Olívia de Cássia Correia de Cerqueira
Eu te amei
desde a primeira vez
que eu te vi.
Foi encantamento
adolescente o que senti.
Ninguém podia imaginar
a intensidade
Daquele sentimento
que nascia em mim
Pela primeira vez.
Meus olhos te seguiam
Em toda a parte
e quando você partiu,
Levou um pedaço de mim
e tudo se transformou
em minha vida;
Eu tive que
reaprender a viver
Sem a tua presença,
sem o teu carinho...
Meu mundo
Desmoronou
e eu tive
Que reaprender
a caminhar,
sozinha.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
À flor da pele
Olívia de Cássia Correia de Cerqueira
Minhas emoções
vão surgindo,
À medida
que o tempo passa
E fico só.
Idealizo você,
invento
Penso em ti,
como se você
já existisse
há anos
Em minha vida
Penso no tudo,
no nada.
Não fomos nada,
Não nos descobrimos.
Sentimentos á flor da pele.
Minhas emoções
vão surgindo,
À medida
que o tempo passa
E fico só.
Idealizo você,
invento
Penso em ti,
como se você
já existisse
há anos
Em minha vida
Penso no tudo,
no nada.
Não fomos nada,
Não nos descobrimos.
Sentimentos á flor da pele.
Eu te procurei...
Olívia de Cássia Correia de Cerqueira
Eu te procurei
em cada canto do olhar.
Procurei em cada rua,
em cada paisagem,
Inutilmente.
Parece que tudo conspira
Contra a minha vontade
Impulsiva de encontrar você;
É melhor assim,
bem sei, bem sabes.
Eu te procurei
em cada canto do olhar.
Procurei em cada rua,
em cada paisagem,
Inutilmente.
Parece que tudo conspira
Contra a minha vontade
Impulsiva de encontrar você;
É melhor assim,
bem sei, bem sabes.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Mostra Sururu leva cinema alagoano para a praia de Pajuçara
Em sua quarta edição, evento será realizado pela primeira
vez na Praça Multieventos
A Mostra Sururu de Cinema Alagoano acontece especialmente em
2013 na Praça Multieventos, entre os dias 6 e 9 de dezembro. Realizada pela
Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas de Alagoas
(ABD&C/AL), a mostra tem como objetivo estimular a produção do audiovisual
alagoano.
Este ano a Sururu traz uma mostra competitiva com 22 filmes
realizados em Alagoas além de debates a cerca do tema. Os trabalhos que irão
competir a 4ª edição da Mostra Sururu foram selecionados entre 49 filmes inscritos,
um recorde.
A comissão de seleção foi composta pelos membros do
Cineclube Projeção. As peliculas concorrem em 11 categorias a soma total de R$
18 mil em prêmios. Além do troféu Algás de Melhor Ficção e Melhor Documentário,
também serão eleitos o melhor diretor; roteiro; ator; atriz; direção de
fotografia; montagem; desenho de som, trilha sonora e direção de arte.
Os vencedores serão anunciados em cerimônia realizada no
encerramento da mostra, dia 9 de dezembro.
Debates:
Em 2013 o evento promove três debates: Cinema e pensamento:
o papel da crítica, da autocrítica e da reflexão na construção de um cenário
audiovisual, no domingo (8/12) às 14h; O circuito de festivais e as janelas
alternativas para o curta-metragem brasileiro, na segunda-feira (9/12), às 9h;
A ABD&C e a representatividade de Classe no Audiovisual, também
segunda-feira (9/12), as 15h.
As mesas serão realizadas no Centro Arte Pajuçara. A 4ª Mostra
Sururu de Cinema Alagoano é realizada pela Associação Brasileira de
Documentaristas e Curta-metragistas de Alagoas (ABD&C/AL), a competição tem
patrocínio da prefeitura de Maceió, da Algás, e apoio do Sesc Alagoas,
AgênciaUm Comunicação e Cineclube Projeção.
Confira a programação completa da mostra abaixo:
1ª dia
Sexta-feira (6/12)
- Futebol na Terra da Rasteira, de Thalles Gomes Camelo
(16m50)
- Brêda, de Trinny Alarcon (8m20s)
- Sol Encarnado, de Pedro da Rocha (20m)
- Lixo, de Paulo Silver (9m40s)
- Os Ratos não Descansavam, de Michel Rios (7m14s)
- Diários, direção coletiva (7m40s)
- Missi, de Lays Lins Calisto (7m15s)
- Hoje Não, de Wagner Sampaio (15m)
- Menina, de Maysa Reis e Amanda Duarte (9m43s)
2º dia
Sábado (7/12)
- Rua das Árvores, de Alice Jardim (20m)
- Jorge Cooper, de Victor Guerra (20m)
- Bendita, de Antonio Castro
(4m45s)
- Flamor, de Leandro Alves (14m16s)
- Criatura, de Nivaldo Vasconcelos (6m32s)
- Miss, de Alice Jardim e Lis Paim (2m30s)
- Matador, de Wladymir Lima (13m)
- A Lapinha de Dudé, de Walcler Mendes Junior (30m)
3º dia
Domingo (8/12)
- Maré Viva, de Alice Jardim e Liz Paim (20m)
- Salão dos Artistas, direção coletiva (12m45s)
- Mwany, de Nivaldo Vasconcelos (18m40s)
- O Vulto, de Wladymir Lima (20m)
- Ontem à Noite, de Henrique Oliveira (20m)
Mesas de Debates:
Domingo (8/12), às 14h
Local: Centro Arte Pajuçara
Cinema e pensamento: o papel da crítica, da autocrítica e da
reflexão na construção de um cenário audiovisual. Participantes da mesa: Cid
Nader (Cinequanon), Ricardo Lessa e Ranieri Brandão (Filmologia), Nuno Balducci
e Ismélia Tavares (Cineclube Projeção).
Segunda-feira (9/12), às 9h
Local: Centro Arte Pajuçara
O circuito de festivais e as janelas alternativas para o
curta-metragem brasileiro
Participantes da mesa: William Hinestrosa (Festival
Internacional de Curtas-metragens de São Paulo, William Biagioli (Olhar de
Cinema – Festival Internacional de Curitiba), Sérgio Onofre (Festival de Cinema
Universitário de Alagoas) e Rafhael Barbosa (Semana do Audiovisual de Arapiraca
- Seda)
Segunda-feira (9/12), as 15h
Local: Centro Arte Pajuçara
A ABD&C e representatividade de Classe no Audiovisual
Participantes da mesa: André Leão (atual presidente da ABD
nacional), Hermano Figueiredo e Pedro da Rocha (ex-presidentes da
ABD&C/AL), Henrique Oliveira (atual presidente da ABD&C/AL)
sábado, 30 de novembro de 2013
Colunista da Tribuna Independente, Barolomeu Dresch receberá Medalha Denis Agra, hoje
![]() |
(Foto: Divulgação)
Olívia de Cássia – Repórter
O jornalista Bartolomeu Dresch, colunista político da
Tribuna Independente, será homenageado neste sábado, 30, com a Medalha Denis
Agra, na entrega do Prêmio Braskem de Jornalismo, que acontece na casa de
eventos Pierre Chalita.
A solenidade, terá
início às 21 horas e vai reunir cerca de 700 convidados, entre profissionais da
imprensa, estudantes de jornalismo, empresários da comunicação e autoridades.
A homenagem ao jornalista da Tribuna é um reconhecimento da
categoria à vida profissional, à retidão de caráter e ao esforço pessoal
dedicado por ele à luta e à organização da categoria.
Com 35 anos de jornalismo no Estado e tendo participado de
pelo menos quatro diretorias do Sindicato dos Jornalistas (Sindjornal), o
jornalista gaúcho radicado na Terra dos Marechais conta que é uma honra receber
a homenagem.
“Para mim é uma honra
receber esta homenagem; tive a oportunidade de trabalhar com Denis Agra, de
participar da diretoria da entidade na sua gestão, e de ver a luta dele pelo
jornalismo ético e democrático”, observa.
Com tantos anos de batente e tendo na bagagem matérias que
foram destaque e que repercutiram muito no Estado, Dresch avalia que é um
privilegiado. Entre os trabalhos mais relevantes ele aponta duas séries de
textos de sua autoria, sobre a questão do petróleo, que foram publicadas na
imprensa alagoana: uma na década de 70, no Jornal de Alagoas e outra série, na
década de 80, na antiga Tribuna de Alagoas.
“Sou um privilegiado; tive a oportunidade de trabalhar
quando o jornalismo ainda era a chumbo e linotipo e hoje, onde a tecnologia
está avançada: essa mudança é uma coisa que vai ficar marcada na minha
geração”, pontua.
O jornalista avalia que a categoria teve, durante esses
anos, ganhos significativos: “Vivi uma
fase de censura, numa ditadura, onde lutávamos por mais liberdade e melhores
salários. Hoje temos isso, mas não significa que não tem nada mais para fazer:
os meios de comunicação estão nas mãos de políticos, que ganham concessão;
temos um sindicato forte, uma categoria unida, e temos muito o que fazer”,
ressalta.
Mesmo não estando mais na diretoria do Sindicato, Dresch é
membro da Comissão de Ética e explica que nunca deixou de participar das lutas
dos jornalistas alagoanos, nem de frequentar a Casa da Comunicação: “Isso me
coloca numa posição de participação”, conta o gaúcho.
Prêmio teve 228 trabalhos inscritos
Mais de 80 jornalistas de Alagoas aguardam com ansiedade o
resultado do Prêmio Braskem de Jornalismo, neste sábado. Realizado pelo
Sindicato dos Jornalistas e a Braskem, o prêmio voltou a contar este ano com
uma comissão julgadora de renomados profissionais, de Alagoas e de outros
estados.
Esta é a 24ª edição do Prêmio Braskem de Jornalismo. Criado
em 1989, com o patrocínio da Salgema Indústrias Químicas – atual Braskem, ele é
considerado o “Oscar” do jornalismo alagoano. Na edição deste ano participam
mais de 80 jornalistas, ligados a 15 veículos de comunicação e a algumas
instituições que possuem assessoria de imprensa. Ao todo foram inscritos 228
trabalhos.
O Prêmio Braskem de Jornalismo 2013 premiará os autores das
melhores reportagens produzidas em Alagoas entre outubro de 2012 e novembro de
2013, além de trabalhos estudantis e de assessoria de imprensa.
Participam repórteres, editores, produtores, diagramadores e
outros profissionais da área do jornalismo. Eles atuam na TV Gazeta, Tribuna
Independente, TV Pajuçara e Gazeta de Alagoas, entre outros veículos. A empresa
com mais trabalhos inscritos será agraciada com um troféu.
Os jornalistas concorrem em onze categorias: Reportagem de
TV, Reportagem Impressa, Fotografia, Diagramação, Webjornalismo, Informação
Esportiva, Informação Econômica/Política, Informação Cultural/Turística,
Radiojornalismo, Reportagem Cinematográfica e Assessoria de Imprensa.
Estudantes de jornalismo concorrem na categoria especial Prêmio Freitas Neto.
O vencedor de cada categoria receberá troféu e uma premiação
em dinheiro. Serão distribuídos R$ 39.500 com os ganhadores, incluindo o
vencedor da categoria principal, que é o Grande Prêmio Braskem de Jornalismo.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Falta de interesse e questão financeira podem gerar desinteresse por seguro residencial
Foto: Adailson Calheiros
Olívia
de Cássia – Repórter
Por
falta de interesse, não ter o hábito ou por questão financeira, muitos
alagoanos ainda não têm o seguro residencial e deixa de usufruir as vantagens
de sua cobertura. Segundo Adalmo de Medeiros Júnior, proprietário da
corretora de Seguros Discreta, em Alagoas pouca gente procura o seguro
residencial, porque, segundo ele, em Maceió não tem esse hábito. “Apenas
nos condomínios fechados isso acontece com alguma frequência. Em dois anos
o aumento foi de 15%, não cresceu mais do que isso”, informa.
Adalmo
de Medeiros destaca que tem 28 anos de mercado nesse ramo e durante esse tempo
no Estado, se ele fez 100 clientes foi muito. “Não teve sinistros de roubos em
residência de algum segurado cliente meu: não temos estatísticas, porque não é
todo mundo que tem o hábito de seguro residencial em Alagoas, diferente do
Sul”, ressalta.
O
corretor disse à reportagem que o que aumentou no Estado foi a procura pelo
seguro de automóveis, por conta dos altos índices de roubos e arrombamentos e
também o seguro empresarial, que é obrigatório. “Em Maceió rouba-se cerca
de 350 carros por mês, o maior índice do Nordeste”, avalia.
Ele
destaca que a Rua Gonçalves Dias, no Farol, onde fica sua empresa, todos os
prédios já foram arrombados. “Muita gente não sabe, mas um seguro residencial
cobre problema de encanamento na residência, danos causados por incêndios,
queda de raios e explosão causada por gás empregado no uso doméstico e suas
consequências, tais como desmoronamento, impossibilidade de proteção ou remoção
de salvados, despesas com combate ao fogo, salvamento e desentulho do local”,
explica.
O
empresário observa ainda que no seguro residencial pode haver outras coberturas,
como, por exemplo, “as que indenizam danos decorrentes de incêndios provocados
por explosão de aparelhos ou de substâncias de qualquer natureza ou
decorrentes de outras causas como terremoto, queimadas em zona rural, vendaval,
impacto de veículos, queda de aeronave, danos elétricos”, dentre outros itens.
O
corretor pontua que para o seguro cobrir
qualquer problema apresentado, o segurado tem que provar, por meio de um
Boletim de Ocorrência e levantamento de todos os objetos que possui, por meio
de notas fiscais. “Se alguém entra na minha empresa e leva um computador ou
outro objeto, tem que ter a nota fiscal para o seguro cobrir; da mesma forma é
em uma residência”, descreve.
Sindesg pensa diferente e diz que seguro residencial tem
crescido em Maceió
O
presidente do Sindicato das Seguradoras de Alagoas (Sindesg), Armando Carvalho,
quando entrevistado pela reportagem mostrou que tem outra visão sobre o assunto:
disse que a procura pelo seguro residencial tem crescido em
Maceió e que os alagoanos estão se precavendo mais.
Esse
crescimento, segundo ele, no último ano, foi de cerca de 60%. “O fator custo
torna mais evidente as vantagens em se contratar um seguro residencial, pois
podemos considerar que seu custo varia de cinco a nove vezes menor em relação
ao seguro de automóvel, proporcional ao bem segurado”, observa.
Segundo
Armando Carvalho, esse resultado se dá: primeiro pela maior informação por
parte das seguradoras e corretoras aos seus clientes e a natural comparação de
custo-beneficio feita por eles. “Comparando com o que se paga por um seguro de
veiculo, o risco nesse segmento é muito menor”, destaca.
O
presidente do Sindesg ressalta que o seguro residencial é essencial,
“principalmente, pelo alto número no crescimento de assaltos a residências e
por conta da insegurança que assola a nossa sociedade”. Segundo ele, as
coberturas principais contratadas são: a básica Incêndio; explosão e
fumaça; danos elétricos; impacto de veículos; quebra de vidros;
subtração de bens, vendaval, queda de granizo, responsabilidade civil familiar,
perda de aluguel e desmoronamento.
“Muita
gente não sabe, mas as seguradoras também oferecem assistência 24h à residência
segurada: para chaveiro, encanador, eletricista, concerto de fogão, geladeira,
microondas, e tem até consulta a Pet Shop para os cães”, pontua.
Segundo
a Superintendência de Seguros Privados, vinculada ao Ministério da Fazenda,
houve um aumento do seguro residencial de 57%, de janeiro de 2012 a agosto de
2013. “Em Alagoas foi pago em seguro residencial, em janeiro de 2012, R$
416,051 e em agosto de 2013, R$ 645.835”, diz a superintendência.
Roubos
e arrombamentos de residências de classe média aumentaram no Estado
A
reportagem conversou com o delegado Alcides Andrade, da Delegacia de Roubos e
Furtos e ele disse que apesar de a polícia ter intensificado as operações
e prendido muitos arrombadores de residências, ainda há muitos soltos no
Estado. “Estamos numa guerra urbana, prendemos nesses quinze dias diversas
quadrilhas, houve uma diminuição nessa modalidade, mas ainda tem muitos
bandidos soltos. Eles procuram nas residências objetos de valor como joias;
dinheiro e atuam mais em bairros de classe média como a Gruta, Pinheiro e
Sanatório”, conta o delegado.
Alcides
Andrade avalia que a maioria dos alagoanos não tem o seguro residencial porque
não conhece os benefícios que ele proporciona. “Os ladrões têm a cultura
de que a casa é o lugar mais adequado para encontrar o objeto que estão
procurando e é por isso que as pessoas devem ficar mais atentas quando forem
sair de casa e na volta: ficar observando se a rua é pouco movimentada, não
guardar objetos de valor em casa, como joias e grande quantia em dinheiro e, se
a pessoa tiver condições financeiras, colocar câmeras de filmagens”, ressalta o
delegado.
SDS
A
reportagem tentou por duas semanas obter a estatística da Secretaria de Defesa
Social do Estado (SDS) sobre os números de roubos e arrombamentos a residências
em Maceió e no Estado, mas, por telefone, a assessoria informou que “os dados
não estão consolidados de roubos e furtos a residências, porque o setor de
estatística da instituição está sendo reestruturado” e que “não tem
números que possa divulgar”.
Pragas urbanas afetam a saúde e causam prejuízos à população
Olívia
de Cássia – Repórter
As
pragas urbanas afetam a saúde das populações e podem causar muitos prejuízos
financeiros. Ultimamente algumas cidades estão sendo invadidas por algumas
delas e segundo alguns especialistas procurados pela reportagem do
blog, o fato se dá pelo desequilíbrio ambiental.
Luis
Cláudio e Cícero da Silva são sócios em uma empresa de dedetização em Maceió e
observam que as pragas mais comuns no verão nas cidades pela ordem, são:
cupins, baratas, formigas, pombos (em qualquer época do ano), pixilingas,
carrapatos, escorpião, pulga e morcegos.
Para
fazer o tratamento para matar os cupins, por exemplo, que se proliferam muito
mais no verão, eles contam que fazem uma barreira química e que cada praga é um
procedimento específico. Eles observam que os cupins não causam mal à
saúde, mas causam transtornos sérios. “O desequilíbrio do meio ambiente é
o que causa o aumento das pragas. No caso do cupim, o habitat dele é o solo e
eles criam uma subcolônia (em árvores) e fazem o intercâmbio para se
reproduzirem. Uma fêmea coloca de sete mil a 25 mil ovos por dia”, explica.
“Além
das formas jovens de cupins, existem duas categorias de indivíduos adultos: a
primeira constituída por reprodutores alados (machos e fêmeas), conhecidos como
siriris ou aleluias, que voam para se acasalar (principalmente na primavera,
clima quente e úmido) e são responsáveis pela formação dos cupinzeiros. A
segunda categoria compreende as formas ápteras (sem asas), de ambos os sexos,
porém estéreis (operários e soldados)”, destaca Luís Cláudio.
Segundo
o técnico, a alimentação dos cupins consiste basicamente de celulose,
encontrada em papéis e madeiras e para obtê-la eles atravessam materiais como:
borracha, alvenaria, concreto, fios elétricos e telefônicos, plástico, gesso,
causando incêndios e danos em geral, que muitas vezes poderiam ser
evitados quando detectados a tempo e utilizando-se uma profilaxia
específica.
Ratos
são ameaças e perigo ao ser humano
Os
ratos, apesar de se manifestarem em qualquer época do ano devido ao acúmulo de
alimentos e de sujeira, no inverno se proliferam mais. Segundo os técnicos
entrevistados pela reportagem, a utilização de produtos com efeitos letais
imediatos, além de ser letal trazendo riscos para o ser humano, “não propicia a
diminuição de roedores em uma área, e sim, inverte o efeito desejado aumentando
a população existente, visto que uma colônia de ratos procura sempre manter um
número limite de indivíduos”.
Segundo
Luis Cláudio, os ratos possuem neofobia (fobia ao novo) e enviam os indivíduos
doentes mais idosos ou mais novos para testar um alimento novo introduzido em
seu ambiente. “A morte instantânea de um deles avisa aos demais do perigo
daquele alimento, fazendo com que os outros o evitem e com que as fêmeas gerem
novas crias para restabelecer o equilíbrio do número de indivíduos na colônia”,
ensina.
As
novas crias, segundo o técnico, em número maior ao de indivíduos permitidos, disputam
o lugar vago, onde os perdedores que conseguem escapar da morte, fogem daquele
território e vão habitar as áreas vizinhas, estabelecendo novas colônias.
“Por
isso uma intervenção humana em áreas infestadas por roedores, tem
necessariamente que ser decisiva e completa. Uma intervenção errônea pode ter
efeitos desastrosos, assim o combate aos roedores deve ser feito de forma
racional, técnica e completa, pois uma falha nesse trabalho pode conduzir a
situações futuras de solução difícil e onerosa”, reforça.
MANIPULAÇÃO
E USO
Luís
Cláudio conta que para fazer o trabalho de controle de pragas eles usam
produtos sem cheiro e antialérgicos: todos liberados pela Vigilância Sanitária
e pelo Ministério da Saúde, para não causar nenhum transtorno.
“A manipulação de produtos químicos são de
alta importância para nossos serviços, com registro no Conselho Regional de
Química obtemos equipe especializada no combate a pragas urbanas com resultados
no controle de baratas, cupins, brocas, formigas, escorpião, carrapatos,
moscas, pulgas e ratos”, descreve.
Para
o controle da praga de morcegos, Luís Cláudio observa que é proibido colocar
produto para matá-los, senão serão processados. Segundo ele, esses animais
procuram sempre os locais mais escuros da casa, entre a laje o telhado. “A
gente não pode matar os morcegos, orientamos os proprietários dos imóveis que
os locais onde eles costumam frequentar sejam iluminados, para espantá-los”,
conta.
Os
técnicos consultados pela reportagem destacam que em todos os bairros de Maceió
há problemas de pragas urbanas. “Locais com resto de construção são propícios
para juntar escorpiões, que podem causar a morte de uma criança de zero a três
anos de idade, porque possui pouca massa cefálica e têm menos imunidade”,
observa José Cícero.
O
serviço de um técnico de dedetização para controle de pragas, em residências,
custa de 160 a 180 reais. Nas empresas esse custo é maior. “A gente faz o
orçamento sem compromisso no local, depende do tamanho, que tipo de serviço
vamos fazer e dependendo do problema detectado nós damos o preço”, conta
Pombos
são considerados ratos de asas
Os
sócios e técnicos da empresa de dedetização entrevistados pela reportagem contam que são chamados
também para fazerem a limpeza em caixas de ar-condicionado de apartamentos,
devido à sujeira deixada pelos pombos, que ficam alojados nesses locais e
transmitem doenças pelas fezes e pelas pulgas (as chamadas pixilingas).
“Os
pombos são considerados pelo Ministério da Saúde como ratos de asas e podem
transmitir várias doenças às populações urbanas”, explica Luís Cláudio. Para
combater a população de pombos no Estado, tem aumentado a procura de
algumas empresas pela falcoaria, que é o treinamento de gaviões, para capturar
essas aves.
A
falcoaria ou cetraria é a arte de criar, treinar e cuidar de falcões e outras
aves de rapina para a caça. Em outra oportunidade, conversamos com Dorival
Filho, treinador e proprietário de uma empresa em Maceió que faz treinamentos
dessas aves para captura de pombos e pardais.
Na
empresa de Dorival Filho, os gaviões são treinados para o controle de fauna
nociva (pombos) no Porto de Maceió, na Santa Casa de Misericórdia e no Moinho
Motrisa. Segundo o treinador, os gaviões capturam pombos e pardais e qualquer
outro animal que sejam treinados para caçar.
“Cada animal que o gavião caça é resgatado
pelo treinador, que dá uma recompensa ao animal (comida). “Os animais
capturados pelos gaviões são entregues ao Ibama (Instituto Brasileiro do meio
Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) para que dê o destino final.
Segundo
a coordenadora da Vigilância Epidemiológica no Estado, a instituição não
trabalha com pragas de verão. Cleide Moreira observa que “são consideradas
pragas urbanas também as mariposas, grilos, pulgas, mas nós não trabalhamos com
esse tipo de vetor”, observa.
Praga
de grilos incomodou várias cidades do Sertão
No
mês de setembro, em vários municípios do Estado, principalmente no Sertão, os
grilos invadiram as cidades. Em Arapiraca, segundo o gerente de vendas de
caminhões Jaime Calheiros, eles infernizaram a vida da população, por
vários dias.
Jaime
conta que os grilos incomodavam tanto nos banheiros das casas, nas paredes da
fachada das casas e a única saída para os moradores era fechar as portas. O
morador informou que até o novo shopping de Arapiraca foi infestado pelos
grilos, mas observou que no seu caso não procurou o setor de vigilância sanitária
para resolver o problema.
Segundo
os técnicos consultados pela reportagem, nesse período a demanda pelos serviços
de dedetização na capital aumentam.
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