bandido, que querem atribuir a ele a culpa de sua própria morte. Será que não basta a dor da perda? Será que ainda tenho que assistir meu filho ser condenado enquanto seu assassino está livre por aí?”, questionou.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Vem aí o Forró dos Jornalistas
Evento será dia 25, com posse festiva da diretoria do Sindjornal O Forró dos Jornalistas está de volta este ano prometendo bastante energia, alegria e descontração. Animado por Dolla do Acordeon e o DJ Jonh, o evento terá início às 21 horas do dia 25 (sábado), na casa de festas Chez Marie, localizada no Barro Duro (entrada para o Sítio São Jorge).
Além de uma grande confraternização junina, a festa irá comemorar a posse da nova diretoria do Sindicato. Não faltará espaço para dançar, cantar e bater papo, ao som do forró pé-de-serra e de outros ritmos, regados a bebidas e comidas típicas.
Para ter acesso ao Chez Marie, o associado deve apresentar na entrada a carteira de jornalista. Também será cobrado um quilo de alimento não perecível por pessoa, para ser doado a uma instituição filantrópica.
Não fique de fora dessa festa. O forró vai rolar até a madrugada.
Fonte: SINDJORNAL
Denúncia
MPF aciona Justiça para defender áreas
de preservação ambiental no litoral norte
Obra irregular de ampliação do Hotel Ventaclub Village Pratagy é o alvo da ação civil ambiental
Uma ação civil pública ambiental, com pedido de liminar, foi proposta pelo Ministério Público Federal em Alagoas, para impedir a execução de obra irregular de ampliação do hotel Ventaclub Village Pratagy, no litoral norte de Maceió. Segundo a procuradora da República Niedja Kaspary, a obra afronta a legislação ambiental e ameaça áreas de preservação permanente, sobretudo os manguezais e a Área de Proteção Ambiental Federal Costa dos Corais, cujos limites se encontram nas proximidades do empreendimento hoteleiro.
São réus na ação, o Estado de Alagoas, o Instituto do Meio Ambiente (IMA), a empresa Ativa Empreendimentos Ltda, responsável pela construção das obras de ampliação; e a empresa de Hotéis do Nordeste Ltda, responsável pelo arrendamento do hotel à Ventaglio do Brasil.
“A notícia da degradação ambiental da área em questão, situada na proximidades do povoado de Pescaria, chegou ao MPF/AL por meio de denúncia on-line. Antes de adotar a medida judicial, expedimos três recomendações às empresas no sentido de impedir a continuidade dos danos. No entanto, os trabalhos continuaram, com o agravante de não haver licença ambiental válida para isso”, ressaltou Niedja Kaspary.
Durante o procedimento administrativo e o inquérito civil público instaurados pela procuradora da República, o MPF/AL obteve a confirmação (via relatório do Ibama) de que a ampliação do hotel já estava promovendo a degradação ambiental da mata ciliar, atingindo gravemente o ecossistema de manguezal – além dos próprios corpos d'água, que também são poluídos pelo lixo jogado no local. Segundo o órgão ambiental federal, vários prédios erguidos na área de ampliação não respeitam os limites legais mínimos exigidos para construção de edificações às margens de corpos d'água.
“Foram verificadas graves irregularidades no que diz respeito à construção de bangalôs em área de manguezal na margem do riacho Cabocó em flagrante ofensa às restrições estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente ( art. 3º da Resolução CONAMA nº 303/02)”, MPF/AL.
Outro fato que chamou a atenção do MPF/AL foi a informação prestada pela Secretaria Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) de que as obras de ampliação do Hotel Ventaclub Village Pratagy estavam sendo realizadas sem o devido alvará, razão pela qual inclusive já haviam sido embargadas pelo referido órgão municipal. Além disso, o empreendimento teve seu “Habite-se” - documento essencial para atestar que a construção do imóvel seguiu exigências legais) - suspenso em março de 2007.
Pedidos – Liminarmente, o MPF/AL pede que a Justiça Federal determine que o IMA e o Cepram suspendam imediatamente o processo de licenciamento das obras de ampliação do Hotel Ventaclub Village Pratagy, suspendendo/cancelando qualquer licença porventura emitida/expedida; que as empresas Ativa Empreendimentos Ltda e Empresa de Hotéis do Nordeste Ltda suspendam, de imediato, ou providenciem a demolição de qualquer construção/ampliação das obras de ampliação do hotel realizada em área de preservação permanente e sem o devido licenciamento ambiental.
Se condenados, o: IMA e CEPRAM serão impedidos de licenciar as obras de ampliação do hotel. Já as empresas Ativa Empreendimentos Ltda. e Hotéis do Nordeste Ltda. não poderão realizar a obras dentro dos limites da APA Costa dos Corais e terão que recuperar/recompor integralmente a área danificada, devolvendo-a à situação ambiental anterior, inclusive, com projetos de engenharia florestal e solução ambientalmente adequada aprovada pelo Ministério Público Federal e pela Justiça; sem prejuízo de multa.
(ACP/Ambiental nº 0002955-98.2011.4.05.8000/4ª Vara da Justiça Federal em Alagoas)
Fonte: MPF/AL
de preservação ambiental no litoral norte
Obra irregular de ampliação do Hotel Ventaclub Village Pratagy é o alvo da ação civil ambiental
Uma ação civil pública ambiental, com pedido de liminar, foi proposta pelo Ministério Público Federal em Alagoas, para impedir a execução de obra irregular de ampliação do hotel Ventaclub Village Pratagy, no litoral norte de Maceió. Segundo a procuradora da República Niedja Kaspary, a obra afronta a legislação ambiental e ameaça áreas de preservação permanente, sobretudo os manguezais e a Área de Proteção Ambiental Federal Costa dos Corais, cujos limites se encontram nas proximidades do empreendimento hoteleiro.
São réus na ação, o Estado de Alagoas, o Instituto do Meio Ambiente (IMA), a empresa Ativa Empreendimentos Ltda, responsável pela construção das obras de ampliação; e a empresa de Hotéis do Nordeste Ltda, responsável pelo arrendamento do hotel à Ventaglio do Brasil.
“A notícia da degradação ambiental da área em questão, situada na proximidades do povoado de Pescaria, chegou ao MPF/AL por meio de denúncia on-line. Antes de adotar a medida judicial, expedimos três recomendações às empresas no sentido de impedir a continuidade dos danos. No entanto, os trabalhos continuaram, com o agravante de não haver licença ambiental válida para isso”, ressaltou Niedja Kaspary.
Durante o procedimento administrativo e o inquérito civil público instaurados pela procuradora da República, o MPF/AL obteve a confirmação (via relatório do Ibama) de que a ampliação do hotel já estava promovendo a degradação ambiental da mata ciliar, atingindo gravemente o ecossistema de manguezal – além dos próprios corpos d'água, que também são poluídos pelo lixo jogado no local. Segundo o órgão ambiental federal, vários prédios erguidos na área de ampliação não respeitam os limites legais mínimos exigidos para construção de edificações às margens de corpos d'água.
“Foram verificadas graves irregularidades no que diz respeito à construção de bangalôs em área de manguezal na margem do riacho Cabocó em flagrante ofensa às restrições estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente ( art. 3º da Resolução CONAMA nº 303/02)”, MPF/AL.
Outro fato que chamou a atenção do MPF/AL foi a informação prestada pela Secretaria Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) de que as obras de ampliação do Hotel Ventaclub Village Pratagy estavam sendo realizadas sem o devido alvará, razão pela qual inclusive já haviam sido embargadas pelo referido órgão municipal. Além disso, o empreendimento teve seu “Habite-se” - documento essencial para atestar que a construção do imóvel seguiu exigências legais) - suspenso em março de 2007.
Pedidos – Liminarmente, o MPF/AL pede que a Justiça Federal determine que o IMA e o Cepram suspendam imediatamente o processo de licenciamento das obras de ampliação do Hotel Ventaclub Village Pratagy, suspendendo/cancelando qualquer licença porventura emitida/expedida; que as empresas Ativa Empreendimentos Ltda e Empresa de Hotéis do Nordeste Ltda suspendam, de imediato, ou providenciem a demolição de qualquer construção/ampliação das obras de ampliação do hotel realizada em área de preservação permanente e sem o devido licenciamento ambiental.
Se condenados, o: IMA e CEPRAM serão impedidos de licenciar as obras de ampliação do hotel. Já as empresas Ativa Empreendimentos Ltda. e Hotéis do Nordeste Ltda. não poderão realizar a obras dentro dos limites da APA Costa dos Corais e terão que recuperar/recompor integralmente a área danificada, devolvendo-a à situação ambiental anterior, inclusive, com projetos de engenharia florestal e solução ambientalmente adequada aprovada pelo Ministério Público Federal e pela Justiça; sem prejuízo de multa.
(ACP/Ambiental nº 0002955-98.2011.4.05.8000/4ª Vara da Justiça Federal em Alagoas)
Fonte: MPF/AL
Estado registra 335 casos de pedofilia
Olívia de Cássia – RepórterA pedofilia é um dos piores crimes praticados contra crianças e adolescentes. Em Alagoas, já foram registrados durante este ano 335 casos. Para cada dez casos, nove são de abuso sexual.
A informação é do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, em Alagoas (OAB/AL), Gilberto Irineu, em entrevista ao jornalista Fernando Palmeira, na Rádio Gazeta, no sábado, dia 11.
Segundo ele, a pedofilia está presente em todo o Estado de Alagoas. “Lamentavelmente, isso acontece. É a mais cruel forma de tortura contra a criança”, disse o advogado, observando que as pessoas que estão nos presídios, por terem praticado o crime de pedofilia, não têm intervenção psicossocial para tratá-las.
O advogado disse que a legislação ainda é pobre, para tratar dessas questões. “O Brasil é o quarto país a comercializar vídeos e fotos pornográficos. Estatisticamente, dentro da própria família é que é praticada a pedofilia, por padrastos e outros familiares”, conta.
Irineu exemplifica que no bairro do Bom Parto, em Maceió, um padrasto de 28 anos molestou uma criança de sete anos. A mãe, segundo ele, depois foi pedir para que a denúncia fosse retirada.
ATENÇÃO
Em Penedo, o Conselho Tutelar denunciou autoridades da cidade envolvidas com essa questão e a conselheira que efetuou a denúncia teve que sair da cidade para não morrer. Presidente da CDH da OAB, Irineu disse que as famílias precisam ficar atentas quando a mãe sai de casa.
“É sempre nessa hora que o pedófilo resolve agir”. Ele orienta que as famílias de crianças e adolescentes alertem aos conselhos tutelares da região e que não deixem de denunciar pelo disque 100.
“A pedofilia é o mais silencioso dos crimes; o mais grave é que muitas dessas crianças param de estudar”, disse. O advogado destaca que é preciso que a sociedade reúna forças para conter a pedofilia, que é um desvio de comportamento.
“O objetivo é alertar a sociedade, porque os pedófilos buscam crianças – é uma questão de saúde pública, é uma linha desigual do adulto contra a criança e uma transgressão do direito, o direito da criança”, finaliza.
Dia dos Namorados
Olívia de Cássia – jornalistaNo Dia dos Namorados resolvi ir no shopping ver um filme, almoçar e comprar umas peças do meu vestuário que as minhas estão muitos gastas. Almocei logo, mas com o estômago vazio e de ressaca a comida não foi muito bem aceita.
Entro no cinema e sento na sala de espera, aguardando o horário do filme. Enquanto aguardava a hora, fiz uma ligação para uma amiga de União e depois comecei a pensar em quando eu não puder mais ir no shopping passear ou no cinema. Vai ser difícil para mim.
O filme (Se beber não case II) foi divertido e dei boas gargalhadas, mas já tenho dificuldades em acompanhar a velocidade do tempo das legendas e se continuar assim, daqui a um breve espaço de tempo só vou ver filmes dublados.
Além disso, estou caminhando com dificuldade entre tantas pessoas e às vezes, sem querer, tropeço e esbarro nelas, me desculpo, mas fico envergonhada de não ter equilíbrio suficiente para andar direito e me desviar dos obstáculos.
Tento não antecipar a situação e colocar humor nos pensamentos. Espero ter mais qualidade de vida para não entrar em desespero diante dos impedimentos que por certo virão com o agravamento desse problema.
O cinema não estava lotado, mas só tinha casal de enamorados. Eu era uma ilha cercada de meus pensamentos naquele local, mas consegui me divertir sozinha, nesse dia também dos encalhados.
Depois dali eu fiz um lanche e fui na livraria como costumo fazer toda vez que vou ao shopping. Sempre vou confirmar os lançamentos literários, mesmo que não tenha verba para adquirir algum livro. Estão muito caros, mas se eu tivesse condições adquirira tudo, ou quase tudo. O mundo dos livros é um mundo de magia para mim.
Dei uma passadinha na banca de jornal e comprei dois exemplares, pois da mesma forma que estou sem tecnologia em casa, ficar no fim de semana sem informação é muito ruim. Li o que mais me interessou e as noticias eram o que eu já estava acompanhando na semana.
Nosso Estado é tão lindo e rico de belezas naturais; no entanto, divulgado fora do País como o mais violento. É tão triste isso. A gente sabe que essa crescente onda de violência se deve à impunidade que ainda reina não só aqui, mas em todo o País.
Tudo isso se deve a uma sociedade ainda coronelista, machista e patriarcal, onde se resolve tudo na bala, na agressão, na tortura e na morte de pessoas, na falta de entendimentos e de tolerância. Há muita arrogância nas pessoas.
Hoje as crianças, em sua maioria, não são educadas para dar muito obrigado, pedir a bênção, dizer me desculpe, como vai ou fica com Deus. Nãos sei onde a gente vai parar.
Dia duvidoso ...

Olívia de Cássia – jornalista
Dia duvidoso esse de sábado. A gente não sabe se o sol vai permanecer de brigadeiro ou se chove depois. Nuvens se formam no céu, anunciando o que disse a meteorologia para o fim de semana.
Resolvi que não ia levantar muito cedo; cheguei tarde da Tribuna Independente, mas quando levantei, tive muitas tarefas domésticas para fazer. Quis ir ao cinema, mas terminei ficando em casa mesmo, dando continuidade à leitura de “Trem Noturno para Lisboa”, um livro introspectivo e instigante. Vale a leitura.
Os gatos me fazem companhia, estão sempre ao meu lado. Malu e Oto – os podles – não gostam de dividir as atenções e se irritam lá da área de serviço, pressentindo a aproximação dos felinos.
Ainda sem tecnologia em casa, o dia se torna enfadonho. Agora tudo pifou de vez, incluindo a televisão e o DVD; a alternativa que me sobra é ler muito e escrever o que vai na minha cabecinha às vezes tão complicada. Ainda bem que tenho as duas opções ainda, apesar da vista cansada.
As coisas estão tão difíceis para mim que tento fazer um pouco o ‘jogo do contente’ feito a Pollyana do romance da adolescência: é o jeito a gente ir procurando substituições para o que não tem remédio. É a vida.
Para que o processo encaminhado ao INSS seja concluído eu ainda preciso fazer exame de ressonância magnética. Nunca vi tanta burocracia e tanto protocolo para se fazer um exame pelo SUS. Talvez isso seja só comigo, não sei. Tenho até o fim do mês para entregar os exames complementares que a perita solicitou.
Estranhamente, a mesma médica que recomendou que eu me aposente, por conta do agravamento da ataxia, agiu de forma muito adversa na última consulta que tive com ela. Quando eu saí do consultório eu não sabia se chorava ou se dava boas gargalhadas. Pelo o que ela disse, só faltou mesmo me recomendar um plano pré-vida.
O pior é: mesmo diante disso tudo ainda não sei como fica minha situação previdenciária. Nunca pensei chegar aos 51 anos nessa situação. Paciência, isso tudo faz parte da vida mesmo, não posso reclamar e ainda tenho que agradecer por ainda me encontrar nesse estágio do problema.
Thor, um dos meus gatos, se espreguiça manhosamente na cama. Ele sabe conquistar um carinho. Reclama muito e eu continuo observando para ele a rebeldia não me levou a nada. “Deixe de ser rebelde”, digo para ele.
Não consigo tirar o pensamento dos últimos acontecimentos policias de Maceió. O assassinato daquela moça de 28 anos não me sai da cabeça. Fiquei pensando na família, principalmente na mãe da garota.
Cheguei à conclusão que Deus não me deu filhos, porque sabia o que estava fazendo. Não sei se eu seria tão forte e capaz de suportar tanta dor. E diante do caso, lembrei de outros da literatura policial que ainda estão sem solução. Não sei onde vai parar a humanidade com tanta falta de amor.
Viva Santo Antônio!
Olívia de Cássia – jornalistaÉ madrugada de sábado, 11 de junho. Do meu quarto ouço as conversas e o barulho dos boêmios voltando de suas noitadas etílicas. Os festejos juninos foram inaugurados na noite de sexta-feira, em Maceió. De agora até o fim do mês terá animação de rua, em Jaraguá.
Já não me animo mais como antes para brincar essas festas. Nessa época do ano era sempre uma agitação, um motivo para enaltecer a nossa alegria de viver no convívio da juventude com os amigos e aproveitar o que a festa tinha de melhor ou o que a gente achasse que o era.
Quando morávamos na Rua da Ponte, em União dos Palmares, na década de 60, minha mãe sempre fazia fogueira , dizia que segundo a tradição, se a madeira teimasse em não querer acender o fogo, era mau presságio, sinal de morte na família. E segundo essa linha todo ano ela arrumava lenha para a fogueira.
Depois que mudamos para a Rua Tavares Bastos, ficava difícil fazer a fogueira, pois a rua é estreita, tinha movimento de carro nos dois sentidos e com o tempo ela foi deixando a tradição de lado. Mas os meus vestidinhos estampados e com bolso de cada lado ela sempre costurava, que era para que eu colocasse os fogos juninos.
Também a culinária que ela fazia quanto tinha saúde era de lamber os beiços: milho cozido, pamonha, canjica, bolos de vários tipos, brasileiras, cocoadas. Era um verdadeiro banquete dos deuses.
No dia de Santo Antônio eu não tentava as simpatias, para ver se ia casar, não acreditava naquilo, mas achava engraçado minhas primas o fazerem, eram muitas e às vezes coincidia com o que elas queriam que acontecesse.
A Praça Basiliano Sarmento era rodeada de barracas e quiosques que comercializavam comidas típicas, quentão, souvenir e outros produtos. Era uma alegria só em União.
A Festa do Milho (Femil) ficou conhecida em toda a parte do Estado e foi realizada por algumas administrações que se seguiram à de Afrânio Vergetti, que foi o idealizador da festa, mas não investiram na festa do jeito que ela foi idealizada e ela foi minguando até acabar.
Hoje o São João é mais de forró eletrônico e o tradicional, em alguns locais, foi se perdendo um pouco, mas há gestores que estão recuperando a festa. Eu, particularmente, gosto do forró tipo pé de serra, tradicional. Se possível com zabumba, triângulo e acordeom. Dá mais autenticidade à festa mais tradicional do Nordeste.
Cidades como Campina Grande e Caruaru, em Pernambuco, disputam o título de capitais do forró e sabem tirar proveito disso no turismo. Alagoas precisa fazer esse resgate da festa mais tradicional dos nordestinos.
Não precisamos importar modismos, pois temos muitos talentos musicais, culinária autêntica, clima e ambiente propício para a gente realizar uma festa de dar gosto. É só ter boa vontade.
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