quarta-feira, 26 de maio de 2010



Fotos de Olívia de Cássia


Grupo folclórico busca apoio cultural para participar de festival na Europa

O grupo Transart, representado pelo professor Rogers Ayres, esteve na Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 25, onde se apresentou aos parlamentares, visando conseguir apoio cultural para representar Alagoas e o Brasil nos festivais de folclore da Europa.

Sessão da ALE acontece sem votação de matérias

Olívia de Cássia – jornalista
(Textos e fotos)

A sessão da Assembleia Legislativa do primeiro dia de trabalhos na Casa de Tavares Bastos, desta terça-feira, 25, não apreciou e nem votou as quatro matérias que constavam na Ordem do Dia, mesmo que tiversse número suficiente de deputados para isso.
Com 18 parlamentares em plenário e ainda com a ausência do presidente da Casa (Fernando Toledo-PSDB), que está de licença particular de quinze dias, o primeiro a fazer uso da tribuna, na hora do expediente, foi o deputado Isnaldo Bulhões Júnior (PDT).
Isnaldinho, como é chamado o deputado, sugeriu que haja um mutirão para que as matérias sejam apreciadas e votadas o mais breve possível, já que este ano é um ano atípico e terá uma Copa e em seguida as eleições.
“Me preocupo porque existe um volume de projetos de lei do Executivo. Seria muito ruim se no segundo semestre, com o acúmulo de matérias que tem nas comissões, essas matérias não fossem votadas. Sugiro que as lideranças dos partidos, com a colaboração dos presidentes das comissões, reúnam-se para verificar o que há de pendências, negociar o que pode ser votado e fazer uma limpeza na pauta”, disse Bulhões.
ANTÔNIO ALBUQUERQUE
Em aparte, o deputado Antônio Albuquerque (PTdoB) parabenizou o colega e reclamou que encaminhou um requerimento à Mesa Diretora, há vários meses, solicitando a liderança da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que tem o deputado Ricardo Nezinho na presidência.
“Protocolei um requerimento à Mesa Diretora da Casa e até agora não obtive resposta, com a finalidade de dar minha parcela de contribuição. Tenho sido tolerante; já reencaminhei o requerimento e nenhuma providência foi tomada”, observou.
Albuquerque disse ainda que o Regimento Interno da Casa está sendo rasgado, “mais uma vez” e que é uma falta de respeito às matérias mais importantes. “Qualquer matéria que já foi votada, se houver questionamento, terá que ser reapreciada”.


Paulão diz que há pendências na Casa e reclama da ausência de Toledo


O deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão-PT) rclamou da morosidade na apreciação de matérias, disse que solicitou a relação dos projetos que estão tramitando na ALE, observando que existe uma ‘sintonia fina’ na Casa.
“O regime é presidencialista; o procedimento de colocar as matérias em pauta é do presidente, que está de licença particular e está priorizando a ação do Executivo, acomapnhando o governador em atividades. “Existe um processo político particular”, disse Paulão, acrescentando que existe na Casa a PEC 48, que trata das assessorias militares e tem que ser votada.
O petista sugeriu que seja designado um relator especial. “Vários projetos estão parados, a Casa está paralisada. Para não desrespeitar o Regimento, na Ordem do Dia eu vou sobrestar (pedir prazo)”.
Paulão responsabilizou o presidente Fernando Toledo que, segundo ele, está ‘fazendo campanha’, quando acompanha o governador Téo Vilela em sua agenda. Ele observou que sua reclamação tem por base um documento. “Este documento oficial que tenho em mãos, com o brasão da ALE estão relacionados os projetos da Comissão técnica que coloca que existem três vetos”.


Ricardo Nezinho diz que Paulão está equivocado

O deputado Ricardo Nezinho (PTdoB), da bancada do Agreste, disse que o deputado Paulão está equivocado quando diz que há três vetos para serem apreciados na Casa. “O documento de que trata Vossa Excelência é inverídico, a CCJ se reúne ‘religiosamente’ toda terça-feira, após as sessões e tem dado celeridade às matérias que chegam: só existe um veto na Casa”, disse ele, discordando do deputado Paulão e dizendo que os dados passados para ele estão defasados.
“Só existe um veto na Casa, que é do deputado Edval Gaia (PSDB), os demais já foram, votados, estão em dia e estamos tentando buscar um entendimento. Vossa Excelência já votou no dia 14 de abril nesse veto”, observou.
O deputado Sérgio Toledo, que presidiu a sessão desta terça, reforçou a informação do deputado Nezinho e disse que os projetos já foram votados e aprovados e que há apenas um veto para ser apreciado pelos deputados.
Depois da segunda chamada, quando foi feita a verificação de quorum e diante da grita dos deputados, Sérigo Toledo suspendeu a votação das matérias para que sejam apreciadas pelos deputados.


Sessão debaterá Lei de Diretrizes Orçamentárias

A Assembleia Legislativa vai realizar no dia 16 de junho uma audiência pública, a pedido do deputado Gilvan Barros (PSDB), com o objetivo de debater o Projeto de Lei número 661/2010, que estabelece as Diretrizes Orçamentárias do Estado para o exercício financeiro de 2011.
Na sessão desta terça-feira, o deputado Gilvan Barros, que é presidente da Comissão de Orçamento, Finanças, Planejamento e Economia, apresentou um requerimento à Mesa Diretora solicitando a realização da audiência, a partir das 9 horas do dia 16 de junho, no plenário da Casa.
O deputado Judson Cabral solicitou uma cópia da lei, em CD, ‘para que os deputados tenham conhecimento do conteúdo’.

sexta-feira, 21 de maio de 2010


O mito do anonimato na internet

Olívia de Cássia – jornalista

Não tenho dúvida de que o avanço da tecnologia e a democratização da internet no que diz respeito à difusão da informação facilitaram a vida cidadão com a instantaneidade da notícia e o acesso que todos podem ter a ela. No entanto, uma questão que deve ser observada é a do ‘anonimato’ que muitas pessoas se apropriam para fazer comentários maldosos e injuriosos contra os outros.
Sei que essa facilidade da internet dá voz aos oprimidos, àqueles que passaram muitos anos calados sem ter como canalizar sua raiva dos maus políticos, dos maus governos e do sistema. Não tenho dúvida que a internet é democrática e isso é salutar, defendo a liberdade de expressão em todas as instâncias.
O que não acho elegante é o fato de as pessoas se esconderem nesse suposto anonimato, não se identificarem e tecerem opiniões preconceituosas, colocando sua agressividade para fora e descontando sua ira muitas vezes em quem não tem como rebater a crítica se não sabe a quem se dirigir.
O direito do cidadão de ir e vir, as garantias da liberdade de expressão estão nos preceitos da nossa Carta Magna. Isso foi conseguido com muita luta, muita briga. Antigamente a gente não tinha nem o direito de falar, de se expressar e dizer o que sentia contra os governos e contra o sistema, que era mais injusto do que hoje. Se eu tivesse nascido naquela época com o pensamento que tenho hoje, dá para imaginar como seria.
Nas lutas dos movimentos sociais e da sociedade civil organizada foi que se conseguiu, com a aprovação da Constituição de 1988, garantir esses direitos, embora muita gente ainda viva com saudade daquele tempo e o pensamento no passado, na época em que não se podia nem dizer que discordava de tal procedimento dos nossos governantes.
Democracia e liberdade de expressão são bandeiras que sempre defendi. Desde menina sempre fui rebelde mesmo, nunca aceitei imposições, mesmo que a maioria dessas ordens que me eram impostas, hoje eu sei, fossem para o meu bem.
Mas voltando a esse anonimato que muita gente pensa que existe na internet, segundo os operadores do direito, é uma falácia. Ninguém pense que não está sendo ‘vigiado’.
Segundo matéria publicada no jornal Valor Econômico, “o mito de que a internet proporciona o mais completo anonimato, dando a sensação de que não há limites legais na rede mundial de computadores, está caindo em desuso”.
Uma prova disso, segundo o jornal, é a quantidade de ações que chegam aos tribunais brasileiros. Mesmo com pouco tempo de existência no Brasil, a internet já tem sua própria jurisprudência até mesmo nos tribunais trabalhistas.
Segundo o site Clube do Hardware, descomplicando a informática, no link Tire a sua dúvida, não são somente as cortes que estão se adaptando à nova realidade. Há leis que já incluíram a internet e os meios eletrônicos em seus textos - até mesmo o novo Código Civil, que trata de duplicata virtual.
Portanto, para aqueles que se acovardam e não têm coragem de se identificar destilando a sua ira nos comentários que fazem nos sites, e-mails falsos e nos blogs, é bom que repensem e revejam suas atitudes, que podem ter reações. Toda ação há uma reação.

quinta-feira, 20 de maio de 2010


Deputados aprovam cinco projetos em segunda votação na ALE

Olívia de Cássia – jornalista
(Textos e fotos)

Por pouco não tinha quorum para deliberações, logo no começo da sessão, na Assembleia Legislativa, na tarde desta quarta-feira, 19. Os deputados chegaram aos poucos e totalizaram 15 no plenário. O quorum mínimo para votação simples é de 14 deputados. O presidente Fernando Toledo (PSDB), que está de licença por 15 dias, só volta em junho e a sessão foi assim presidida, novamente, pelo deputado Alberto Sextafeira (PSB).
O deputado Sérgio Toledo fez a leitura dos pareceres da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) dos projetos que estão tramitando na Casa. Todos os pareceres foram favoráveis, nenhum contra. Durante a leitura do expediente foi lido pela segunda vez o requerimento do deputado Cícero Ferro (PMN) informando que o seu partido está se desligando do bloco.
Na Ordem do Dia Número 175/2010 do primeiro período da quarta sessão legislativa da 16ª legislatura cinco projetos foram para a segunda votação. O primeiro, de autoria do deputado Alberto Sextafeira, considera de utilidade pública o Centro de Cooperação Dom Bosco e dá outras providências; o segundo foi o que modifica o percentual de indenização de transporte devido aos oficiais de Justiça do Poder Judiciário de Alagoas, de autoria do Poder Judiciário.
Além desses projetos também foram lidos e aprovados, em segunda votação, projeto sobre a fixação do aumento dos subsídios dos servidores do Judiciário, outro que considera de utilidade pública o Movimento Familiar Cristão, de autoria do líder do governo na Casa, e o último que considera de utilidade pública o sindicato dos despachantes do Estado de Alagoas, esse de autoria do deputado Maurício Tavares, que não estava na sessão.

Governo Téo Vilela é acusado de exercer censura no Estado


A polêmica da vez, no entanto foram as reclamações do deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão-PT) de que o governo do Estado estaria promovendo a censura quando entrou com representação na Justiça contra a TV Gazeta, a CUT e o Sindpol por conta de veiculação de propaganda contra o governo do estado denunciando alguns problemas na área de saúde e educação, entre outros.
Segundo Paulão, os sindicatos dos jornalistas e radialistas precisam tomar uma providência nesse sentido. Paulão disse que como se não bastassem as multas contra as entidades por cada peça publicitária, “o governo agora censura os meios de comunicação, ameaçando a Rádio Jornal e a TV Gazeta", disse o petista.
O deputado observou que a censura está no estado de Alagoas e que teve a oportunidade de ver os clipes veiculados. “As entidades (CUT e depois Sindpol) não fizeram críticas à pessoa do governador. Foi feita a crítica à falta de segurança e a questão da educação, à falta de merenda escolar”, observou.
Paulão disse que o governador, “que tem uma marca da democracia por ser filho de um homem que lutou contra a ditadura, não segue o exemplo do pai. (Teotônio Vilela, o menestrel das Alagoas). “É o governador da mordaça”, acusou.
O petista ironizou e disse que a emissora oficial do estado não é mais a Rádio Difusora, e sim a TV Pajuçara, “que é o sistema oficial do estado (tem como um doso acionistas o senador João Tenório, cunhado do governador e chamado de sombra pelo deputado petista). Paulão disse ainda que está censurado na TV Pajuçara.
ISNALDO BULHÕES
O deputado Isnaldo Bulhões fez um aparte ao pronunciamento do deputado Paulão e se solidarizou com o agora colega de oposição. Bulhões Júnior disse que o governo do estado e o PSDB estão querendo implantar a censura e proibindo as instituições (sindicatos e a CUT) de fazerem críticas ao governo. “É lamentável que tenha (o governo) a ideia infeliz de interpelar o radialista França Moura (da Rádio Jornal).
O deputado Rui Palmeira (PSDB) pediu a palavra e discordou do petista. “Gostaria de discordar quando vossa excelência diz, Paulão, que os meios de comunicação estão censurados. A representação foi feita por um juiz eleitoral que determinou a suspensão da propaganda. Vossa Excelência está equivocado quando compara o governador a Hugo Chavez. O governo é legítimo, o processo é democrático e qualquer partido entra com representação na Justiça”, disse Rui.
Paulão retomou a palavra, reafirmou sobre o que tinha dito e observou que o governo Hugo Chavez tem legitimidade em seu país. Disse que o governo está com propaganda enganosa e que na maternidade-escola Santa Mônica estão morrendo bebês e que o governo de Téo Vilela é virtual.

Paulão cobra celeridade em tramitação de projeto

Em discurso na tribuna da Casa de Tavares Bastos na tarde desta quarta-feira, 19, o deputado Paulão (PT) comentou sobre projetos que estão tramitando na ALE como o fundo de combate às drogas e solicitou informações do projeto sobre o Conselho Estadual de Segurança. O deputado cobrou celeridade à tramitação do projeto de extinção das assessorias militares no Legislativo, para que a matéria seja submetida à votação ‘o quanto antes’.
“O projeto é de origem governamental; a bancada do PT tem interesse em dar celeridade à votação da matéria. Sabemos que o projeto não solucionará todos os problemas relacionados à segurança, mas cobramos celeridade porque conhecemos o reduzido efetivo da Polícia Militar, que possui apenas sete mil homens, quando deveria ter o dobro”, observou petista.
Paulão criticou o fato de a proposta manter o gabinete militar que presta serviço ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e sua equipe defendendo que deveria ser reduzido. “São 500 a 600 homens fora da atividade fim ganhando gratificação de 500 a 600 reais.
POLICIAMENTO NO CENTRO
O petista criticou o fato de os órgãos de segurança terem reforçado o policiamento no Centro de Maceió ‘somente depois que um empresário foi morto, após assalto a sua loja, em plena luz do dia’.
Outra crítica de Paulão é que, em São Miguel dos Campos, o Banco do Brasil paga segurança, “mas tem que ter convênio. O que ocorre na prática é que a polícia dá segurança ao BB e população fica sem segurança. Sou favorável ao encaminhamento do Conselho de Segurança”, finalizou.

quarta-feira, 19 de maio de 2010


Debates e polêmicas na ALE

Olívia de Cássia – jornalista

A sessão de ontem na Assembleia Legislativa teve muito debate entre deputados governistas e da oposição que compareceram ao plenário. O tema central da querela foi a denúncia do deputado Dudu Albuquerque (PSDC) de que o governador Teotonio Vilela Filho demitiu 20 parentes seus lotados na Coordenadoria Regional de Ensino (CRE) de Arapiraca.
Essas pessoas recebiam de R$ 1.500 a R$ 2.000 sem trabalhar, de acordo com o que foi colocado pelo deputado Dudu Albuquerque, que afirmou também que foi o governador Téo Vilela quem definiu que os assessores ficassem em casa e não fossem trabalhar.
A denúncia caiu como mais uma bomba na Casa de Tavares Bastos. Deputados governistas reclamaram do colega dizendo que ele os expôs, quando disse que estava havendo um mensalão na ALE e que em todo o governo existe um total de 600 pessoas recebendo sem ir trabalhar indicadas pelos deputados.
Já os deputados da oposição aproveitaram para criticar o governador e falar da gravidade da situação, solicitando que o deputado do PSDC encaminhe a denúncia ao Ministério Público para que seja apurada. Realmente a denúncia é muito grave, tira o foco da questão do ex-delegado José Pinto de Luna que vem sendo preterido no chapão pelos deputados envolvidos ou denunciados por irregularidades e pela sua atuação na Operação Taturana.
A pergunta que ficou no ar para a imprensa que acompanhava a sessão, diante da gravidade do que foi alardeado pelo deputado Dudu Albuquerque é: por que ele não denunciou essas irregularidades antes e deixou passar quatro anos sendo da base aliada do governo e só agora, diante de um período pré-eleitoral, quando o seu partido está no chapão, apoiando o ex-governador Ronaldo Lessa, é que veio se pronunciar?
São questões da política brasileira que cheira a oportunismo e falta de lealdade, coisas que são muito próprias da política brasileira. É claro que o deputado em tela ia ter alguma resposta diante da sua atitude de votar contra a matéria do governo, a PEC das Licitações.
Por que Dudu votou contra o governo se era seu aliado e quando questionado no plenário da Casa disse que apesar de ser da base de sustentação do governo não tinha obrigação de votar em todas as matérias? O parlamentar do PSDC sabe que não é assim que a banda toca na política e na vida, todos que vivem nesse meio sabem disso. Ele sabia que teria consequência nisso tudo, ninguém é ingênuo a esse ponto.
Vamos aguardar que venha a sessão desta tarde na Assembleia e ver o que será discutido do plenário Tarcísio de Jesus.


Denúncia de Dudu Albuquerque repercute na Assembleia

Olívia de Cássia – Jornalista
(Texto e fotos)

A denúncia do deputado Dudu Albuquerque (PSDC) de que o governador do estado, Teotonio Vilela Filho, exonerou 20 pessoas indicadas por ele, lotadas na CRE de Arapiraca, depois de o deputado ter votado na semana passada contra a PEC das Licitações, foi assunto de debate durante a tarde e começo da noite desta terça-feira, 18, na Assembleia Legislativa Estadual.
Três dias após denunciar um suposto esquema de troca de cargos para que garantir governabilidade na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), o deputado utilizou a tribuna da Casa de Tavares Bastos para ratificar as acusações.
Ele voltou a afirmar que sofreu retaliação por ter votado contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das Licitações e desafiou o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) a investigar esquemas semelhantes em outros órgãos, além de publicar no Diário Oficial do Estado (DOE) a lista com dos cargos comissionados.
De acordo com o deputado, o esquema foi montado na ALE pelo PSDB e consistia na oferta de 20 cargos comissionados para cada deputado da base aliada, onde dez receberiam R$ 2 mil e os outras dez contariam com R$ 1,5 mil. Ainda de acordo com o Albuquerque, seriam cerca de 500 servidores comissionados, que estariam lotados em diversas repartições públicas, mas que eles não trabalhariam por orientação do próprio governador.

SEXTAFEIRA
O líder do governo na Casa de Tavares Bastos, Alberto Sextafeira (PSB), foi primeiro a fazer uso da palavra Durante a sessão circularam no plenário 21 deputados. O presidente Fernando Toledo (PSDB) não apareceu e encaminhou requerimento que foi lido no plenário solicitando uma licença de 15 dias.
Sextafeira argumentou, sobre as demissões de Téo, reclamadas por Dudu, e explicou que o processo foi natural e que nos estados brasileiros e no mundo civilizado isso também acontece. “Se o senhor indicou a diretora da CRE (Coordenadoria Regional de Ensino) e não fiscalizou o senhor está prevaricando. Num governo responsável tem que tomar providência”, observou. O líder de Téo Vilela disse ainda que o governo deve adotar uma sindicância administrativa para apurar o fato.
EDVAL GAIA
O deputado Edval Gaia (PSDB, em aparte ao deputado do PSB, disse que a atitude do governador não cria crise, “até porque a bancada do governo só pode participar com algumas indicações (Gaia fez 12 indicações e disse que já fez quatro substituições, a última na semana passada). Segundo ele, em véspera de eleição começam a surgir problemas. “As indicações, na maioria das vezes, são problemas técnicos”.
O deputado Marcos Ferreira disse que todos sabem que existem indicações. “Isso é uma prática no Brasil, para se vencer uma eleição e proporcionar uma atmosfera favorável”. Ele lamentou que em Alagoas aconteça isso. “O governo se mandou demitir não foi por perseguição. Deputados daqui que votaram contra o governo vão ao palácio e são recebidos pelo governador. Eu lamento isso que está acontecendo”, disse Ferreira.

Sextafeira disse que participar ou não participar do governo faz parte. “O grave é não trabalhar” (como foi denunciado pelo próprio Dudu de que os seus indicados não trabalhavam por orientação do próprio governador).
Já o deputado Antônio Albuquerque (PTdoB) disse que não conhece “as nomeações, os detalhes da relação que tenha resultado nessa polêmica toda. Recomendou paciência e moderação e disse que as indicações de cargos no governo são absolutamente naturais”. Albuquerque observou que o que está faltando é que a relação seja verdadeira. “Gostaria que essa questão fosse tratada num ambiente mais tranqüilo possível”.
O líder Alberto Sextafeira retomou a palavra e disse que o governador é um homem educado, democrático e amigo “e não pede carteira de filiação partidária. O tratamento é democrático, isso é mesquinhez e o governador não trata dessa forma. Terminado o pronunciamento, Sextafeira voltou a presidir a sessão, já que Fernando Toledo pediu licença de quinze dias.
O deputado Temóteo Correia disse ao colega Dudu Albuquerque que suas declarações foram muito contundentes e que não tem nada a ver e disse que a negociação de espaço no parlamento é mais do que normal. “Uma virtude do poder democrático. Acho que vossa excelência foi precipitado, mas conselho não adianta muito; ninguém gosta de perder”, disse Correia.
O deputado Paulo Fernando dos Santos (PT) reclamou do tempo utilizado pelo líder do governo na casa e disse que ele não obedeceu o regimento. “A casa tem um rito processual, o deputado Sextafeira falou por mais de 30 minutos”, observou Paulão, para em seguida se solidarizar com o deputado Dudu Albuquerque e sugerindo que ele encaminhasse uma denúncia ao Ministério Público de Alagoas (MP/AL). “Quero me solidarizar o parlamentar, dizer que esta denúncia é grave, mas sugiro que o seja formalizada uma denúncia junto ao MP”, pontuou.


Paulão destacou que o que está em jogo, “o escândalo é que teve indicações e as pessoas estão recebendo sem trabalhar. O governo já mudou quatro vezes o slogan, estou guardando todos. O anterior era um processo paquidérmico” (“quem sabe tem que ensinar, quem tem deve compartilhar”).

Segundo Paulão, mais de 600 pessoas recebem do governo sem trabalhar. “O governador não tem desculpas quando se recusa a negociar com as categorias e fala da responsabilidade fiscal. “O secretário Rogério Teófilo não consegue resolver a questão da merenda, vai fiscalizar um órgão?”.
O deputado Arthur Lyra disse que Dudu afetou todos os colegas ao utilizar o termo de Mensalão da Assembléia. “O deputado Dudu sabia o tempo todo que seus comissionados não trabalham e só agora, depois que todos foram demitidos, resolveu fazer esta denúncia. O deputado tem que deixar claro que os seus comissionados saíram porque ele preferiu fazer parte de outro grupo político”, disse Arthur.
Outro que fez uso da palavra na tribuna da Casa foi o petista Judson Cabral para falar sobre a polêmica causada pelas denúncias do deputado Dudu Albuquerque (PSDC). Judson disse que o Governo do Estado tem a obrigação de mostrar a transparência na acusação do parlamentar.

“O governo tem a obrigação de se antecipar ao Ministério Público e outras instituições na apuração dessas denúncias. Independente do fato político o assunto é grave e não deve pairar qualquer dúvida”.
Cabral falou ainda da discussão entre o presidente do PT estadual, Joaquim Britto, e o assessor do Gabinete do Governador, Fabio Rodrigues no programa do radialista França Moura.

O deputado Rui Palmeira (PSDB) fez um aparte e disse que os dois, Fábio e Brito, se excederam no debate, mas que o presidente do PT foi extremamente infeliz ao pedir o impeacheament do governador Teotônio Vilela (PSDB), politizando a questão. “O presidente do PT agiu de modo açodado e muito infeliz, pois se esqueceu que o seu partido foi acusado de mensalão e naquele momento ele não falou em impeacheament”, explicou Rui Palmeira.

O deputado Judson Cabral concordou com Rui e disse que a posição de Joaquim Brito não é compartilhada nem por ele nem pelo deputado Paulão (PT), que em nenhum momento falaram em impeacheament.

domingo, 16 de maio de 2010


Divagações

Olívia de Cássia – jornalista

Começo a escrever as primeiras linhas destes escritos às 16h43 do sábado, 14 de maio de 2010, em retorno à cidade natal, uma semana depois da última vez em que estive aqui. Penso em alugar um cantinho para quando quiser vir ter um lugar só meu. O aluguel está muito caro em União, consequência da especulação imobiliária de uma cidade que cresce a olhos vistos.
Se tivesse condições eu compraria um imóvel, não precisa ter luxos, coisinha simples mesmo. Claro que se minhas posses fossem suficientes eu queria conforto, quem não quer? Mas a cada dia me vejo mais distante de tê-lo. Apesar do trabalho, é impressionante como eu não consigo me organizar para ter algo mais na vida!
Sinto-me impotente para isto. As coisas se vão dos meus dedos como grãos de areia, não consigo me estabilizar. É como se uma força maior, uma força de retração me puxasse e impedisse o melhoramento.
Peço orações aos amigos e amigas; preciso de pessoas que sejam mais fortes para me auxiliarem nesse lado, sinto-me fraca, parece que minhas orações não têm forças suficientes. Vejo-me às vezes tão frágil diante de certas situações, sem forças para lutar! Nessas horas eu não consigo tomar uma atitude mais drástica, mais radical.
A vida é cheia de dificuldades que muitas vezes nos impossibilitam a felicidade da maneira como achamos que seria esse sentimento. No meu pensamento de agora eu volto ao passado recente e ao mais antigo. Passagens marcantes da minha vida. Não sei dimensionar a profundidade de tantas marcas e cicatrizes da minha alma. São muitas as marcas do meu passado. Da infância distante à adolescência, da juventude à maturidade.
Que maturidade é essa se não consigo sequer me proporcionar bem-estar e conforto? Gosto de ficar sozinha em casa, repensando conceitos, repensando a vida, repensando tudo. Às vezes tenho crises existenciais da mesma forma que outras pessoas também as têm. O diferencial é que eu não consigo esconder de ninguém o que se passa comigo.
Por que não consigo me desvencilhar do passado e ser alguém mais firme, mais dona de mim e com domínio de sentimentos e emoções? Esses sentimentos são únicos, só meus. Venho para União dos Palmares porque amo minha terra natal, mas também para matar saudades, querendo me fortalecer, me renovar, me reciclar de alguma forma para uma nova semana de trabalho.
Venho com o propósito de rever amigos muitos dos quais já nem estão mais por aqui, mas a saudade deles dói tanto que me faz pensar que ainda posso encontrá-los por aí, em alguma rua da cidade, como antes. Muitas das vezes eu chego aqui e não faço nada de importante, mas só o fato de estar na cidade me fortalece ou me dá a ilusão de tal.
Quantas e quantas vezes eu cheguei e saí daqui chorando por conta de problemas não-resolvidos, por causa da minha falta de habilidade para resolvê-los. Sinto falta dos meus pais, sinto falta da família unida, que está dispersa por aí. Sinto falta do passado, tenho saudade de mim. Daquela menina sonhadora que achava que ia fazer jornalismo para cobrir guerras e conflitos, tal qual Euclides da Cunha em seus relatos em Os Sertões.
Quanta ilusão a gente cria quando tem a juventude pela frente e um mundão de tempo pra sonhar! Para sonhar e decidir o que será feito de nós.

O nascimento de Amaralinda

  Olívia de Cássia Correia de Cerqueira Num ambiente rústico e carente, com escassez de recursos viveram Salomão Celestino e Carmem Celestin...