terça-feira, 22 de dezembro de 2015

E quando a gente menos espera....

Olívia de Cássia – jornalista

E quando a gente menos espera, já é Natal; o ano passou como um furacão e nem realizamos as promessas do ano anterior. Tudo aquilo que idealizamos foi ficando para trás e muita coisa perdeu a prioridade e a importância. Já foi.

Parece que foi ontem que brindamos a chegada de um Ano-Novo: o tempo passa muito depressa e a gente nem vê. Estamos tão ocupados no dia a dia com nossos afazeres, que às vezes nos esquecemos de viver o que a vida tem de melhor.

Às vezes partimos do princípio de que precisamos estar numa correria desenfreada pela sobrevivência, pelos bens materiais e nem temos tempo de olhar as flores em nosso caminho; a delicadeza dos pássaros e das cores. A vida vai passando depressa e nem saboreamos tudo aquilo que ela nos oferece.

Em 9 de janeiro, já estarei completando idade nova e nem me acho com essa idade toda. Nessa época do ano sempre me ponho pensativa e introspectiva. Talvez pelas perdas que já tive de tantos entes querido que já se foram e talvez eu tenha esquecido de valorizar.

Eu ainda prefiro preservar meus hábitos, meus gostos musicais, leituras e tudo aquilo que angariei em termos de conhecimento que a vida me trouxe. Faltando poucos dias para a chegada de 2016, ainda não acredito que este ano já esteja chegando ao fim. Para algumas pessoas, 2014 nem acabou. O inacreditável ano cheio de complicações para o nosso país.

A corrupção desenfreada sendo descoberta, que antes ficava embaixo do tapete e que enoja a gente que tem princípios e deixa os demagogos de plantão com a pulga atrás da orelha. Nuances na esfera política que a gente nunca imaginava que poderiam vir a acontecer.

Em se tratando de briga pelo poder, eu não me surpreendo mais com nada; não podemos esperar muito de alguns dos nossos ‘líderes’, infelizmente. A ambição, na maioria das vezes supera o entendimento do que seja ética para muitos. Os homens (seres humanos) se perderam no caminho nessa seara.

Perderam-se no egoísmo e na luta para não perder o status quo. Começo a pensar que todo ano nossas avaliações se repetem; erros e acertos também e aquele desejo de sermos melhores a cada ano vai se diluindo com o passar do tempo.

Entendo que muita coisa independe de nós, em algumas ocasiões. Um projeto coletivo tem  suas divergências, até para ser mais fortalecido numa democracia, mas muitas vezes algumas situações me fogem à compreensão.

Avalio eu que precisamos procurar compreender o que nos foge à percepção; conhecer e não fazer julgamentos precipitados a respeito de tais e tais questões. Para cada situação é necessário encontrar um argumento plausível e aceitável.

Segundo Maurício Tragtenberg, na Revista Espaço Acadêmico,  “as diferenças pessoais tornam-se incompatibilidades políticas; invejas tornam-se discordâncias de procedimento; questões menores se transformam em argumentos diversos”, mas é preciso “pronunciar as palavras certas, que não denunciem a expressão individual oculta ou subalterna”, observa. Para refletir.



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Pequena retrospectiva do ano

Olívia de Cássia – jornalista

Meu texto de hoje é para fazer uma pequena retrospectiva desse ano, que termina com a adrenalina dos brasileiros colocada à prova. São muitos os acontecimentos na seara política. O  país está vivendo um momento delicado, desde o final das eleições de 2014.

Os derrotados nas urnas ainda não se conformaram com a vitória da presidente Dilma Rousseff, que desde então só administra problema. Muitos erros aconteceram, mas isso não é motivo para que se coloque o país e a nossa democracia em risco.

E lá se vai um ano quase perdido; o país está praticamente parado em decisões importantes, tendo em vista essa peleja, acentuada com o pedido de impeachment aceito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), um político sem escrúpulos, como já foi mostrado amplamente.

Vários especialistas de renome têm reafirmado que essa bandeira de impedimento levantada por alguns setores da oposição é uma farsa, como bem disse o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto.

“O Brasil já enfrentou crises em sua história e aprendeu uma valiosa lição: a democracia é o melhor remédio para superar impasses”. Essa aventura foi gerada pelo inconformismo do senador Aécio Neves (PSDB).

Não conformado com a derrota, fomentou vários factoides na mídia vendida, e como bem disse uma postagem engraçada no Facebook,  é o único caso de derrota que subiu à cabeça e que acirrou os ânimos de pessoas inescrupulosas que pretendem rasgar a nossa Constituição.

Muita gente foi para a rua pedir a saída da presidente, eleita legitimamente pela maioria, porque se sente incomodada com as melhorias sociais proporcionadas pelos governos Lula e Dilma. Isso é fato.

Não se conformam com o país ter saído do estado de miséria absoluta; com cotas sociais; com o programa Bolsa Família e outros programas que melhoraram a vida de quem não tinha sequer o que comer. Isso é egoísmo e não estou falando isso achando que o país está às mil maravilhas, porque não está.

Muitas dessas pessoas não leem e outras pensam assim por puro oportunismo mesmo. Até aqui nada foi provado contra a presidente Dilma Roussef.  Não há nada que justifique um pedido de impeachment contra essa mulher guerreira que enfrentou uma ditadura, foi torturada e sobreviveu aos maus tratos de seus carrascos.

Construiu-se uma tese política falsa, tumultuaram o país e não querem a governabilidade. Que se apurem os escândalos, doa a quem doer, puna-se os verdadeiros culpados, porque o povo não aguenta mais tanta sacanagem.


Que o Tribunal Superior Eleitoral e as outras instâncias representativas do Poder apurem suspeitas de abusos de poder político e econômico e outras irregularidades, mas que não se construam teses falsas em nome de uma oposição que sequer tem projeto político para o país. Fica a dica.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Encontro Artístico Identidade Alagoana terá mix de cultura no anexo do Deodoro, amanhã

Olívia de  Cássia - Repórter - Primeiro Momento


Evento reunirá várias vertentes da cultura alagoana e encerra a programação deste ano
Encerrando a programação de eventos do grupo cultural Identidade Alagoana em 2015, acontece amanhã (16), a partir das 18h, no anexo do Deodoro, o 7° Encontro Artístico Identidade Alagoana, que continua com a proposta de misturar as diferentes vertentes da cultura alagoana em uma só noite.
Encerrando a programação de eventos do grupo cultural Identidade Alagoana em 2015, acontece amanhã (16), a partir das 18h, no anexo do Deodoro (Fotos: Paulo Tourinho)
O evento é gratuito e além dos shows musicais, haverá recital de poesias, apresentações de dança, venda de artesanato e artes visuais. A proposta é que o espaço abrigue as diferentes formas de arte produzidas em Alagoas e que estas se encontrem em um só local.
A reportagem do Primeiro Momento foi conversar com alguns integrantes do grupo, na Casa da Macaxeira, no bairro do Poço, para saber mais sobre o evento. O 7° Encontro terá as exposições de desenhos do professor Eduardo Omena; a tradicional feira livre de produtos artesanais, a realização de uma Roda Marginal e a participação do Grupo Teatral Joana Gajuru.
No encontro, o produtor, músico e artista multifacetado Arnaud Borges será um dos grandes destaques e será homenageado. Ele disse que vai falar sobre a sua trajetória artística no Estado e sua experiência como artista.
No encontro, o produtor, músico e artista multifacetado Arnaud Borges será um dos grandes destaques e será homenageado.
“Sou poeta, produtor, músico e faço um pouco de tudo no meio cultural. Nasci em Maceió, fui a Junqueiro; de lá para Viçosa, onde aprendi o formato da essência da cultura, como um todo, principalmente a cultura periférica, que eu amo e é aquela de onde eu vim também”, destaca.  
No 7º Encontro Artístico Identidade Alagoana, Arnaud Borges vai tocar e convidar grandes artistas da música alagoana para dividir o palco do Teatro de Arena Sergio Cardoso. Ele conta que vivenciou muito a cultura no Quilombo Sabalangá, lá em Viçosa.
A reportagem do Primeiro Momento foi conversar com alguns integrantes do grupo, na Casa da Macaxeira, no bairro do Poço, para saber mais sobre o evento.
“Minha mãe trabalhava na Escola Coronel José Aprígio Vilela e quando vinha a Maceió transitava pela Rua Lago da Paz, no Vergel do Lago, ou seja; dois quilombos. Observava onde as pessoas criavam e recriavam sua própria cultura, sem precisar de moldes politiqueiros, de todo e qualquer governo”, pontua.
Arnaud Borges destaca que o grupo Identidade Alagoana amplia a cultura popular. “Hoje é um dos meios que faz com que a gente se aproxime de artistas para com artistas, com os mestres e com o mundo: tem essa acessibilidade a partir do Identidade Alagoana, que movimenta a cultura como um todo”, destaca.
Arnaud Borges destaca que o grupo Identidade Alagoana amplia a cultura popular.
No encontro terá peças da cultura popular, composições autorais, grupos de hip hop, que vão versar improvisando, o tema é o que vem na hora. Diego Marcel, outro representante do Identidade Alagoana disse que todo encontro é assim.
“A gente tenta misturar música com outras manifestações culturais; usa diversas ferramentas como a internet; com site, página no Facebook; um programa de rádio comunitária; tudo o que a gente pode usar para divulgar a cultura”, observa.
Segundo ele, vai ser uma noite de uma utopia de uma noite só, como vem acontecendo há sete anos. “A gente trabalha misturando tudo, envolve muita poesia. É um encontro artístico de artes diferentes, com performance teatral do Joana Gajuru”, destaca.
O evento será também uma oportunidade para os artistas mostrarem seus talentos e trocarem informações entre eles. Todos os artistas que vão participar têm músicas em parceria com Arnaud Borges. 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Não precisamos de importação


Olívia de Cássia – jornalista

Alagoas tem uma efervescência cultural que aos poucos está se consolidando e sendo reconhecida de parte a parte. Na atividade ‘Maceió Meu Xodó’, comemorativa ao bicentenário da capital alagoana, cerca de 400 artistas alagoanos mostraram sua força e garra.

A nossa cultura, a nossa gente, tradições, e a diversidade de sons, cores e emoções que emocionaram e encantaram o público presente à festa. Cantores, bailarinos, grupos folclóricos, afros, forrozeiros e quadrilha junina deram o tom da festa, levando ao público uma apocalíptica gama de emoções, cantando e comentando sobre o evento ainda hoje.

Alagoas não precisa importar em muitos eventos valores de fora para fazer festas. Aqui tem muita gente boa e de talento, que não deixa a desejar aos grandes centros culturais. Amada e cantada em verso e prosa por Eliezer Setton, Leureny Barbosa, Nara Cordeiro, e tantos outros artistas, nossa terra foi lembrada como nunca, numa explosão de alegria, as cores do guerreiro e do pastoril, deixando o público cheio de encantamento e surpresa.

A cidade do sururu da lagoa, de Nossa Senhora dos Prazeres, do mar azul piscina, da cor encantada, terra do sol, de canto e de alegria. Foi isso o que nos deixou de legado o Maceió Meu Xodó: um presente que recebemos agradecidos e que esperamos tenha reflexo na nossa autoestima daqui para frente.


Precisamos nos orgulhar, sim. Da poesia do Lêdo Ivo, das histórias de grandes amores; dos nossos valores, da nossa cultura, da nossa gente. Da terra de Graciliano Ramos e Jorge de Lima; terra de Zumbi; de grandes amores, poetas, artistas tantos que a gente nem sabe dizer quantos. 

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Som do Matuto de Luxo, Geraldo Cardoso, sexta-feira, 11, em Arapiraca


Olívia de Cássia – Ascom
Foto: Paulo Tourinho

O som do Matuto de Luxo, Geraldo Cardoso, chega nesta sexta-feira, 11, em Arapiraca, depois de percorrer várias cidades de Alagoas e Pernambuco. O show acontece no Mercado de Artesanato, no Parque Ceci Cunha, a partir das 20h, dentro do projeto Som na Praça, que acontece toda semana.

O evento terá participação do violeiro João de Lima; de Afrísio Acácio e Chau do Pife. Com a presença de grande público, Geraldo Cardoso promete fazer uma grande apresentação, com muito forró, levando aos arapiraquenses muita alegria.

“Meu povo de Arapiraca e região, nosso encontro está marcado nesta sexta, 11, e quero todos botando pra torar no suingue da nossa pegada forrozeira”, disse. O forrozeiro  alagoano se firma  a cada ano no cenário nordestino como uma das grandes atrações no gênero, atraindo  um público cada vez maior por onde tem passado.

O encontro dos artistas da região é a opção de diversão e um fôlego de vida para apreciadores da cultura popular. A riqueza desse projeto tem sido percebida pelo público, que lota o espaço para dançar e cantar ao som de bandas de pífanos, zabumba, emboladores, forrozeiros ou mesmo novos artistas da música popular.

 O show do forrozeiro Geraldo Cardoso é levado à cidade, por intermédio da emenda do deputado federal Paulão (PT) e do Ministério da Cultura (MinC).


Maceió realiza Primeiro Casamento Coletivo LGBT 2-1

Olívia de Cássia - Repórter - Tribuna Independente e Portal Primeiro Momento

Com a presença do juiz André Gedda Peixoto Melo, juiz da 10ª Vara Civil de Arapiraca e coordenador do projeto Justiça Itinerante, o Tribunal de Justiça de Alagoas realizou o primeiro Casamento Homoafetivo, na tarde desta segunda-feira, 7, no jardim do Teatro Deodoro.

Dezesseis casais LGBT e três heterossexuais oficializaram a cerimônia, que contou com o público LGBT e vários setores da sociedade civil. Foto: Adailson Calheiros

 Dezesseis casais LGBT e três heterossexuais oficializaram a cerimônia, que contou com o público LGBT e vários setores da sociedade civil, como o a vereadora Teresa Nelma; a psicóloga Cláudia de Bulhões; a superintendente de Direitos Humanos, Ana Omena; Dora Menezes, coordenadora de Políticas LGBT do município de Maceió; Cininha de Freitas, coordenadora de Políticas Públicas LGBT do Estado de Alagoas;  a museóloga Carmem Lúcia Dantas, entre outras personalidades da sociedade alagoana.
O juiz André Gedda disse que esse é um momento muito importante para a sociedade. “Me sinto muito feliz num momento como esse, de estar realizando a primeira cerimônia coletiva de casamento homoafetivo. Qualquer cidadão, independente da sua orientação sexual, tem direito de constituir seu convívio familiar”, observou.
Segundo ele, ainda há muita discriminação com relação com relação aos homossexuais, mas avalia que aos poucos essa cultura vai mudando. “É fato social, tem que ser tutelado pelo direito e as pessoas têm que mudar essa mentalidade. Está na Constituição o direito à igualdade, à dignidade da pessoa humana, e as pessoas devem respeitar as diferenças e a orientação sexual, cada um escolhe a sua”, destaca.
André Gedda disse que o casamento coletivo homoafetivo é um marco para a sociedade alagoana. “A gente tem que olhar em duas vertentes: Primeira como forma de legalização dos sentimentos; afetividade, o carinho; o amor, sentimentos que nutrem o ser humano, independente da orientação sexual”, ressaltou.
Segundo ele o casamento homoafetivo é igual a um casamento homem mulher, porque gera todos os direitos ao cidadão. “Passa a ser de comunhão parcial de bens, tudo o que é adquirido na constância da união pertence ao casal, direitos previdenciários, como pensão por morte, sem que um deles precise entrar na Justiça para ter direitos”, observou.

EMOÇÃO

Há seis anos na presidência do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, emocionado e com lágrimas nos olhos, disse à reportagem que a realização do evento foi com muita dificuldade. “Foi com muito impasse; muita gente querendo impedir o trabalho do movimento, infelizmente”, observou.
Nildo Correia reclamou que na maioria das vezes, não pode contar com a participação de muitos parceiros, devido às dificuldades, para se conseguir apoio para a realização de um evento como esse. “Mas mesmo assim o movimento está firme e forte e dá início hoje ao 15º Ciclo de Ativismo LGBT”, observou.
“É um sentimento de vitória, mesmo com todas as dificuldades vividas, além das financeiras, para fazer o evento. Faltam pessoas, voluntários, que se engajem, mas o movimento LGBT aos poucos vai conquistando seu espaço”, disse Nildo Correia. 
Segundo ele, há 15 anos o movimento luta pela melhoria da qualidade de vida da população LBGT. “Mais que festa esse é um momento de afirmação, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu os casais homossexuais como entidade familiar; é um momento macro na história do Estado de Alagoas”, pontuou.

Advogado disse que é importante que a sociedade reconheça a existência de um terceiro sexo

O advogado Alberto Jorge (o Betinho), da Comissão de Minorias Sociais, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB\AL) parabenizou o Grupo Gay de Alagoas (GGAL) pelo evento e disse que é importante que a sociedade reconheça a existência de um terceiro sexo.
“Hoje é uma realidade no Estado de Alagoas, nada mais justo do que a gente presenciar esse momento. A Constituição Federal ampara negros; índios; a religiosidade afro-brasileira; e também os homossexuais”, explicou.
Segundo o advogado, esses casais hoje estão com uma definição de vida, voltada para a convivência e o bem-estar: “É um momento oportuno para a vida dessas pessoas, que estão dizendo sim a um relacionamento; a uma convivência homoafetiva; dizendo que estão propensos para amar, da forma deles.
Betinho argumenta que é um momento significante “e a Ordem dos Advogados do Brasil, através da Comissão de Minorias Sociais, está aqui para presenciar com muito orgulho e dizendo para a sociedade alagoana que isso é um avanço, não é um retrocesso como dizem os nossos irmãos evangélicos e alguns católicos”, ressaltou.
Segundo ele, a sociedade está presenciando o amor existente entre os seres humanos. “Essas pessoas são discriminadas, muitos expulsos de casa, por causa da opção sexual, foram para o mundo e hoje estão mostrando para a sociedade que o preconceito é completamente equivocado”, destacou.
CARTÓRIO
Seu Sebastião Cassiano é oficial do Cartório de Registro Civil de Casamento, que oficializou a cerimônia coletiva e disse que desde 2011 a lei garante o direito aos casais homoafetivos. “Esse é um momento muito importante para a sociedade e para as pessoas que estavam ansiosas para que a lei lhes desse o direito a essa oportunidade; isso é muito bom”, observou. 
Nilton Alves vive uma relação de quatro anos com Jeferson e resolveram oficializar a união. “A gente aproveitou, que já era um sonho nosso, pois temos uma vida juntos e esse momento mais que especial para concretizar isso”, destacou.
Nilton Alves avalia que há muito tempo os casais gays construíam uma vida juntos, dividiam tudo o que tinham e no final, quando um falecia, o outro não tinha direito a nada: “Hoje em dia, não. Isso assegura o direito de cada um. Às vezes a família, a vida todinha não dá valor e quando chega na divisão dos bens, faz questão”, observou Nilton.
Geraldo Melo e Anderson Fernandes vivem juntos há dois anos. “Para nós é a realização de um sonho, concretizar a nossa união”, disse Geraldo Melo. Ele observou que já conversam sobre adoção, mas que são planos para o futuro.
Andressa Pedrosa e Taciane Samara estão juntas há quatro anos e disseram que já têm um caso há seis anos. “Começamos na escola, na sétima série; não tem um começo certo. A gente estudava juntas e depois fomos nos conhecendo; eu fui viver minha vida e depois nos reencontramos’, observa  Andressa.
Hoje, segundo elas, realizaram um sonho de quatro anos de espera pelo documento. Já temos uma filha e vamos registrar, ela vai fazer quatro anos, no registro só tem o nome de uma e agora vai ter o nome das duas.
O casal hetero Graziano e Elisabete resolveu selar a união no casamento coletivo homoafetivo, porque segundo eles, é uma forma de mostrar que não têm preconceitos. “Somos todos iguais; estamos juntos há oito anos, temos filhos e resolvemos participar do evento”, disse a noiva.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Público aplaude apresentação de Geraldo Cardoso, no Maceió Meu Xodó

Foto Secom-Maceió
Olívia de Cássia - Ascom

O Matuto de Luxo Geraldo Cardoso foi um dos artistas que animou a noite deste sábado, 5, no Estacionamento de Jaraguá, na festa de encerramento das comemorações de aniversário do bicentenário da capital alagoana,  no evento Maceió Meu Xodó.

A apresentação do Matuto de Luxo foi com a quadrilha Amanhecer do Sertão, vencedora do concurso de quadrilhas juninas Forró & Folia 2015. A festa teve a participação de cerca de 400 artistas das diversas tribos: forrozeiros, cantadores, cantoras, dançarinos, que  exibiram a cultura alagoana, num espetáculo nunca visto antes pelos alagoanos.

O forrozeiro Geraldo Cardoso  fez uma bela apresentação, mostrando ao alagoano o que tem de melhor no nosso forró de raiz. O show aconteceu como resultado de um trabalho coletivo que envolveu vários profissionais entre técnicos e equipe de produção. Segundo a assessoria da Prefeitura, o espetáculo será reapresentado no próximo dia 20, no Benedito Bentes.

A Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac), contou com mais uma importante parceria para a realização da festa, com o Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural, graças à emenda parlamentar do deputado federal Paulão (PT).

Geraldo Cardoso é um dos artistas nordestinos mais gravados e solicitados para eventos em toda Região Nordeste e disse que se sente honrado em ter participado do evento, que reunião a nata da cultura alagoana.

“Também quero agradecer, mais uma vez, à Prefeitura de Maceió; a Vinicius Palmeira e ao deputado Paulão, por ter proporcionado esse congraçamento de artistas, que resultou numa bela festa”, pontuou Geraldo Cardoso.


O nascimento de Amaralinda

  Olívia de Cássia Correia de Cerqueira Num ambiente rústico e carente, com escassez de recursos viveram Salomão Celestino e Carmem Celestin...