terça-feira, 5 de outubro de 2010

Bastidores da ALE



Sem quorum para sessão, deputados se cumprimentam e concedem entrevistas

Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e fotos)

Depois da ressaca do primeiro turno da eleição, não houve quorum para que houvesse sessão, nesta terça-feira, 5, primeiro dia de trabalhos legislativos na Assembleia, cuja legislatura atual está se despedindo. Apenas os deputados estaduais Isnaldo Bulhões (PDT), Jeferson Morais (DEM) e o presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB), estavam presentes no plenário, no horário regimental. Outros cinco deputados (Judson Cabral (PT), Sérgio Toledo (PSDB), Fernando Duarte (PMN), Maurício Tavares (PTB) e Rui Palmeira - PSDB) chegaram depois.
Depois de ter sido feita a chamada pelo deputado Isnaldo Bulhões, o presidente encerrou a sessão e os deputados ficaram por ali em clima de confraternização, sendo cumprimentados pelos funcionários da Casa e concedendo entrevistas para a imprensa que cobre a ALE.
O presidente Fernando Toledo disse aos jornalistas que muitos deputados aproveitaram o dia para descansar devido à correria da campanha eleitoral. “Espero que a partir de amanhã a Casa volte ao ritmo normal para que ainda nesta semana possamos votar projetos que estão parados”, observou.
Sobre o resultado das eleições no dia 1º de outubro, ele disse que a a maioria dos deputados conseguiu se reeleger e alguns alçaram voos maiores como os deputados Rui Palmeira e Arthur Lira, eleitos para a Câmara Federal. Toledo não quis adiantar se será candidato a reeleição para presidência da Casa. Ele acredita que ainda é cedo, já que a atual legislatura termina somente em janeiro. “Agora vamos aguardar a definição do segundo turno para governador do Estado e presidente da república”, destaca.
O presidente da ALE reforçou seu apoio ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), mas enfatiza que é importante que a Casa tenha sintonia com qualquer candidato eleito.
A Assembleia Legislativa deve colocar em pauta ainda esta semana, a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), cuja finalidade é estabelecer as metas e prioridades do governo para o exercício financeiro do ano subsequente e que estava em apreciação.
O deputado Judson Cabral (PT), reeleito para o seu segundo mandato de deputado estadual, destacou a ampliação da bancada do seu partido e disse que o Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembleia irá lutar por um espaço na nova Mesa Diretora. Cabral disse que, se necessário, terá a mesma postura combativa na próxima legislatura, e afirmou que o PT está empenhado agora em eleger Ronaldo Lessa governador do Estado.
SUPLÊNCIA
O deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão), líder do Partido dos Trabalhadores na Assembleia, não se elegeu deputado federal e ficou na primeira suplência da coligação. Na manhã de hoje ele fez um agradecimento, por meio de sua assessoria, à sua militância e apoiadores pelo apoio recebido durante a campanha.
“Quero agradecer aos alagoanos e alagoanas que acreditaram na nossa candidatura a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores e dizer que, apesar de não termos atingido o percentual quantitativo de votos para ficar na titularidade do cargo, a votação que recebemos nos permitiu a primeira suplência da coligação”, observou.
Paulão obteve o total de 36.621 votos que, segundo ele, foram conquistados “com muita luta e desempenho da militância que nos acompanha, da nossa equipe e de apoiadores”.
O petista acrescenta que nessa eleição o partido do presidente Lula amplia sua bancada no parlamento estadual de dois para três deputados, fato que segundo observa fortalece a agremiação na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), na próxima legislatura.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A resposta das urnas


Olívia de Cássia – jornalista

O País amanheceu de ressaca, uma ressaca eleitoral depois de um pleito em que o brasileiro votou em presidente, governador, deputados estaduais e federais e senadores. Para aqueles governadores que já foram eleitos no primeiro turno e para os candidatos que não conseguiram se eleger este ano, a experiência de agora pode servir de lição. Uma boa lição.
O grande fenômeno nas urnas, em nível nacional, foi o palhaço Tiririca (PR), eleito com 1.354 milhão de votos e levou consigo mais quatro parlamentares para a Câmara Federal. Tiririca usou de toda a sua irreverência como palhaço de circo mambembe, fenômeno que conquistou o país por meio de vídeos na internet, tendo sido eleito pelo maior colégio eleitoral, o de São Paulo, que tanto critica os alagoanos por não saberem escolher seus candidatos.
Segundo o agora parlamentar declarou, não sabe o que faz um deputado federal e conquistou a simpatia do eleitorado afirmando que quando chegasse lá diria. Pois bem, agora vai ter que aprender a lição e saber os deveres civis de um deputado federal, para transmitir a mensagem ao eleitorado que acreditou na sua propaganda anarquista.
No âmbito da Presidência, a ex-ministra Dilma não se elegeu logo no primeiro turno, como indicavam as pesquisas dos principais institutos do País. De última hora os adversários lançaram mão de uma arma perigosa: a calúnia, difundida amplamente na internet e no boca a boca, fato que tirou alguns votos de Dilma que migraram para a candidata do Partido Verde, Marina Silva.
Evangélica de formação, ninguém esperava que os marqueteiros da candidata verde fossem usar de má-fé e espalhar um boato de que Dilma teria dito que nem Deus impediria sua vitória. Coisa de baixo clero mesmo e que indignou grande parte dos brasileiros. Espera-se que o mal entendido seja desmentido e que a candidata do presidente Lula consiga conquistar os votos do eleitorado de Marina.
Para o Senado, em Alagoas, a grande surpresa foi a vitória esmagadora do deputado federal Benedito de Lira (PP), que superou a votação do senador Renan Calheiros, até então favorito na campanha. Os propagandistas do Biu ousaram com uma peça de marketing diferenciada, usando uma caricatura semelhante a uma xilogravura (o Cabeça) que conquistou os votos dos alagoanos.
Foi a maior votação para a vaga, no Estado de Alagoas, derrotando a vereadora e ex-senadora Heloísa Helena (PSOL), que era a candidata líder das pesquisas, antes da propaganda eleitoral, preferida de alguns intelectuais, juventude e crianças. Há quem diga que Loló foi derrotada por falta de humildade, pelo seu estilo bateu levou.
Aliás, a falta de humildade é uma característica que venho acompanhando no meio político e que tenho presenciado em muitas lideranças que precisam fazer uma reciclagem intelectual, espiritual e logística. Tem muita gente que era favorita e que perdeu votos por isso e é bom que os pretensos candidatos a futuras eleições façam uma reflexão sobre isso.
Na Assembleia Legislativa houve uma renovação de onze deputados, mas o quadro ainda não está definido por conta da não-computação dos votos dos deputados João Beltrão (PRTB) e Alberto Sextafeira (PSB) que estão enquadrados na Lei da Ficha Limpa. O cenário pode mudar ainda.
União dos Palmares elegeu dois deputados: Nelito Gomes de Barros (PSDB) e Jeferson Morais (DEM), nascido na Usina Laginha. Nelito manteve seu mandato, mas muita gente, quando ele se elegeu no primeiro, argumentava que não ia passar daquele. Engano, contrariando as expectativas, o filho do ex-governador Manoel Gomes de Barros manteve a tradição da família e conseguiu se reeleger. Teve os seus méritos, seja de que maneira tenha sido.
Muita gente em União critica o fato de Nelito ter sido reeleito, ontem eu comentava que ele está no seu papel, garantindo o seu status quo. Tem gente que passa o tempo todo criticando os parlamentares, mas na hora de votar, votam nos mesmos que criticam a vida toda; se vendem por 50 reais, votam por obediência, por tijolos e outros benefícios.
Avalio que essas pessoas que venderam o voto e que votaram dessa forma não têm o direito de criticar Nelito ou outro parlamentar. A culpa não é dele e sim de quem acha que ele está errado, mas vota nele. O que acham os meus leitores????

domingo, 3 de outubro de 2010

Vote certo, eleitor!


Olívia de Cássia - jornalista

Hoje é um dia de festa para os brasileiros que acreditam na democracia, embora os políticos estejam muito desacreditados no Brasil. Mas para todos nós que sempre lutamos por um País livre da ditadura, pela liberdade de expressão e pelo direito de falar o que pensamos, essa é uma data especial. Um dia de decisão de fundamental importância para todos.
Que nós saibamos acertar o passo e votar naqueles que consideramos o ideal para conduzir os destinos do País e do Estado, lembrando que aqueles que vamos escolher, no caso de presidente, governadores e deputados estaduais e federais, vão governar e aprovar as leis que regerão o nosso País por quatro anos. Já os dois senadores, ocuparão o Senado por oito anos.
É um passo muito importante esse que vamos dar hoje e não podemos desperdiçá-lo com atitudes levianas, votando porque o candidato ou candidata seja bonitinho ou bonitinha. Precisamos observar que proposta defendem para nosso País, o passado, suas atitudes na sociedade, o trabalho social que vem desenvolvendo em sua comunidade e se não está envolvido em delitos que possam comprometer sua idoneidade moral.
É a hora de colocarmos pra fora a nossa indignação, para que depois a gente não se arrependa. Não adianta vender o voto por 50 reais, uma cesta básica, um par de óculos e uma dentadura e depois passar o tempo todo reclamando dos políticos e acusando-os de deliquentes. Aquele que vende o voto também é responsável por essas irregularidades e depois não pode reclamar. Vote consciente, vote certo para que tenhamos uma país melhor e mais justo para todos. Bom dia e bom voto para todos. E viva a democracia, por mais capenga que ela seja!

sábado, 2 de outubro de 2010

Dilma diz que pior parte da campanha foram as 'mentiras sorrateiras'



Candidata do PT pregou a continuidade do governo Lula em coletiva concedida no ABC paulista

Gustavo Porto, da Agência Estado

SÃO PAULO - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou que a pior parte desta campanha foram "as mentiras sorrateiras que saíram do baixo mundo da política, de quem não tem coragem de sair a público". Ela concedeu uma breve entrevista na manhã deste sábado, 2, véspera das eleições, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, de onde sairá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma carreata pelas ruas centrais da cidade.
Dilma evitou falar em um eventual segundo turno com o candidato tucano José Serra e não cedeu nem mesmo ao ser indagada qual seria a sua estratégia caso as eleições não sejam decididas amanhã. "Não vou decidir segundo turno e nem o primeiro. É prudente aguardar", afirmou.
A candidata pregou durante toda a entrevista a continuidade do governo Lula. Citou várias realizações do presidente, como o Bolsa-Família, o programa Luz para Todos, o aumento no número de empregos, relacionando-as com as viagens que fez durante sua campanha.
Dilma pediu que o eleitor, ao votar amanhã, decida-se por "continuar a trajetória de mudança" ou pelo retorno "do período de estagnação, desemprego e paralisia", numa referência ao governo anterior de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), do partido do seu adversário José Serra.
A candidata do PT afirmou ainda que o Brasil tem chances de ser uma das maiores economias do planeta e que este objetivo só será atingido se o trabalho do presidente Lula continuar. Ela voltou a prometer que irá erradicar a miséria no País e dar uma renda de classe média para todos os brasileiros.
Por fim, Dilma agradeceu a imprensa, disse que prefere "mil vezes as vozes críticas ao silêncio da ditadura". Ela considerou o encerramento da campanha em São Bernardo do Campo como simbólico.
No ABC paulista, o presidente Lula tornou-se conhecido nacionalmente ao liderar greves quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, nas décadas de 70 e 80.
A carreata prevista para esta manhã sairá do sindicato, seguindo até a igreja matriz do município. O local, durante a greve dos 41 dias em 1980, serviu como sede do sindicato à intervenção do governo federal que considerou o movimento ilegal. O presidente Lula não quis falar com a imprensa. Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-diz-que-pior-parte-da-campanha-foram-as-mentiras-sorrateiras,618790,0.htm

Mais de 135 milhões vão às urnas amanhã


Amanhã, das 8 às 17 horas, exatos 135.804.433 brasileiros irão às urnas para eleições em que estarão em disputa os cargos de presidente da República, senador, governador, deputados federais, estaduais ou distritais. Em relação à eleição presidencial de 2006, o eleitorado cresceu em 9 milhões - menos que entre 2002 e 2006, quando passou de 115 milhões para 126 milhões (11 milhões).
Em São Paulo, o eleitorado equivale à população da Argentina. São quase 8,5 milhões na capital e 21,8 milhões no interior, totalizando 30.301.398 eleitores aptos, para uma população estimada em 42 milhões. O Estado é o maior colégio eleitoral do País, seguido por Minas Gerais, com 14,5 milhões, e Rio de Janeiro, com 11,5 milhões.
Ainda de acordo com as estatísticas do Tribunal Superior Eleitora (TSE), com dados atualizados até 2 de setembro, 9 pessoas disputarão o cargo de presidente da República. Para governador, 171 candidatos concorrerão a 26 vagas referentes aos Estados e uma ao Distrito Federal.
Há 276 concorrentes para 54 vagas ao Senado. Para a Câmara, 6.057 candidatos disputam 513 vagas. Já para deputado estadual, serão eleitos 1.059 candidatos entre os 14.418 concorrentes. Para deputado distrital, 882 candidatos lutam por 24 vagas.
Projeção. 'Nossa expectativa para a eleição é a melhor possível. O TSE já divulgou uma projeção de uma demora de cerca de um minuto e meio para o eleitor votar, um pouco mais que a eleição passada, mas acredito que não teremos problemas no pleito', analisou o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, Walter Guilherme.
Na madrugada da segunda, de acordo com Guilherme, já deverão estar definidos os nomes dos vencedores das eleições para presidente e governador. O pleito contará com 420 mil seções, nas quais trabalharão 2,2 milhões de mesários distribuídos em todos os municípios do País e em 154 cidades no exterior.
Pouco mais de 200 mil brasileiros votarão em outros países. O maior eleitorado fora do Brasil, com 21 mil brasileiros aptos a votar, é Nova York, seguida por Lisboa e Boston, ambos com cerca de 12 mil eleitores. (Fonte: http://www.estadão.com.br)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Paulão conclama a militância petista para não agir com prepotência e não esfriar a campanha achando que já ganhou

Petista vê a vitória de Dilma Roussef, como resultado do trabalho desenvolvido pelo presidente Lula

Olívia de Cássia – Repórter
(Textoo e fotos)

Na reta final da campanha eleitoral, apoiadores, militantes e simpatizantes da candidatura do deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão-PT) se reuniram na manhã desta sexta-feira, 1º, no Teatro dos Bancários, no Centro de Maceió, para se atualizarem sobre o andamento da campanha do parlamentar a deputado federal e para ouvir orientações a respeito de como devem agir no dia da eleição, domingo, 3 de outubro.
O deputado Paulão usou seu tempo de fala para passar os dados das últimas pesquisas de intenção de votos dos institutos oficiais às eleições para a Presidência, governador, deputados federais e estaduais e observou que há uma probabilidade concreta da vitória na eleição de domingo, mas conclamou a militância a não ficar com a prepotência de achar que a eleição já está ganha e não se acomodar.
“No dia da eleição cada militante terá um papel importante porque ainda existe um percentual de pessoas que ainda não têm candidato a deputado federal, nem a estadual e o desempenho dos apoiadores, da militância e simpatizantes será muito importante para conquistar os votos dos indecisos”, destacou.
Coordenador da campanha da candidata Dilma Roussef no Estado, o petista observou que está havendo na sociedade um maior engajamento dos setores não-organizados no Estado à campanha da ex-ministra, nos segmentos D e E, “que aprovam o governo Lula em 92%”, segundo ele.
“Lula provou que há a transferência de voto e a prova disso é esse crescimento de Dilma nas pesquisas, isso é de responsabilidade presidente Lula”, segundo o petista, por conta dos programas sociais e o bom desempenho econômico do governo do PT, “que deverá melhorar mais ainda no governo de Dilma”, disse Paulão.
Líder da bancada do PT na Assembleia, Paulão destaca que “Dilma participou do último debate entre os candidatos à presidência (na noite de quinta-feira, 30 de setembro), na TV Globo, e mais uma vez demonstrou que é a postulante mais preparada para suceder o presidente Lula. Ela foi a única a apresentar propostas concretas para os problemas do país e a dizer como pode implantá-las - e não apenas fazer promessas irreais ou discursos vazios”, finaliza Paulão.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Inquietude


Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira ©


Essa minha inquietude
vem da minha alma
insatisfeita e
confusa...

Essa minha rebeldia
vem da minha inquietação
da minha
inconformação...

Sou um ser errante.
Penso que posso
melhorar o mundo
e me aprofundo
em meus pensamentos
e lamentos
incompreendidos...

Incômodos acentuados

 Olívia de Cássia |Cerqueira Hoje sinto os tais incômodos, sendo que mais acentuados. Avalio agora que já eram sintomas da Ataxia cerebe...