Louvemos a democracia
Olívia de Cássia – jornalista
Democracia é uma palavra linda em seu significado, mas que está desgastada pelo seu uso indiscriminado. Nasceu na Grécia. Teoricamente, “é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com o povo, direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos”, que na maioria dos casos, nem cumprem o que prometem e nem representam o povo como deveriam. Claro que há exceções.
No Brasil, a democracia sempre foi muito conturbada e difícil, é só pegar a história, desde a época da monarquia. Em rápidas pinceladas, passado o período da República da Espada, República Velha, Coronelismo, Getúlio, Juscelino e Jânio Quadros, o País viveu um período de vinte anos sob o manto da ditadura militar. Muita gente no Brasil nasceu e ficou jovem durante esse tempo.
No meu caso, quando a ditadura se instaurou no País eu estava com quatro anos de idade. Lembro vagamente que logo no início meus pais tinham medo. Não queriam nos ver na rua, com receio do que pudesse nos acontecer. Quanto mais eu leio, me informo e vejo filmes sobre aquele período ou qualquer outro que impeça a liberdade do ser humano e o direito de ir e vir, mais eu respeito, admiro e defendo a democracia, mesmo que ela ainda seja capenga em nosso Brasil.
Muita gente ainda age como se estivesse em um regime ditatorial. Não se acostumou com a liberdade. A gente lutou tanto por isso, mas nem assim as pessoas têm consciência disso. Muitas personalidades usam a palavra democracia para florear seus discursos, embora que na Prática e na sua rotina diária não a exerça como deveriam fazê-lo de fato. No fundo gostariam de impor suas vontades e ainda impõem como se fossem coronéis.
Em algumas cidades do interior do País os coronéis ainda dominam e a democracia passa ao largo, como se fosse história da Carochinha. Nosso Brasil é imenso, as diferenças e contrastes são de dimensões de continente.
Indo para outro país, estou lendo e quase terminando o livro “Resistência – A história da Mulher que desafiou Hitler”, da escritora Agnès Humbert. Uma história pessoal de uma intelectual francesa que viveu a dureza da guerra, a invasão francesa pelo exército de Hitler na década de 40. Leitura obrigatória para todos aqueles que defendem e praticam de fato a democracia e que defendem a liberdade acima de tudo.
Agnès faz um relato humano da brutalidade cometida num regime bestial como foi o nazismo. Trabalhou em regime de escravidão em fábricas têxteis durante o período da sua prisão. Com humor, inteligência e ironia, ela vai relatando a triste rotina daquelas mulheres. É um forte relato, dá uma revolta danada de ver e saber do que foi praticado durante tantos anos contra pessoas que sempre lutaram por uma sociedade livre e justa.
Em forma de diário ela vai descrevendo o dia-a-dia da prisão, onde as mulheres foram privadas de sua dignidade, por motivos tolos, sem direito até de tomar um banho e de ter sua privacidade reservada como a de fazer suas necessidades fisiológicas diante dos outros.
É um relato que comove pela força das palavras e que eu recomendo a leitura. A guerra é desumana e para os jovens que não viveram sequer um período privativo de suas liberdades e que hoje têm o direito de viver em liberdade e de dizerem o que querem e o que pensam, a leitura é obrigatória. Eu recomendo.
terça-feira, 27 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Mulheres na política ou em qualquer lugar
Olívia de Cássia - jornalista
A pré-candidatura de duas mulheres à Presidência da República no próximo mês de outubro fortalece e reacende o debate da importância da participação do gênero feminino nas lutas da sociedade e do País se isso for do seu interesse, é claro. Defendo a proposta de que lugar de mulher é em todo canto, seja na política, no mercado de trabalho ou onde ela queira estar, por sua livre e espontânea vontade, não adianta querer pressionar.
Sou de um tempo em que vi muitas mulheres da minha geração ficaram alienadas porque, apesar dos avanços que as mulheres foram conquistando no Brasil, ainda nas décadas de 60 e 70, em União dos Palmares, muita coisa era proibida, muitas vezes até a leitura de determinados livros. Outras foram para as ruas protestar contra essa ideia e foram discriminadas e expostas às mais duras penas.
O sistema é bruto. Não é fácil ser participativa e rebelde com causa, não é fácil protestar contra um sistema corrupto, violento e cheio de conceitos pré-concebidos e machistas contra as mulheres, que eram consideradas antigamente como o sexo frágil. De frágil nós só temos o sentimentalismo, muitas das vezes até exagerado, como é o meu caso, e a sensibilidade de perceber coisas e situações, sexto sentido mesmo, que muitos homens não têm. Coisa de mulher.
Apesar do preconceito que sempre esteve muito visível nas sociedades de todo o mundo, desde os primeiros séculos que as mulheres participam dos enfrentamentos e das principais reivindicações sociais e políticas. No começo dos tempos, segundo Johann Jakob Bachofen, pesquisador, historiador e antropólogo suíço que estudou as sociedades matriarcais, as mulheres eram proibidas até de andar de transporte e percorriam muitos trechos a pé.
Muitas foram as inconformadas com essa situação, tantas outras foram as que morreram e, discriminadas, foram vistas como seres estranhos e nem assim deixaram de lutar por uma sociedade mais justa, mais fraterna e mais igual. O espírito de luta e de protesto está no sangue.
Por mais que se fale é bom lembrar que apesar de todos os avanços que conseguimos na sociedade, principalmente no Brasil com a Constituição de 1988, ainda há muito preconceito - não só da parte dos homens machistas -, mas de mulheres também, por incrível que possa parecer. É coisa de formação pessoal, de educação e de escolhas também. Cada uma de nós escolhe os seus caminhos que às vezes são cheios de curvas, espinhos e abismos.
É certo que a propaganda enganosa dos meios de comunicação e muitas novelas de TV mostram uma ideia de mulher que muitas vezes não está ao alcance da maioria e elas se deixam levar por aquela farsa e se embrenham em situações e em um mundo que não lhes pertence e vivem alienadas da vida, no “mundo de Alice”, ignorando a verdadeira face da realidade e isso atende aos interesses de determinado segmento que não quer a mulher consciente e participativa.
Num mundo tão cheio de violência e ainda com tanto preconceito, essa ampliação da participação das mulheres na política e nas lutas principais dos movimentos será uma demonstração de que as mulheres estão vivas e de olho em tudo. Que venham as eleições!
Olívia de Cássia - jornalista
A pré-candidatura de duas mulheres à Presidência da República no próximo mês de outubro fortalece e reacende o debate da importância da participação do gênero feminino nas lutas da sociedade e do País se isso for do seu interesse, é claro. Defendo a proposta de que lugar de mulher é em todo canto, seja na política, no mercado de trabalho ou onde ela queira estar, por sua livre e espontânea vontade, não adianta querer pressionar.
Sou de um tempo em que vi muitas mulheres da minha geração ficaram alienadas porque, apesar dos avanços que as mulheres foram conquistando no Brasil, ainda nas décadas de 60 e 70, em União dos Palmares, muita coisa era proibida, muitas vezes até a leitura de determinados livros. Outras foram para as ruas protestar contra essa ideia e foram discriminadas e expostas às mais duras penas.
O sistema é bruto. Não é fácil ser participativa e rebelde com causa, não é fácil protestar contra um sistema corrupto, violento e cheio de conceitos pré-concebidos e machistas contra as mulheres, que eram consideradas antigamente como o sexo frágil. De frágil nós só temos o sentimentalismo, muitas das vezes até exagerado, como é o meu caso, e a sensibilidade de perceber coisas e situações, sexto sentido mesmo, que muitos homens não têm. Coisa de mulher.
Apesar do preconceito que sempre esteve muito visível nas sociedades de todo o mundo, desde os primeiros séculos que as mulheres participam dos enfrentamentos e das principais reivindicações sociais e políticas. No começo dos tempos, segundo Johann Jakob Bachofen, pesquisador, historiador e antropólogo suíço que estudou as sociedades matriarcais, as mulheres eram proibidas até de andar de transporte e percorriam muitos trechos a pé.
Muitas foram as inconformadas com essa situação, tantas outras foram as que morreram e, discriminadas, foram vistas como seres estranhos e nem assim deixaram de lutar por uma sociedade mais justa, mais fraterna e mais igual. O espírito de luta e de protesto está no sangue.
Por mais que se fale é bom lembrar que apesar de todos os avanços que conseguimos na sociedade, principalmente no Brasil com a Constituição de 1988, ainda há muito preconceito - não só da parte dos homens machistas -, mas de mulheres também, por incrível que possa parecer. É coisa de formação pessoal, de educação e de escolhas também. Cada uma de nós escolhe os seus caminhos que às vezes são cheios de curvas, espinhos e abismos.
É certo que a propaganda enganosa dos meios de comunicação e muitas novelas de TV mostram uma ideia de mulher que muitas vezes não está ao alcance da maioria e elas se deixam levar por aquela farsa e se embrenham em situações e em um mundo que não lhes pertence e vivem alienadas da vida, no “mundo de Alice”, ignorando a verdadeira face da realidade e isso atende aos interesses de determinado segmento que não quer a mulher consciente e participativa.
Num mundo tão cheio de violência e ainda com tanto preconceito, essa ampliação da participação das mulheres na política e nas lutas principais dos movimentos será uma demonstração de que as mulheres estão vivas e de olho em tudo. Que venham as eleições!
segunda-feira, 19 de abril de 2010


Feijoada com as estrelas em União lança proposta de criação do Comitê Pró-Dilma Roussef
Olívia de Cássia - jornalista
(Textos e fotos)
O coletivo de mulheres do Partido dos Trabalhadores de União dos Palmares realizou neste domingo, 18, no campus da Universidade Estadual de Alagoas - Uneal, que funciona no prédio do antigo Colégio Santa Maria Madalena, na Rua Tavares Bastos, a “Feijoada com as estrelas”.
A atividade teve como objetivo comemorar os cem anos do Dia Internacional da Mulher e reunir lideranças e convidados para um bate-papo sobre pré-candidaturas de Dilma Roussef, à Presidência da República e da ex-vereadora Genisete Lucena do PT local para deputada estadual; contou com a presença do pré-candidato ao Senado pelo partido, José Pinto de Luna.
Genisete agradeceu a todas que compareceram ao evento e reforçou a importância dos programas do governo Lula que, segundo ela, fazem acreditar nesse projeto. “Mais de onze milhões de famílias têm acesso atualmente ao Bolsa Família. Durante muitos anos o sonho de muita gente era ter comida em casa, com o governo Lula houve ampliação de vagas nas escolas e a meta é até 2014 tirar as pessoas do estágio de extrema pobreza”, observou.
O ex-delegado da Polícia Federal e pré-candidato ao Senado José Pinto de Luna, chegou atrasado ao evento, mas não deixou de ser destaque. Muitas pessoas que já tinham almoçado e se retirado da festa voltou para ouvir o que Luna tinha a dizer e para tirar fotos com ele.
Descontraído, o mais novo petista do Estado conversou descontraidamente nas mesas e fez uma fala rápida, antes de posar para as fotos. Luna disse que tem orgulho de pertencer ao PT, “que tem pessoas como a ex-vereadora Genisete e o vereador Manoel Feliciano em seus quadros” e fez um breve discurso.
Na atividade também foi proposta a criação do Comitê pró-Dilma Roussef à Presidência da República. “Proponho em primeira mão que seja criado aqui em União o comitê pró-Dilma”, disse Edna Nobre, da direção estadual do PT.
Já Lenilda Lima, presidente do PT de Maceió, destacou os benefícios que o governo Lula tem destinado para o Estado e disse que ele teve uma visão republicana. “A disputa é de projetos. A maioria da população ganha salário mínimo, a faixa dos aposentados que recebem salário mínimo é maior, os brasileiros estão tendo maior distribuição de renda e para governador não precisa de beleza, Lula dá o exemplo tirando da informalidade vários trabalhadores”, observou Lenilda.
DILMA
Em seu discurso, Lenilda defendeu a candidatura da ex-ministra Dilma Roussef e disse que “se o Lula foi bom a Dilma vai ser melhor. Ela tem uma história de Luta contra a ditadura militar e é uma pessoa extremamente democrática. O que está em jogo é um projeto de nação e esse projeto nos pertence”, destacou.
A presidente do diretório do PT de Maceió também defendeu a pré-candidatura de Genisete Lucena ao parlamento estadual dizendo que na Assembleia Legislativa do Estado “os mais violentos são os que estão em primeiro lugar nas pesquisas, para voltar à ALE”, e convidou as mulheres palmarinas para participarem da política.
“A política tem que ser bela e honesta e defendo um país com distribuição de renda, pela ética. Para que sejamos livres é preciso que participemos da política”, defendeu. Outras lideranças fizeram uso da fala como Suzeane Maira, do PT Jovem, o vereador Manoel Feliciano e Carla Teresa, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de União.
Compuseram a mesa também dona Lourdes, a primeira mulher a assinar a ficha de filiação do partido em União dos Palmares e Luciene do setor rural. O mestre de cerimônia da festa foi Sérgio Rogério, vice-presidente do partido no município, editor do blog Acorda União e um dos organizadores do Mesa Z, um programa de entrevistas da Rádio Zumbi. (Confira mais fotos do evento no meu Orkut)
sábado, 17 de abril de 2010
Quando o ser humano vira animal irracional
Olívia de Cássia – jornalista
Eu tinha acabado de chegar da Tribuna Independente, cansada de uma jornada extenuante de fechamento de duas edições dos jornais do fim de semana. Estava terminando o jornal da Globo, eu ia subir a escada com a água para beber mais tarde, me arrumar, tomar banho, antes de bisbilhotar um pouco a internet para poder dormir, como faço todos os dias. De repente ouço um barulho na rua, barulho de moto e de gente agressiva, gritando: “Pega ladrão, filho da puta, eu vou te matar”.
Corri para ver o que era e não acreditei no que meus olhos estavam presenciando. Pensei em pegar a máquina fotográfica para registrar o espancamento, mas não tive coragem, meu corpo todo tremia. Eu nunca tinha visto um linchamento em minha vida, a não ser na televisão, em filmes; fiquei perplexa. Nossa rua nunca teve isso, sempre foi uma rua pacata e tranquila que todo mundo sempre quis vir morar por ser próximo de tudo.
Gritei, disse que ia chamar a polícia, mas os agressores não ouviam e gritavam: “Pega o revólver e mata esse ladrão safado”. Eles agrediam o rapaz, pisavam nele, davam chutes na cabeça, no abdome. Queriam fazer justiça com as próprias mãos. Tinha até uma senhora no meio da confusão, incitando aqueles homens. O ser humano transformado em fera, atacando sua presa. Meu Deus do céu, onde isso vai parar?
Tentei acessar o site da Polícia Civil, mas não encontrei o número, estava tão nervosa e o telefone só dava ocupado, não era aquele número. Ninguém tem o direito de fazer justiça com as próprias mãos, quem somos nós para julgar? Aquele homem poderia ter sido assassinado em frente à minha casa no começo da madrugada deste sábado e aí a situação tinha sido pior.
Toda aquela fúria, disseram, foi porque ele roubou um celular e depois 25 reais do apurado da mulher que vende churrasqui8nho na Praça da Faculdade, me parece. Eram todos rapazes os agressores, só não mataram aquele homem porque os moradores foram pra rua, alguém conseguiu chamar a polícia que felizmente estava próxima da minha rua e a Radiopatrulha chegou e também chamou a ambulância do Samu. Pelo estado que suposto ladrão ficou, todo cheio de sangue e hematomas, terá sorte se conseguir escapar sem seqüelas.
Foi tanto movimento por aqui, ficamos todos perplexos. Nós nunca tivemos essas cenas de violência em nossa região, agora vamos ficar, todos os moradores, amedrotandos, inclusive os mais velhos, pessoas doentes. Precisamos requisitar mais polícia nessa área. Na sexta-feira à tarde, no ponto de ônibus teve tiros pouca antes de eu chegar, para tomar a condução e ir para a Tribuna Independente.
Os tiros foram da policia contra o bandido que a população segurou já subindo no ônibus e quis fazer a mesma coisa, pelo mesmo motivo: a população querendo fazer justiça com um ladrão. Que comportamento de sociedade é essa que estamos presenciando??? Que mundo é esse que nossos jovens estão herdando?
A tecnologia, é bem verdade, facilitou nossas vidas, mas temos que reconhecer que depois da invenção do celular e dessa maldita droga chamada crack, a sociedade piorou, adoeceu, está em coma e não sabemos para onde está indo. Que Deus tenha pena de cada um de nós e nos proteja todos os dias, nos livrando desses males.
Olívia de Cássia – jornalista
Eu tinha acabado de chegar da Tribuna Independente, cansada de uma jornada extenuante de fechamento de duas edições dos jornais do fim de semana. Estava terminando o jornal da Globo, eu ia subir a escada com a água para beber mais tarde, me arrumar, tomar banho, antes de bisbilhotar um pouco a internet para poder dormir, como faço todos os dias. De repente ouço um barulho na rua, barulho de moto e de gente agressiva, gritando: “Pega ladrão, filho da puta, eu vou te matar”.
Corri para ver o que era e não acreditei no que meus olhos estavam presenciando. Pensei em pegar a máquina fotográfica para registrar o espancamento, mas não tive coragem, meu corpo todo tremia. Eu nunca tinha visto um linchamento em minha vida, a não ser na televisão, em filmes; fiquei perplexa. Nossa rua nunca teve isso, sempre foi uma rua pacata e tranquila que todo mundo sempre quis vir morar por ser próximo de tudo.
Gritei, disse que ia chamar a polícia, mas os agressores não ouviam e gritavam: “Pega o revólver e mata esse ladrão safado”. Eles agrediam o rapaz, pisavam nele, davam chutes na cabeça, no abdome. Queriam fazer justiça com as próprias mãos. Tinha até uma senhora no meio da confusão, incitando aqueles homens. O ser humano transformado em fera, atacando sua presa. Meu Deus do céu, onde isso vai parar?
Tentei acessar o site da Polícia Civil, mas não encontrei o número, estava tão nervosa e o telefone só dava ocupado, não era aquele número. Ninguém tem o direito de fazer justiça com as próprias mãos, quem somos nós para julgar? Aquele homem poderia ter sido assassinado em frente à minha casa no começo da madrugada deste sábado e aí a situação tinha sido pior.
Toda aquela fúria, disseram, foi porque ele roubou um celular e depois 25 reais do apurado da mulher que vende churrasqui8nho na Praça da Faculdade, me parece. Eram todos rapazes os agressores, só não mataram aquele homem porque os moradores foram pra rua, alguém conseguiu chamar a polícia que felizmente estava próxima da minha rua e a Radiopatrulha chegou e também chamou a ambulância do Samu. Pelo estado que suposto ladrão ficou, todo cheio de sangue e hematomas, terá sorte se conseguir escapar sem seqüelas.
Foi tanto movimento por aqui, ficamos todos perplexos. Nós nunca tivemos essas cenas de violência em nossa região, agora vamos ficar, todos os moradores, amedrotandos, inclusive os mais velhos, pessoas doentes. Precisamos requisitar mais polícia nessa área. Na sexta-feira à tarde, no ponto de ônibus teve tiros pouca antes de eu chegar, para tomar a condução e ir para a Tribuna Independente.
Os tiros foram da policia contra o bandido que a população segurou já subindo no ônibus e quis fazer a mesma coisa, pelo mesmo motivo: a população querendo fazer justiça com um ladrão. Que comportamento de sociedade é essa que estamos presenciando??? Que mundo é esse que nossos jovens estão herdando?
A tecnologia, é bem verdade, facilitou nossas vidas, mas temos que reconhecer que depois da invenção do celular e dessa maldita droga chamada crack, a sociedade piorou, adoeceu, está em coma e não sabemos para onde está indo. Que Deus tenha pena de cada um de nós e nos proteja todos os dias, nos livrando desses males.
sexta-feira, 16 de abril de 2010

Mudanças no planeta
Olívia de Cássia – jornalista
De uns anos para cá estão ocorrendo diversas mudanças no clima e no meio ambiente que estão afetando diretamente as populações das grandes e pequenas cidades. Muito já foi dito que o efeito estufa é o principal vilão dessa história toda, por conta dos desmatamentos que ocorrem com freqüência, prejudicando a qualidade de vida da gente. Isso tudo acontece pelo inchaço das cidades em conseqüência também da expulsão do homem do campo, avalio eu, e da falta de responsabilidade de alguns.
Dizem os estudiosos no assunto que há várias linhas de pesquisa sobre o efeito estufa. De acordo com o pesquisador do Departamento de Física da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Hamilton Pavão, "o efeito estufa é um problema real, que gera controvérsias". Segundo ele, algumas apontam para o aquecimento global como um fenômeno natural, mas a influência da ação humana em relação ao aumento do efeito também é um dos fatores que contribui para isso.
A ação maléfica do ser humano também pôde ser observada, com perplexidade, depois das fortes chuvas que caíram em várias cidades do País e as catástrofes que aconteceram em cidades como Niterói no Rio de Janeiro, onde centenas de pessoas perderam a vida por estarem morando num local onde já tinha funcionado um aterro sanitário. Tudo indica que o terreno sofreu ocupação sem um acompanhamento técnico devido, como acontece nas periferias das grandes cidades.
Eu questiono daqui: quem vai ser responsabilizado pela tragédia? Costuma-se dizer que o brasileiro só se previne depois de roubado, ou quando acontecem os problemas. O chamado desenvolvimento e a expulsão do homem do campo provocaram essas grandes concentrações gerando maior volume de lixo e exploração desordenada de terrenos e encostas.
Um texto de Valter Abreu, no site Administradores.com, observa que há alguns anos só se pensava no desenvolvimento por meio da exploração dos recursos naturais, sem pensar na sua reestruturação. Segundo ele, esses recursos foram se esvaindo e precisam ser conservados, “retirando da natureza somente o indispensável, deixando sempre uma sobra para ser utilizada futuramente”, observa.
Essa argumentação indica também que o Planeta Terra já estaria em total colapso, “se medidas corretivas não forem tomadas, pois a tendência da produção mundial é só aumentar e em conseqüência os gases tóxicos jogados no ar vão trazer uma série de complicações aos seres humanos, animais e plantas, enfim à vida na Terra”, diz o texto.
Em várias cidades o que a gente viu, além das enchentes dos rios e córregos, foram ruas alagadas por conta do entupimento dos esgotos em conseqüência do lixo acumulado e da falta de educação ambiental que ainda deixa muito a desejar nas cidades. A grande quantidade de lixo nas cidades é por conta do aumento populacional. Quanto mais gente, mais lixo, é claro. Nunca vi produzir tanta sujeira como o ser humano. Parece que quanto mais se ouve falar que o lixo deve ser jogado no lixo e que a gente deve fazer coleta seletiva, mas a gente vê a desordem.
As futuras gerações precisam ser orientadas sobre todos esses problemas. A educação é a única arma que se tem para mostrar a essa juventude que ela precisa cuidar mais do nosso planeta, ter mais carinho com a terra, com os animais, enfim, sob pena de acontecerem tragédias bem maiores.
terça-feira, 13 de abril de 2010

Há 12 anos morria meu pai
Olívia de Cássia – Jornalista
No dia 12 de abril de 1998, há doze anos, morria meu pai, João Correia de Cerqueira, em consequência de problemas provenientes da Aataxia spinocerebelar ou Doença de Machado Joseph, que o limitou em cima da uma cama, inválido, por 14 anos. Meu pai começou a sentir os primeiros problemas da doença ainda quando estava em plena atividade, trabalhando na nossa mercearia, na Rua da Ponte.
Começou levando muitos tombos e andando sem equilíbrio, o que levava muita gente a pensar que ele estava bêbado. Levava quedas na rua e era socorrido por algum morador de União. Essa é a herança maldita da nossa família.
Meu pai era um homem generoso, religioso, de muita fé. Passei o dia na correria do trabalho, mas não deixei de lembrar, desde as primeiras horas da manhã, daquele que foi um exemplo de vida para mim. Seu João Correia de Cerqueira, meu pai, foi um dos homens mais importantes da minha vida.
Seu exemplo de conduta ética, religiosidade e honestidade nos foi deixado como legado e eu não poderia deixar de lembrar de tudo de bom que ele fez por nós e agradecer mais uma vez. Obrigada, meu pai. Onde você estiver, tenho certeza que já foi abençoado e que está ao lado de bons anjos. Descanse em paz!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Servidores paralisam atividades
Olívia de Cássia – jornalista
(Foto e texto)
Servidores públicos cruzaram os braços hoje e fizeram uma manifestação em frente à Secretaria Municipal de Finanças. Eles reclamam que o prefeito Cícero Almeida ofereceu de reposição apenas 3% de salário enquanto que o salário dos secretários do município, segundo as lideranças, foi reajustado em R$ 17 mil reais e do prefeito R$ 20 mil.
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