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terça-feira, 6 de julho de 2010

Política: A partir de hoje: TSE libera propaganda política para as eleições de outubro - TUDO NA HORA - O portal de notícias de Alagoas

Política: A partir de hoje: TSE libera propaganda política para as eleições de outubro - TUDO NA HORA - O portal de notícias de Alagoas
às julho 06, 2010
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O nascimento de Amaralinda

  Olívia de Cássia Correia de Cerqueira Num ambiente rústico e carente, com escassez de recursos viveram Salomão Celestino e Carmem Celestin...

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Minhas dores...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Tenho dores
como todo mundo...
Dores de amarguras,
dores de perdas...
Dores de solidão,
dores de tristezas,
de decepção...
E dores de aflição...
Tenho dores
que me fazem chorar...
Dores de amor reprimido...
Dores de amores perdidos...
Dores de decepção...
Tenho um grande defeito na vida...
Não sei usar máscaras
para esconder
Minhas dores...
Minhas dores
são explícitas,
Ditas e gritadas,
para todo mundo
Saber,
saber que tenho dores
Dores aflitas...

Quantas vezes

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Quantas vezes

Acreditei

Nas tuas palavras

Doces

Incompletas

E cheias de significados...

Achei que tivesse entendido

A mensagem de amor,

Que não era comigo....

Na noite que finda


Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Na noite quase fria
O sono não chegou ainda
Já passava da meia noite ...

O corpo todo dói,
Cansado da labuta do dia.
Já dá mostras do desgaste,
Precisa de uma reposição...

No rádio do ceulular toca
‘Secos e Molhados’, me leva
à juventude já distante...
Alguma coisa vem do infinito...

Começa a chover ...
e a noite é quase fria.
Preocupo-me quando
Vejo um amigo
precisando de ajuda.

Procuro dar apoio sem ser invasiva,
Não preciso saber ‘o santo, a reza e o milagre’...
Ofereço meu ombro,
Mas não quero invadir
a privacidade de ninguém...

A poesia fala por si

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

A poesia fala por si.

Ato concreto

Secreto,

Segredo de cada um.

Saudade é dor que

dói no peito, sem doer..

Saudade de mim,

de alguém ,

do passado

De uma vida

Que se foi quando

eu não esperava....

Saudade é o que sinto,

Agora, quando estou assim...

Pensativa, saudosa de mim....

A noite esfria

E parece que vai chover

Lembro de você,

Do teu rosto

Da tua fala mansa

Do teu jeito....

E não tem explicação

Para essa saudade...

De tirar isso de mim...

Nesse instante de saudade

De mim...

Jogo de palavras

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

A poesia é
um jogo de palavras...
Palavras que
acalmam a alma...
Quereres que
falam de sonhos
que só as palavras
explicam.
Palavras
que dizem tudo
ou quase tudo...
de um sentimento...
Sentimento profundo,
profano e insano
Sentimentos...
Jogo de palavras
que dizem...Gritam...
Palavras falam
no fundo da alma...
A poesia fala,
não precisa de interpretação...
É um jogo de palavras...

Quereres...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Eu te quero nesse instante

Nessa hora de desejos e aflição,

Quero um pouco do teu carinho

Sem apelação.

Quero um abraço apertado

Num enlace profundo e forte

Para dizer que eu te amo

Independente do vazio

Da solidão...

Eu te amo por que te amo,

Não importam os motivos

Para te amar tanto assim...

Já nem sei...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Já nem sei qualificar esse sentimento
que eu ainda carrego dentro de mim.
Às vezes me pergunto se é amor recolhido,
Ou apenas um gesto amolecido,
do meu pequeno coração...
Amizade sentida, já nem sei.
Tenho saudade do que não volta.
Saudade é uma mistura de sentimentos
De perda, de falta, distância e amor.
A saudade, dizem os poetas,
é uma palavra que só existe
Na língua portuguesa e em galego ...
Tenho saudade dos bons momentos vividos,
Da alegria e do vigor da juventude distante...
Saudade dos amigos que já se foram,
Da boemia, da vida...
Saudade de nós, já nem sei...

Um dia ...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira


Um dia me iludi

com promessas vãs.

Deixei me envolver

por sensações

e sentimentos impossíveis...

Impossíveis de se realizarem.

E nesse impulso de vida,

quase caí nas armadilhas do tempo...

Revisitando

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Revendo fotos antigas de repente a gente se dá conta de que o tempo passou...
Fiquei parada no tempo, pensando que ele pudesse voltar.
Me fascina tanta foto; tantas pessoas passaram na minha vida.
Tantas fotografias, tantos momentos, tanta imaginação.
Revi meus pecados, doces pecados juvenis...
E eu cheguei à conclusão de que repetiria a maioria deles,
Se pudesse fazer de novo, mesmo que com outra roupagem...
Pecados de mim...

Por quê?

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Por que é que de repente,

Sem mais nem menos,

Bate uma angústia no peito

Uma vontade imensa de chorar

E não sabemos o motivo?

São tantas perguntas

Que eu tenho

Caladas no peito

Dúvidas imensas,

Quereres silenciosos ...

Amor reprimido

Mal cabe no peito

Amor quase impossível

De reviver esse meu. ..

E não sei de onde,

De repente

Ele vem de mansinho,

Se apoderando

Da alma da gente,

Querendo nos tomar

Por inteira.

Eu não posso calar

Não posso falar

Com mais ninguém

Sobre essa angústia

Que trago no peito

Esse amor incontido e mal conduzido

Que a mente insiste em trazer

Lembranças que eu

Não podia mais ter

Mas como não mando

No meu amolecido coração

Fica a pergunta:

Por que essa angústia

Que trago no peito

Não me leva à razão?

Razão que me diz

Que não posso sonhar mais

Que tenho que viver a minha realidade

Que nem sempre é profunda....

Nem sempre é real ...

Por quê?

Insônia

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

São quase quatro horas da manhã...

Me pego insone, inquieta e dispersa...

Pensando na vida, pensando no nada...

E fico querendo que os anos pudessem voltar...

E eu pudesse viver cada minuto perdido, cada minuto da vida...

e pudesse voltar no tempo e me fazer mais bonita...

A Felicidade ...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Descobri que a felicidade
não está nos outros,
ela está em cada um de nós.
Um dia pensei que a felicidade
estivesse em outro lugar,
busquei, procurei e descobri
que não podemos esperar
que os outros façam por nós
aquilo que devemos fazer:
ser feliz.
Porque a felicidade está
naquilo que fazemos
no dia-a-dia,
nas pequenas coisas
que realizamos com sucesso,
no pensamento positivo
e na esperança de um novo amanhã.
Um amanhã de grandes novidades,
de muitas esperanças,
de certezas,
de pensar que
a felicidade está
no agora e não no amanhã.
A felicidade está no descobrir
que a vida é bela
e que vale a pena vivê-la,
cada minuto,
cada instante,
sem esperar dela
coisas grandiosas
e impossíveis.

Para não dizer que não falei de saudade...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Saudade é quando o coração aperta
e você sente falta de alguém ou de algo.
Procura ao teu redor e não encontra.
Saudade é quando a gente
não pode ter o que sonha,
aquilo que deseja,
o que a gente quer.
E como quer.
Nesse momento dá um aperto no peito,
uma saudade danada,
que mata por dentro,
oprime e nos torna....
vulneráveis
de nós mesmos. ..
Fragilidade eu diria
para sentir saudade.
Quando não podemos
responder
Pelos sentimentos...
Sentimentos exagerados meus...
Nesse instante de saudade,
por um momento eu queria
estar ao teu lado,
matando o desejo de você,
do que fomos um dia,
de tudo o que vivemos
e do que não vivemos também.
Ah, a saudade....
Lágrima que cai sem destino.
Saudade de mim...
Saudade da juventude....
Saudade da vida.
Quando o corpo não pode mais
a gente sente falta do vigor da juventude....
Saudade de um momento vivido...
De um instante incontido....
Saudade do toque das mãos,
do acariciar o rosto...
Do sussurro,
das palavras desconexas.
Saudade...da vida...

Quanto tempo!

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Quanto tempo
o tempo disporá
até que não saiba mais quem sou?
quanto tempo terei para reiventar
minha vida
de forma que ela
tenha um outro sentido??
Quanto tempo terei
para tomar as rédeas
do destino
e seguir em frente
em busca
de algo mais??

Terra de Zumbi

Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira


Terra de Zumbi.
Foi na Serra da Barriga
que o negro sonhou,
seu sonho forte de liberdade...

Terra de Zumbi...
Foi na Serra da Barriga
que o negro cantou,
seu canto forte de liberdade...

Terra de Zumbi...

Foi na Serra da Barriga
que o negro viveu,
seu canto forte de liberdade,

Terra de Zumbi...

===

A partida

Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Quando você partiu
levou um pedaço de mim.
Com você foram:
a minha alegria
e meu entusiasmo de viver...
Fiquei a esperar você...
Mas triste ironia do destino!
Você voltou mas não para mim.
você voltou para tua vidinha de sempre,
teus amigos, tuas orgias...
tuas andanças...
E eu, tão triste,
tão encantadoramente
apaixonada,
não havia percebido
que você
nunca havia
me amado.




O tempo foi cruel...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

O tempo foi cruel comigo...
Levou a minha juventude,
Levou meus anos dourados...
Mas me deu experiências..
Diversas...

Me tirou muita coisa...
Mas não me tirou ...
A sensibilidade...
E os sonhos juvenis...
Me deixou insegura...

E agora, o que faço...
Com essa armadilha do tempo,
E do vento??
O vento???
Armadilha adolescente...
Que teima em me
Envolver....
Numa trama perigosa
E aflita....

Estou com medo de mim....
Do que eu posso sentir...
Com medo do mar....
De amar ...

De ser assim...
Inconseqüente...
Não sou assim...
Fútil e urgente...
Não fui assim...
Não ajo assim...
Não sou assim...

Pura armadilha do tempo...
Que quer me enganar
Fingir que não sabe....
Que não posso sonhar....
Que não posso me envolver...
Que não posso sonhar...

Viva e deixe o mundo viver

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Deixa nascer esse brilho no olhar...
Deixa crescer essa força vibrante,
Que surge e vigora no ar.

Deixa viver esse amor infinito
E profundo,
E que o mundo não vai
Entender...

Por isso eu digo:
Viva e deixe o mundo viver,
E brotar a canção
No mais alto astral... (bis)

A estrela

Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Uma estrela no espaço,
isolada de todas as outras,
quis realizar seu sonho infantil
de ser a principal dentre todas
do Universo.
Ela vivia dentro do seu próprio
mundo de sonhos e fantasias,
achando-se a mais encantadora,
a mais brilhante.
Mas um dia ela despertou para a vida
e viu que sozinha, jamais poderia ser
importante, pois não havia
nenhuma outra estrela
que lhe contemplasse
e que lhe achasse
importante...

Foi você

Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira


Foi você
quem despertou esta sede
em mim...
Foi você!

Foi você
quem me deixou
triste, vazia...
Foi você...

Foi você
quem despertou
um amor maior,
Foi você...

Hoje tudo acabou.
De você restam:
uma lembrança,
os momentos, as músicas,
a natureza, o espaço, o nada,
a vida..
De você resta apenas
a amizade!

O destino nos separou

Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Quando nos aproximamos um do outro,
éramos dois náufragos à procura de um porto.
Éramos duas metades incompletas,
em busca de seus complementos.
Fomos nos encontrando
e quase nos
completamos...
Não tivemos chance de nos realizar,
no entanto.
Nosso amor não foi bastante para
superar todas as barreiras
que se ergueram entre nós.
Faltava um “não sei o quê” de afirmação,
e nos separamos...
Foi duro perder você.
Foi triste ter que
acostumar a viver sem os teus
carinhos, sem a tua presença,
sem a tua respiração...
Hoje é nosso aniversário de separação.
Tantos anos de vida,
quase vazia...
Sem amor, sem carinho, sem você.
Hoje, um vazio se apossa de mim,
e eu não posso deixar de lembrar você.
Hoje, eu sou tristeza,
sou solidão!

Fotografia imaginária

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira



Na minha imaginação fiz uma fotografia imaginária do teu corpo ..
Fotografei tua boca sensual, teus olhos profundos,
tua silhueta, teus músculos,
fotografei você...
E continua a viagem dessa fotografia, do teu corpo...
Teu corpo vai ficar grudado no meu imaginário,
Imaginário de poeta ...
Aflita...insegura e distante..

Antagonismo

Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira


Sou vida, sou morte,
sou antagonismo.
Sou pássaro, sou abutre,
sou lago, sou rio.
Sou aflição, sou paz.
Sou ilusão
e decepção...
Sou um mundo cheio
de esperanças
e desejos,
sou um beijo,
um carinho,
uma flor...
Mas não tão pura,
nem tão bela,
sedutora,
não como a flor...


Amor platônico

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Dizem que o amor é uma invenção.
Invenção de quem não se sabe ainda,
O amor, ah, o amor...
É uma invenção dos poetas apaixonados ...
Dos tolos e carentes de afeto...
É um sentimento que não se explica,
Apenas se sente ...
Com mais ou menos intensidade do que se deveria...
Dependendo da situação e do envolvimento,
Poderá trazer alegrias ou decepções,
Decepções que devoram e matam...
De saudade e de falta de afeto...
O amor, ah, o amor...
Sentimento dos romances imortais...
Amor dos poetas mais sensíveis,
Mais observadores, mais sofredores...
Amor dos apaixonados

Dos sonhos virtuais

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Nos sonhos virtuais, ainda me pego feito
adolescente, sedenta de prazeres da vida.
Prazeres que a vida ainda possa me dar,
apesar do avançar da idade...

Me encontro menina-moleca, sonhando acordada no meio da noite, com teu jeito menino, menino-moleque, sapeca danado...

Moleque da vida, moleque que veio do nada ...

Moleque virtual, que nos dias e noites encantadas de fantasias e poesia fui encontrar por acaso...
O acaso da vida, o acaso do nada, destino danado, que me tirou os anos, tirou os anos de vida, de encanto e do nada....




Bicho gente

Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira


Bicho gente,
bicho homem,
mulher...
Bicho que geme,
chora,
rir e canta...
Bicho que acolhe,
afaga,
ama e
despreza...

Bicho que faz crer
e desacreditar,
faz amar e odiar,
faz nascer e faz morrer...
Bicho gente...

Bicho manso,
bicho feroz,
bicho amado,
desacreditado,
desprezado...
Bicho.

Menino Moleque

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira



Não mexe comigo, menino-moleque,
que eu posso ficar tentada.
Tentada a não resistir aos teus encantos,
Encantos de homem sedutor.
De homem que conquista e atrai.
Lábios carnudos, boca sedutora e sedenta...

Que maltrata....

Menino forte, moreno bonito,
Jeito de moleque,
Corpo de homem,
amante, atraente, sedutor...
De homem que atrai,
Que conquista,

Que maltrata...

Não faz assim..
Que posso ceder aos teus encantos...
Mas não posso sofrer...
Não tenho tempo...
Tempo de sofrer...quero viver...
Não quero ceder ao teu corpo,
Aos teu encantos,
Às tuas palavras
de homem sedento de afeto
Não faz assim...que eu posso
Ceder aos teus encantos....

TUA AUSÊNCIA ...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Tua ausência ainda me incomoda.
Não tenho medo de falar dos meus sentimentos.
Amar sem ser amada não é uma boa experiência...
Sinto falta dos teus abraços...
Sinto falta do teu corpo, falta de você.
Não quero deixar de acreditar nos sonhos...
Sonhos que sonhei contigo, em tanto tempo de vida...
Tua ausência incomoda, me deixa solta,
Mais tensa, sem você na minha vida...
Tua ausência é uma lacuna que não foi preenchida.
Não tenho medo de falar dos meus sentimentos.
Tantos sonhos nós sonhamos juntos...
Sonhos que foram destruídos pelo tempo.
Tanta coisa dividimos entre nós dois e depois
Tudo se partiu, se quebrou.
Você se foi e eu estou só...

Eu queria...

Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira


Eu queria estar contigo,
numa noite calma e segura,
cheia de estrelas
e sob a luz de um luar
encantador...

Eu queria poder tocar você,
tocar tuas mãos,
acariciá-las, beijá-las,
e transmitir as emoções
sentidas naquele instante.

Te fazer entender
o quanto vale ser alguém,
o quanto vale
significar alguma coisa
para esse alguém.

Mentiras

Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Foram tantas
as mentiras que
tu me dissestes...

Foram tantos
Os apelos...
Que nem se pareciam

Com a imagem
Que eu havia formatado
De você na minha
Memória...

Tola imagem
De alguém que
Nunca existiu...

Existiu apenas
Na cabeça
De uma pessoa carente
E apaixonada...

Como eu havia sido
Até aquele dia...
Da revelação...

Da revelação da tua
verdadeira
personalidade...

Quero ser livre...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Quero ser livre,
Libertar-me das amarras,
Das correntes que ainda
Me prendem ao passado.
Sou um antagonismo
Constante.
Sou um mundo
De aflição
E decepção.
Um mundo de
Desejos
Incontidos,
Proibidos
De confessar...
Quero ser livre...

Hoje...

Hoje amanheci com alma de poeta,

Triste e solitária como só aqueles que

Amam sem ser amados sabem ser.

Amanheci com uma dor no peito,

Com um nó na garganta e com

Um sentimento exagerado e

Louco de sair por aí gritando

E dizendo das coisas que estou

Sentindo.....

Hoje amanheci triste, com saudade

De tudo, com saudade da vida,

Com saudade de nós...

Um sentimento arrebatador

e maluco tomou conta de mim

Hoje uma ansiedade e dor da saudade

Tomou conta da minha alma

e do meu ser....

Só para me lembrar da falta

Que eu sinto

De você...

Amor, estranho amor ...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Que amor estranho é esse meu?

Amor que não se completa,

Que não se revela

Ou que se revela distante...

Amor dos poetas da antiguidade...

Que amavam a distância

Do ser amado...

Amor estranho amor..

Que me confunde,

Amor que me deprime

Amor que não me conforta

Amor que não se importa

Em saber de mim...

Amor estranho amor

Esse meu...

Não sei se é loucura,

Esse amor

Que ainda doi...

Amor estranho amor esse meu...

Será sorte?

Das ilusões perdidas...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Na vida da gente
muitas vezes
Passamos por situações
de aflição
Situações criadas
pela nossa mente
Carente de amor.
Ilusões perdidas...
Saudade perdidas
no tempo...
Eu já vivi ilusões
perdidas...
Perdidas no tempo,
que o vento levou...
Saudade...
E mesmo embalada
Por um sentimento
insano, profano,
Ausente de regras
e de limites,
O tempo me diz
que é hora de esquecer
As ilusões perdidas...
Perdidas no tempo ...

Palavras ao vento

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Meus versos

São tortos

Sem nexo

Sem sexo

Versos

Que

Falam

De sentimentos

Falam de mim

Esses versos

Que escrevo

São palavras

Ao vento...

Vazio que há em mim...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Quis me despojar de sentimentos,
Esvaziar o coração sofrido,
Esquecer decepções, tristezas,
Mágoas e a aflições.
Num instante contemplativo,
eu quero me refazer de tudo,
ser uma mulher mais forte,
dar a volta por cima
preencher o vazio que há em mim...
E ser mais feliz...

Quando a gente pensa ...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Não somos autossuficientes,
Estamos sempre precisando
De alguém, algum amigo,
Para confessar nossos segredos,
Nossos pecados, desejos
Nossas vivências...
Alguém para dividir situações...
Às vezes vexatórias, indevidas...
A gente pensa que já viveu tudo
Que sabe de tudo...E lá na frente
A vida te mostra
A tua tolice.

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Confissão..

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Confesso meus pecados,
pecados de mim.
Aqueles doces
momentos vividos,
Proibidos na cumplicidade
dos nossos segredos,
dos nossos corpos marcados...
Duas vidas,
dois caminhos
diferentes e dispersos...
A vida segue em frente,
cada um em sua direção
Confessemos para nós mesmos
que não podemos
viver sem errar, nem pecar...
Pecados marcados.
Experiências que nos fortalecem...
Confesso os meus pecados
e me sinto
Mais pura,
mais livre,
desimpedida
De mim...

O que foi feito de mim?

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

O que foi feito de mim?
O que foi feito da vida?
Minha vida dividida,
Confusa, difusa...
Às vezes digo sim,
Outras sussurro um não
Pouco convincente.
É difícil dizer não.
O coração acelerado
e aflito bate descompassadamente...
Sou parte de um todo dividido
E confuso, cheio de aflições,
De interrogações que
Vão se acumulando desconforme
E sem compreensão...
O que foi feito de mim?
Olívia de Cássia Correia de Cerqueira - Jornalista. Tema Espetacular Ltda.. Imagens de tema por sndr. Tecnologia do Blogger.