terça-feira, 3 de dezembro de 2013

À primeira vista

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Eu te amei 
desde a primeira vez 
que eu te vi. 
Foi encantamento 
adolescente o que senti.
Ninguém podia imaginar
a intensidade
Daquele sentimento
que nascia em mim
Pela primeira vez.
Meus olhos te seguiam
Em toda a parte
e quando você partiu,
Levou um pedaço de mim
e tudo se transformou
em minha vida;
Eu tive que
reaprender a viver
Sem a tua presença,
sem o teu carinho...
Meu mundo
Desmoronou
e eu tive
Que reaprender
a caminhar,
sozinha.

À flor da pele

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Minhas emoções 
vão surgindo,
À medida 
que o tempo passa
E fico só.
Idealizo você,
invento
Penso em ti,
como se você
já existisse
há anos
Em minha vida
Penso no tudo,
no nada.
Não fomos nada,
Não nos descobrimos.
Sentimentos á flor da pele.

Eu te procurei...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Eu te procurei
em cada canto do olhar.
Procurei em cada rua,
em cada paisagem,
Inutilmente.
Parece que tudo conspira
Contra a minha vontade
Impulsiva de encontrar você;
É melhor assim,
bem sei, bem sabes.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Mostra Sururu leva cinema alagoano para a praia de Pajuçara

Em sua quarta edição, evento será realizado pela primeira vez na Praça Multieventos


A Mostra Sururu de Cinema Alagoano acontece especialmente em 2013 na Praça Multieventos, entre os dias 6 e 9 de dezembro. Realizada pela Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas de Alagoas (ABD&C/AL), a mostra tem como objetivo estimular a produção do audiovisual alagoano.

Este ano a Sururu traz uma mostra competitiva com 22 filmes realizados em Alagoas além de debates a cerca do tema. Os trabalhos que irão competir a 4ª edição da Mostra Sururu foram selecionados entre 49 filmes inscritos, um recorde.

A comissão de seleção foi composta pelos membros do Cineclube Projeção. As peliculas concorrem em 11 categorias a soma total de R$ 18 mil em prêmios. Além do troféu Algás de Melhor Ficção e Melhor Documentário, também serão eleitos o melhor diretor; roteiro; ator; atriz; direção de fotografia; montagem; desenho de som, trilha sonora e direção de arte.

Os vencedores serão anunciados em cerimônia realizada no encerramento da mostra, dia 9 de dezembro.
Debates:

Em 2013 o evento promove três debates: Cinema e pensamento: o papel da crítica, da autocrítica e da reflexão na construção de um cenário audiovisual, no domingo (8/12) às 14h; O circuito de festivais e as janelas alternativas para o curta-metragem brasileiro, na segunda-feira (9/12), às 9h; A ABD&C e a representatividade de Classe no Audiovisual, também segunda-feira (9/12), as 15h.

As mesas serão realizadas no Centro Arte Pajuçara. A 4ª Mostra Sururu de Cinema Alagoano é realizada pela Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas de Alagoas (ABD&C/AL), a competição tem patrocínio da prefeitura de Maceió, da Algás, e apoio do Sesc Alagoas, AgênciaUm Comunicação e Cineclube Projeção.

Confira a programação completa da mostra abaixo:

1ª dia

Sexta-feira (6/12)
- Futebol na Terra da Rasteira, de Thalles Gomes Camelo (16m50)
- Brêda, de Trinny Alarcon (8m20s)
- Sol Encarnado, de Pedro da Rocha (20m)
- Lixo, de Paulo Silver (9m40s)
- Os Ratos não Descansavam, de Michel Rios (7m14s)
- Diários, direção coletiva (7m40s)
- Missi, de Lays Lins Calisto (7m15s)
- Hoje Não, de Wagner Sampaio (15m)
- Menina, de Maysa Reis e Amanda Duarte (9m43s)

2º dia

Sábado (7/12)
- Rua das Árvores, de Alice Jardim (20m)
- Jorge Cooper, de Victor Guerra (20m)
- Bendita, de Antonio Castro  (4m45s)
- Flamor, de Leandro Alves (14m16s)
- Criatura, de Nivaldo Vasconcelos (6m32s)
- Miss, de Alice Jardim e Lis Paim (2m30s)
- Matador, de Wladymir Lima (13m)
- A Lapinha de Dudé, de Walcler Mendes Junior (30m)

3º dia

Domingo (8/12)
- Maré Viva, de Alice Jardim e Liz Paim (20m)
- Salão dos Artistas, direção coletiva (12m45s)
- Mwany, de Nivaldo Vasconcelos (18m40s)
- O Vulto, de Wladymir Lima (20m)
- Ontem à Noite, de Henrique Oliveira (20m)
Mesas de Debates:
Domingo (8/12), às 14h
Local: Centro Arte Pajuçara

Cinema e pensamento: o papel da crítica, da autocrítica e da reflexão na construção de um cenário audiovisual. Participantes da mesa: Cid Nader (Cinequanon), Ricardo Lessa e Ranieri Brandão (Filmologia), Nuno Balducci e Ismélia Tavares (Cineclube Projeção).

Segunda-feira (9/12), às 9h
Local: Centro Arte Pajuçara

O circuito de festivais e as janelas alternativas para o curta-metragem brasileiro
Participantes da mesa: William Hinestrosa (Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo, William Biagioli (Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba), Sérgio Onofre (Festival de Cinema Universitário de Alagoas) e Rafhael Barbosa (Semana do Audiovisual de Arapiraca - Seda)

Segunda-feira (9/12), as 15h
Local: Centro Arte Pajuçara
A ABD&C e representatividade de Classe no Audiovisual

Participantes da mesa: André Leão (atual presidente da ABD nacional), Hermano Figueiredo e Pedro da Rocha (ex-presidentes da ABD&C/AL), Henrique Oliveira (atual presidente da ABD&C/AL)

sábado, 30 de novembro de 2013

Colunista da Tribuna Independente, Barolomeu Dresch receberá Medalha Denis Agra, hoje


(Foto: Divulgação)

Olívia de Cássia – Repórter

O jornalista Bartolomeu Dresch, colunista político da Tribuna Independente, será homenageado neste sábado, 30, com a Medalha Denis Agra, na entrega do Prêmio Braskem de Jornalismo, que acontece na casa de eventos Pierre Chalita.

 A solenidade, terá início às 21 horas e vai reunir cerca de 700 convidados, entre profissionais da imprensa, estudantes de jornalismo, empresários da comunicação e autoridades.

A homenagem ao jornalista da Tribuna é um reconhecimento da categoria à vida profissional, à retidão de caráter e ao esforço pessoal dedicado por ele à luta e à organização da categoria.

Com 35 anos de jornalismo no Estado e tendo participado de pelo menos quatro diretorias do Sindicato dos Jornalistas (Sindjornal), o jornalista gaúcho radicado na Terra dos Marechais conta que é uma honra receber a homenagem.

“Para mim é uma honra receber esta homenagem; tive a oportunidade de trabalhar com Denis Agra, de participar da diretoria da entidade na sua gestão, e de ver a luta dele pelo jornalismo ético e democrático”, observa.

Com tantos anos de batente e tendo na bagagem matérias que foram destaque e que repercutiram muito no Estado, Dresch avalia que é um privilegiado. Entre os trabalhos mais relevantes ele aponta duas séries de textos de sua autoria, sobre a questão do petróleo, que foram publicadas na imprensa alagoana: uma na década de 70, no Jornal de Alagoas e outra série, na década de 80, na antiga Tribuna de Alagoas.

“Sou um privilegiado; tive a oportunidade de trabalhar quando o jornalismo ainda era a chumbo e linotipo e hoje, onde a tecnologia está avançada: essa mudança é uma coisa que vai ficar marcada na minha geração”, pontua.

O jornalista avalia que a categoria teve, durante esses anos, ganhos significativos: “Vivi  uma fase de censura, numa ditadura, onde lutávamos por mais liberdade e melhores salários. Hoje temos isso, mas não significa que não tem nada mais para fazer: os meios de comunicação estão nas mãos de políticos, que ganham concessão; temos um sindicato forte, uma categoria unida, e temos muito o que fazer”, ressalta.

Mesmo não estando mais na diretoria do Sindicato, Dresch é membro da Comissão de Ética e explica que nunca deixou de participar das lutas dos jornalistas alagoanos, nem de frequentar a Casa da Comunicação: “Isso me coloca numa posição de participação”, conta o gaúcho.

Prêmio teve 228 trabalhos inscritos

Mais de 80 jornalistas de Alagoas aguardam com ansiedade o resultado do Prêmio Braskem de Jornalismo, neste sábado. Realizado pelo Sindicato dos Jornalistas e a Braskem, o prêmio voltou a contar este ano com uma comissão julgadora de renomados profissionais, de Alagoas e de outros estados.

Esta é a 24ª edição do Prêmio Braskem de Jornalismo. Criado em 1989, com o patrocínio da Salgema Indústrias Químicas – atual Braskem, ele é considerado o “Oscar” do jornalismo alagoano. Na edição deste ano participam mais de 80 jornalistas, ligados a 15 veículos de comunicação e a algumas instituições que possuem assessoria de imprensa. Ao todo foram inscritos 228 trabalhos.

O Prêmio Braskem de Jornalismo 2013 premiará os autores das melhores reportagens produzidas em Alagoas entre outubro de 2012 e novembro de 2013, além de trabalhos estudantis e de assessoria de imprensa.

Participam repórteres, editores, produtores, diagramadores e outros profissionais da área do jornalismo. Eles atuam na TV Gazeta, Tribuna Independente, TV Pajuçara e Gazeta de Alagoas, entre outros veículos. A empresa com mais trabalhos inscritos será agraciada com um troféu.

Os jornalistas concorrem em onze categorias: Reportagem de TV, Reportagem Impressa, Fotografia, Diagramação, Webjornalismo, Informação Esportiva, Informação Econômica/Política, Informação Cultural/Turística, Radiojornalismo, Reportagem Cinematográfica e Assessoria de Imprensa. Estudantes de jornalismo concorrem na categoria especial Prêmio Freitas Neto.


O vencedor de cada categoria receberá troféu e uma premiação em dinheiro. Serão distribuídos R$ 39.500 com os ganhadores, incluindo o vencedor da categoria principal, que é o Grande Prêmio Braskem de Jornalismo.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Falta de interesse e questão financeira podem gerar desinteresse por seguro residencial

Foto: Adailson Calheiros 
Olívia de Cássia – Repórter

Por falta de interesse, não ter o hábito ou por questão financeira, muitos alagoanos ainda não têm o seguro residencial e deixa de usufruir as vantagens de sua cobertura. Segundo Adalmo  de Medeiros Júnior, proprietário da corretora de Seguros Discreta, em Alagoas pouca gente procura o seguro residencial, porque, segundo ele, em Maceió não tem esse hábito.  “Apenas nos condomínios fechados isso acontece com alguma frequência. Em dois anos o aumento foi de 15%, não cresceu mais do que isso”, informa.
Adalmo de Medeiros destaca que tem 28 anos de mercado nesse ramo e durante esse tempo no Estado, se ele fez 100 clientes foi muito. “Não teve sinistros de roubos em residência de algum segurado cliente meu: não temos estatísticas, porque não é todo mundo que tem o hábito de seguro residencial em Alagoas, diferente do Sul”, ressalta.
O corretor disse à reportagem que o que aumentou no Estado foi a procura pelo seguro de automóveis, por conta dos altos índices de roubos e arrombamentos e também o seguro empresarial, que é obrigatório.  “Em Maceió rouba-se cerca de 350 carros por mês, o maior índice do Nordeste”, avalia.
Ele destaca que a Rua Gonçalves Dias, no Farol, onde fica sua empresa, todos os prédios já foram arrombados. “Muita gente não sabe, mas um seguro residencial cobre problema de encanamento na residência, danos causados por incêndios, queda de raios e explosão causada por gás empregado no uso doméstico e suas consequências, tais como desmoronamento, impossibilidade de proteção ou remoção de salvados, despesas com combate ao fogo, salvamento e desentulho do local”, explica.
O empresário observa ainda que no seguro residencial pode haver outras coberturas, como, por exemplo, “as que indenizam danos decorrentes de incêndios provocados por explosão de aparelhos ou de substâncias de qualquer natureza ou decorrentes de outras causas como terremoto, queimadas em zona rural, vendaval, impacto de veículos, queda de aeronave, danos elétricos”, dentre outros itens.
O corretor  pontua que para o seguro cobrir qualquer problema apresentado, o segurado tem que provar, por meio de um Boletim de Ocorrência e levantamento de todos os objetos que possui, por meio de notas fiscais. “Se alguém entra na minha empresa e leva um computador ou outro objeto, tem que ter a nota fiscal para o seguro cobrir; da mesma forma é em uma residência”, descreve.
Sindesg pensa diferente e diz que seguro residencial tem crescido em Maceió
O presidente do Sindicato das Seguradoras de Alagoas (Sindesg), Armando Carvalho, quando entrevistado pela reportagem mostrou que tem outra visão sobre o assunto: disse  que a  procura pelo seguro residencial tem crescido em Maceió e que os alagoanos estão se precavendo mais.
Esse crescimento, segundo ele, no último ano, foi de cerca de 60%. “O fator custo torna mais evidente as vantagens em se contratar um seguro residencial, pois podemos considerar que seu custo varia de cinco a nove vezes menor em relação ao seguro de automóvel, proporcional ao bem segurado”, observa.
Segundo Armando Carvalho, esse resultado se dá: primeiro pela maior informação por parte das seguradoras e corretoras aos seus clientes e a natural comparação de custo-beneficio feita por eles. “Comparando com o que se paga por um seguro de veiculo, o risco nesse segmento é  muito menor”, destaca.
O presidente do Sindesg ressalta que o seguro residencial é essencial,  “principalmente, pelo alto número no crescimento de assaltos a residências e por conta da insegurança que assola a nossa sociedade”.  Segundo ele, as coberturas principais contratadas são: a básica Incêndio;  explosão e fumaça;  danos elétricos;  impacto de veículos; quebra de vidros; subtração de bens, vendaval, queda de granizo, responsabilidade civil familiar, perda de aluguel e desmoronamento.
“Muita gente não sabe, mas as seguradoras também oferecem assistência 24h à residência segurada: para chaveiro, encanador, eletricista, concerto de fogão, geladeira, microondas, e tem até consulta a Pet Shop para os cães”, pontua.
Segundo a Superintendência de Seguros Privados, vinculada ao Ministério da Fazenda, houve um aumento do seguro residencial de 57%, de janeiro de 2012 a agosto de 2013. “Em Alagoas foi pago em seguro residencial, em janeiro de 2012, R$ 416,051 e em agosto de 2013, R$ 645.835”, diz a superintendência.
Roubos e arrombamentos de residências de classe média aumentaram no Estado
A reportagem conversou com o delegado Alcides Andrade, da Delegacia de Roubos e Furtos e ele disse que apesar de a polícia ter intensificado as operações e prendido muitos arrombadores de residências, ainda há muitos soltos no Estado. “Estamos numa guerra urbana, prendemos nesses quinze dias diversas quadrilhas, houve uma diminuição nessa modalidade, mas ainda tem muitos bandidos soltos. Eles procuram nas residências objetos de valor como joias; dinheiro e atuam mais em bairros de classe média como a Gruta, Pinheiro e Sanatório”, conta o delegado.
Alcides Andrade avalia que a maioria dos alagoanos não tem o seguro residencial porque não conhece os benefícios que ele proporciona.  “Os ladrões têm a cultura de que a casa é o lugar mais adequado para encontrar o objeto que estão procurando e é por isso que as pessoas devem ficar mais atentas quando forem sair de casa e na volta: ficar observando se a rua é pouco movimentada, não guardar objetos de valor em casa, como joias e grande quantia em dinheiro e, se a pessoa tiver condições financeiras, colocar câmeras de filmagens”, ressalta o delegado.
SDS
A reportagem tentou por duas semanas obter a estatística da Secretaria de Defesa Social do Estado (SDS) sobre os números de roubos e arrombamentos a residências em Maceió e no Estado, mas, por telefone, a assessoria informou que “os dados não estão consolidados de roubos e furtos a residências, porque o setor de estatística da instituição está sendo reestruturado” e que “não tem  números que possa divulgar”.

Pragas urbanas afetam a saúde e causam prejuízos à população

Olívia de Cássia – Repórter

As pragas urbanas afetam a saúde das populações e podem causar muitos prejuízos financeiros. Ultimamente algumas cidades estão sendo invadidas por algumas delas  e  segundo alguns especialistas procurados pela reportagem do blog, o fato se dá pelo desequilíbrio ambiental.
Luis Cláudio e Cícero da Silva são sócios em uma empresa de dedetização em Maceió e observam que as pragas mais comuns no verão nas cidades pela ordem, são: cupins, baratas, formigas, pombos (em qualquer época do ano), pixilingas, carrapatos, escorpião, pulga e morcegos.
Para fazer o tratamento para matar os cupins, por exemplo, que se proliferam muito mais no verão, eles contam que fazem uma barreira química e que cada praga é um procedimento específico.  Eles observam que os cupins não causam mal à saúde, mas causam transtornos sérios.  “O desequilíbrio do meio ambiente é o que causa o aumento das pragas. No caso do cupim, o habitat dele é o solo e eles criam uma subcolônia (em árvores) e fazem o intercâmbio para se reproduzirem. Uma fêmea coloca de sete mil a 25 mil ovos por dia”, explica.
 “Além das formas jovens de cupins, existem duas categorias de indivíduos adultos: a primeira constituída por reprodutores alados (machos e fêmeas), conhecidos como siriris ou aleluias, que voam para se acasalar (principalmente na primavera, clima quente e úmido) e são responsáveis pela formação dos cupinzeiros. A segunda categoria compreende as formas ápteras (sem asas), de ambos os sexos, porém estéreis (operários e soldados)”, destaca Luís Cláudio.
Segundo o técnico, a alimentação dos cupins consiste basicamente de celulose, encontrada em papéis e madeiras e para obtê-la eles atravessam materiais como: borracha, alvenaria, concreto, fios elétricos e telefônicos, plástico, gesso, causando incêndios e danos em geral, que muitas vezes poderiam ser  evitados quando  detectados a tempo e utilizando-se uma profilaxia específica.
 Ratos são ameaças e perigo ao ser humano

Os ratos, apesar de se manifestarem em qualquer época do ano devido ao acúmulo de alimentos e de sujeira, no inverno se proliferam mais. Segundo os técnicos entrevistados pela reportagem, a utilização de produtos com efeitos letais imediatos, além de ser letal trazendo riscos para o ser humano, “não propicia a diminuição de roedores em uma área, e sim, inverte o efeito desejado aumentando a população existente, visto que uma colônia de ratos procura sempre manter um número limite de indivíduos”.
Segundo Luis Cláudio, os ratos possuem neofobia (fobia ao novo) e enviam os indivíduos doentes mais idosos ou mais novos para testar um alimento novo introduzido em seu ambiente. “A morte instantânea de um deles avisa aos demais do perigo daquele alimento, fazendo com que os outros o evitem e com que as fêmeas gerem novas crias para restabelecer o equilíbrio do número de indivíduos na colônia”, ensina.
 As novas crias, segundo o técnico, em número maior ao de indivíduos permitidos, disputam o lugar vago, onde os perdedores que conseguem escapar da morte, fogem daquele território e vão habitar as áreas vizinhas, estabelecendo novas colônias.
“Por isso uma intervenção humana em áreas infestadas por roedores, tem necessariamente que ser decisiva e completa. Uma intervenção errônea pode ter efeitos desastrosos, assim o combate aos roedores deve ser feito de forma racional, técnica e completa, pois uma falha nesse trabalho pode conduzir a situações futuras de solução difícil e onerosa”, reforça.  
MANIPULAÇÃO E USO
Luís Cláudio conta que para fazer o trabalho de controle de pragas eles usam produtos sem cheiro e antialérgicos: todos liberados pela Vigilância Sanitária e pelo Ministério da Saúde, para não causar nenhum transtorno.
 “A manipulação de produtos químicos são de alta importância para nossos serviços, com registro no Conselho Regional de Química obtemos equipe especializada no combate a pragas urbanas com resultados no controle de baratas, cupins, brocas, formigas, escorpião, carrapatos, moscas, pulgas e ratos”, descreve.
Para o controle da praga de morcegos, Luís Cláudio observa que é proibido colocar produto para matá-los, senão serão processados. Segundo ele, esses animais procuram sempre os locais mais escuros da casa, entre a laje o telhado. “A gente não pode matar os morcegos, orientamos os proprietários dos imóveis que os locais onde eles costumam frequentar sejam iluminados, para espantá-los”, conta.
 Os técnicos consultados pela reportagem destacam que em todos os bairros de Maceió há problemas de pragas urbanas. “Locais com resto de construção são propícios para juntar escorpiões, que podem causar a morte de uma criança de zero a três anos de idade, porque possui pouca massa cefálica e têm menos imunidade”, observa José Cícero.
O serviço de um técnico de dedetização para controle de pragas, em residências, custa de 160 a 180 reais. Nas empresas esse custo é maior. “A gente faz o orçamento sem compromisso no local, depende do tamanho, que tipo de serviço vamos fazer e dependendo do problema detectado nós damos o preço”, conta

Pombos são considerados  ratos de asas
Foto: Olívia de Cássia
 Dorival Filho faz treinamentos com gaviões
para captura de pombos e pardais
Os sócios e técnicos da empresa de dedetização entrevistados pela reportagem contam que são chamados também para fazerem a limpeza em caixas de ar-condicionado de apartamentos, devido à sujeira deixada pelos  pombos, que ficam alojados nesses locais e transmitem doenças pelas fezes e pelas pulgas (as chamadas pixilingas).
“Os pombos são considerados pelo Ministério da Saúde como ratos de asas e podem transmitir várias doenças às populações urbanas”, explica Luís Cláudio. Para combater a população de pombos no Estado, tem  aumentado a procura de algumas empresas pela falcoaria, que é o treinamento de gaviões, para capturar essas aves.
A falcoaria ou cetraria é a arte de criar, treinar e cuidar de falcões e outras aves de rapina para a caça. Em outra oportunidade, conversamos com Dorival Filho, treinador e proprietário de uma empresa em Maceió que faz treinamentos dessas aves para captura de pombos e pardais.
Na empresa de Dorival Filho, os gaviões são treinados para o controle de fauna nociva (pombos) no Porto de Maceió, na Santa Casa de Misericórdia e no Moinho Motrisa. Segundo o treinador, os gaviões capturam pombos e pardais e qualquer outro animal que sejam treinados para caçar.
 “Cada animal que o gavião caça é resgatado pelo treinador, que dá uma recompensa ao animal (comida). “Os animais capturados pelos gaviões são entregues ao Ibama (Instituto Brasileiro do meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) para que dê o destino final.
Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica no Estado, a instituição não trabalha com pragas de verão. Cleide Moreira observa que “são consideradas pragas urbanas também as mariposas, grilos, pulgas, mas nós não trabalhamos com esse tipo de vetor”, observa.
 Praga de grilos incomodou várias cidades do Sertão
No mês de setembro, em vários municípios do Estado, principalmente no Sertão, os grilos invadiram as cidades. Em Arapiraca, segundo o gerente de vendas de caminhões  Jaime Calheiros, eles infernizaram a vida da população, por vários dias.
Jaime conta que os grilos incomodavam tanto nos banheiros das casas, nas paredes da fachada das casas e a única saída para os moradores era fechar as portas. O morador  informou que até o novo shopping de Arapiraca foi infestado pelos grilos, mas observou que no seu caso não procurou o setor de vigilância sanitária para resolver o problema.
Segundo os técnicos consultados pela reportagem, nesse período a demanda pelos serviços de dedetização na capital aumentam.  

Incômodos acentuados

 Olívia de Cássia |Cerqueira Hoje sinto os tais incômodos, sendo que mais acentuados. Avalio agora que já eram sintomas da Ataxia cerebe...