domingo, 6 de dezembro de 2015

Comemorações de 200 anos de Maceió leva grande público e encanta

Foto: Olívia de Cássia

Olívia de Cássia - Repórter

A festa de encerramento das comemorações dos 200 anos de Maceió levou um grande público ao Estacionamento de Jaraguá, na noite deste sábado, 5, dia do aniversário da cidade. A Prefeitura de Maceió caprichou na estrutura do evento.  

Durante todo o dia de atividades, teve circuito de corrida, seguido de missa solene, exposição de velas na orla, apresentação da Esquadrilha da Fumaça, desfile cívico, projeções em 3D na Associação Comercial e finalizado com o espetáculo Maceió Meu Xodó, onde a diversidade cultural do Estado de Alagoas foi cantada em verso e prosa.

O prefeito Rui Palmeira falou à reportagem e disse que é uma alegria grande (ter promovido o evento); uma festa linda como essa, com Esquadrilha da Fumaça, com desfile  cívico e agora, com chave de ouro, com apresentação de artistas alagoanos fazendo um belíssimo show”, pontuou.

Para o presidente da Fundação Cultural de Maceió (Fmac), Vinicius Palmeira, o evento é uma festa “que tem uma intenção de levantar a autoestima dessa terra nossa, que faz 200 anos e que a gente entende que são esses valores que fazem com que a gente avance e  que retome o amor à terra e à própria valorização da cultura”, disse Vinicius Palmeira.

O presidente da Fmac observou que é um grande momento histórico-cultural e que traz os ícones da cidade; o investimento foi com pessoas nossas mesmo; nossos grupos, nossos cantores e cantoras; atrizes e atores; bailarinas, nessa grande festa para mostrar à própria terra o que de grandioso ela tem”, pontuou.

Vinicius Palmeira disse ainda que “somos a geração que está vendo a festa dos 200 anos; talvez uma próxima comemoração seja daqui a 50 anos e com certeza muitos de nós não estará aqui e acho que o capricho e o esmero a essa data é lembrando disso: do respeito que toda essa geração tem que ter para deixar isso como um legado para as próximas gerações”, destacou.

Segundo ele, o resultado foi compensatório: “A gente se sente compensado pelo resultado, pois o maceioense tem abraçado esses valores, a exemplo disso as esculturas que acabamos de colocar na orla (do escritor Graciliano Ramos  e do lexicógrafo Aurélio Buarque), que está tendo uma interatividade enorme”, explicou.

Vinicius observou ainda que a cidade se apropriou daquilo que ela percebe que é dela “ e é nesse clima que nós comemoramos os 200 anos de Maceió. Estamos muito felizes em estar aqui, com a cidade e dizer a ela que 200 anos (a festa) está só começando, que temos uma vida pela frente)”, complementou.

IDEIAS

O secretário de Comunição, Clayton Santos disse que quando pensou na festa, tinha muitas ideias e uma delas era trazer alguém de fora para fazer o show e cogitou-se vários nomes. “Mas acho que foi a decisão mais acertada fazer os shows com os artistas locais, alagoanos, valorizando os artistas locais; essa valorização tem sido uma constante na gestão do prefeito Rui Palmeira, haja  vista o São João; o terceiro feito pela gestão, entre outros eventos, como o Maceió  Verão”, destacou.

Deputado Paulão, autor da emenda que permitiu a festa, disse que a parceria com a Fmac já vem de algum tempo

O deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão-PT), autor da emenda que proporcionou a festa dos 200 anos de Maceió, observou que a parceria com a Fmac já vem de algum tempo, desde a realização do São João de 2014.

“A gente já tem uma parceria com a Cultura desde que assumi: Vinicius levantou a ideia para mim, relativo ao São João de 2014. Nós apresentamos uma emenda de um milhão, discutimos com ele a metodologia da emenda, com a descentralização de todos os bairros. Cada quadrilha, cada grupo cultural tem um processo de movimentar não só a cultura, mas a economia”, destacou.

Paulão explicou que depois o presidente da Fmac apresentou outra ideia: a proposta dos 200 anos de Maceió e ele apresentou outra emenda com o mesmo valor. “Eu fico triste, porque a cultura não é valorizada e ela tem um papel fundamental; mas ao mesmo tempo tem um lado positivo que me envaidece: fui o único deputado que colocou uma emenda de um milhão; o maior valor da história do Congresso Nacional”, pontuou.

Paulão disse também que a cultura levanta a autoestima da população “e isso é fundamental, principalmente na periferia. Maceió, de acordo com uma pesquisa sociológica, está entre as cidades mais violentas do país e eu não tenho dúvida que, além da educação, é por meio do esporte e da cultura que você pode dialogar com a juventude, que tem um papel fundamental”, destacou.

Segundo ele, é importante ter uma visão republicana; “uma atividade dessa, chama as famílias, cria uma agenda na cultura, no turismo e na economia, estou feliz por ter contribuído com isso”, pontuou.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Geraldo Cardoso vai participar do show Maceió Meu Xodó, em comoração aos 200 anos de Maceió

Olívia de Cássia

O Matuto de Luxo Geraldo Cardoso, forrozeiro de raiz vai participar do espetáculo Maceió Meu Xodó, em comemoração pelos 200 Anos de Maceió, que acontece neste sábado, 5, dia do aniversário da cidade.
O Matuto de Luxo Geraldo Cardoso, forrozeiro de raiz vai participar do espetáculo Maceió Meu Xodó, em comemoração pelos 200 Anos de Maceió, que acontece neste sábado, 5 (Foto: Paulo Tourinho)
O show acontece no estacionamento de Jaraguá, às 20h, e contará com a participação de 400 artistas que vão cantar, dançar e exibir a nossa cultura, num espetáculo nunca visto antes pelos alagoanos.
O espetáculo é fruto do trabalho coletivo que envolve além dos cerca de 400 artistas vistos em cena, 150 profissionais entre técnicos e equipe de produção. Para que tudo isso se tornasse real a Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac), contou com mais uma importante parceria com o Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural, graças à emenda parlamentar do deputado federal Paulão (PT).
A direção de cena e elenco do espetáculo traz a assinatura de Glauber Teixeira e David Farias; direção musical do maestro Almir Medeiros. Já a arquiteta Mirna Porto é responsável pelo projeto de toda estrutura.
“Para mim é uma alegria estar participando desse evento comemorativo aos 200 anos de Maceió”, ressaltou Geraldo Cardoso, que fará uma apresentação musical descontraída, prometendo muita animação.
“Quero agradecer à Fmac e ao deputado Paulão, por ter apresentado a emenda parlamentar que deu suporte mais esse evento”, pontuou o Matuto de Luxo.
O Maceió Meu Xodó terá nove blocos distintos entrelaçados por momentos especiais de exaltação às tradições, manifestações, grupos e artistas representativos do nosso “ser maceioense”.
O evento começa com o show de abertura, seguido pelo ‘Boa Noite’ com os artistas ocupando toda a estrutura de palco, passarela e elevador. Na sequência vêm os momentos ‘Xangô Rezado Alto’, ‘Maceió Folia’, ‘Giro de Folguedos’, ‘Maceió, Isso Aqui Tá Muito Bom!’, ‘Som da Cidade’, ‘Tons de Maceió’, e ‘Maceió, Minha Sereia’ fechando o roteiro.
Entre as músicas a serem cantadas e encenadas estão as clássicas Ponta de Lápis, de Beto Barbosa; Minha Sereia, de Carlos Moura; Só Gosto de um Amor Só, de Aldemar Paiva; e Cidade Sorriso, de Edécio Lopes. E tem muito mais: Maceió, Meu Xodó, de Chico Elpídio; Coisas da Natureza, de Toni Augusto; Não Há Quem Não Morra de Amores, de Eliezer Setton; a emocionante Senhora dos Prazeres, de Máclein; e Mundaú Manguaba, de Ricardo Mota.

Pesquisador acredita que Maceió está perdendo a identidade

José Bilú reclama da falta de comprometimento de alguns gestores que mudaram a arquitetura e a paisagem da cidade


Foto Adailson Calheiros
Para Bilú, patrimônio artístico-cultural de Maceió corre o risco
de desaparecer e cidade não tem muito o que comemorar
 / Tribuna Independente
Maceió comemora 200 anos no sábado (5), mas segundo o pesquisador e historiador alagoano José Bilú da Silva Filho, não tem muito o que comemorar. Ele reclama da falta de comprometimento de alguns gestores que mudaram a arquitetura e a paisagem da cidade, descaracterizando ou demolindo prédios e casarões antigos, fazendo com que a capital esteja perdendo a identidade.
As belezas de Maceió já foram retratadas em verso e prosa por poetas e artistas, mas José Bilú reclama que o patrimônio artístico-cultural da capital alagoana corre o risco de desaparecer, devido à falta de comprometimento com que vem sendo tratado. Segundo ele, os monumentos precisam de alguém que tome conta e não deixe ser depredado.
José Bilú é presidente da Academia de Letras, Artes e Pesquisa de Alagoas e tem um acervo de mais de quatro mil arquivos históricos do Estado de Alagoas. Fotos, livros, peças, recortes de jornais e documentos são resgatados pelo pesquisador, que é apaixonado pela cultura e história alagoana e se ressente da falta de apoio e incentivo por parte dos gestores.
O pesquisador é um entusiasta da história alagoana e guarda um verdadeiro tesouro em sua casa. Atualmente desempregado, José Bilú sobrevive do artesanato produzido pela esposa, que revende em frente da sua casa e da venda de algumas fotos de seu acervo para estudantes, escritores e outros pesquisadores.
Ele mostra uma foto curiosa de uma paisagem totalmente modificada. “Essa foto aqui é onde atualmente funciona a Câmara de Vereadores. Foi a residência do médico dr. Brandão, na Praça Deodoro; é da década de 1930 e foi um presente que recebi. Tem outras que eu ganhei de Teresinha Porto”, comenta.
Acervo de Bilú tem fotos antigas de praias e locais históricos
No acervo do pesquisador tem também uma foto da Praia de Pajuçara, tirada numa máquina russa, panorâmica, em 1963. São fotos que segundo ele ainda não foram publicadas no Facebook e que guardou para algum evento especial.
“Tenho muitos acervos, fotos antigas, livros, cartazes de filmes, peças doadas por famílias tradicionais. Muitos alunos me procuram para aprender mais sobre o Estado, vendo as fotos antigas, recortes de jornais e outros acervos”, completa.
A transformação radical sofrida pela capital alagoana é destacada por José Bilú, que dá várias sugestões para que a cultura alagoana não desapareça. “Se não tiver cuidado, daqui a poucos anos tudo vai desaparecer”, ressalta.
Outra curiosidade mostrada por ele é uma foto da Praça do Centenário quando ainda tinha uma fonte luminosa e azulejos coloridos no mapa. “Comecei a colecionar com 12 anos de idade e não parei mais. Tem muita foto que foi feita por meu avô, que era capitão da Marinha e tirou muitas fotografias. Da mesma forma que muita gente da família não teve interesse, eu guardei tudinho e através disso comecei a ganhar muita coisa”, observa.
BELA VISTA
Uma foto da Bela Vista, um casarão antigo que foi demolido, onde hoje é o Edifício Palmares, no Centro de Maceió, dá o tom de como era bonita a arquitetura antiga da cidade. Uma mansão, em estilo francês, segundo o historiador.
(Foto: Adailson Calheiros)
Historiador guarda foto do Bela Vista, um casarão que ficava localizado onde hoje é o Edifício Palmares
“O riacho Salgadinho é o cartão postal de Maceió e precisa ser recuperado, urgentemente,  bem como várias praças e prédios da cidade. Bebedouro morreu no tempo; os casarões antigos estão acabando, tudo acabado e sem memória; temos as praias mais lindas, mas o esgoto a céu aberto é um descaso”, reclama.
Segundo ele, infelizmente a nossa cultura, se não tiver um olhar especial, tende a acabar daqui a dois anos. “Infelizmente em Maceió existe isso: as fachadas das lojas do comércio, por exemplo, estão todas cobertas. Cada dia que passa, vão destruindo tudo; vai se acabando a história: é preciso fazer um resgate, urgente”, avalia.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O inacreditável retrocesso da sociedade

Olívia de Cássia - Repórter
Nunca pensei que na minha idade e tendo visto tanto absurdo nesse país, que eu fosse ver o país retroceder em ideias e comportamentos, depois de termos alcançado a democracia e da Constituição Cidadã de 1988.
Esses rompantes e comportamentos lamentavelmente, se dão tanto da juventude e da sociedade, quanto dos políticos que estão no Congresso Nacional. Não precisa ir muito longe e é só dá uma pesquisada na internet para a gente ver os exemplos de que trato nesse texto.
Não falarei aqui de todas as situações porque o espaço não cabe, mas vamos lá. Desde as atitudes da bancada evangélica nas pessoas do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ); Silas Malafaia, e tantos outros que têm me deixado com o cabelo em pé.
As agressões proferidas por Bolsonaro contra as mulheres e seu discurso do ódio são de causar nojo. E só para citar um exemplo, vamos ao que foi mais divulgado pela mídia, quando ele respondeu a um discurso da deputada Maria do Rosário sobre a ditadura militar e declarou que só não a estupraria porque ela não merecia.
Várias outras mulheres foram ofendidas pelo dito parlamentar e nem por isso ele foi punido pela falta de decoro. Além disso, as propostas atrasadas, preconceituosas e providas do discurso do ódio que estão sendo discutidas no Congresso Nacional é para deixar qualquer pessoa um pouco esclarecida, estarrecida.
Antes mesmo das eleições de 2014 foi possível perceber que a sociedade brasileira passou por um retrocesso social. Em plena democracia, vejo essas personalidades do poder público e tantos outros nas mídias sociais, com comportamento autoritário e conservador, seja com relação a quem for.
Nasci em 1960, fui crescendo no país vivendo em plena ditadura militar, mas nem naquela época eu via tanto retroceder. Qualquer um que acompanhe a política brasileira ou atualidades pode entender que as ideais defendidas por essas figuras são machistas, nazistas, fascistas e reacionárias.
O nazismo foi um regime que envergonha a humanidade e não precisa ser um doutorando em história para se saber disso.
“A ideologia nazi-fascista era um amalgama de racismo, machismo, conservadorismo, militarismo, anti-semitismo, anti-marxismo e expansionismo”, observa o texto Desmistificando os reacionários.
Segundo os historiadores, a organização partidária de Hitler recebeu forte apoio financeiro d político dos principais capitalistas alemães, com exceção daqueles que origem judaica. E como disse a economista e jornalista Marilze de Melo Foucher, a sombra do fascismo e nazismo ronda o Brasil quando o germe do ódio se propaga e a xenofobia se espalha impunemente.
“A maneira como os nordestinos, negros, índios, gays, lésbicas e pobres vêm sendo tratados comprova a existência de um tipo de neo-fascismo e neo-nazismo em plena expansão no Brasil e mais especificamente em São Paulo, na região Sudeste e sul do Brasil”, observa.
Infelizmente, esses comportamentos estão presentes também em outras regiões brasileiras. “Não perceber este perigo é banalizar esta situação. Existe um terreno fértil para a implantação dessas ideologias nefastas no Brasil”, pontua. Para refletir.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Show do Matuto de Luxo em Palmeira dos Índios foi um sucesso de público e levou 2.000 pessoas

 Foto: Paulo Tourinho
Olívia de Cássia-Ascom

Como parte das comemorações de nove anos da Associação de Mulheres de Palmeira dos Índios (Ampi), o show do Matuto de Luxo Geraldo Cardoso foi sucesso de público e conseguiu juntar cerca de duas mil pessoas.

O alagoano de Quebrangulo mostrou mais uma vez seu talento, animando a festa que teve a participação do deputado federal Paulão (PT), deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT), entre outras personalidades.

O evento, organizado pela vereadora Sheila Duarte (PT), idealizadora da entidade, teve apoio das entidades comerciais: Sindilojas, Fécomercio, Sesc, Senac, Ampi e Comercial Gil, patrocinador oficial, proporcionando entretenimento e diversão ao público, considerado o show do ano, além das apresentações do repentista João de Lima e Chau do Pife.

Geraldo Cardoso fez o público dançar e cantar, num evento que é fruto de uma parceira com a Fundação Municipal de Cultura (Fmac) com o Ministério da Cultura (Minc), por intermédio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (convênio nº 798826/2013).

O convênio, intitulado Programa Ações Culturais para Maceió é resultado de uma emenda do deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão-PT) e viabiliza ainda uma série de outros espetáculos promovidos até dezembro de 2016 por diversos grupos culturais de Maceió.

O Matuto de Luxo soltou a voz; levou muita alegria e descontração no evento e fez todo mundo dançar. O show teve músicas do novo CD do forrozeiro e que foram sucesso na sua voz e de outros nomes da Música Popular Brasileira.

O alagoano Geraldo Cardoso está entre os melhores nomes do forró do Nordeste, já tendo recebido várias premiações, pelo reconhecimento de seu belo trabalho.

O Matuto de Luxo é hoje um dos autores mais gravados no contexto regional, por artistas como: Jorge de Altinho e Flávio José, que gravou Casa de Tapera, de autoria de Geraldo Cardoso e Ari Persiano, música de trabalho do novo CD de Flávio José.


domingo, 29 de novembro de 2015

Uma rotina quase estranha ...

Olívia de Cássia - jornalista

A gente pode estar seguro do que quer, mas chega um dia em que todas as lembranças vêm à tona e nos pegamos viajando em pensamentos, vivenciando coisas que fazem parte de um passado distante, da adolescência e juventude, mas que às vezes se faz tão presente que dói na alma da gente.

Todas essas lembranças nos servem de lição, são acontecimentos que fizeram parte do nosso crescimento interior, aquelas vivências mais profundas que influenciaram de alguma forma na nossa vida e construíram a nossa personalidade.

Acho que é isso o que faz a pessoa madura. Eu sou o que sou e nunca fingi ser diferente, de dupla personalidade, porque não posso passar para os que estão próximos de mim uma imagem diferente, não sei fingir.

Sempre tive uma maneira de pensar diferente, o que me rendeu na família algumas situações e conceitos precipitados. Alguns me tomaram por louca e outros por radical. Quem me conhece sabe que eu sou assim mesmo: às vezes um pouco louca, romântica, antagônica ao extremo. Mas nunca dissimulada.  Apenas uma pessoa querendo ser feliz e justa.

Às vezes a gente se angustia pela falta de reconhecimento pelo nosso esforço, mas isso também faz parte do jogo. Não vamos esperar que tudo saia perfeito, da forma  como desejamos.  

Tem momentos que me pego fazendo interrogações, querendo saber o motivo de tais situações, mas nem isso vai tirar o meu foco se acredito e amo  o que faço. Tem momentos que me falta paciência, talvez isso seja os sinais da idade que batem á porta, mas procuro amenizá-los.

Só sinto a idade que tenho quando as limitações dão aquele sinal de alerta e me dizem que terei um pouco de dificuldade perante aquela situação, mas que devo tentar. É fim de tarde de domingo e o barulho na rua é apenas do álcool que já mostrou seus sinais na vizinhança.

Crianças correrem pela rua brincando; ainda um privilégio por aqui, feito aquele tempo do interior que não tínhamos violência e podíamos brincar nas calçadas e na vizinhança. Meus bebês de quatro patas já se aquietaram diante do barulho de final de tarde de domingo, lá de fora, e ainda me sinto sonolenta, apesar de ter dormido tanto no fim de semana.


Preciso de poesia para suavizar meus caminhos ainda que tortuosos e incertos. Quero continuar semeando a tolerância, a paz, a humildade  e que haja ainda um longo caminho a percorrer. Boa tarde. 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

VII Bienal do Livro retrata universos de sentidos

Olívia de Cássia - Repórter \ Tribuna Independente

Até o dia 29 deste mês, os leitores alagoanos podem visitar a VII Bienal do Livro, no Centro de Convenções Ruth Cardoso, que este ano tem como tema ‘palavras, sons, imagens: universos de sentidos”, uma proposta contemporânea que inclui literatura com arte e outras ideias.
Até o dia 29 deste mês, os leitores alagoanos podem visitar a VII Bienal do Livro, no Centro de Convenções Ruth Cardoso (Fotos: Olívia de Cássia)
São mais de 80 palestrantes convidados para a VII Bienal e cerca de 134 expositores, que estão com seus estandes à espera de consumidores. Sebastião Medeiros é da equipe de organização do evento e disse que o primeiro dia superou todas as expectativas dos organizadores.
“Nunca tivemos tanto público numa abertura da bienal; estamos batendo todos os recordes de público, até porque a Bienal está sendo bem artístico-cultural e começou a atrair um público maior. Tivemos uma atriz e poeta da rede Globo, Elisa Lucinda, e alagoanos como Eliezer Setton e Júnior Almeida”, destacou.
Na programação da Bienal, durante todos os dias, segundo Sebastião Medeiros, terá atrações culturais e artísticas, no Palco Gogó da Ema, no Teatro Gustavo Leite; apresentações de grupos culturais e associações teatrais, para todos os gostos.
Elias Abílio é livreiro e já está na quarta edição da Bienal em Alagoas. Ele comercializa miniaturas de livros e disse que a proposta é chamar atenção e incentivar a leitura, com um formato de livro diferenciado. “Ao atrair as pessoas para a proposta diferente, elas ficam curiosas e pelo menos faz com que as pessoas abram o livro e despertem para a leitura”, observa.
Elias Abílio disse, que tendo como experiência o evento passado, as vendas ainda estão tímidas, mas que está com esperança de que melhorem.
O estante do Arquivo Público do Estado de Alagoas inovou na VII Bienal do Livro. A superintendente Vilma Nóbrega disse que a ideia foi seguir a temática do evento: sons, palavras e imagens, e nada melhor do que mostrar a cara do Arquivo Público, trazendo um pouco do seu acevo fotográfico.
Segundo ela a inspiração foi em Luiz Lavenére, um dos fotógrafos mais antigos, que fotografou lugares de Maceió, que ninguém nunca conhecia. “Nós trouxemos do acervo que o Arquivo dispõe dele 400 imagens; vai ser publicado um catálogo, mas a gente separou algumas que retratam Maceió do século XX”, pontua.
Segundo Vilma Nobre, a proposta também é tornar o estande interativo para atrair a criança, com o produto viajar no tempo, que é a ideia dos monóculos pendurados em cordões, muito usados pelas famílias, em décadas passadas.
“O monóculo com cem imagens, também comemorando os 200 anos de Maceió, que essa também é uma proposta nossa e os monóculos têm imagens que vão desde a festa do centenário de Maceió a temas diversos como: cangaceiros, regatas, fotos de pessoas ilustres ea s pessoas têm viajado no tempo”, observa.
No mural, as pessoas deixam poesias e mensagens. “Expomos o mapa de Alagoas e os visitantes vêm deixando suas mensagens
Vilma disse que tem pessoas que visitam o estande e choram quando veem as imagens antigas do tempo de infância. “Há pessoas que dizem que no seu tempo só tinha fotos com monóculos, outras dizem que têm em casa e não tinham tido essa ideias para mostrar à família e outro lado do estante colocamos Minha Alagoas em Palavra”, observa.
No mural, as pessoas deixam poesias e mensagens. “Expomos o mapa de Alagoas e os visitantes vêm deixando suas mensagens; o que vem nos surpreendendo porque os jovens têm deixado poemas, Adultos; crianças de todas as idades; e o mapa já está todo colorido eu acho que o Arquivo está mostrando que não é um lugar morto; é um lugar vivo , de memória, onde preservamos um rico acervo preservado de jornais, revistas, fotografias, é um convite para que as pessoas o visitem mais e conheçam o acerto”, ressalta.
Os estudantes Carlos Henrique e Graciele disseram que gostaram da ideia: “Tem o Gogó da Ema; os antigos carnavais de Maceió; imagens de como era a praia antigamente, modo de vida da população, o policiamento e outras imagens”, disseram.

Edufal

Maria Estela Torres Barros da  Editora da Ufal (Edufal) disse que apesar das dificuldades, fazer o evento a deixa muito feliz. “Não sou eu apenas, é uma equipe que favorece todo esse trabalho nosso”. O evento é uma realização conjunta com o Governo do Estado e Prefeitura de Maceió e a Fundepes (Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa).
Segundo Estela Torres, mais do que economia para o Estado, o evento fomenta a promoção da cultura, da literatura, e esse congraçamento da sociedade alagoana; a presença das escolas públicas, privadas, o interesse pelas pessoas convidadas, sejam elas de outros estados, fora do Brasil; pessoas de Alagoas.
“Há espaço onde as pessoas podem livremente pedir autógrafos, vir expor seus produtos. Hoje perguntaram a um expositor que tem roupas e sacolas e contextos de cultura, como era a presença de roupas e enfeites numa bienal do livro e ele mostrou justamente o nosso pensamento: que a bienal do livro é mais do que palavra, a bienal são todas essas imagens, todos esses sons, que fazem esses sentidos maravilhosos, nesse momento que estamos  vivendo”, observa.
Com relação às palestras ela disse que tem algumas muito concorridas, outras dentro do previsto. “Alguns nomes mais presentes na mídia, provocam um frisson e número excede e agente tem que limitar e não há favorecimento; é ordem de chegada”, destaca.  
Zeca Machado é escritor e está com um estande lançando seu trabalho ‘ A Chave dos Mundos’, que faz parte da chamada Literatura Fantástica. Ele disse que é um autor independente e seu livro é uma fantasia clássica.
“Minha literatura é fantástica, mas a linha é clássica, um pouco diferente do que  se vê no Brasil. A divulgação que faço do meu livro é uma série chamada a Chave dos Mundos, onde até o momento foram publicados dois livros e até o final de dezembro será lançado o terceiro livro da série, que é composta de seis livros”, explica.
Alexandre Rodrigo dos Santos estava procurando livro para o filho e para ele.  Disse que gosta de leitura e de incentivar o filho a ler. “Estou tentando incentivar meus filhos a começarem a leitura também; eu gosto de romance policial e biografias”, observou. 
O jornalista Teodomiro Júnior estava com o filho de dez anos no estante da Livraria e Editora Paulinas, procurando um livro de quando fez a primeira eucaristia, mas disse que não encontrou. Não estão publicando mais. “Meu filho está fazendo a primeira eucaristia e por isso vim procurar”. Thiago disse que gosta de gibi: Turma da Mônica Jovem; Tio Patinhas e outros.
O jornalista Teodomiro Júnior estava com o filho de dez anos no estante da Livraria e Editora Paulinas, procurando um livro de quando fez a primeira eucaristia, mas disse que não encontrou.
Adrielly é estudante da Escola Estadual Margarez Lacet e estava na Bienal com uma turma de estudantes da escola. Envergonhada para falar, ela disse que está na sexta série e que gostou das apresentações culturais que estão acontecendo no evento. 

O nascimento de Amaralinda

  Olívia de Cássia Correia de Cerqueira Num ambiente rústico e carente, com escassez de recursos viveram Salomão Celestino e Carmem Celestin...