sábado, 15 de agosto de 2015

Um sentimento de saudade


Olívia de Cássia - jornalista
Passo o dia com o corpo amolecido, dormindo e quando acordo que abro minha rede social, vejo a notícia do falecimento de uma grande amiga. O sono me entorpeceu e a notícia recebida não foi das melhores.
Me vem à memória os nossos momentos vividos, nossas confidências e desabafos, nossas músicas preferidas, os programas de auditório na Palmarina. O tempo passou. Suzana morou comigo um tempo, aqui em Maceió, logo quando passei no vestibular e dividimos muita coisa juntas: sonhos, ideias e projetos.
 Era uma pessoa inteligente, uma professora dedicada e que tinha sempre um sorriso no rosto e uma palavra de conforto e alegria, com seu bom humor. Lembrava do passado, quando nos encontramos certa vez, e revivíamos todos os momentos vividos.
E me ponho a perguntar, o que vale a ganância de muitos, se todos nós teremos o mesmo fim. Daqui a pouco é madrugada de novo; penso numa pauta interessante, mas estou exausta. A semana foi de muito trabalho, graças a Deus.
Mais um dia que se finda. Procuro não pensar no que virá daqui para frente; ocupar meu tempo com ideias e histórias que me complementem os conhecimentos.Não quero pensar em tragédia.
Diariamente preciso me atualizar e me inteirar dos fatos que acontecem no mundo, principalmente no meu país. Mas tem horas que me entristeço com a conjuntura e com o nível de discussão dos debates.
Penso que se pode contribuir de uma forma mais positiva. Não se tem respeito, por menos que seja, pelas pessoas. Falo isso com relação ao achaque das redes sociais, com relação à figura da presidente Dilma. Acabei de ocultar um publicação que a xingava de vaca. O nível é muito baixo e cada dia peço forças.
Por que a Globo faz tanta questão de deturpar a imagem dos jornalistas, perante a população. É sempre um canalha querendo se dar bem na vida o personagem; ou então alguma dondoca sem noção.
Claro que existem gente ruim em todo canto, maus profissionais e pessoas sem caráter, mas é a segunda novela dos últimos dias que a gente ver isso. O dia que se finda não foi de muita positividade, mas espero que amanhã tudo seja mais ameno. Boa noite!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Aumenta procura por películas fumê nos carros em Maceió

Ex-jogador Jorge da Sorte trocou película mais escura de seu carro: “Eu gosto de andar dentro da lei”
Ex-jogador Jorge da Sorte trocou película mais escura de seu carro: 
“Eu gosto de andar dentro da lei”. Foto Adailson Calheiros

Olívia de Cássia - Tribuna Independente

Nos últimos dias, aumentou em Maceió a procura dos condutores de veículos para troca ou retirada de películas fumê dos carros. É que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AL) está aplicando duas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em vigor desde o ano de 2007, que determina o percentual de visibilidade no para-brisa e nos vidros traseiros.

A reportagem visitou duas lojas especializas em aplicação de película, na Rua Cabo Reis, no bairro do Vergel do Lago. A dona de um dos estabelecimentos, Katiuscia Flávia de Souza Silva, disse que a procura pela troca de película está aumentando na loja e que o movimento na empresa melhorou consideravelmente.

 “Tanto para trocar quanto para tirar; alguns já chegam aqui com as películas arrancadas por terem sido pegos nas blitze e os policiais estão tirando na hora; a gente tem tudo direitinho aqui, a chancela, que é aquele carimbo, na frente é uma película mais clarinha, que tem a tonalidade de 35%, o carimbo é de 75% de visibilidade, que é o que estão visando”, explica.

Um carro de duas portas gasta a partir de R$ 50 na mesma loja, mas os proprietários de carros de quatro portas, pelo que é permitido pelo Conatran, vai gastar de R$ 80 a R$ 100, dependendo também do tamanho do carro.

Para retirar a película, a proprietária da loja disse ainda que está cobrando de R$ 20 a R$ 25, e quem não quiser colocar o dispositivo também pode ficar sem ele. Katiuscia Flávia explica também, que diante das dúvidas que estão surgindo a respeito da visibilidade no para-brisa, a loja está aconselhando os clientes a não colocarem.

“Não estamos colocando até porque há muita dúvida ainda a respeito da legislação; estamos fazendo tudo de acordo com a lei”, explica.

O ex-jogador Jorge da Sorte e policial ferroviário federal estava na loja da Cabo Reis para trocar a película mais escura de seu carro e reclamou da legislação.

“Eu gosto de andar dentro da lei; quando eu soube que estava havendo essa fiscalização, vim logo tirar; não quero ser chamado a atenção; gosto de tudo certo, mas queria saber se nos carros das autoridades também vai valer essa lei”, comenta.

Ele avalia que a exigência na mudança da tonalidade da película vai dificultar a vida do cidadão e facilitar para os bandidos e que a película escura dá mais segurança ao condutor, mas ressaltou várias dúvidas que tem a respeito da questão do percentual de visibilidade da película e das resoluções do Conatran.

Os proprietários da loja explicaram então o que está sendo exigido no cumprimento da lei pelo órgão de trânsito. “Isso daí não vai ser aprovado, não vai para frente; eles só exigem do menor”, avalia Jorge da Sorte.

Em outra loja mais à frente, também na Rua Cabo Reis, a procura pela troca da película está aumentando, segundo o dono da loja, Cícero Alves Júnior. Ele  explica que como essa questão está no início, apesar de a lei ser de 2007, “a gente indica ao cliente para não colocar  a película na dianteira. O correto é não ter”, explica.

“A demanda aqui está grande, não deram prazo para que os condutores se adaptem às novas exigências, já estão notificando quem não está andando dentro da lei”, explica Júnior.

Professor de legislação
“Lei não estava sendo exigida por falta do luxímetro no mercado”

O professor de Legislação no Trânsito, Ednilson Ribeiro da Silva, explica que as Resoluções 253 e 254/2007 tratam respectivamente do uso de equipamentos para fiscalização de luminosidade e dos índices mínimos de transmissão luminosa que os vidros dos automóveis devem ter.

“A lei ainda não estava sendo colocada em prática devido à ausência do aparelho de medição, o luxímetro, no mercado. Com a chegada da ferramenta, a lei passou a ser aplicada com rigor. Os infratores já estão sendo multados em R$ 127,69 e quem tiver fora dos padrões exigidos perde cinco pontos na Carteira de Habilitação, sem contar que o veículo ficará retido até regularização do automóvel”, destaca.

Segundo Ednilson Ribeiro, andar com o percentual da película errada “é uma infração considerada grave e incomoda porque tem a medida administrativa, a retenção do veículo até a regularização”, pontua.

O professor, que leciona no Alagoas Cursos e é servidor rodoviário federal, explica que antes da chegada do luxímetro, era feita uma fiscalização parcial; agora, com a chegada do aparelho, a fiscalização ficou completa.

“Vale acrescentar que é dada uma tolerância de 3% de margem de erro no aparelho. Se tiver 28% tem uma tolerância, não confia 100%. De acordo a legislação, a fiscalização do uso da película não refletiva deve ser feita por meio da chancela, marca que indica qual o percentual de visibilidade que deverá ser efetuada por meio do Medidor de Transmitância Luminosa [luxímetro]”, comenta.

Os percentuais máximos definidos pelo Contran para estas películas são: mínimo de 75% no para-brisa, 70% nos vidros laterais dianteiros e 28% nos traseiros. Ednilson Ribeiro observa que os para-brisas de fábrica (originais) recebem um tratamento e já perdem um pouco de transparência e por esse motivo as autoridades de trânsito estão recomendando que não seja colocada a película no vidro dianteiro.
Chancela
Carimbo marca na película percentual de visibilidade
Se a gente está falando em um para-brisa de 70 ou 75% de visibilidade, esse equipamento perdeu de 25 ou 30%. Quando a gente fala 28% nos vidros laterais traseiros e no vidro traseiro do automóvel, quer dizer que perdeu 72% de visibilidade, ficando somente 28”, pontua o professor Ednilson Ribeiro.
 O professor também explica que nas áreas indispensáveis como as do condutor, passageiro e para-brisa, antes de ser aplicada totalmente a película, “o instalador pressiona esse carimbo (chancela) na película, ficando uma marca que diz o percentual de visibilidade restante”, ensina.

Ednilson Ribeiro destaca que às vezes tem um para-brisa que já foi trocado, por conta de um problema qualquer, aí ele pode colocar a película se tiver no percentual estabelecido. “Só será possível medir com o equipamento. Vamos trabalhar com a hipótese de que o agente de trânsito não tem o equipamento: é possível ele autuar um veículo, se a película não estiver com a chancela é motivo para autuar”, observa.

O professor explica também que quem pensa em retirar a película deve ter atenção redobrada ao realizar o serviço no vidro traseiro: “Se o automóvel for equipado com desembaçador, a retirada incorreta da película pode romper um ou mais filamentos. Com isso o dispositivo de proteção pode deixar de funcionar em parte ou até totalmente”, destaca.

Ednilson Ribeiro alerta que as películas espelhadas e metalizadas também devem ser proibidas e não precisa medir nada. “Com a entrada do equipamento [luxímetro] na fiscalização, ela ficou mais completa. O Estado, a União e o município, demoraram muito para adquirir esse equipamento; com a chegada dele, é aplicada a legislação, que se tornou completa”, destaca.

O especialista em Legislação no trânsito diz que é um trio: tem que estar dentro da lei o instalador, o usuário e quem vai fiscalizar. “Alguns usuários se sentiram incomodados e avaliaram que a lei é de agora, mas não é. A legislação é de 2007, mudou pouca coisa”, ressalta.

Exposição traz homenagens ao Dia do Folclore em Maceió


Pátio Cultural acontece em shopping da capital até o dia 31 e promete levar muita cultura popular ao público visitante



Olívia de Cássia - Tribuna Independente

Fotos: Adailson Calheiros
Bois do folclore nordestino, exposto na entrada principal e no final do prédio, atraem curiosidade de quem passa pelo local
Bois do folclore nordestino, exposto na entrada principal e no final do prédio, atraem curiosidade de quem passa pelo local


Para homenagear o Dia do Folclore, comemorado no dia 22 de agosto, uma exposição montada no Shopping Pátio Maceió promete levar muita cultura popular para o público visitante, objetivando valorizar a cultura popular e celebrar o folclore alagoano.
O evento, que recebeu o nome de Pátio Cultura, vai até o dia 31  deste mês. Durante o período haverá apresentação de escolas e grupos folclóricos da Secretaria de Cultura do Estado (Secult). Em frente à Praça de Alimentação os organizadores montaram um palco, onde serão feitas as apresentações culturais.
Vários painéis com fotos ampliadas foram montados, dos mestres e pessoas que contribuem para a cultura de Alagoas como Nelson da Rabeca, o repentista João de Lima, a yalorixá Mãe Neide Oyá D´Oxum, entre outros personagens do nosso folclore. 
Na entrada principal e no final do prédio foram colocados os bois, que fazem parte do folclore do Nordeste e atraem a curiosidade de quem passa pelo local. O boi Vingador e o boi Bumbá, do bairro da Ponta da Terra, estão lá, aguardando os visitantes para fotos e mais conhecimento sobre a manifestação cultural.
Segundo Cristina Veiga, superintendente do shopping, os clientes e visitantes vão poder conhecer um pouco mais sobre a origem do folclore e as diferentes culturais que integram esse universo.
“O objetivo é fazer com que os clientes experimentem; tenham acesso e possam viver mais a cultura do nosso Estado. Vamos ter as exposições dos bois; das roupas que são usadas nos diversos folguedos, nas danças típicas”, destaca.
Evento
Feirinha de arte expõe peças dasartesãs do projeto Economia Solidária
Além disso, Cristina Veiga destaca que a exposição tem a feirinha de arte das artesãs do entorno, “que trouxeram para nós os artesanatos manuais; os painéis com os talentos do Estado e apresentações de grupos folclóricos”, explica.
A programação referente ao folclore acontece sempre das 14h às 17h e o objetivo, segundo Cristina Veiga, é levar esse contato. “Tanto as crianças quanto os adultos vão ter contato com um pouco de história; também vamos ter oficinas de arte, as pessoas vão ter a oportunidade de aprender a fazer bonecas de pano; chapéus de palha, bois bumbá; vai ter atração para todas as idades”, pontua.
Artesanatos variados estão sendo expostos na feirinha, do lado esquerdo de quem entra no shopping. Dona Severina Hilário (Nena) faz parte do grupo de artesãs do Projeto Economia Solidária que está expondo no evento e conta que faz bordados em toalhas.
Ela disse que faz outros bordados, mas o forte dela mesmo é bordar as toalhas. “Aqui é maravilhoso: é uma oportunidade de a gente mostrar os trabalhos que produzimos, muita gente já passou por aqui e o movimento vai melhorar. Já expomos na praça, na Pajuçara, aos domingos, e em outros eventos, mas a gente tem mais chance no shopping”, avalia.
Claudionete Araújo de Melo disse que faz acabamentos de crochê em panos de prato, toalhas de banho, conjuntos para cozinha. “Também faço bonecas, flores, entre outras peças; mas é  a primeira vez que venho expor, estou gostando”, comentou.
Outra artesã que está expondo nas comemorações ao Dia do Folclore é Carminda Silveira Santos. Ela disse que faz bonecas, palhaços, bolsas pequenas trabalhadas em bordados, que custam R$ 8 a R$ 15. As bonecas maiores custam R$ 35; a ‘neguinha maluca’ custa R$ 15.
Dona Marinete Alexandre Vasco disse que trabalha com tricô de prego e faz cachecóis e colares, além de outras peças para complementar o look das mulheres. Filé em bolsas de palhas e muita variedade vai ser encontrada na exposição de artesanato.
Na programação também haverá ainda apresentação do Fandango do Pontal; várias oficinas de chapéu de guerreiro; Bumba meu boi;  apresentação do grupo folclórico Bumba Meu Boi Trovão; grupo de afoxé Odo ya, entre outras atividades que merecem uma visita. O evento tem a parceria da Fundação Cultural de Maceió (Fmac) e a Secretaria Estadual de Cultura.



terça-feira, 11 de agosto de 2015

Campanha solidária

Amigos, já dei início à nova campanha do agasalho e donativos, para serem entregues às pessoas e instituições mais necessitadas, como faço todo ano.

Quem quiser colaborar, com fraldas geriátricas e infantis, roupa ou agasalho, pode colaborar da seguinte forma: em União dos Palmares, deixa na casa do meu irmão Paulinho - Tavares Bastos, 33.

Em Maceió, na minha residência, à Avenida Vieira Perdigão, 36, fundos da Estação Ferroviária, próximo à Santa Casa. Mais informações in box aqui no face, https://www.facebook.com/olivia.decerqueira ou pelo meu e-mail oliviadecassia@outlook.com.

Obs: os donativos serão divididos para instituições que cuidam de idosos, pessoas em situação de risco e moradores de rua.

Guesb fará feijoada beneficente para reforma de creche, no Village Campestre II

Por Olívia de Cássia

O Grupo União Espírita Santa Bárbara, coordenado pela Yalorixá Neide Oyá D'Oxum, está organizando uma feijoada beneficente, que acontece no próximo dia 22, a partir do meio dia, com a finalidade de angariar fundos para a reforma do Espaço Social Corumim, que busca atender 70 crianças em tempo integral.

O Guesb está localizado no bairro Village Campestre II, na Cidade Universitária, periferia de Maceió AL. Segundo a Mãe Neide, o Grupo União Espírita Santa Bárbara, juntamente com o Centro de Formação e Inclusão Social Inaê fundou, em 2010, o Espaço Social Curumim, que funcionou por três anos na sede da instituição.

“No ano de 2014, tivemos que suspender nossas atividades por falta de apoio e de condições do nosso prédio,  que foi atingido por mais de cinco enchentes. O Espaço Social Curumim busca atender 70 crianças em tempo integral com uma metodologia diferenciada, metodologia essa que se chama "Amor"”, observa.

IBGE

Dados de 2010 indicam que o bairro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) possui 71.441 habitantes, sendo 28% crianças de zero a 14 anos, e não possui  nenhuma creche pública que atenda as crianças de zero a cinco anos.

Participando da feijoada beneficente, você pode ajudar a construir um mundo melhor, com mais igualdade, amor e educação. O ingresso para o evento custa R$ 25; a festa será animada com música, voz e violão, de Milton Souza e Janaína Martins.

Quem quiser ajudar financeiramente a instituição, pode entrar em contato com o GRUPO UNIÃO ESPÍRITA SANTA BÁRBARA, Tel: 82- 996275966 (Júnior) 996917264 (Lucimar) ou Banco Itaú - Ag. 8293 - CC. 19842-3 - CNPJ: 061.366.31-000119.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Obras de arte vão a leilão, em benefício do Cine Arte Pajuçara


A ideia foi do arquiteto e artista plástico Pedro Cabral, para tentar manter o local aberto ao público

Olívia de Cássia - Repórter
Um leilão de 36 obras de arte acontece nesta sexta-feira, 7, para tentar impedir o fechamento do Cine Arte Pajuçara. A ideia do leilão foi do arquiteto e artista plástico Pedro Cabral, com objetivo de não deixar o único espaço dedicado ao cinema de arte na capital fechar.
Arquiteto e artista visual Pedro Cabral mobilizou até agora 40 artistas para a doação de obras de arte - (Fotos: Assessoria)
As obras já estão em exposição na Galeria de Arte do local. Os quadros doados estão em exposição de 27 de julho a 7 de agosto, no próprio Centro Cultural. Os interessados em ofertar seus lances poderão fazer por meio de um envelope, que será depositado em uma urna.

Espaço Cultural é o único especializado em Maceió para exibição do chamado cinema de arte

Cada pessoa que fizer o seu lance receberá dois convites para a Pré-estreia do filme “ Cauby Peixoto – Começaria tudo outra vez”, no dia 07 de agosto, às 19h30, quando em seguida haverá a abertura dos envelopes com os lances dados, sendo a maior oferta a vencedora.
Segundo Marcos Sampaio, o Marcão, a sociedade já está sendo comunicada do evento. “ Já temos alguns lances sendo dados, mas precisamos de mais gente, de mais interessados em ter uma obra de arte em casa, e por outro lado, ajudando a evitar a interdição do Cine Arte Pajuçara.
Carla Cleto participa do leilão com este quadro das ruínas do Castelo Garcia D’Ávilla, na Bahia, um momento da história do Brasil Colônia
Segundo o idealizador do leilão, o arquiteto Pedro Cabral, o lance mínimo para cada obra será de R$ 300, teve artista que colocou um preço maior; o  mais importante agora é mobilizar a sociedade para que o fechamento do local não aconteça,  pois os artistas se engajaram de pronto na proposta. Já são tantas obras de arte que não estão cabendo no espaço, que é pequeno. Cada artista doou uma obra”, disse Pedro Cabral. 
Segundo Pedro Cabral, não adianta ter as obras lá e ninguém aparecer para comprar. A expectativa dos idealizadores é que a sociedade, que conhece o valor de um espaço cultural, dê sua contribuição para evitar a interdição do espaço.
“Uma semana antes do leilão, ainda tem gente querendo colaborar. A sociedade também começa a se sensibilizar com a proposta. Isso demonstra a grandeza do nosso povo. Cultura é qualidade de vida e uma cidade que tem teatro, cinema e arte demonstra o seu desenvolvimento”, reforça.
Pedro Cabral aposta na promoção do leilão, também, por meio da mídia, que está despertando para sua importância. 
PROBLEMAS
Os problemas no local começaram, segundo o Diretor de Programação,  Marcos Sampaio, por conta dos equipamentos como compressores e ventiladores da central de ar condicionado da sala de cinema se localizam em seu teto e devido ao desgaste e o fato de que o equipamento ficou cerca de sete meses sem funcionamento, após o fechamento do espaço pelo Sesi, um barulho acima do permitido foi constatado.
“E apesar de duas empresas terem sido contratadas, não resolveram o problema, que incomoda alguns apartamentos de um condomínio vizinho. Foi necessário um acordo junto ao Ministério Público (MP), que deu prazo até agosto para resolução definitiva do problema”, explica.
O prédio onde hoje funciona o Cine Arte Pajuçara pertence à Habitacional Construções, uma empresa que já atuou no mercado imobiliário local e tem sede em Aracaju. Segundo Marcos Sampaio, o barulho realmente incomoda e devido a isso, como forma de manter o cinema em funcionamento foi assinado um TAC com o MP, e o equipamento só pode funcionar até às 22h.
”Fomos procurados pelos moradores, tentamos resolver com alguns técnicos, que não conseguiram e até nos deram calote. Após isso, o problema foi parar no Ministério Público e chegamos a esta situação. O cinema continua em funcionamento, apenas com horário limitado entre 14h30 e 22h”, explica.
Marcão explica que o  cinema e todo Centro Cultural Arte Pajuçara continua em plena atuação. “Nosso maior mantenedor é o público que adquire seus ingressos, os produtores que alugam nosso teatro, e contamos com apoio da Prefeitura de Maceió e a partir dos próximos dias, do Governo de Alagoas. Formamos uma associação cultural que administra o espaço, estando a frente deste projeto”, destaca.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

No bairro de Ipioca, moradores reclamam do lixo e esgoto no meio da rua

Carro de coleta do lixo não passa 

em localidade, causando 

transtornos à população


Olívia de Cássia - Repórter
Apesar de ser um bairro histórico e o local onde nasceu o segundo presidente da República, marechal Floriano Peixoto, o bairro de Ipioca, no Litoral Norte de Maceió, precisa de um olhar especial do poder público municipal. Na praça central e na Igreja Nossa Senhora do Ó estão sendo feitas obras de restauração, mas muitas ruas do bairro ainda estão sem calçamento e sem recolhimento do lixo.
O esgoto aqui é no meio da rua, não tem drenagem da água e nem esgotamento adequado”, observa o presidente da Associação de Moradores do bairro, Jasiel Pontes. (Fotos: Paulo Tourinho)
É o caso da Rua Antônio Vieira de Barros, conhecida como Grota do Facão, onde há muito lixo acumulado nos terrenos e sem coleta, causando muita fedentina; prejudicando os moradores e causando doenças de pele nas crianças. O esgoto também corre na rua a céu aberto.
O lixo está causando muitos problemas para os moradores; não é por falta de comunicação, já foram feitos vários comunicados à prefeitura.
“O lixo está causando muitos problemas para os moradores; não é por falta de comunicação, já foram feitos vários comunicados à prefeitura. O esgoto aqui é no meio da rua, não tem drenagem da água e nem esgotamento adequado”, observa o presidente da Associação de Moradores do bairro, Jasiel Pontes.
Segundo ele, é preciso que seja feito o sistema de tubulação, para que a água possa escoar de maneira adequada e não prejudicar a vida dos moradores. “Se a prefeitura quer cobrar IPTU que cobre, mas contanto que preste um serviço de qualidade à comunidade: calce a rua, faça o recolhimento do lixo no dia certo, pois aqui moram seres humanos que precisam de respeito; é isso que os moradores querem”, observa.
Segundo ele, é preciso que seja feito o sistema de tubulação, para que a água possa escoar de maneira adequada e não prejudicar a vida dos moradores.
O mau cheiro provocado pelo lixo na Rua Antônio Vieira de Barros é insuportável. “Nós queremos que a Slum (Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió) venha aqui e faça um serviço de qualidade e coloque no local um suporte para a comunidade colocar o lixo, ou então contrate garis comunitários para fazer a limpeza. Nós estamos pagando impostos altos; eu pergunto: até quando vamos ficar nessa situação precária?”, indaga.
A moradora Francidália Ferreria, conhecida na comunidade como Chiquinha, observou que a situação na rua está horrível: “Moro com meu esposo, meus filhos, netos e meu pai idoso, que toma remédio controlado. O mau cheiro é triste, tem dias que meu pai fica sufocado. É lixo por todo canto, até bicho morto tem aí dentro”, observa a moradora.
A moradora Francidália Ferreria, conhecida na comunidade como Chiquinha, observou que a situação na rua está horrível
Dona Chiquinha disse ainda que tem dias que ninguém aguenta almoçar, por conta da fedentina provocada pelo acúmulo de lixo. “Muitas doenças estão aparecendo nas crianças; meu neto está com os pés estourados e pessoas da vizinhança já tiveram a Zica”, disse ela.
Dona Chiquinha disse ainda que tem dias que ninguém aguenta almoçar, por conta da fedentina provocada pelo acúmulo de lixo.
Marta Cistina é outra moradora da região que falou à reportagem sobre as dificuldades passadas pela comunidade. “Moro aqui há dois anos e eu acho isso um absurdo; nós não somos porcos, pagamos os impostos, como todo mundo. Somos trabalhadores e esse descaso não pode acontecer”, avalia.
Segundo Marta, “quando é época de eleição, aparece vereador aqui, não vou citar o nome, cada um prometendo tudo de bom, pedindo voto à comunidade; depois que passa a eleição, somos esquecidos; aqui não tem um container de lixo: os dias de passagem são segunda, quarta e sexta, mas o caminhão não entra por conta da rua esburacada; para passar um carro é difícil. Outro dia adoeceu um tio meu que está acamado e a ambulância não pôde passar; tiveram que fazer o atendimento em casa”, ressalta.
Marta Cistina é outra moradora da região que falou à reportagem sobre as dificuldades passadas pela comunidade.
Marta Cristina disse ainda que é preciso que o poder público tome uma providência a respeito desse descaso: “Os vizinhos não dormem, não comem: o esgoto a céu aberto não é só aqui nessa rua, tem outras também, a mesma situação. Cada vez mais o povo não tem onde colocar o lixo e joga aí; quando eles jogam os animais mortos a gente tem que pagar para alguém cavar buracos do outro lado para enterrar, porque ninguém suporta o fedor”, destaca.
Marta Cristina disse ainda que é preciso que o poder público tome uma providência a respeito desse descaso
A moradora ressalta ainda que se não for tomada uma providência imediata a respeito do problema do lixo, a população tem que fazer um protesto, para ver se a solução chega ao local e o problema do lixo seja resolvido com a colocação do container, entre outras questões.
"Não podemos ter medo de falar e ficar calados diante disso. É preciso reclamar; veja só esse mau cheiro que está aqui. Isso é uma falta de respeito com os moradores. "
“Não podemos ter medo de falar e ficar calados diante disso. É preciso reclamar; veja só esse mau cheiro que está aqui. Isso é uma falta de respeito com os moradores. Quando chove isso aqui fica tudo alagado passando lixo, a gente fica nadando na lama e dizem que vão resolver e não resolvem nada; o tempo está passando”, reclama.
http://www.1momento.com.br/noticias/cidades/no-bairro-de-ipioca-moradores-reclamam-do-lixo-e-esgoto-no-meio-da-rua

O nascimento de Amaralinda

  Olívia de Cássia Correia de Cerqueira Num ambiente rústico e carente, com escassez de recursos viveram Salomão Celestino e Carmem Celestin...